terça-feira, 27 de novembro de 2012

O Contra Protesto no Rio de Janeiro


Como foi divulgado nas redes, o grupo formado para “contra protestar” junto ao evento “convocado” por Sergio Cabral em defesa dos Royalties se reuniu no local combinado. A priori um grupo pequeno e sem recursos que pudesse se contrapor ao imenso gasto feito por Sergio Cabral em defesa dos royalties.




Cartazes de papel e algumas “armas” adversárias foram “tomadas” e passaram a integrar o “arsenal” do pequeno grupo. Esclarece que seus objetivos não eram contra os royalties do Rio de Janeiro e sim na sua aplicação, onde não há a devida transparência.

 
Na chegada já dava para perceber o aparato montado para atrair público, com vários carros de som e componentes de bateria de samba.


Várias mídias demonstraram interesse no Ato, estando registrado em vídeos e fotos este interesse.


No caminhar em direção a Cinelândia começaram os primeiros ataques, grupos entravam na frente para impedir a progressão, provocando empurrões de ambas as partes. Os embates estavam sempre sob foco de várias câmeras, o que impediu que agressões se efetuassem sob o risco de haver registro.



A presença dos índios da Aldeia Maracanã foi destaque, atraindo atenção de uma grande mídia independente a registrar sua presença. Sua manifestação é contra a ânsia do governo PMDB em demolir patrimônio com histórico cultural em nome de especulação comercial sem retorno significativo para a sociedade. Os índios também sofreram diversos ataques verbais, sendo os ânimos acalmados pelos manifestantes com a palavra “pacificado” em alusão a suposta segurança de Cabral no Rio de Janeiro.
 
 
O Ato do Contra Protesto não pode ser interpretado como contra os interesses do Estado do Rio de Janeiro e sim pela transparência na aplicação do dinheiro dos royalties, já que é visível a precariedade dos serviços prestados a população do Estado e do Município do Rio do Rio de Janeiro. Saúde, Educação, Segurança e todos os segmentos do funcionalismo público sofrem com os desvios visíveis de verbas, com doações de cifras milionárias a quem nada trará de retorno à população. (R$ 24.000.000,00 do FECAM para a Rede GLOBO)



O ponto facultativo após as 13 horas, foi um argumento para levar muitos trabalhadores terceirizados, que não tiveram opção entre participar ou ir para casa. Alguns dissidentes entregaram seu material ao Grupo Contra Protesto para que fosse aproveitado no Ato, já que não dispunham de logística que pudesse superar o grande carnaval chamativo e pago, efetivado por políticos que se desesperam com a perda desta receita.


Não foi uma presença expressiva em contrapartida com os mais de R$ 780.000,00 gastos diretamente com o evento pelo governo.




O custo da manifestação, divulgado à noite pelo governo do Estado, foi de R$ 783 mil.

A passeata "Veta, Dilma" teve o curso alterado de modo repentino porque manifestantes que acusavam Cabral de irregularidades foram atacados a golpes de cassetete por policiais militares e seguranças. Com uma enorme faixa com os dizeres "Fora Cabral - Veta Dilma" uma ala participou do evento com guardanapos amarrados na cabeça.



A "alegoria" era uma alusão ao episódio no qual secretários do governo Sérgio Cabral e o empresário Fernando Cavendish, ex-dono da construtora Delta, apareceram assim em uma festa em Paris, em fotos divulgadas em meio a denúncias de ligação de Cavendish com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de liderar esquema de jogos ilegais com participação de servidores públicos. No tumulto armado já na Cinelândia para reprimir os manifestantes que protestavam contra o governo, convidados, como a produtora de cinema Lucy Barreto e o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), chegaram a ser atingidos.

Apesar do incentivo, o protesto não reuniu sequer um terço das 250 mil pessoas planejadas pelo governador. Um oficial da Polícia Militar (PM), responsável pelo patrulhamento do Centro, disse que não chegava a 30 mil a quantidade de manifestantes. Em nota oficial divulgada às 19h15, porém, a PM relata que havia 200 mil pessoas no protesto. A estimativa parece improvável. Em volta do palco na Cinelândia notavam-se espaços vazios, o que não ocorreria caso houvesse a lotação anunciada


No evento promovido pelo SOS Bombeiros em 12 de junho de 2011, em Copacabana, onde mais de 30.000 pessoas ocuparam a Av. Atlântica em quilômetros de extensão. Num comparativo com o que foi visto, a quantidade dita pelo Oficial PMERJ, acostumado com esta avaliação, é verdadeira. Pela Av. Rio Branco as pessoas estavam dispersas e na Cinelândia a aglomeração não era tão expressiva como foi divulgado pela imprensa tendenciosa.

No momento mais tenso do Ato, ao chegar a Cinelândia, veículos especiais para cobertura de eventos estavam estrategicamente posicionados. Em cima de um deles, na esquina com Evaristo da Veiga, o profissional direcionou sua lente para o Grupo Contra Protesto, esperando um flagrante que desprestigiasse o grupo, que estava sendo provocado e, se não fosse ação preventiva de um Capitão PMERJ que comandava o policiamento no local, seriamos seriamente lesionados pela gravidade da situação que se criava.


Tenho certeza que nosso Ato não será veiculado nas grandes mídias parciais, mas, certamente nas mídias independentes e pequenas mídias haverá postagens significativas deste Ato que representa a verdade sobre a mentira do governo PMDB no Rio de Janeiro, como na fonte citada acima.

Não mais de 21 horas o evento já estava encerrando em vista do pequeno público. Os presentes tiveram o samba gratuito e a cerveja dos bares no contorno, tornando um divertimento seguro e barato, já que o governo arcou com os custos.

3 comentários:

  1. Todo mundo tem o direito de protestar, mas esse protesto era a favor de toda a população, todos deveriam ter se unido à causa.

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  2. Parabéns pelo contra protesto organizado.
    Somos uma única nação, enquanto o estado do Rio de Janeiro está preocupado com dinheiro dos Royalties para Olimpiadas e Copa, (mas não era para cobrir os danos ambientais causados pela exploração do petróleo?) centenas e milhares passam fome e morrem em outros estados menos favorecidos. Isto é um crime contra a nação Brasileira.

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