domingo, 22 de janeiro de 2017

DECLARAÇÃO INFELIZ

Padilha diz que morte de Teori serviu para “ganhar tempo” na Lava Jato e recebe críticas; SAIBA!


Eliseu Padilha, disse na manhã desta sexta-feira 20 em Porto Alegre (RS) que a morte do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, vai dar “mais tempo” para as homologações da Odebrecht.

“A morte, por certo, vai fazer com que a gente tenha, em relação à Lava Jato, um pouco mais de tempo agora para que as chamadas delações sejam homologadas ou não”, disse, segundo reportagem de Paula Sperb para a Folha de S.Paulo.
Os acordos de delação de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht atingem a elite política do País – mais de 100 políticos são citados como envolvidos em esquemas de pagamento de propina em troca de favorecimentos à empresa.

Segundo Padilha, Michel Temer deve indicar um substituto para Teori “com a maior brevidade possível”.

sábado, 21 de janeiro de 2017

“Não foi o mau tempo. O avião soltava muita fumaça antes de cair”


Barqueiro viu todo o acidente: “Não foi o mau tempo. O avião soltava muita fumaça antes de cair”



Célio de Araújo, um trabalhador que vive em Paraty, estava com um grupo de turistas em seu barco, quando avistou uma aeronave voando baixo

“Quando avistei o avião baixando, eu avisei: ‘Vai cair’!
“Quando reparei, ele soltou uma bola de fumaça branca, parecia aqueles aviões da esquadrilha.”
“Passou por cima do meu barco e foi perdendo altitude, bateu a asa no mar e capotou”, contou o barqueiro.
Célio narrou que os turistas ficaram em polvorosa e ele ligou imediatamente para a Defesa Civil.
“Liguei, me identifiquei e expliquei o que tinha acontecido. Eles chegaram rápido”, disse.
 Questionado se chovia muito na hora do acidente, Célio respondeu:
“Chovia bastante no local que o avião caiu […] mas, durante o resgate, a chuva aumentou bem mais”
“Pelo que vi, o acidente teve mais a ver com a quantidade de fumaça que o avião soltava do que com o mau tempo. Na minha opinião, teve um problema na aeronave”, encerrou.
Para que um avião chegue a linha de montagem, vários anos são necessários no projeto e testes, onde todas as situações são avaliadas antes de sua aprovação. No caso de tempestades, protótipos são submetidos a testes nestas condições, falhas são sanadas e itens aperfeiçoados.
Pilotos passam por severa avaliação antes de terem sua licença expedida, sua formação o habilita a decidir se o voo é seguro ou não no caso de mau tempo. Se a decisão for pela continuidade do voo, a decisão foi certa e bem avaliada. 
Não entendo apontarem sempre esses dois fatores no caso de acidentes aéreos suspeitos no Brasil.

Chegou a vez dos juizes


Justiça deve ser séria, imparcial e ter suas decisões respaldadas na Lei e na Constituição, além de estar isenta de qualquer duvida quanto a terem vantagens por beneficiar "A" ou "B".

O cenário de hoje, com a morte do Ministro do STF Teori Zavascki, por certo muito suspeita, nos remete à Itália e Colômbia de algumas décadas atrás. Juízes, promotores, políticos ou qualquer outro que ousasse se contrapor à máfia ou ao tráfico de drogas, era eliminado. 



Lógico que não escondiam os assassinatos em "queda" de aviões, explosivos cuidavam de causar maior impacto nas mortes. Por aqui ainda caminhamos nesta mesma direção.

Teori Zavascki sempre se portou com parcialidade em suas decisões no STF, não há como negar. Mas se houve realmente um assassinato, existem dois lados a investigar PMDB e PT. 


Portanto ambos os lados tinham suas razões, é aguardar para ver quem será o próximo.

O que se espera da situação apresentada? Mais ainda quando o Ministério Público, a Justiça, o Legislativo e a mídia estão inertes perante a afronta da Lei. O que está acontecendo? Uma reprise da história recente ocorrido em outros países? E quando estes mesmos juízes que não se sabe o motivo ($$$$$$$$$$) quiserem dar um basta? Certamente não conseguirão o retorno da legalidade, estarão tão coniventes que caso se oponham, serão eliminados.


O tempo dirá o futuro do Brasil e em especial do Rio de Janeiro, onde além de se locupletarem, estão desafiando a Lei e os Poderes Constituídos com o Poder Financeiro. PERIGO!
Link: RVChudo

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Foi-se o homem, fica o exemplo!

Brilhante Ustra: foi-se o homem, fica o exemplo!

16/10/15


Imagine você, abrir o jornal e ler a seguinte notícia:

Dilma Rousseff, ex-integrante do grupo terrorista Var-Palmares, responsável pelo atentado a bomba que em 1968 matou o soldado Mario Kozel que era sentinela na porta do Quartel do II Exército em São Paulo, praticou as “pedaladas fiscais” para pagar programas sociais, segundo afirmou Luis Inácio Lula da Silva, ex-presidente que enriqueceu durante os oito anos em que ocupou o posto máximo do executivo nacional.

Ou então, algo assim:
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, conhecido nos tempos em que era terrorista como “Jorge” e que participou de um assalto em 1970 a um carro pagador em Canoas – RS, se reuniu recentemente com empresários em Uberlândia para tratar de regimes especiais de tributação para os setores atacadistas.

Todas as afirmações acima são absolutamente verdadeiras. Tanto as relativas ao passado quanto às do tempo atual. Imagine agora que todas as vezes que algum órgão de imprensa citasse qualquer uma das pessoas acima nomeadas fizesse referência ao seu passado quer seja com as informações acima ou a outras relativas ao mesmo período? Apesar de tentarem esconder, é público e notório que Dilma e Fernando participaram ativamente de atividades terroristas.
É exatamente isso que é feito com o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ele foi escolhido pelos ideólogos da esquerda brasileira para ser um símbolo negativo dos anos em que o Brasil combateu e venceu a luta armada comunista. As notícias sobre a morte do Coronel Ustra ocorrida ontem após uma brava luta contra o câncer invariavelmente procuraram denegrir a sua imagem. Os que acusam o Coronel Ustra o fazem baseado no “depoimento” de “testemunhas oculares”.
Nos meus anos de advocacia criminal, tanto atuando na defesa quanto na assistência do Ministério Público, aprendi a sempre ver com cautela os depoimentos de “testemunhas oculares”. Há alguns anos, nomeado por um juiz para patrocinar a defesa de um cidadão que não podia arcar com a contratação de um advogado, confirmei tal premissa. Cinco “testemunhas oculares” afirmaram durante os depoimentos na delegacia e na instrução processual terem visto meu cliente segurar uma pessoa para que sua esposa desferisse sete tiros na vítima ceifando a sua vida. Durante a instrução em plenário, verificou-se que as cinco testemunhas jamais haviam visto o momento do crime. E quem inocentou meu cliente foi justamente o filho da vítima, que até então não havia sido ouvido por qualquer autoridade. Foi feita justiça e meu cliente foi absolvido!
Citei tal exemplo para demonstrar que “testemunhas oculares” na maioria das vezes não são confiáveis. Alguns anos do período militar foram marcados pela luta armada. Os dois lados combateram e sangue foi derramado tanto entre os militares, quanto entre os terroristas, que na época gostavam de chamar a si mesmos de guerrilheiros e hoje preferem se autodenominar “guerreiros da liberdade e da democracia”. Sangue inocente também foi derramado. Recentemente faleceu o General de Divisão aposentado Sylvio Ferreira da Silva, a última vítima ainda viva do atentado no Aeroporto de Guararapes, em Recife. Esse atentado ocorreu em 25/07/1966 quando terroristas integrantes da luta armada explodiram uma bomba naquele Aeroporto No atentado morreram o Almirante Nelson Gomes Fernandes e o jornalista Edson Regis de Carvalho. Além das mortes, outras 14 pessoas ficaram feridas. O atentado tinha por objetivo matar o então candidato à Presidência Arthur da Costa e Silva. Você viu algum órgão da imprensa noticiar com destaque o falecimento do General Sylvio? Foi feita alguma referência ao fato de que ele havia sido mutilado por tal atentado ocorrido em solo brasileiro? Claro que não! Não interessa mostrar os dois lados da história. No Brasil dominado pela esquerda, a história tem sido reescrita unilateralmente e não interessa que a população conheça o passado dos nossos atuais dirigentes.
Entretanto, e a despeito da vontade da esquerda dominante, tal situação tem mudado, graças ao advento da popularização da Internet e das Redes Sociais. A verdade tem vindo a tona e é reconfortante ver que parcela significativa dos internautas brasileiros não aceitam mais as mentiras que a esquerda tenta nos impingir. Basta conferir-se os comentários postados pelos internautas nas matérias relacionadas ao óbito do Coronel Ustra para confirmar-se tal fato. Não é a toa que o governo federal acalenta com muito carinho e dedicação projetos que pretendem amordaçar a Internet, inclusive criminalizando a livre expressão.
Entretanto, e mais importante do que as diferenças ideológicas ou partidárias, e acima das mentiras, do ódio e divisão de classes que tem sido instigado pelo PT, deveríamos ter ainda senso de dignidade e respeito. Criticar uma conduta que se julga errada é algo bem diferente da ofensa pessoal que inclusive alguns tentam estender aos familiares. Não vou aqui escrever que o Coronel Ustra era uma vítima do ódio e do ranço da esquerda. Não creio que ele gostaria desse adjetivo. Ustra era, e é, onde quer que ele esteja, e espero e confio que está em um lugar muito melhor do que esse miserável mundo cheio de ódio e maledicências, um soldado de primeira classe, que serviu ao seu país e amou o seu Exército com toda a força do seu espírito. Fui apresentado ao Coronel Ustra pelo General Paulo Chagas em março desse ano durante a Missa da Reconciliação Nacional, que foi celebrada em Brasília. Conversamos durante algumas horas e pude perceber a sua educação, a firmeza do seu caráter, o seu patriotismo e o amor dedicado a sua família. E percebi ainda a sua indignação diante do lamentável quadro que vivemos hoje no Brasil e que devemos exclusivamente àqueles que nos governam e que chegaram ao poder graças à mentira, à falcatrua e a inação de muitos brasileiros.
É preciso que nós brasileiros resgatemos valores cultuados pelo cidadão Carlos Alberto Brilhante Ustra como respeito, honra, dignidade, amor a pátria e principalmente que nos aproximemos mais dos ideais de Cristo que um dia veio a essa terra para expiar os nossos pecados. É preciso que nós tenhamos mais senso crítico e que não nos curvemos à vontade daqueles que colocam seus próprios e ímpios interesses acima dos interesses da nação.
Carlos Alberto Brilhante Ustra lutou bravamente durante toda a sua vida. Lutou e derrotou os terroristas que tentaram implantar no Brasil uma ditadura comunista. Não se curvou nem se intimidou diante da Comissão da (in)Verdade, que nunca buscou apurar todos os fatos, mas, se comportou como um tribunal de exceção, numa vã tentativa de desqualificar as nossas Forças Armadas. Sua última batalha, contra o câncer, ele perdeu. Mas, sempre teve ao seu lado, tanto nos anos em que era oficial da ativa, quanto agora, na cama de um hospital, a presença de sua amada esposa Joseíta, das filhas e netos e dos amigos verdadeiros. Como o bom soldado que é, Ustra nos deixou para fazer reconhecimento do terreno e preparar a nossa própria ida para os campos celestiais.
Tomara que nós saibamos honrar o seu exemplo!
Autor: Robson Merola de Campos, advogado.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Sabem o que é "seguro de cú"?

Sabem o que é "seguro de cú"?


Os Policiais Militares mais antigos certamente conhecem muito bem esse termo, é usado quando o presidiário malandro sacaneia alguém, vacila, e vira o “bola da vez”. Dai, ele procura a administração do presídio, expõe seus motivos e, se comprovados, vai para o “seguro de cú”. Local isolado, longe de sue algozes.


Acabamos de sair de uma reunião com o Comandante Geral da Polícia Militar, só em 2017 já foram mortos 10 policiais no Estado do Rio de Janeiro. (Ele perdeu a conta, já são 13)
Estamos construindo uma "aproximação" com o comando da PM para tornar institucional esta parceria.

Isso se chama "seguro de cú"!

Na política a coisa já está cambando para este lado. As diversas “começões” de direitos dos “mano”, estaduais e federais, já visualizam isso, a coisa vai ficar feia pra eles. Por décadas desprestigiaram os policiais e qualquer outro agente de segurança, enalteceram marginais de todas as especialidades, os nominaram “vitimas da sociedade”.

O PCC, até então só em São Paulo, se espalha rapidamente pelo País, seus adversários (concorrentes) estão sendo sumariamente mortos dentro dos presídios. No Rio de Janeiro muitas comunidades já estão ocupadas por esta facção e, em breve a “guerra” vai começar dentro e fora dos presídios.


Os membros da Comissão de Segurança Pública da ALERJ sempre foram os defensores das diversas modalidades criminais, por décadas o numero de assassinatos de policiais e agentes da segurança pública veem aumentando e nunca se soube de nenhuma iniciativa destes pseudo deputados e compinchas em prol da carnificina que ocorre todos os dias contra nossos agentes da lei.


É lógico que isso nunca significou nada para eles, mas agora pode ser a diferença entre a vida e a morte. Toda essa corja de legisladores e membros das comissões de segurança pública iniciaram suas “carreiras” dentro dos presídios, coincidentemente os ocupados pela facção CV, a mesma que está sendo executada  e decapitada em vários presídios. 


Nunca vi nenhum destes comandantes que hoje aparecem ridiculamente junto a Freixo numa manifestação pela vida do policial, compareci a todas. 

           Coronel Ibis Pereira, ex comandante geral da PMERJ.

Coronel Robson, ex comandante UPP e ex chefe do Estado Maior Administrativo da PMERJ, segundo na hierarquia da Corporação.
Link: RVChudo

Não vi o narcotraficante Freixo, nem seu representante, nem membros da Comissão dos Direitos Humanos da ALERJ que o narcotraficante preside. Certamente é um alvo em potencial. Uma aproximação com a PM na tentativa de mudar sua imagem pode lhe render frutos, mas só na cabeça dele. O efetivo PMERJ já aprendeu bastante para saber que são seus inimigos.

Eu quero começar a ver politico decapitado!

Empresários deduram oficiais corruptos da PMERJ.

Policiais Militares aguardando atendimento incerto no Hospital da PMERJ.

Depoimento faz parte do acordo de delação premiada que sócios fizeram com o Gaeco. Pedido fraudulento assustou dono da empresa que forneceria o produto: 15 mil galões de ácido peracético.

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Faltam médicos, ar-condicionado, remédios. É delicada a situação do Hospital Central da PM, policiais cansados de esperar atendimento protestaram na manhã desta segunda-feira (16), em frente à unidade, no Estácio.
A confissão de dois empresários ao Ministério Público mostra que um dos fatores para a precariedade do hospital é a corrupção. A delação premiada da dupla foi homologada pela Justiça e revela os detalhes de uma fraude milionária.
Um pedido fraudulento assustou o dono da empresa que forneceria o produto: 15 mil galões de ácido peracético.
"Eu não sei qual era a rotina do Hospital da PM, porque o ácido peracértico pode ser usado para várias coisas, pode substituir por hipoclorito de sódio, pode lavar mesa, lavar parede. Pode fazer o que você quiser. O quantitativo era muito grande", disse um dos sócios da empresa Medical West Comércio de Produtos Médicos Hopitalares ltda.
O depoimento faz parte do acordo de delação premiada que o empresário fez com o Gaeco - o grupo de atuação especial de combate ao crime organizado do Ministério Público do Rio. O empresário e o sócio dele confessaram que participaram de um esquema de desvio de verba do Hospital Central da Polícia Militar.
O Ministério Público e a subsecretaria de inteligência do estado descobriram que a PM comprou 15 mil galões de cinco litros de ácido peracético que nunca foram entregues. O valor da compra é de R$ 4,217 milhões.
"A gente já sabia que não iria entregar. Eu fiquei com R$ 1,7 milhão se não me engano. Aí eu paguei imposto, quase R$ 400 mil de impostos. 55% teria que ficar com eles e 45% com a gente da empresa. A gente repassou a ele R$ 2,1 milhões, pro Major Delvo(...)geralmente colocava (dinheiro) numa caixa ou amarrava em sacos, alguma coisa ali próxima do Maracanã, onde a gente se reunia. Levamos numa caixa e entregamos a ele dentro de um bar. Em outra oportunidade foi em um shopping, na praça de alimentação", contou um dos sócios.
Além do major Delvo Nicodemos estão presos desde novembro de 2015 outros cinco oficiais da PM, entre eles o coronel Ricardo Coutinho Pacheco, ex-chefe do estado maior da corporação. Os policiais são acusados de desviar R$ 14 milhões do Fundo de saúde da Polícia Militar. As investigações mostram que, na maioria dos contratos, os oficiais exigiam o pagamento de 10% de propina.
Os oficiais foram denunciados pelo MP por peculato, corrupção e fraude licitatória.
"Desviar verba em si já é um absurdo, do setor de saúde pior ainda. E lesando policiais militares, muitos inclusive sem receber diante da grave crise financeira. Tornando mais precária ainda as condições das unidades hospitalares militares. Realmente há uma repugnância muito grande. São criminosos travestidos de policiais que, ao meu ver, é a pior criminalidade", disse o promotor de justiça Cláudio Calo.



E assim segue o PM, sem salário, sendo esculachados, comandantes ávidos em punir e um coronel que já foi o segundo na hierarquia da PMERJ acusado de desvio milionária do Fundo de saúde, dinheiro pertencente a todos os componentes que contribuem. Será que o Comandante Geral ignorava tudo isso? Mas certamente os PMs irão substituir os SEAP caso haja paralisação da categoria.


"Gilmar Mendes não é um juiz isento, é um militante partidário"

Roberto Amaral: "Gilmar Mendes não é um juiz isento, é um militante partidário"

Ex-deputado assina pedido de reabertura de processo de impeachment contra ministro.

Amaral: "Supremo não tem que ouvir voz das ruas, Supremo tem é que respeitar a Constituição".

Amaral, que assina o documento com os juristas Celso Antônio Bandeira de Mello, Fábio Konder Comparato, Sérgio Sérvulo da Cunha e Álvaro Augusto Ribeiro da Costa e com a ativista de direitos humanos Eny Raymundo Moreira, não poupou críticas a Renan, a quem ele acusa de tomar uma decisão monocrática, sem consultar a Mesa Diretora do Senado, ao arquivar o pedido, e de defender interesses próprios, já que o senador é réu no STF e poderia sofrer algum tipo de "retaliação" da Suprema Corte ao dar prosseguimento num processo de destituição de um ministro do Judiciário.
"Renan Calheiros arquivou o processo sem nem mesmo ter dado tempo para ler o documento. A decisão dele tem pelo menos três ilegalidades: a autoridade de decidir pelo pedido de impeachment não era dele, mas da Mesa Diretora do Senado, já que esses pedidos são analisados coletivamente; além de não ser autoridade indicada, ele está comprometido e deveria se declarar impedido de opinar no processo, pois está sendo julgado no Supremo; por fim, Renan não fundamentou sua decisão. Ele afirma que nos baseamos apenas em notícias de jornais. Ora, as notícias são a prova de que Gilmar faz militância partidária na imprensa e antecipa seus julgamentos com ampla divulgação da mídia", argumentou Amaral.
Ex-ministro de Ciência e Tecnologia Ex-ministro de Ciência e Tecnologia no governo Lula, Amaral rechaçou argumentos recentes de que as vagas no STF deveriam ser preenchidas por votação popular, e não por votação de maioria absoluta do Senado e posterior nomeação pelo presidente da República. Segundo Amaral, trata-se de uma crise recente do Judiciário, ocasionada por uma crise institucional que teve início com instabilidades da política brasileira a partir das eleições de 2014.
"Não é a forma de escolha dos ministros do Supremo, que tem uma longa história. Esse comportamento é coisa que vem dos últimos anos, numa onda populista. É uma crise política, uma crise institucional que tem como manifestação a usurpação de poderes do Executivo e do Legislativo pelo Judiciário. Ricardo Lewandowski (ex-presidente do STF) chegou a defender, em artigo de jornal, o Supremo como Poder Moderador, mas isso não existe na República, só existe na numa monarquia. Na medida em que temos um Executivo ilegítimo, chefiado por um presidente sem liderança, um Legislativo que é esse que nós temos aí e dispensa apresentações, o Supremo se arvora, exercendo poderes pela inércia e pela incompetência dos demais poderes", disse Amaral, que não deixou de criticar magistrados que recentemente vêm defendendo que o Supremo "ouça a voz das ruas":
"Não tem nada disso. Supremo não tem que ouvir voz das ruas, Supremo tem é que respeitar a Constituição Federal. Quem ouve a voz das ruas são deputados e senadores. O resto é demagogia, é populismo. A pior coisa que pode ocorrer no Brasil é o populismo judicial", completou Amaral.