quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

E as chuvas estão de volta

Em janeiro de 2011 o Estado do Rio de janeiro sofreu uma das maiores catástrofes que se tem noticia, a tragédia das chuvas. Quase mil mortos e um sem número de desaparecidos, fora as famílias inteiras soterradas sem ninguém que reclame os corpos.

Um ano se passou e as chuvas voltaram, das ações de reconstrução das áreas afetadas só se soube dos desvios de verbas, ficando tudo indefeso como antes.
Chuvas fortes e curtas não oferecem riscos como as fracas e constantes que encharcam o solo deixando-o escorregadio e sujeito a deslizamentos. Como já dito antes existem equipamentos para monitorar este problema, dando tempo para que as áreas sejam evacuadas a tempo de evitar perda de vidas, mas, nada foi feito. Corre-se o risco de repetição.

Região Serrana
16/12/2011
às 21:15 \ Direto ao Ponto

Mercadante confessa que Dilma mentiu às vítimas da tragédia na Região Serrana

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/tag/regiao-serrana/

Em 13 de janeiro deste ano, depois de sobrevoar a Região Serrana do Rio, a presidente Dilma Rousseff convocou a imprensa para avisar que não permitiria a reedição de uma tragédia daquelas dimensões. Primeiro, admitiu que se tratava de um problema federal. Em seguida, prometeu acabar com deslizamentos nos morros com obras de contenção de encostas, prometeu um mundaréu de medidas preventivas, prometeu instalar redes de saneamento básico, prometeu remover os ameaçados por desastres naturais, prometeu casas para os flagelados e prometeu voltar mais tarde para inaugurar o colosso de promessas.

Nesta quinta-feira, o ministro Aloízio Mercadante apareceu no Senado para mandar um recado aos brasileiros em geral e, em particular, aos milhões de moradores de áreas de risco. “Morrerão pessoas neste verão. E nos próximos”, confessou. Rebatizou a temporada de chuvas fortes de “extremos climáticos”, culpou a natureza e comunicou que o governo não fez nada do que prometeu. A discurseira de Dilma foi outro embuste. As vítimas da tragédia anunciada estão entregues à própria sorte.

O Brasil tem sido poupado de furacões, tsunamis e terremotos, registrei no comentário de um minuto para o site de VEJA. Mas é sistematicamente assolado pela incompetência das dilmas e dos mercadantes. Não se sabe qual dos fenômenos é mais devastador. O vídeo editado pela repórter Fernanda Nascimento, que alterna trechos da discurseira da presidente e do palavrório do ministro, deixa claro que as dilmas e os mercadantes são igualmente traiçoeiros. É mais que um documento político. É a prova de um crime.




Enviado por em 27/01/2011
A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (27), no Rio de Janeiro, que a tragédia que já matou mais de 800 pessoas na Região Serrana fluminense servirá como experiência para melhorar a prevenção e evitar que episódios do gênero voltem a acontecer. De acordo com ela, a primeira medida será fazer mapeamentos de áreas de risco com o auxílio dos estados e municípios.

"Não podemos deixar se repetirem catástrofes dessa dimensão. Temos conhecimento do que é necessário fazer para evitar isso. Essa experiência resultará na melhora da prevenção desses acidentes, tanto do ponto de vista ambiental, como de não deixar mais que populações se instalem em áreas de risco. Estamos atentos para tomar todas as providências necessárias para o resgate da Região Serrana", afirmou Dilma.

Ela participou no Palácio Guanabara da cerimônia de anúncio de construção de 8 mil casas nos municípios atingidos pelas chuvas neste mês. Empresários da área de construção civil doaram 2 mil moradias, e o Governo Federal anunciou mais 6 mil unidades.

Segundo a presidenta, é preciso capacitar os órgãos de Defesa Civil municipais. "Tem de estruturar a Defesa Civil. Os municípios precisam de suporte, não vão fazer sozinhos porque não têm recurso e precisam de formação. Tem de criar e capacitar a Defesa Civil dos municípios. Nem a Defesa Civil do Estado nem da União são suficientes. E precisa formar as pessoas para terem atuação firme", disse.

Dilma afirmou que esse esforço deve ser feito pela União em parceria com estados e municípios. "Precisa fazer mapeamento de área de risco para saber onde mais precisa. Vamos começar por eles. A primeira questão é financiar área de risco, em parceria união-estado - os municípios maiores vão entrar com mais. Não podemos montar isso, de Brasilia, e sair fazendo. Vamos chamar os governadores e montar em conjunto".

De acordo com a presidenta, o país precisa aprender a manejar os instrumentos de prevenção para reduzir o potencial de catástrofes. "O sistema de prevenção e alerta precisa saber o que vai acontecer. Se vai ter precipitação, com certa antecedência quando será. Não pode ficar tirando todo mundo [de suas casas] sem ter por quê. Precisa saber a que horas e por quê tira. O Brasil precisa aprender a fazer isso", finalizou.

De fato pouco ou nada foi feito para prever e amenizar novas tragédias na Região Serrana do Estado, o certo é que muito dinheiro para essa finalidade foi desviado, inclusive com o governador Sergio Cabral doando 24 milhões do FECAM para a Fundação Roberto Marinho.

Mas não dá pra esconder, que em outubro do ano passado, o governador Sérgio Cabral desviou R$ 24 milhões do FECAM (Fundo Estadual de Conservação do Meio Ambiente), para a contenção de encostas e obras de drenagem e deu para a Fundação Roberto Marinho, conforme poderão relembrar, na reprodução abaixo. Eu fiz a denúncia no blog, no dia 20 de outubro de 2010 e não saiu uma linha na imprensa.

Então não venham de hipocrisia. Os mesmos veículos das Organizações Globo que estão cobrando investimentos públicos – o que é emergencial, é claro – escondem que a fundação dos seus patrões, a família Marinho pegou R$ 24 milhões, dados por Cabral, que era para terem sido usados na prevenção de enchentes e contenção de encostas. É tudo lastimável.
http://www.blogdogarotinho.com.br/lartigo.aspx?id=7112

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/07/denuncias-indicam-desvio-de-verbas-destinadas-regiao-serrana-no-rio.html

De fato, somos todos uns otários: uns são otários vivos; outros, infelizmente, já são otários mortos.
Por Reinaldo Azevedo

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