quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Deputado defende Sarney e diz que Dinho estava alterado no Rock in Rio

"Já estive no Rock in Rio. Muitos dos metaleiros vão ali drogados, maconhados", diz Magno Bacelar, aliado de Sarney no Maranhão
Wilson Lima, iG Maranhão

27/09/2011


O deputado estadual Magno Bacelar (PV) vai propor uma moção de repúdio na Assembleia Legislativa do Maranhão contra o vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, por causa das críticas feitas pelo cantor ao presidente do Senado, José Sarney, durante o Rock in Rio no último sábado. Bacelar é um dos aliados mais próximos da família no Estado. Um dos principais expoentes da sua sigla no Estado é o deputado federal Zequinha Sarney.

Dinho dedicou a música “Que país é esse” a José Sarney e disse: “Essa aqui é para as grandes oligarquias que parecem ainda governar, que conseguem manter os jornais censurados, coisas inacreditáveis (…) Essa aqui é especialmente para o José Sarney”. O público respondeu à declaração do vocalista do Capital Inicial gritando: “Ei Sarney, vai tomar no c…!!!”.


Em um pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão na tarde de segunda-feira, Bacelar classificou o protesto do vocalista do Capital Inicial como uma “falta de respeito e de educação”. “Este cidadão, alterado sabe-se lá por quais motivos, disparou vários palavrões não apenas contra o presidente Sarney, mas também contra o público. Foi uma total falta de respeito, de educação. Diante deste fato, irei, sim, apresentar uma moção de repúdio contra este cantor”, disse o deputado.

Além de defender o presidente do Senado, Bacelar classificou parte do público do Rock in Rio no sábado como “drogado e maconhado”. “Eu já estive no Rock in Rio. É um ambiente onde tem criança, tem jovem, tem tudo. E muitos dos metaleiros vão ali drogados, maconhados e vão, de certa forma, uma pequena minoria da população, 100 mil habitantes, para se utilizar da boa vontade das pessoas ali presentes”, afirmou na Assembleia.


Bacelar é o mesmo deputado que defendeu, no mês passado, o uso de um helicóptero da Polícia Militar pelo presidente do Senado. Na ocasião, Bacelar disse. “Queria que o presidente [do Senado] fosse andar em jumento?”.

Sabemos que há consumo de drogas no Rock In Rio, mas, sair em defesa de um Senador com o curriculo de Sarney passa do bajulismo normal, passa a ser uma subserviencia anormal. Dinho disse o que todos nós gostariamos de falar e, os palavrões foram a expressão que mais se encaixa no perfil do Sebador. Palavras cultas não adjetivam a postura de quem transformou sua vida pública em objeto de poder e enriquecimento. Se drogado ou não, os aplausos foram válidos para quem teve a coragem e oportunidade de soltar a voz do povo, Este Deputado defenderia seu "protetor" até se fosse pego em ato homossexual, diria que é macho e aguenta o "tranco".

Nenhum comentário:

Postar um comentário