sábado, 30 de julho de 2011

UPP ABRE FRENTES DE TRABALHO

Um projeto audacioso para o Estado, as UPPs. Além de ser um “plágio” dos antigos GEPAEs, não dimensionou o efetivo disponível para sua implantação, obrigando ao CEFAP a se tornar não uma Unidade de Formação Profissional e sim uma “fabrica” de policiais militares, tal qual uma linha de produção que em vista da necessidade rápida de pôr material, muitos saem com defeito de fabricação.


Onde foi implantada, trouxe esperança aos moradores ordeiros da comunidade, onde seus filhos não mais conviveriam com a ostensividade de armas, pois, o trafico, que ainda mantém seus “negócios”, não mais precisariam de “soldados” e “olheiros”, estando o Estado fazendo esse papel a custo zero para os traficantes.

Nas comunidades ocupadas pelas forças de pacificação, várias frentes de trabalho foram suprimidas, a UPP faz bem esse papel. Com isso foi tirada fonte de renda de diversos jovens que, com o rendimento das atividades paralisadas, deixaram suas “famílias”, não tão “ordeiras”, em dificuldades financeiras, pois não mais poderiam prover seu sustento.

Isso gerou insatisfação nos moradores não “ordeiros” que, sempre que possível, hostilizam os militares na tentativa de desmoralização perante a opinião pública. Afinal, emprego decente com salário mínimo não é pra qualquer um, tem realmente que trabalhar.

Bem, até aqui vimos que o trafico continua nas comunidades pacificadas, sendo os gastos com seu “comercio”, reduzido drasticamente, aumentando sua margem de lucro, já que o “produto” final não reduziu seu preço em vista da redução de “custo operacional”.

Mas ainda há a ampliação do mercado, os traficantes excedentes foram para o interior do estado como mostram as diversas reportagens nesse sentido veiculadas nos jornais. O comércio das drogas aumenta consideravelmente e, neste “novo” território abre frentes de trabalho, onde, as famílias “não ordeiras” podem empregar seus filhos “vagabundos”, antes sem colaborar com a manutenção do “lar”, agora colocados no novo mercado que se expande pelo interior do Estado do Rio de janeiro.

Armas apreendidas nas “retomadas” de territórios são inexpressivas em vista das estatísticas de quantos fuzis haviam nas comunidades “pacificadas”, mostrando que migraram junto com o material humanos excedente. Nas novas “frentes de trabalho” elas são ainda úteis na medida em que têm que se estabelecer em novo território, expulsando os pequenos “negociantes”, dominando o “mercado”.

NOVO CICLO QUE SE INICIA

Nenhum comentário:

Postar um comentário