quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Seis décadas e valor das obras no maraca triplica

28/11/2012
Marcelo Auler - Jornal do Brasil

Os dados foram divulgados pelo jornalista Maurício Dias na coluna 'Rosa dos Ventos', da revista Carta Capital desta semana.
 
Em 1950, segundo os documentos que ele analisou da época, a construção do Maracanã custou ao erário público - na época, Distrito Federal - Cr$ 276.876.415,40.
 
 
 
Este valor, convertido naquele mesmo período, correspondeu a 123 milhões de dólares o que, hoje, com a moeda americana avaliada em R$ 2,09, equivale a R$ 257 milhões.
 
Atualmente, como lembra o jornalista da revista Carta Capital, para reformar o sexagenário estádio, o governo de Sérgio Cabral está gastando R$ 900 milhões, isto é, mais de três vezes o que se gastou em 1950 para erguer todo o estádio.
 
 
 
 
E isto em pleno século XXI, quando a tecnologia domina as construções e a torna muito mais fácil do que na década de 50 do século passado.
 

O governo do Rio estima que o consórcio que vencer a licitação para administrar e operar o Maracanã terá retorno do investimento em até 12 anos. O contrato de concessão terá duração de 35 anos, A projeção é que o concessionário possa ter receitas anuais de R$ 154 milhões, diante de despesas que somam R$ 43 milhões, fora o pagamento mínimo de R$ 7 milhões pela concessão, que será repassado ao Estado.

O projeto com as alterações no Complexo do Maracanã foi desenvolvido pela IMX, empresa da área de esportes e entretenimento do grupo EBX, do empresário Eike Batista. As novas áreas para a prática de atletismo e esportes aquáticos ficarão em São Cristóvão, num terreno do Exército, do outro lado da linha do trem que passa em frente ao estádio.
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Pois muito bem, além da cifra quase BILIONÁRIA gasta na reforma, o empreendimento deve ser terceirizado para o grupo EBX de Eike Batista, amigo de Sergio Cabral.
 
 
O objetivo é torná-los verdadeiros complexos de entretenimento e lazer, que incluiriam a arena esportiva, shoppings e centros de gastronomia e lazer.
 
O Governo do Rio de Janeiro anunciou na segunda-feira que pretende receber cerca de R$ 7 milhões por ano pela privatização do Maracanã. O estádio e seu entorno serão concedidos a uma empresa por 35 anos, e o que essa companhia pagar ao Estado pelo controle da área servirá para cobrir parte dos investimentos públicos já feitos no local.
 
A parcela desse retorno, no entanto, é pequena comparada ao total já gasto pelo poder público no Maracanã. Tudo que o Rio de Janeiro receberá por repassar o controle do espaço equivale a 18% do custo das últimas três reformas do estádio.
 
Ao privatizar o Maracanã, o Governo deve ganhar R$ 231 milhões. Serão 33 parcelas anuais de R$ 7 milhões. Dos 35 anos da concessão, em dois, a concessionária não pagará nada. Esse período é de carência. Já com as reformas no estádio, o governo do Rio já gastou R$ 1,279 bilhão.
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Portanto, um "negócio da china" para quem levar o contrato, já que o valor é irrizório em contrapartida com o capital empregado.

 
 

2 comentários:

  1. O dinheiro todo que está sendo gasto vamos recuperar com tudo de bom que os jogos vão trazer para o Brasil. E a terceirização do estádio garantirá que ele continue sendo bem cuidado e que seja modernizado.

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    1. Sim, e tudo administrado e explorado por Eike Batista, amigo de Cabral e proprietario de um lindo jatinho. Quanto a retorno, sim, bem interessante. R$ 1.200.000.000,00 de investimento com retorno de R$ 7.000.000,00. Grande jogada!

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