quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pesquisa diz que Bolsa Família aumentou trabalhadores que não querem carteira assinada, gravidez na adolescência e mães solteiras


Pesquisa feita a partir de dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), com base na Lei de Àcesso à Informação, que o Programa Bolsa Família tem pontos positivos como o aumento das coberturas de vacinação para crianças, aumento do poder feminino, mas tem aspecto negativo como o fato de : muitos beneficiários evitarem procurar empregos formais com medo de perder o benefício, e, com isso, continuam na informalidade.

Não é que deixam de trabalhar por causa do programa, eles deixam de procurar um emprego melhor, o emprego formal.

Do lado postivo são váris coisas: aumento da frequencia escolar, consultas pre-natais, vacinação e diminuiu o trabalho infantil.

Os dados permitem mostrar que o Bolsa Família está ajudando a criar um matriarcado no Piauí e no Brasil.

Houve aumento do empoderamento feminino, com as mulheres, que recebem preferencialmente os benefícios, tendo mais autonomia e poder nas decisões sobre compras da casa. Houve também o aumento de crianças e adolescentes grávidas estimuladas em muitas das vezes pelas próprias mães para receberem o auxílio do governo e pensão alimentícia adquirida através de ação Judicial, isso inclui também a vulgarização do sexo feminino na última década. A quantidade de mães solteiras é outro agravante, muitas delas são confessas: "engravidei para receber o Bola Família e para ganhar pensão alimentícia pago pelo pai do meu filho".

A faxineira abre mão de trabalho de babá com carteira assinada para receber R$ 320,00 por mês do Bolsa Família

A faxineira Maria do Socorro Pereira Coutinho, de 33 anos, é mãe de cinco gatoras em idade escolar, Maria Luiza, de 14 anos, estudante do 7° ano do ensino fundamental; Maria do Rosário, de 12 anos, estudante do 6° ano; Maria Erisnalva, de 11 anos, estudante do 5° ano; Frrancisca Coutinho, de 10 anos, estudante do 4° ano; e Ama Sara, de oito anos, estudante do 2° ano do ensino fundamental, e por garantir a presença delas nas salas de aulas recebe R$230,00 por mês do Bolsa Família, do qual é beneficiária desde 2007.

Residente no povoado Palmeiras, da zona rural e a 30 quilômetros da zona urbana de Teresina, Maria do Socorro Pereira disse que rejeitou o emprego de babá em casa na zona leste da capital piauiense ganhando o salário mínimo, com carteira de trabalho acionada, para não perder os R$ 230,00 que recebe por mês do Programa Bolsa Família.

“Para se trabalhar como babá é preciso trabalhar o dia todo. Se é para cuidar dos filhos dos outros, eu cuido das minhas filhas com o dinheiro do Bolsa família e do que ganho como diarista. Não tenho marido e é muito ariscado deixar meninas nesta idade sozinhas”, afirmou Maria do Socorro Coutinho, que vive em um casebre de palha nas margens da estrata e na vizinhança dos integrantes de sua família.

“O dinheiro do Bolsa família é o máximo que uma família pode receber. É um dinheiro que ajuda muito porque compra o calçado, o material escola, ajuda nas despesas da casa porque só sou eu para criar as cinco meninas porque sou separada há oito anos e não tenho marido e ajuda muito. Se não fosse esse dinheiro, não saberia o que fazer”, fala Maria do Socorro Coutinho.

Ela trabalha como faxinheira ganhando R$ 45,00 a diária e vai para a residência duas vezes por semana. “Eu vou oito vezes para fazer faxina na casa, mas nem sempre é um dinheiro certo porque às vezes a familia não precisa de meu trabalho duas vezes por semana”, disse Maria do Socorro.

Ela acha o Bolsa Família melhor do que o emprego formal porque precisa ficar com suas filhas. “São todas mulheres. Se sabe que acontecem muitas coisas com as mulheres, principalmente na idade delas. Tenho uma mocinha que vai completar 15 anos. Eu me viro fazendo um carvão, quebrando um coco (babaçu), tiro azeite e vendo”, declara Maria do Socorro, que estudou até a 3ª série do ensino fundamental porque começou a trabalhar na lavoura com seus pais.

“Isso atrapalhou meus estudos, era para eu ter um emprego bom, mas não tive oportunidade de estudar. Por isso, eu incentivo às minhas filhas para que estudem. Eu digo se elas não estudarem vão viver como eu, no toco”, declarou Maria do Socorro Coutinho.

A lavradora Áurea Maria de Araújo Silva, de 22 anos, casou aos 14 anos, engravidou e abandonou o estudo ao 6° do ensino fundamental.

Hoje, ela recebe R$ 134,00 por mês do Bolsa Família por manter sua filha Vanessa, de 13 anos, estudando no 1° ano do ensino m´médio; e garantindo que sua filha Maria Helena, de um ano, vacinada em todas as campanhas contra gripe, polio, sarampo e todas às quartas-feiras leva o bebê para o Centro de Saúde do povoado Santa Luz de Baixo, na zona rural de Teresina, quando médicos e enfermeiros dedicam o dia para pesar e examinar a saúde dos filhos dos pais beneficiados com o Bolsa Família.

“Se não fosse o Bolsa Família não tenho certeza se minha filha de 13 anos já estivesse estudando o 1° ano do ensino médio como está fazendo e me dando orgulho. Ela é muto avançada e as professoras determinaram que avançasse”, declarou Áurea Maria.

“Esse dinheiro ajuda muito, serve para comprar o material da escola, para comprar leite para a criança, comprar o calçado. Para tudo”, falou Áurea Maria, que recebe o Bolsa Família há nove anos.

“Tem um dia na semana, que os médicos atendem no Posto de Saúde apénas os filhos dos pais atendidos pelo Bolsa Família. Eles pesam, mede, perguntam se está doente e somos obrigados a vacinar nossos filhos. Não fico preocupado porque a agente de saúde bem em nossas casas e lembra do dia da consuilta. Minha filha já foi vacinada contra pólio, pneumonia, sarampo, e duas doses contra a gripe. É um dinheiro bem vindo”, declarou Áurea Maria.

(*) Efrém Ribeiro
TRIBUNA DE BARRAS.

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