sexta-feira, 27 de maio de 2011

Coronel será acusado de calúnia e difamação por declarações após ataque a quartel

As lideranças militares em Alagoas pretendem ingressar na Justiça com uma ação contra o comandante geral da Polícia Militar, coronel Luciano Silva, por calúnia e difamação. A decisão foi tomada após declarações do mesmo à imprensa, "responsabilizando" os presidentes de associações militares pelo atentado ocorrido a um prédio da PM de Alagoas, em protesto de servidores públicos estaduais na última quinta-feira (19), em virtude de o funcionalismo público não aceitar os 7% de reajuste proposto pelo Governo do Estado.


As associações irão se reunir com o corpo jurídico para discutir os detalhes, segundo nota encaminhada à imprensa por sua assessoria de comunicação. Cada entidade irá entrar com um processo por calúnia e difamação "pelas acusações infundadas e sem provas".

"A mobilização é grande e foge do nosso controle. Não podemos prever que uma coisa dessa possa acontecer. Devido a toda a situação que enfrentamos, especialmente após a gargalhada do governador, os ânimos ficaram acirrados. Não mandamos ninguém depredar nenhum órgão público", afirmou o major Wellington Fragoso, presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal).

Os líderes de classe acreditam ainda que o episódio está sendo usado para desvirtuar a atenção dos problemas dos servidores para um ato de um grupo isolado contra órgãos públicos. "Esse tipo de ato não é legal e não compactuamos com ações dessa natureza, pois quebra o estado democrático de direito. Fazemos manifestações pacíficas e atos isolados devem ser apurados. O comandante geral deve primeiro apurar o caso antes de qualquer acusação. Todks precisam ter equilíbrio neste momento", acrescentou o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas (ASSMAL), sargento Teobaldo de Almeida.

“Não podemos ser responsabilizados pelo ato sem que haja apuração. Fomos acusados prematuramente antes mesmo de terem sido realizados os levantamentos do crime. No entanto, o maior responsável pelos atos dos últimos dias é o Governo de Alagoas”, reforçou o presidente da Associação de Praças, cabo Wagner Simas.

Todos asseguram ainda ainda que todo a manifestação foi planejada para seguir de forma pacífica e ordeira. "Estão nos imputando a culpa que não temos. Esta é uma luta justa. O Governo fica alheio e não busca resolver os problemas com cada categoria. Deste forma eles tendem a se agravar, já que a insatisfação é de quase cem por cento", disse coronel José Campos, outro presidente de associação, a dos Oficiais da Reserva.

Na próxima quarta-feira (25), os policiais e bombeiros militares devem participar de uma assembleia geral para discutir os novos rumos do movimento.

GAZETAWEB

Nenhum comentário:

Postar um comentário