sexta-feira, 22 de junho de 2018

O abismo que ameaça


O que pode esperar um candidato, sendo eleito presidente da República, sem que a ele se tenha creditado o direito de ignorar a imensidão dos problemas que vai herdar? A indagação, longe de ser mera curiosidade, faz sentido ao se exigir que o postulante ao voto não queira considerar-se eximido das responsabilidades que persegue. É preciso apresentar ao eleitor não apenas um conjunto de boas intenções, porque essas são fartas na bagagem de todos que postulam a aprovação; o que cabe apresentar é o equacionamento objetivo das soluções para os problemas. Não basta apregoar a intenção de solucioná-los. Mas como solucioná-los? Ainda mais na atual conjuntura, caracterizada por dificuldades múltiplas. Discursos de senhoras e senhores de boas famílias não serão suficientes para interromper essa marcha de chão batido em que caminha o pais, rumo a graves impasses.
Corre, à “bocca chiusa”, como dizem os bons jornaleiros italianos, que até familiares de alguns candidatos assustam-se com os obstáculos no horizonte do Planalto. Por isso, na intimidade e nos círculos amigos mais próximos, há um temor ante o volume e a dimensão da herança que o eleito haverá de receber no primeiro dia de janeiro. O preço da aventura será imenso, porque o quadro de desafios que o atual governo não pôde superar, ou que ele próprio criou e agravou, já prenuncia esforços ingentes, de forma alguma de fácil superação. Às famílias e amigos, se efetivamente preocupados, cabe, de fato, esse direito, ainda que, por dever de lealdade, trabalharão com afinco para verem a vitórias dos seus. Não querer a derrota, mas temer a vitória. Um sentimento singular.  
Nada de novo. A biografia dos estadistas, sejam eles presidentes ou governadores, é rica nessa tendência à autoflagelação, sendo numerosos os casos em que homens, econômica e financeiramente independentes, eleitos, veem-se na contingência de, estando no cargo, se associarem ou serem complacentes com grupos que corrompem e promovem tráfico de influência. Quem vence é obrigado a ceder para poder governar. Não rouba, mas não pode impedir que outros roubem. Os partidos que lhe dão apoio impõem ministros, às vezes até comprovadamente corruptos, e assinam o termo de posse com a mão suja de dinheiro do crime. O presidente, sujeito à governabilidade é obrigado a ouvi-los e acatá-los. Traça-se tal panorama pessimista, mas a culpa é da realidade. De ninguém mais.   
Então, o que leva um homem honrado a sujeitar-se a isso? Logo aquele que deixou as águas costeiras da vida doméstica e profissional para se lançar à tempestade do mandato. Já não lhe satisfará o desejo sincero de fazer o bem, porque muitos vão ser suficientemente fortes para exigir o mal. Para consolo, garante o psiquiatra Steve Sieczenik, que medicou e assistiu três governantes dos Estados Unidos, que a grande maioria dos políticos é formada de homens honestos que chegam à presidência; o problema é que tendem a terminar clinicamente deprimidos, depois de sentir que não têm o poder que desejavam. Voltam para casa com um monte de frustrações. Mesmo antes deles, as famílias ficam sabendo disso. Nietzsche atribuía essa aventura à sede incontrolável de poder. Nem a fome pode superá-la.
Dito e refletido, o melhor que se terá saber dos candidatos, na campanha que começa, é com que disposição, com que recursos, com qual sabedoria vão entrar nessa jornada, invariavelmente acidentada e hostil. E que se mostrem sinceros, sem rodeios, sem frases de efeito. Como haverá de escapar de poderosos bandidos, se deles haverá de precisar, alimentando uma base parlamentar pantagruélica?
Detalhe que não escapa é que na batalha seguinte não faltará a presença de veteranos, de cabeças enevadas, conhecedores do desafios a enfrentar. Incautos, jamais. Para esses, alguém cita o poeta Amado Nervo: é mais fácil encontrar mulher resignada a envelhecer do que um político a sair de cena.

Jornal do Brasil

terça-feira, 19 de junho de 2018

Informativo da Confederação Direita Brasil.


Políticos da Esquerda estão tentando implantar na mente da população que está revoltada com tanta corrupção a votarem NULO ou não votarem nesta eleição. Isso é pura MANIPULAÇÃO ESQUERDISTA que falam se votarmos nulo vai ter novas eleições, isso é mentira!

O voto nulo só beneficia o PT e demais partidos de esquerda.

Segundo essa informação que os ESQUERDISTAS e alguns ditos "intervencionistas" estão divulgando:
- A Legislação Brasileira diz que se a eleição tiver 51% de votos nulos, o pleito é anulado e novas eleições são convocadas com novos candidatos. MENTIRA!!!

Se numa eleição houver maioria de votos nulos, não é obrigatória uma nova eleição com candidatos diferentes da primeira. Será eleito o candidato que obtiver 50% mais um dos votos válidos, mesmo que todos tenham anulado seu voto e só o candidato tenha votado nele mesmo, ele será eleito e empossado.



Não caiam na conversa mentirosa que a esquerda, auxiliada por alguns ditos "intervencionistas", estão divulgando. Se todos votarem nulo ou não irem votar, só vai beneficiar os candidatos de esquerda, que comparecem em peso para votarem em seus candidatos. Se abster de votar ou votar nulo só vai garantir que os mesmos corruptos se reelejam, pois, eles tem seu eleitorado garantido e fiel e, embora minoria, se beneficiam da ignorância da Direita em cometer o BAN (Votos em branco, abstinência e nulos)
Portanto temos que votar em novos políticos e de Direita que sejam a favor:
- Da família
- Da religião e princípios Judaico/Cristãos.
- A favor da garantia e da posse da propriedade privada.
- A favor da liberdade de imprensa, pois só assim a verdade prevalece.
- A favor de menos burocracia e de menos impostos.
- Que sejam contra a liberação das drogas.
- Contra a ideologia de gênero.
- A favor da posse e do porte de armas para o cidadão de bem defender seu patrimônio, sua família e a vida.
- Que não defendam criminosos.



Podemos renovar esse quadro político danoso atual tirando esquerdopatas do poder. Para que isso aconteça só através do voto, para mudarmos o rumo político do nosso querido Brasil.

Rômulo Bittencourt, Confederação Direita Brasil

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Queremos mudança já!!!


O voto no Bolsonaro não é um voto na etica, moral e bons costumes... é sim em tudo isso e muito além, é o voto anti Maduro, anti Lula, anti Zé Dirceu, é o voto anti Gilmar Mendes, Levandowiski, anti Sarney, Renan Calheiros, Jucá, etc... É o voto anti esquerda PSOL, Boulos, anti protesto de 15 pessoas que param o centro de São Paulo inteiro, é o voto anti bandido de moto roubando celular as 6 da manhã em ponto de ônibus e saindo ileso, é o voto a favor da PM que só apanha da imprensa.

É o voto de quem não liga pra maconha mas não quer o bando de maconheiro fumando na frente do seu portão e rindo da sua cara que não fuma.

O voto no Bolsonaro é o voto do brasileiro comum, aquele cara normal, que trabalha, tem seu carro, seu trabalho, que fica puto com o aumento da gasolina e gás de cozinha, que hoje tá preocupado com febre amarela e o preço do livro dos filhos que vai começar as aulas...

Essa gente, mesmo sem estudar demais, sabe que ninguém vai ser santo, mas sabe que o único que ta ai falando a verdade, batendo de frente, mostrando o rosto sem se esconder como faz uma Marina Silva, um João Amoedo... Alckmin, é o Bolsonaro.

Que pesando funcionário de Angra, quantidade de viagens, imóveis na Baixada, e em Brasilia, vê que o deputado tem padrões morais e éticos que os outros não apresentam e não gostam de ser relacionados.


Os "bolsominions" ao qual creio estar dentro, sabem que ele é a barreira entre um governo difícil e o governo fácil que nos levará a ser a próxima Venezuela.

Quero minha arma, quero bandido morto, quero o fim da propaganda estatal, quero o fim de dinheiro prá ONG´s.

Voto em Bolsonaro sim, queremos um Governo de Direita no Brasil, chega de esquedeopatas socialistas comunistas que nada fizeram pelo povo brasileiro desde os governos militares!
Basta queremos mudança já!!!

Por Ricardo Andrade

SOMOS TODOS BOLSONARO!!!

sábado, 16 de junho de 2018

AS 17 LOUCURAS DE BOLSONARO


Loucura 1: Exército gerenciando obras públicas com o uso de mão de obra dos presídios;
Loucura 2: Banco Central afinado com o Ministério da Fazenda, mas independente pra atuar (sem interferência política);
Loucura 3: Escola Sem Partido;
Loucura 4: Escola Sem Ideologia de Gênero;
Loucura 5: Educação, Cultura e Esporte no mesmo Ministério trabalhando interligados e de forma complementar comandado por um General especialista em Colégios Militares – Federalização da Educação Média com a Militarização dos Colégios;
Loucura 6: Colocar técnicos nos ministérios, portanto o Ministro da Saúde deverá ser formado na área e assim sucessivamente;
Loucura 7: Redução de 40 pra 15 ministérios e privatização e extinção de estatais;

Loucura 8: Mais Brasil, menos Brasília – Novo pacto federativo onde o $ fique nos municípios e estados e não na União, que atuará como gestora e não executora de programas;
Loucura 9: Imposto Único – IVA ou pelo menos redução de impostos pra todos os setores produtivos buscando a curva de Lafer;
Loucura 10: Redução da Maioridade Penal com a possibilidade de emancipação do criminoso em casos hediondos ou de reincidência;
Loucura 11: Fim da Audiência de Custódia;
Loucura 12: Investimentos pesados na exploração de minérios e recursos minerais;
Loucura 13: Rediscussão de tratados econômicos, tais como o Mercosul em busca de mais relações econômicas bilaterais;
Loucura 14: Fim do toma lá dá cá – Acordos políticos serão feitos à luz do dia – Transparência na política;
Loucura 15: Fim da política externa voltada para fora e permissiva. A soberania nacional voltará a ser a coisa mais importante para a Presidência da República;
Loucura 16: Criação do Programa Minha Primeira Empresa, aos moldes do Primeiro Emprego, terá foco em incentivar novos empreendedores;
Loucura 17: Revogação do Estatuto do Desarmamento com a aprovação da posse de arma para todos os cidadãos e em alguns casos do porte de arma. Todos terão direito a legítima defesa de si, dos seus e de terceiros, além de poder defender a sua propriedade sem ser responsabilizado pelos acontecimentos decorridos da invasão à sua propriedade, ou seja, poderemos sim nos defender sem represálias!
Se depois destas 17 loucuras desse “louco” você ainda tiver dúvidas em quem votar, sinceramente o problema do Brasil não está em Brasília, mas está em você!

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Copa da Rússia chegou e Brasil ainda não terminou 41 obras de 2014

Quatro anos depois de perder da Alemanha por 7 a 1, Brasil ainda tem obras atrasadas.
Em dezembro de 2013, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) lançou um apelido que acabou pegando: o Brasil realizaria a "Copa das Copas" em 2014, disse a petista. Torcedora do Atlético Mineiro, Rousseff também elogiou o escrete canarinho, que seria "forte" e "cheio de novos craques geniais". O fim da história dentro de campo é conhecido: no dia 8 de julho, a Seleção Brasileira sofreu a famosa derrota de 7 a 1 para o time da Alemanha, em Belo Horizonte.
A derrota no estádio do Mineirão ficou na memória coletiva dos brasileiros. Mas há um outro "7 a 1" cujos efeitos são sentidos até hoje: a um dia do início da Copa da Rússia, dezenas de obras planejadas para o mundial de futebol de 2014 continuam inconclusas em 10 das 12 cidades que sediaram jogos naquele ano. Baseada em dados de governos estaduais, prefeituras e da Controladoria-Geral da União (CGU), a BBC News Brasil encontrou pelo menos 41 obras ainda inacabadas, paralisadas ou mesmo abandonadas.

Canteiros abandonados ficam em avenidas importantes da região metropolitana de Cuiabá.

Na maioria, são obras viárias e de mobilidade urbana: viadutos, ampliação de avenidas, trens de superfície (VLTs) e corredores de ônibus (BRTs). Há também três aeroportos cujas obras de ampliação ainda não foram concluídas, nas cidades de Salvador (BA), Cuiabá (MT) e Belo Horizonte (MG).
As obras inconclusas da Copa de 2014 vivem várias realidades diferentes. A maior parte foi interrompida ou está em andamento. Algumas foram totalmente abandonadas e não há previsão de quando (e se) serão retomadas.
Há construções nos quais o dinheiro público já foi gasto em estudos e primeiras instalações, antes de a ideia ser completamente abandonada. Em Brasília, a construção de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) chegou a ser iniciada, ligando o aeroporto ao centro da cidade. R$ 20 milhões foram investidos, mas o projeto acabou deixado de lado (leia mais detalhes abaixo).
Não dá para dizer que as cidades não tiveram tempo para planejar e executar as demandas: em 13 de janeiro de 2010, o então ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB) assinou a primeira versão da Matriz de Responsabilidade da Copa - o documento também foi subscrito pelos prefeitos das 12 cidades que sediaram o evento, além dos governadores. A Matriz trazia a relação das principais obras: estádios, reforma de aeroportos, etc., além do montante a ser investido pelas esferas de governo (prefeituras, Estados e União).
O levantamento da BBC News Brasil leva em conta tanto as obras que estavam na Matriz quanto aquelas que foram prometidas por prefeituras e governos para a Copa - mesmo as que não integraram o documento, ou foram removidas da versão final.
Para tentar agilizar as obras da Copa, o governo também criou o chamado "Regime Diferenciado de Contratação", o RDC. Polêmica, a medida reduzia as regras e diminuía o rigor exigido no processo de licitação de uma obra pública. Por exemplo: em vez de ter de entregar às empresas que disputariam a licitação um projeto detalhado, com todos os custos, o governo passou a poder entregar só um "anteprojeto de engenharia".
A maioria dos projetos era de responsabilidade das prefeituras e governos estaduais - alguns deles com financiamento do governo federal. As administrações alegam uma série de problemas que atrapalharam a conclusão como falta de dinheiro, interdições da Justiça, problemas de licitação e abandono das obras por parte das construtoras.
São Paulo e Rio de Janeiro não entram na lista porque concluíram as obras prometidas, mesmo que com atraso. Uma dos projetos ventilados para a capital paulista era a linha 17 do metrô, um monotrilho. Ele ligaria o aeroporto de Congonhas ao estádio do Morumbi. No entanto, com a construção do Itaquerão como estádio-sede do evento, o modal saiu dos itens prometidos para 2014 - ele segue em construção até hoje.
Abaixo, um resumo das obras da Copa de 2014 inconclusas ou abandonadas, em cada uma das 10 cidades-sede do evento.

Belo Horizonte


Obra de corredor de ônibus que passa pelas avenidas Antônio Carlos, Pedro I e Vilarinho não foram concluídas (Imagem de 2012)
Na capital mineira, ficaram inconclusas as obras de reforma e ampliação do aeroporto internacional de Confins, o principal do Estado, e a construção de um corredor de ônibus (do tipo BRT).
Desde 2014, Confins recebeu uma série de obras que ampliaram sua capacidade em 5,3 milhões de passageiros por ano (hoje, o aeroporto tem capacidade de receber até 17,1 milhões de pessoas a cada ano). Mesmo assim, estão inconclusas a ampliação da pista de pouso (que deve ficar pronta até o fim deste ano), e a reforma de um dos terminais de passageiros. No caso do terminal, as obras foram suspensas por decisão da Justiça Federal de Brasília, ainda no começo de 2015, e a Infraero, responsável pelas obras, agora aguarda a solução do caso na Justiça.
Em Belo Horizonte, a prefeitura ainda não conseguiu concluir o corredor de ônibus que passa pelas avenidas Antônio Carlos, Pedro I e Vilarinho, embora a maior parte da estrutura já esteja em operação.
Os corredores de ônibus do tipo BRT (sigla para Bus Rapid Transport, ou Transporte Rápido por Ônibus) são chamados na capital mineira de "Move". O corredor inconcluso tem 14,7 quilômetros de extensão, e liga o estádio do Mineirão ao aeroporto de Confins. O trecho que falta é justamente o da avenida Pedro I. Em junho de 2014, durante os jogos, um trecho de viaduto caiu no local e matou duas pessoas.
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, devido à finalização do contrato com a empresa Cowan, estão pendentes alguns serviços complementares, como sinalização, paisagismo e obras na via no entorno. A previsão de novas licitações para a conclusão dos trabalhos está prevista para 2018.
O custo total da obra é de R$ 685,12 milhões.

Brasília


Obras de urbanização no entorno do estádio Mané Garrincha não saíram do papel
Na capital federal, são quatro obras previstas para a Copa de 2014 que nunca saíram do papel: a urbanização do entorno do estádio Mané Garrincha; um jardim projetado pelo paisagista Burle Marx, no centro da capital; a reforma do calçamento dos setores hoteleiros da cidade; e um trem de superfície (do tipo VLT), ligando o aeroporto ao centro.
O caso mais importante é o do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O projeto custaria R$ 1,5 bilhão (valores de 2010), e teria extensão de 22,6 quilômetros. As obras começaram a ser feitas, e pelo menos R$ 20 milhões foram investidos. O trabalho foi suspenso diversas vezes pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e em abril de 2011, pela Justiça Federal. O consórcio responsável acabou mencionado no escândalo da Caixa de Pandora, que resultou na queda do ex-governador José Roberto Arruda (PR).
Em 2012, o VLT de Brasília se tornou a primeira obra da Copa oficialmente cancelada. Em nota à BBC News Brasil, o governo de Brasília disse que um novo projeto de VLT fará parte do "Plano de Desenvolvimento do Transporte Público sobre Trilhos do Distrito Federal", o PDTT/DF, que está "em fase final de elaboração".
Brasília também desistiu de outra obra prevista para a Copa: a urbanização do entorno do estádio Mané Garrincha e a construção de túneis por baixo do Eixo Monumental, ligando o estádio a espaços culturais da cidade, como o Clube do Choro. O investimento previsto era de R$ 285 milhões, mas a obra foi cancelada no fim de 2014, após a Copa do Mundo. O governo local, então sob Agnelo Queiroz (PT) não viu mais necessidade de concluir a melhoria. Em 2017, o atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), decidiu arquivar o projeto.

Cuiabá


Vagões do VLT estão parados em estacionamento desde novembro de 2013
A capital de Mato Grosso é uma das cidades com mais obras da Copa inconclusas: nove.
E também ostenta um dos piores exemplos do "legado" do torneio: o VLT da cidade é hoje a obra inacabada da Copa mais cara do país. A obra já consumiu R$ 1,06 bilhão de reais, mas só 30% do projeto está pronto (inicialmente, a previsão era de que o projeto todo custasse R$ 1,4 bilhão). A construção foi alvo de uma operação da Polícia Federal (Descarrilho, em agosto passado).
Segundo o governo do Estado, o contrato com Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande foi rescindido após instalação de processo administrativo pelo Governo do Estado para apurar infrações contratuais.
Ainda de acordo com as autoridades, uma nova licitação está em andamento. Os valores para a conclusão das obras ainda estão sendo calculados.
Cuiabá também deixou pelo caminho as obras de dois Centros de Treinamento (COTs). Um deles, o COT Professor João Batista Jaudy, na Universidade Federal de Mato Grosso, está 82% construído. As obras estão em andamento (foram retomadas em abril passado, segundo o governo do Estado, com um orçamento estimado em R$ 17,25 milhões). O outro, na Barra do Pari, está paralisado, Até agora, 69,2% da construção está concluída.
O Estado diz que reiniciará as tratativas com a construtora para que ela retome os trabalhos ou para que haja uma rescisão contratual.
Além disso, também não estão concluídas a reforma do aeroporto Marechal Rondon (sob responsabilidade da Infraero), uma via elevada (a Trincheira Jurumirim), as ampliações de três avenidas (Parque do Barbado, 8 de Abril e Estrada do Moinho). Por fim, ainda há pendências na Arena Pantanal, embora o estádio tenha recebido quatro jogos da Copa de 2014. O Estado não respondeu sobre o motivo dos problemas no estádio.

Curitiba


Recentemente, a Prefeitura de Curitiba abriu licitação para terminar as obras do terminal Santa Cândida.
Na capital do Paraná, as pendências se referem à mobilidade urbana: três ampliações de vias, sob responsabilidade do governo do Estado, e a reforma de um terminal de ônibus, a cargo da prefeitura da capital.
A principal obra viária é um corredor de ônibus ligando o aeroporto mais importante do Estado, no município vizinho de São José dos Pinhais, à rodoferroviária de Curitiba. Segundo o governo do Estado, 70% da obra está pronta, e a previsão é de que o trabalho seja concluído no fim deste ano. Até o momento, a obra já consumiu R$ 44,4 milhões (a previsão inicial, na Matriz de Responsabilidade, era de R$ 65,2 milhões).
Outras duas obras sob responsabilidade do governo estadual também estão inconclusas: a ampliação do corredor Marechal Floriano Peixoto, e a implementação de um sistema de monitoramento de trânsito.
A prefeitura de Curitiba, por sua vez, ainda não concluiu as melhorias no Terminal Santa Cândida, que foi entregue incompleto em fevereiro de 2016, ano de eleições municipais. À BBC News Brasil, a prefeitura disse que fechou em maio um novo contrato para a conclusão do projeto, previsto agora para novembro.

Fortaleza


Previsto para a Copa de 2014, o VLT Parangaba-Mucuripe ainda não saiu da fase de "operação assistida"
Assim como Brasília e Cuiabá, a capital do Ceará também teve problemas para tirar do papel a obra de um VLT, uma espécie de metrô de superfície. Além do VLT, Fortaleza também não concluiu a ampliação do aeroporto Pinto Martins - a empresa que administra o terminal, a francesa Fraport, diz que investirá R$ 800 milhões para terminar tudo.
O ramal Parangaba-Mucuripe do VLT de Fortaleza está hoje 75% concluído, mas ainda não opera em sua capacidade máxima. De dez estações previstas, só quatro estão em "operação assistida", transportando pessoas no período da manhã e de forma gratuita.
À BBC News Brasil, a Secretaria de Infraestrutura do Governo do Ceará informou que outras quatro estações devem começar a operar de forma experimental no início de julho deste ano. E o restante da obra deve ser concluído até o fim do segundo semestre.

Manaus


Obra que ligaria a Arena Amazônia ao centro de Manaus sequer saiu do papel
Na capital do Amazonas, dois projetos da Copa de 2014 sequer começaram a ser construídos: um corredor de ônibus (BRT) ligando a Arena da Amazônia até o centro da cidade e dois Centros de Atendimento ao Turista (CATs).
Alegando que os recursos do governo federal não foram liberados a tempo, a prefeitura de Manaus desistiu da obra do BRT ainda em 2012. O investimento previsto era de R$ 1,2 bilhão, mas o dinheiro não foi aplicado.
A justificativa é a mesma para a não construção dos CATs: o dinheiro oferecido pelo Ministério do Turismo não foi utilizado porque "não houve tempo hábil" de aprontar as estruturas para a Copa do Mundo, disse a prefeitura à BBC News Brasil.

Natal


Projeto de drenagem na Arena das Dunas, em Natal, continua incompleto quatro anos depois da Copa de 2014
Sede do estádio Arena das Dunas, Natal tem três obras programadas para a Copa ainda inacabadas.
Estava prevista uma reforma de 55 quilômetros de calçadas para torná-las acessíveis para cadeirantes, por exemplo. Só 5% foram concluídos.
Um projeto de drenagem no entorno da Arena das Dunas segue incompleto, com 80% das obras feitas, a um custo de R$ 194 milhões.
A construção de um corredor de ônibus foi abandonada.
Procurada, a Prefeitura de Natal não se pronunciou até a publicação deste texto.

Porto Alegre


Trabalhos no viaduto da avenida Ceará, obra em Porto Alegre prevista para Copa de 2014, foram retomados neste ano
Em Porto Alegre, os atrasos se concentram na construção, reforma ou ampliação de vias públicas, como viadutos e avenidas. Ao todo, são nove vias em obras - e o valor total a ser investido é de R$ 1 bilhão, segundo informou a prefeitura da capital gaúcha à BBC News Brasil. Deste total, a prefeitura já investiu pouco mais da metade (R$ 525 milhões). Outros R$ 475 milhões devem ser gastos antes de que todas as obras sejam concluídas.
Das nove obras paradas, três já foram retomadas. A mais adiantada, um viaduto na avenida Ceará, deve ficar pronta em setembro. As outras seis obras ainda estão paradas, segundo a prefeitura, mas todas já têm ao menos uma previsão de quando voltarão a ser tocadas. A mais atrasada é o corredor de ônibus da avenida João Pessoa: só 50% da obra física está pronta, e a previsão de conclusão é para dezembro de 2019.
"As obras de mobilidade de Porto Alegre foram impactadas pela grave crise financeira enfrentada pela Prefeitura", disse a administração municipal em nota à BBC News Brasil. Para dar seguimento, o município conseguiu um financiamento de R$ 120 milhões com o banco estatal gaúcho, o Banrisul, além de remanejar verbas de outras áreas.

Recife


Obra viária que liga Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, a um terminal de ônibus no Recife
A capital de Pernambuco tem quatro projetos viários previstos para 2014 ainda inconclusos.
Dois ramais de BRTs (corredores de ônibus), que ligam todas as regiões da cidade, ainda não foram finalizados. Na linha Norte-Sul, foram entregues 26 estações, mas duas ainda estão em construção e devem ser entregues em 2019. No trecho Leste-Oeste, 16 das 22 paradas previstas estão operando. Segundo o governo estadual, as restantes estão em obras ou ainda em fase de projetos. Para o governo, o atraso ocorreu porque o consórcio construtor abandonou as obras.
A estrutura viária Ramal da Copa, que liga o estádio Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, e o terminal de Camaragibe, no Recife, ainda não está completa. Segundo o governo, as empresas construtoras também abandonaram as obras, que foram retomadas recentemente.
Já a ampliação do terminal de Camaragibe também foi abandonada pelo consórcio. O governo pernambucano afirma que uma nova licitação está sendo preparada, mas não deu prazo para a conclusão do projeto.

Salvador


Óbras do BRT de Salvador, previsto para a Copa de 2014, devem demorar mais de dois anos para serem concluídas
A capital baiana ainda tem algumas intervenções pendentes no aeroporto internacional Luís Eduardo Magalhães, e a construção de um corredor de ônibus (BRT) - que acabou retirado da Matriz de Responsabilidade da Copa, depois de ficar claro que não estaria pronta a tempo do mundial.
No aeroporto, ainda faltam obras na área de check-in dos passageiros e na fachada, segundo a Infraero. Ficaram prontas intervenções no pátio de manobra das aeronaves e uma nova torre de controle, entregues em 2013 e 2014, respectivamente. No começo deste ano, o controle do aeroporto passou a ser de uma empresa francesa, a Vinci Airports.
Já a empresa que opera o aeroporto disse que o contrato de concessão não prevê mudanças na fachada, mas sim obras de modernização e expansão do aeroporto. Segundo a concessionária, serão feitas reformas na área destinada às aeronaves e no terminal de passageiros, incluindo uma nova área comercial e modificações no sistema de check-in.
Segundo a empresa, a maior parte dos trabalhos será concluída em outubro de 2019. A fase seguinte tem previsão de conclusão para outubro de 2021.
Depois de excluir o BRT da lista de obras para a Copa, a Prefeitura de Salvador acabou concluindo a contratação do primeiro trecho de obras em março deste ano. São 2,9 quilômetros de extensão, ao custo de R$ 212 milhões para os cofres públicos. Segundo a previsão das autoridades, o BRT terá capacidade de transportar 31 mil pessoas quando estiver pronto, o que deve demorar mais dois anos e quatro meses.
Procurada, a Prefeitura de Salvador não se pronunciou até a publicação deste texto.
Em tempo: Onde se lê "foram investidos", entenda-se foram desviados, superfaturados, surrupiados, afanados, apropriados, tomados na mão grande e outras adjetivações.









Os soldados que vieram de longe!


Os soldados brasileiros judeus participaram da guerra contra o 3º Reich em todas as frentes: na defesa do litoral brasileiro, na campanha anti-submarino e proteção de comboios no Atlântico Sul; e no Teatro de Operações Europeu, integrando a Força Expedicionária Brasileira, a FEB.Os judeus brasileiros eram filhos de imigrantes vindos de diversas partes do mundo, e que, na luta contra o Eixo na Europa, corriam um risco maior que os seus companheiros:

Sem dúvida, além da importante participação de descendestes de judeus filhos de imigrantes vindos do Marrocos, Rússia, Polônia etc, eles corriam além do risco de perecer em combate, o de serem capturados pelos alemães e executados sumariamente, ou do envio para os campos de extermínio (BLAJBERG, 2008, p.12)

Eram eles:

Abrahão Fainguelemt, Adio Novak, Alberto Chahon, Bernardo Stifelman, Boris Markenzon, Boris Schnaiderman, Carleto Bemerguy, Carlos Scliar, David Lavinski, David Leon Rodin, Edidio Guertzenstein, Elias Niremberg, Guilherme Bessa Filho, Heitor Sennes Pinto, Henrique Schaladowsky, Israel Hollmann, Israel Rosenthal, Jacob David Cohen, Jacob David Niskier, Jacob Gorender, Jacob Perelmann, Jacob Zveiter, José Segal, Leão Stambowsky, Marcos Cerkes, Marcos Galper, Maurício José Pinkusfeld, Melchisedech Affonso de Carvalho, Moises Gitz, Moyses Chahon, Pedro Kullok, Rafael Eshrique, Salli Szajnferber, Salomão Malina, Salomão Naslausky, Samuel Kicis, Samuel Miller, Samuel Safker, Samuel Soichet, Saul Antelman, Waldemar Rozental:

Foram 42 heróis judeus brasileiros, jovens e cheios de esperança que lutaram e voltaram ao Brasil após terem cumprido a missão cívica e heróica de defender a pátria, tornando-se mais tarde bem sucedidos nas diversas áreas de atuação. Talvez tenha sido fraca a divulgação deste fato! Foram todos heróis nacionais que suplantaram todos os riscos envolvidos e mereceram distinções. Levou-se 62 anos para serem reconhecidos nominalmente (BLAJBERG, 2008, p.16)
Distribuição pelas Forças Singulares:
Oficiais da Ativa: 5Oficiais R/2: 6Sargentos: 6Cabos e Soldados: 8
Exército Brasileiro – Defesa do Litoral:Oficiais: 2Sargentos: 2
TOTAL EXÉRCITO BRASILEIRO: 29 HOMENS.
Marinha do Brasil:Oficiais: 2Marinheiros: 2
Força Aérea Brasileira – FAB:Sargentos: 3
Marinha Mercante:Comandantes: 3Comissários e Outros: 3
TOTAL: 42 HOMENS
A Comunidade Judaica Brasileira apoiou o Esforço de Guerra do Brasil. O rabino Henrique Lemle correlacionando o sofrimento e perdas de vidas humanas na comunidade judaica européia e seus parentes, fez a seguinte afirmação em apoio aos Brasil em 1942: (…) “seus inimigos são nossos inimigos; seus sofrimentos são nossos sofrimentos; e suas vítimas são nossas vítimas”.
A Associação Beneficente Israelita contribuíram com uma considerável quantia em dinheiro por meio de uma coleta patrocinada pelos diretores Paulo Zandler e Marc Leitchic:

Propôs-se a formação de um corpo de voluntários composto de vítimas do nazi-fascismo para servir no momento atual, aos Governo e ao Brasil os quais poucos dias depois já começavam a inscrever-se nas listas particulares para tal fim. Nos primeiros dias o número de voluntários que já começavam a inscrever-se nas listas particulares para tal fim ultrapassava trezentos (BLAJBERG, 2008, p.27)

Israel Blajberg ainda comenta um pouco sobre o Museu dos Veteranos Judeus entre Tel-Aviv e Jerusalém, “o Museu eterniza a coragem e valentia de tantos veteranos judeus, em sua maioria americanos, canadenses e soviéticos”:

Até maio de 2005, o Museu de Latrun desconhecia que existem Veteranos Judeus Brasileiros da II Guerra Mundial. A Diretora do Centro de Informação de Latrun ficou surpresa ao saber que pelo menos 42 judeus brasileiros participaram da luta contra a Alemanha Nazista. E trata-se de uma israelense que fala português, já que é casada com um brasileiro (BLAJBERG, 2008, p 28-29).

Lembrando bem que, apenas um deles foi morto no período entre 1939-1945:

Maurício José Pinkusfeld. 2º Comissário da Marinha Mercante. O único herói Brasileiro Judeu na II Guerra Mundial que se sabe desaparecido em decorrência de operações bélicas. O mar foi o túmulo de um jovem sonhador. 2 nov 1924 – 16 ago 1945 (BLAJBERG, 2008, p.119).

Nenhuma evidência positiva que possa ser ou sido pertencente a comunidade judaica: Donald Cohen Marques, Israel Bona e Jacob Chafier Sobelman.
Segundo Blajberg (2008), Reynaldo Antonio de Borba não era judeu, mas seu nome foi incluído na relação dos homenageados, pois seus pais foram arrendatários de uma colônia da ICA (Jewish Colonization Association) em Quatro Irmãos – RS, que era uma colônia agrícola judaica
Miguel Grispan era soldado do 1º Batalhão de Guardas (Batalhão do Imperador), representou o Brasil na Parada da Vitória, Londres – 1946.
Segundo Raphael Gomide em um artigo escrito para a Folha Online, alguns desses pracinhas se tornaram personagens nacionais no pós-guerra:
Alguns se tornaram personagens nacionais, como o tenente Salomão Malina (presidente do PCB), o sargento Jacob Schnaidermann (tradutor, escritor e professor), o cabo Carlos Scliar (artista plástico) e o soldado Jacob Gorender (historiador).
Veja mais em:
BLAJBERG, Israel. Soldados que vieram de longe: os 42 heróis brasileiros judeus da 2ª guerra mundial. Resende, RJ: AHIMTB, 2008. 284 p.
Soldados judeus brasileiros temiam a morte na Segunda Guerra:www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u539704.shtml
Soldados Judeus na FEB. Comunidade TV:www.youtube.com/watch?v=2eaKHLbEF78
Colaborador: Derek Destito Vertino
Licenciado em História
Cursando Especialização em História Militar