domingo, 24 de julho de 2011

PARA MUDANÇA, PRECISA HAVER AÇÃO

Tenho sido repetitivo nas postagens, como outros blogueiros, mostramos incansavelmente o que acontece no Estado do Rio de Janeiro com reflexos na Segurança Pública. Os indícios acontecem sempre, mas, não são investigados. Há uma máxima que os atos públicos se revestem na legalidade, e isso não é o que vemos.


Desde a época em que o helicóptero da PMERJ foi abatido no morro dos macacos passei a ficar atento aos pronunciamentos de nossas “autoridades”. Em pronunciamento, a PMERJ disse que os macacões foram comprados mas estavam fora dos padrões. Vejam a matéria abaixo.


Policiais mortos em helicóptero no Rio de Janeiro – A culpa deve ser da Stephanie 

Olhem a notícia do R7, novo portal da Rede Record, e depois vejam quanto custa uma roupa de Nomex das “normais”. Abaixo da foto esclareço mais alguns pontos interessantes e digo para vocês quem é a Stephanie.
“Secretaria da Segurança comprou macacões que foram reprovados em testes porque o tecido e a espessura são inadequados


Os policiais militares do GAM (Grupamento Aéreo Marítimo) que morreram no helicóptero derrubado por tiros de traficantes no último sábado (17) na zona norte do Rio de Janeiro não usavam roupas antichamas. Somente piloto e co-piloto usavam macacões contra o fogo e tiveram queimaduras leves.


A Secretaria da Segurança Pública do Rio comprou macacões antichamas, mas as roupas estão guardadas há mais de um mês porque foram reprovados por uma universidade federal em São Paulo. A espessura e a composição do tecido estão fora das especificações do edital da secretaria. O capitão Cristiano Milão diz que, enquanto os macacões estão nas caixas, os policiais continuam voando sem proteção:


– Um uniforme sem especificação certamente não vai proporcionar a proteção devida contra as chamas.


Os policiais militares do grupamento também reclamam da falta de armamento – como fuzis -, capacetes, coletes e óculos balísticos. Outra reclamação dos policiais é relativa aos salários baixos. Hoje, um soldado do GAM recebe de R$ 900 a R$ 1.200 para reagir a ataques típicos de guerra, como tiros vindos de traficantes em morros. Já um oficial do grupamento recebe gratificações que vão de R$ 2.500 a R$ 7.500, o que não acontece com os soldados.


Nesta quarta-feira o comandante-geral da PM no Rio, coronel Mário Sérgio Duarte visitou a sede do grupamento, em Niterói, na região metropolitana, e disse que a diferença salarial deverá ser corrigida.


– O risco [de enfrentamento com criminosos] é exatamente o mesmo. Não há diferença de oficial e praça [soldado]. Estamos buscando chegar a um ponto em que todos estejam nas mesmas condições [salariais].


A reportagem tentou falar sobre o problema dos macacões com a assessoria de imprensa da PM na noite desta quarta, mas ninguém atendeu aos telefonemas. “


Não vou entrar no mérito da discussão salarial porque acabei de falar sobre isso no comentário abaixo.



Também não vou fazer qualquer comentário institucional, que além de não ser pertinente também necessita de um conjunto de informações que não possuo.


Mas vou me permitir inserir algumas fotos sobre roupas anti-chamas e, mais uma vez, mencionar como a burocracia MATA PESSOAS em nosso país. E olhem o preço.



Existe um padrão munidalmente respeitado para a utilização das roupas de Nomex. Esse nome na verdade passou a ter uma conotação genérica pois é utilizado por quase todos os pilotos ou profissionais da aviação militar ou policial em seus uniformes. Deve haver certo cuidado na checagem, sim, porque existem fibras sintéticas semelhantes.



Esse tecido é um composto de fibra de aramida que, como algumas das propriedades determinantes, tem:


• Baixa flamabilidade,


• Resistência a abrasão,


• Resistência a solventes orgânicos,


• Não conduz energia e


• Possui boa manutenção da integridade do tecido quando exposto a altas temperaturas.


É uma cadeia sintética de poliamida diferenciada. Ou seja, pegou fogo, arrastou ou foi submetido a alguns produtos soventes, o tecido aguenta. Acrescentando, é o mesmo material que faz os coletes balísticos.


Vamos agora falar da Stephanie, a culpada por tudo isso. Stephanie Kwolek foi a cientista que inventou o o Kevlar (uma das origens do Nomex), em



A velhinha do mal
1961, quando trabalhava para uma empresa chamada DuPont (segunda maior empresa química do mundo, perdendo só para a BASF).
Mas, independente disso, acho que a culpa é da velhinha americana, que teve a infeliz idéia de inventar esse material utilizado para tanta coisa.


A “gestão” da segurança pública deve ser responsabilizada. Alguém tem noção do que é ter mais de 90% do corpo queimado?

Provavelmente não.

Pensemos nisso.

Sobrevivam.

Passado o episódio, com o esquecimento, nada foi apurado sobre a veracidade das informações prestadas pela PMERJ e pela Secretária de Segurança, apontando para que a máxima dos atos públicos estarem eivados de legalidade é pura balela no estado do Rio de Janeiro que jamais haveria de ter permitido que seu material HUMANO realizasse missão de alto risco sem o equipamento de segurança necessário.



Com o movimento iniciado em março, vi que os “Atos Públicos”, se ramifica em outros setores e Corporações, estando a PMERJ usando coletes balísticos em desacordo com o tamanho do policial que irá utilizar e os Bombeiros sem material de proteção em seu trabalho nas praias do Rio de Janeiro. Também comento os carros blindados, “CAVEIRÕES” Que estão em operação com os vidros, antes blindados, completamente vulnerável ao serem atingidos por novos disparos, pelo fato de já estarem completamente estilhaçados por ataques anteriores.


Este Blog, como vários outros denunciam freqüentemente os ilícitos praticados pelo governo e pelo Comandante Geral PMERJ quando da “invasão do Quartel Central do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, sem que nenhuma medida preventiva/repressiva fosse tomada por quem tem o PODER/DEVER de evitar que o ilícito ocorra. Também a prisão ilegal do Cel PM REF. Paul, a quem foi dada voz de prisão sem fundamentar os motivos para tal.


Vieram depois as denuncias de envolvimento com empresários, deixados a mostra pelo próprio governador quando do acidente do helicóptero na Bahia, local ignorado pela população, pela ALERJ e pela mídia, estando o Vice, Pezão, em PARIS.


E é bomba após bomba, destruindo o patrimônio público, desvio de verba, ambulâncias paradas, recebimento de verba do governo federal para manutenção do que está parado, as UPPs de lata, a precariedade das UPPs, Vôo de jatinho “emprestado”, Metalúrgica VALENÇA, imóveis de Cabral, do Sergio Côrtes, desapropriação de imóvel por Pezão, seguindo por uma série de outras denúncias que seria impossível relatar neste espaço.


Por muito menos cassamos um Presidente. Ministério Público está inerte apesar de ter recebido formalmente as denuncias. Exercito inerte ao ter sua Legislação pertinente as Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares desrespeitadas. ALERJ com a oposição freiada pela maioria dos “comprometidos” com a atual situação. Enquanto isso, através das denuncias de desvios e má aplicação de verbas, que o Estado do Rio de Janeiro É ou deveria estar “rico”,com os cofres abarrotados, propiciando oferta de melhores condições de trabalho para seus profissionais. Mas nem a garantia da integridade de suas vidas se propõe a fazer, deixando-os a sua sorte nas ações que envolvem risco de vida sem o equipamento de proteção ou com o uso inadequando.


Se prestarem atenção, nem a mídia acomoda mais tanta inércia. Os reflexos acontecem até em quem protege o governo, como é o caso de perda de audiência de uma ou algumas emissoras.








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