domingo, 29 de abril de 2012

Profissionais altamente qualificados com dinheiro público foram e continuam sendo excluidos das Corporações Militares do Estado do Rio de Janeiro



Na reunião ocorrida em 25 de abril na ALERJ, onde a Comissão de Segurança Pública decidiria sobre a convocação dos Corregedores PMERJ e CBMERJ, foi confirmada a posição do governo em NÃO rever suas atitudes em relação aos excluídos nas duas Corporações, relato do próprio líder do governo (PMDB), deputado André Corrêa.

Ficou decidido que somente seria convidado a dar explicações o Corregedor PMERJ, apontando que a situação dos Bombeiros está muito delicada no tocante à possível anistia e reintegração à Corporação.

Os BMs já haviam conseguido anistia administrativa e criminal em ocasião anterior, sendo lógico que grande parte da população deu apoio às suas reivindicações. Hoje, a situação é bem pior, além da população estar inerte, junto ao órgãos responsáveis em apurar as ilegalidades praticadas pelo governo, fica difícil uma mobilização com os moldes anteriores, ou seja, com grande participação dos interessados, que estão receosos com o que vem ocorrendo.

Fica claro nos pronunciamento de parlamentares moderados que embora estejam com assinatura da maioria, a anistia é de competência exclusiva do executivo, que pode rejeitar.

Outros, de esquerda, apostam no enfrentamento com o governo usando as ilegalidades dos Atos Administrativos que acarretaram as prisões e exclusões, para desestabilizar o governo PMDB. As eleições estão próximas e não vejo perspectiva de o governo mudar sua decisão.

Os que almejavam notoriedade com o movimento já o conseguiram e o enfrentamento usando as exclusões talvez não seja o caminho hábil para alcançar o objetivo, a reintegração dos profissionais altamente qualificados que foram afastados de seu sustento, ou seja, a perda do emprego.

Penso que deve haver o diálogo sem ataques, com o afastamento dos “lideres”, que estão com excessivo desgaste junto ao governo, para assim com objetivo único e preciso, tentar a reintegração dos militares excluídos. Não usar as exclusões para ataque, o momento oportuno para isso não foi usado quando da “invasão” do QG CBMERJ, onde o governo ensandecido não usou meios para evitar que o fato ocorresse e, contando com um possível apoio popular, invadiu o quartel com meios desproporcionais e indevidos, caindo em desagrado junto ao povo.

Vale lembrar que dezenas de profissionais, com anos de formação estão fora de suas atividades, sem meios de prover o sustento de suas famílias. O que vale mais? Continuar um infrutífero enfrentamento que não resolve o problema emergencial ou focar somente no retorno dos profissionais qualificados, instruídos com os recursos públicos?

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