quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Qual a ideologia do Policial Militar do Estado do Rio de Janeiro?

Para inicio de conversa quero deixar claro que sou policial militar e PRAÇA, para que não me ataquem.
Desde o primórdio de minha vida policial militar observei a distancia entre oficiais e praças, uma distancia que não deve ocorrer, pois não há ação sem comando e não há comando sem executores. Tudo deve acontecer em harmonia.

Sou um critico da Administração Disciplinar na PMERJ, mas não fiquei pelos cantos reclamando com A ou B sobre a ilegalidade que foi contra mim praticada, parti para cima com todos os argumentos legais e possíveis para combatê-los. Não quero dizer com isso que eu seja um “santo”, tenho uma extensa ficha disciplinar, sendo mais da metade das punições aplicadas com requintes de ilegalidade, abuso de poder e desobediência aos ditames constitucionais no que se refere a ampla defesa e contraditório.
Não trabalhei só na burocracia, tive mais da metade da vida ativa no combate a criminalidade e, recebi criticas nas minhas postagens de não conhecer a PMERJ e ser mais um “policiologo” em ação. Nas ações tenho conhecimento que excedi em certas ocasiões, mas, como não houve imagem negativa para a Corporação, a ação foi motivo de elogio em prol da sociedade.

No ano de 2008, quando ainda na ativa, fui interpelado por um oficial enquanto aguardava atendimento no HCPMERJ, que ouviu meus comentários equivocados sobre os “BARBONOS”. Sua explanação me mostrou o quanto estava equivocado e a necessidade de saber para debater ao invés de jogar palavras ao vento.
Pois bem, hoje na Reserva participo de reivindicações isoladas ou junto aos Bombeiros Militares, que embora tenham um efetivo proporcional a 1/3 da PMERJ, mostram firmeza em seus propósitos na busca por dignidade e respeito. Nos eventos quando chegam a milhares de manifestantes, não há mais de uma centena de PMs envolvidos e um dos que estão constantemente presente é o Cel. PMERJ Paulo Ricardo Paúl que compartilho as publicações de seu blog.

Com isso recebo de policiais criticas quanto a atuação do Cel. Paúl, que quando estava na ativa nada fez, que almeja cargo político, que acabou a “boquinha” de quando na ativa, que a PM põe o policial para comer em quentinhas e na rua, que a PM deveria ter um ônibus refeitório e que existem duas PMs; uma de praças (contribuintes) e outra de oficiais (proprietários).
Também tenho minhas desavenças, não com a pessoa do Cel. Paúl, mas contra a Corregedoria PMERJ, que são objetos de ações Judiciais e, algum dia a Corregedoria prestará conta, mesmo sendo na pessoa do Corregedor da época, o Cel. Paúl. Os PMs agem como eternos “ignorantes e subservientes”, elemento bem útil aos desideratos da atual administração. Desconhecem que por ocasião do PAN/PARAPAN-2007 a PMERJ recebeu da SENASP dois ônibus refeitórios e são eles, os PMs, que devem cobrar a utilização deste equipamento, se é que ainda existem com esta finalidade. A PMERJ é de propriedade da sociedade fluminense, que a mantém com seus impostos e a colocação de “contribuintes” e “proprietários” é baseada na inação de seus componentes (praças) que sem conhecimento criticam pelos cantos e só.

Li um comentário em que a pessoa questionou vários PMs na rua sobre abuso de poder e direitos que devem saber para sua defesa em processo administrativo disciplinar, os PMs ficaram com o olhar perdido, sem saber do que se estava falando, sendo portanto um ignorante útil no trato com a sociedade e para o controle da tropa. Se der merda, o exclua.
Os PMs parecem satisfeitos com as várias modalidades de gratificações, ignorando que ao se acidentar em serviço ou passar para a Reserva as perderão. A única maneira de consolidar uma situação digna são as reivindicações, expondo as mazelas a que estão expostos. Se oficiais agem como se a PMERJ fosse sua propriedade é porque nós (praças) permitimos. Busque conhecimento para se contrapor e veja como as posições mudam, “cada um no seu quadrado”.

As manifestações estão acontecendo todo dia! Cadê você Policial Militar?

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