quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Tudo de novo, outra vez e novamente.


As chuvas de verão começam a dar sinais de sua força e barreiras caem como frutas maduras das arvores.
Governo Federal é o mesmo e o Governo do Estado do Rio de Janeiro também; e as chuvas, como sempre as mesmas.

E as ações? Serão as mesmas? Providencias foram tomadas? Claro! Eles são precavidos. Muitas sirenes espalhadas num maravilhoso e tecnológico plano de prevenção de catástrofes naturais. Tudo ao custo de alguns milhões de reais.
Aviso do geólogo
Há um ano, logo após a tragédia na Região Serrana, o geólogo suíço Olivier Latleltin falou ao Correio do Brasil sobre o risco de novas enchentes e deslizamentos de terra, nos mesmos lugares onde centenas de pessoas foram soterradas.


– Nova Friburgo corre um sério risco de novas catástrofes porque está situada em um “funil” geográfico. A cidade parece condenada às enchentes e deslizamentos de terra – previu o geólogo Lateltin, membro da equipe de peritos enviada pelo governo suíço ao Brasil.

Menos de 24 horas após o terrível dilúvio que se abateu na Região Serrana do Estado do Rio, uma rede de solidariedade suíça deu início à operação SOS Nova Friburgo, mesmo sem conhecer a amplitude da catástrofe. O Estado suíço de Friburgo, seus municípios, paróquias, empresas, instituições e particulares participariam da maior campanha já realizada naquela país, voltada à solidariedade para a cidade-irmã de Nova Friburgo. Apenas algumas horas depois de iniciada, os suíços já haviam doado mais de 300 mil euros.
– Foi um choque para Nova Friburgo, um choque para o Rio de Janeiro, mas também um choque para o governo brasileiro que não tinha experiência em catástrofes naturais desse tamanho – disse Latleltin, à época.

Referindo-se à Suíça, Lateltin lembrou que às vezes é necessário um “grande choque” para que os governos mudem a legislação. Segundo ele, a Suíça precisou ser inteiramente inundada em 1987 para desenvolver as leis sobre florestas e o sistema de águas, promovendo mais a prevenção. O geólogo errou, no entanto, ao prever que “o mesmo deve ocorrer no Brasil, com mudanças legislativas em todos os níveis de governo”.

As mudanças não ocorreram e a Região Serrana do Rio vive à sombra de um novo pesadelo.

Link do original

                                                        Olha a cara do(s) PILANTRA(S)!

De fato pouco ou nada foi feito para prever e amenizar novas tragédias na Região Serrana do Estado, o certo é que muito dinheiro para essa finalidade foi desviado, inclusive com o governador Sergio Cabral doando 24 milhões do FECAM para a Fundação Roberto Marinho.


O dinheiro era destinado para proteção de encostas, mas foi "desviado" (doado) à outra finalidade.


Os mesmos veículos das Organizações Globo que estão cobrando investimentos públicos – o que é emergencial, é claro – escondem que a fundação dos seus patrões, a família Marinho pegou R$ 24 milhões, dados por Cabral, que era para terem sido usados na prevenção de enchentes e contenção de encostas. É tudo lastimável.

Começam os sinais, e apontam a possibilidade de novas mortes. As chuvas são pontuais em datas e, sua intensidade não permite a absorção pelo solo, tornando um elemento escorregadio que leva propriedades e vidas para a destruição.

Nos preparemos para mais indignação e sofrimento. Mas tudo passa e continua como antes, no final de 2013, como agora e como foi em 2011 e 2010 tudo volta a se repetir para ser esquecido logo após.








2 comentários:

  1. Todas as famílias foram cadastradas e muitas já receberam as indenizações. Tudo está caminhando da melhor maneira.

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    1. Acredito nisso como acredito em coelhinho da Páscoa e Papai Noel. Quero saber da devolução do dinheiro desviado pelos politicos, voltaram para os cofres públicos?

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