sábado, 29 de dezembro de 2012

O papel da imprensa nas ações policiais


Sabemos o quão nefasta são as ações da imprensa em diversos acompanhamentos de ocorrências policiais, suas câmeras estão focadas sempre num possível ângulo que possa lhes render matéria a ser explorada.  Para isso, nada mais significativo do que uma foto com sua versão deturpada sobre o ocorrido, a verdade “distorcida”.
Em caso recente vimos o registro fotográfico de um policial militar usando o spray de pimenta contra uma cadela agressiva. Sem pormenorizar os fatos, o Jornal O GLOBO, irresponsavelmente fez alusão somente a imagem, sem fazer o devido comentário sobre o que realmente aconteceu. O policial foi execrado nas redes sociais e condenado por seus comandantes. Mas no fim a Justiça se fez presente, mostrando que a cadela se mostrava agressiva com todos no local, justificando a ação do policial militar.


O soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro que borrifou spray de pimenta em um cão na favela da Rocinha, na zona sul da cidade, em maio deste ano, foi absolvido pela Corregedoria da corporação. A conclusão do processo administrativo disciplinar é de que o agente agiu em sua própria defesa, já que o animal ameaçava mordê-lo.”
Fonte: UOL

Em outro caso recente, vimos uma “jornalista” amadora, paga para captar imagens distorcidas da realidade, provocando confusão durante o evento. Bem, ela está qualificada como jornalista, mas será que é de fato?

Só as imagens com a reação do policial foram divulgadas, mostrando a parcialidade destes profissionais que usam a “profissão” para denegrir a imagem do policial e assim alcançar mérito quer não possuem.
 
Para toda ação existe uma reação e toda a sequencia deve ser mostrada. Certamente o policial é humano e quando sua pessoa é atacada com palavras indevidas, claro que haverá uma reação. Ai é o momento que os “profissionais” desqualificados aguardam ansiosamente.

No mundo todo o profissional de imprensa sempre esteve presente em ações de guerra e de conflitos armados, se tornando elemento indispensável na divulgação do ocorrido.
“pô, se o Zé Hamilton não tivesse pisado naquela mina e perdido a perna, ele teria sido apenas mais um correspondente de guerra desconhecido, e hoje, talvez, eu nunca teria ouvido falar dele. Ou até teria, mas não ao ponto de me interessar em ler um livro seu...”.



A perna em tirasO relato que se segue é seu: "Ouço uma explosão fantástica... uma cortina espessa de fumaça bloqueou-me toda a visão... foi aí que senti a perna esquerda. Um segundo após me senti sentado... os músculos repuxavam para a coxa com tal intensidade que eu não me equilibrava sentado... levei as minhas mãos para "acalmar" a minha perna... e foi então que a vi em pedaços. Depois do joelho, a perna se abria em tiras, e um pedaço largo de pele retorcido estava no chão... não sei o que aconteceu, pois a consciência me fugiu. A agonia, que deve ser atroz, de se sentir no meio do mato, esvaindo-se em sangue, enquanto o socorro não chega, essa agonia eu não passei".
Fonte: Portal Imprensa

Pois bem, no Rio de janeiro o cenário de enfrentamento se assemelha a uma guerra, uma guerra sem respeito às pessoa, onde meliantes fortemente armados não medem seus atos e consequencias, alvejando inocentes nas comunidades com o intuito de interromper as operações políciais e até inflamar a população para que culpe a policia. Jornais e jornalistas sem o minimo de ética, exploram estas situações para se promoverem e vender seus jornalecos. Tudo para uma sociedade débil, sem conhecimento e capacidade de raciocinio que alimenta estas porcarias de informativos que, desmerece o profissional habilitado, enaltecendo o marginal que não tem regras.

Mas uma nova mentalidade de jornalismo está a aparecer, aquele que divulga a realidade, se expõe aos riscos da profissal policial. Mesmo sem a adequada capacitação estes profissionais vão ao "front" registrando o quão desigual é o confronto, onde meliantes fortemente armados e sem regras enfrentam as forças policiais que têm a lei como seu objetivo maior. Eles tambem morrem pelo dever de bem informar.

                                               Gelson Domingos fazia a cobertura jornalística da operação policial quando foi baleado

"A vítima ainda foi levada para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Santa Cruz, mas não resistiu ao ferimento e já chegou morta ao local. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, o corpo do cinegrafista foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

Em nota, a TV Bandeirantes informou que Gelson estava com colete à prova de balas, um modelo permitido pelas Forças Armadas, usado pelos profissionais da emissora em situações de risco. O cinegrafista, no entanto, foi atingido por um tiro de fuzil que atravessou o colete.
Segundo repórteres que estavam no local, antes de ser baleado Gelson avistou um homem correndo com um fuzil na localidade conhecida como rua do Valão. Ele procurou proteção junto a uma árvore, começou a gravar, mas foi atingido por um disparo."
Fonte: IG

"Gelson Domingos, que também trabalhava na TV Brasil, usava um colete à prova de balas, mas o projétil ultrapassou a proteção. Para a presidenta do sindicato, Suzana Blass, a morte do cinegrafista foi uma tragédia anunciada, porque os coletes fornecidos pelas empresas de comunicação não resistem a tiros de fuzil. Ela disse que o sindicato pode recorrer à Justiça para obrigar a Bandeirantes a amparar a família de Domingos." Fonte: IG



Para estes jornalistas sérios um curso está sendo preparado por alguem com competencia para tal.

Gostaria de informar que sou o responsável pelo Curso para Jornalistas atuarem em Área de Alto Risco.
Sou formado em Jornalismo na Espanha, onde atuei com o CNP Polícia espanhola) contra o terrorismo da ETA por 10 anos, em SP no Aqui Agora, Cidade Alerta e Brasil Urgente, passando pela Bahia como correspondente da Record, 2 anos na inteligencia da SSP-BA e hj completando 2 anos no RJ pela Record.
Nas fileiras de ensino do TREINO estão o CEL Amendola (criador do BOPE), o SGT Lago (Rota SP) e alguns Caveiras do BOPE RJ e CHOQUE.
O Objetivo do curso sera preparar os profissionais da imprensa e estudantes de jornalismos do que devem ou Ñ fazer em situações de risco; como devem atuar em ocorrências policiais e desastres.
Alex Dias


Muitos policiais, principalmente militares são contra o acompanhamento de jornalistas em suas ações, sei que existem os maus jornalista, que procuram imagens sensacionalistas para se promoverem e aumentar a venda de seus "jornalecos". Mas este curso aponta um diferencial, o preparo dos bons profissionais de imprensa para exercerem seu trabalho com a devida segurança e uso dos equipamentos de proteção adequados à realidade do Rio de Janeiro.

A iniciativa deve ser aplaudida e incentivada e não ser objeto de comentários depreciativos por parte dos policiais, que alegam ser mais um corpo a carregar. Critiquem a sua Corporação o abandonará quando ferido e incapacitado para o serviço policial.






Um comentário:

  1. Parabéns pelo trabalho.Será de fundamental importância para o meu TCC(monografaia) que enfatiza mídia x polícia, o qual a imprensa divulga pouca ações das polícias e enfatiza sempre as ruins.Abraço.

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