sábado, 31 de março de 2012

Olhe bem! Quem é o "Bandido"? E quem é o "Mocinho"?

Militares da reserva são cercados por manifestantes na Cinelândia, no Rio.

PM usou gás de pimenta e bombas de efeito moral; evento marca o aniversário do golpe de 64

29 de março de 2012
Wilson Tosta e Heloísa Aruth Sturm, de O Estado de S. Paulo
RIO - Dezenas de militares da reserva que assistiram ao debate "1964 - A Verdade" ficaram sitiados no prédio do Clube Militar, na Cinelândia, no centro do Rio, na tarde desta quinta-feira, 29. O prédio foi cercado por manifestantes que impediram o trânsito pelas duas entradas do imóvel.

O evento marcou o aniversário do golpe militar de 1964 e reuniu militares contrários à Comissão da Verdade. Ao fim do evento, eles tentaram sair, mas foram impedidos por militantes do PC do B, do PT, do PDT e de outros movimentos organizados que protestavam contra o evento.
"Tortura, assassinato, não esquecemos 64", gritavam os manifestantes. "Milico, covarde, queremos a verdade", diziam outros. Velas foram acesas na frente da entrada lateral do centenário do Clube Militar, na Avenida Rio Branco, representando mortos e desaparecidos durante a ditadura militar. Homens que saíam do prédio foram hostilizados com gritos de "assassino". Tinta vermelha e ovos foram jogados na calçada e nos militares.

Homens do Batalhão de Choque foram ao local e lançaram spray de pimenta e bombas de efeito moral contra o grupo, que revidou com ovos. Um dos manifestantes foi imobilizado por policiais e liberado em seguida após ser atingido supostamente por uma pistola de choque, e outro foi detido e algemado.

Os militares foram inicialmente orientados a sair em pequenos grupos por uma porta lateral, na rua Santa Luzia, mas tiveram que recuar por conta do forte cheiro de gás de pimenta que tomou o térreo do clube. A Polícia Militar tentou conter os manifestantes e chegou a liberar a saída de algumas pessoas pela porta principal, mas por medida de segurança voltou a impedir a saída.

Um grupo que saiu sob proteção do Batalhão de Choque da Polícia Militar foi alvo de xingamentos. Os manifestantes chamaram os militares de "assassinos" e "porcos". Mais tarde, a saída dos militares da reserva foi liberada por meio de um corredor aberto por PMs entre o prédio e a entrada da estação Cinelândia do metrô, a poucos metros do Clube Militar.

Por volta das 18 horas, saiu do prédio o general Nilton Cerqueira, ex-secretário de Segurança do Rio, que comandou a operação que culminou na morte do ex-capitão Carlos Lamarca, que aderiu à luta armada e foi morto no interior da Bahia em 1971.

Às 18h20, o ambiente continuava tenso, com manifestantes cercando as duas saídas, e um dos militares foi empurrado. O trânsito na Rua Santa Luzia entre a México e a Avenida Rio Branco foi interrompido e há engarrafamento na Rio Branco.

As imagens não enganam, jovens sem educação cometem vários delitos, principalmente contra idosos que não mais podem se defender. Covardes que devem estar recebendo ajuda de custo para participar de manifestação sem ao menos saber do que se trata, pois, agredir idoso, cuspir no rosto do idoso é uma grave ofensa, só podia estar partindo de militantes sem cultura e lunáticos que são manipulados por supostas "vitimas" da Contra Revolução de 1964.

Agora, estes sim são assassinos.

                                                    Soldado do Exército Mário Kozel Filho
                                   Soldado do Exército Mário Kozel Filho depois do atentado


Um grupo de dez terroristas, da VPR, carregando dinamite em uma camionete Chevrolet, se deslocou em direção ao Quartel General (QG) com a missão de infringir o maior número de vítimas e danos materiais ao QG. Uma das sentinelas, atenta, dispara contra o veículo que se aproximava aceleradamente do portão do Quartel. O soldado Rufino dispara 6 tiros contra o mesmo que se choca contra a parede externa do quartel.
Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se há alguém ferido no seu interior. A carga com 50 quilos de dinamite explode dilacerando seu corpo e espalhando a destruição e morte num raio de 300 metros. Seis militares ficaram feridos: o Coronel Eldes de Souza Guedes e os soldados João Fernandes de Souza, Luiz Roberto Juliano, Edson Roberto Rufino, Henrique Chaicowski e Ricardo Charbeau.
 
Diógenes – herói da esquerda escocêsa
Diógenes José Carvalho de Oliveira um dos 10 terroristas que mataram o soldado Mário Kosel Filho recebeu uma indenização de R$ 400.337,73 e mais uma pensão mensal vitalícia, livre de imposto de renda. Por ter assassinado o soldado Mário Kosel Filho e outros tantos crimes, a Comissão de Anistia e o Ministro da Injustiça , Tarso Genro, resolveram premiá-lo.
 
Os mortos da Dilma são:
01/07/68 – A execução de Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen, major do Exército alemão (na verdade, morto pela Colina, grupo que depois ajudou a formar a VAR-Palmares. Em 1968, Dilma era do Colina);
12/10/68 – Execução de Charles Rodney Chandler, capitão do Exército dos EUA;
31/03/1969 – assassinato do comerciante Manoel da Silva Dutra, durante assalto ao Banco Andrade Arnaud, no Rio. Carlos Minc estava no grupo.
11/07/69 – Assassinato de Cidelino Palmeiras do Nascimento, motorista de táxi (conduzia policiais em seu carro), decorrência do assalto ao Banco Aliança
24/07/69 – O assassinato do soldado da PM-SP Aparecido dos Santos Oliveira, decorrência de um assalto a uma agência do Bradesco, de que a VAR-Palmares fez parte.
22/10/71 – Assassinato de José do Amaral, suboficial da reserva da Marinha;
05/02/72 - Assassinato de David A. Cuthberg, marinheiro inglês, de 19 anos, que visitava o Brasil com sua fragata. Quatro membros da VAR-Palmares estavam entre os executores. Crime do rapaz: seu uniforme representava o imperialismo inglês...
Fonte - VEJA

sexta-feira, 30 de março de 2012

Apresentador do CQC fala para alunos da Epcar

Barbacena Online


O jornalista Marcelo Tas ministrou, na tarde de terça-feira (28), no auditório da Epcar, palestra para os alunos daquela instituição. O apresentador do Custe o Que Custar (CQC), da rede Bandeirantes de Televisão, foi aluno da Epcar na década de 70.


Tas, com seu jeito peculiar e humor inconfundível, falou para uma plateia atenta sobre a evolução da comunicação e a rapidez com que as informações chegam até nós, além de relatar sobre a importância dos estudos na Escola, as dificuldades daquele período e a difícil escolha de largar a carreira militar.

Quando perguntado sobre a lembrança mais especial de Barbacena, um suspiro saudosista. “São muitas as lembranças, mas eu creio que estamos falando de um período muito especial da vida porque fiquei aqui em Barbaceno dos 15 aos 18 anos. Cada canto que ando e olho tem uma carga de afeto muito grande. O fato de eu ser da Epcar é um dado importante da cidade que está convivendo com a Escola há muito tempo. Minha relação no início era algo estranho. Eu cheguei numa cidade que é muito diferente do lugar em que eu vivia, Ituverava (SP), quente, plano, pequeno. Então Barbacena representou para mim uma cidade muito grande, muitas montanhas e fria. Conheci aqui, dentro e fora da Escola, pessoas que mudaram a minha vida... literalmente”, relembrou. Entre as festas que freqüentou, Tas destacou as que que eram realizadas nos clubes, o Jubileu de São José no entorno da Basílica, o Gino´s, a Lanchonete Sovons e muitos filmes que assistiu no Cine Palace. Tas não deixou também de relembrar da saudosa Isabelinha.

Passagem de Comando
Mascelo Tas vai acompanhar nesta quarta-feira (28) a cerimônia de troca de comando da Epcar. O novo Brigadeiro do Ar Waldeísio Ferreira Campos foi colega de turma do jornalista. Ele vai assumir o maior posto da Aeronáutica na cidade em lugar do Brigadeiro do Ar Carlos Eurico Peclat dos Santos. A cerimônia acontece nas dependências da Escola, a partir das 15h.



CQC
O programa está com uma intensa campanha nacional para aumentar a pena para quem dirige embriagado. Todos os cidadãos brasileiros são convidados a participar. “São 40 mil mortes por ano. Três tsunamis japoneses por ano e as pessoas que dirigem embriagadas não são punidas. Elas matam, estamos vendo isto em todos os lugares do Brasil”, desabafou. A petição, que pretende chegar a 1,3 milhão de assinaturas até o final do ano, está disponível no site http://cqc.band.com.br/.

Quem é Marcelo Tas
Marcelo Tristão Athayde de Sousa, mais conhecido como Marcelo Tas, nasceu em Ituverava em 10 de novembro de 1959. É jornalista, apresentador de televisão, escritor e roteirista de televisão brasileiro.
Ficou conhecido pelo seu personagem humorístico Ernesto Varela, um repórter fictício que ironizava personalidades políticas da época. Atuou também como diretor e roteirista de programas premiados internacionalmente, como o Rá-Tim-Bum (onde interpretava o estereotipado Professor Tibúrcio) e o Castelo Rá-Tim-Bum (Telekid, que respondia sempre o “porque sim não é resposta”).


Em obra do Maracanã 138 operários são hospitalizados por causa da comida

29/03/12
Jornal EXTRA
Rodrigo Stafford

As obras do Maracanã estão a pleno vapor para que o estádio esteja pronto para a Copa do Mundo de 2014. Mas uma salada derrubou mais de uma centena de operários, comprometendo em parte o andamento do trabalho, na última terça-feira.

Após a ingestão da salada de salpicão, feita no próprio estádio, 138 funcionários sentiram-se mal, sofrendo com vômito e diarreia. Apressadamente, procuraram hospitais para atendimento. Alguns foram para o Badim e o Israelita, ambos na Tijuca. As informações foram confirmadas nos próprios hospitais. Um operário ainda se encontra internado.

"O Consórcio Maracanã Rio 2014 informa que 138 trabalhadores apresentaram quadro de vômito e diarreia, no dia 27 de março. Todos foram medicados e hidratados em diversos hospitais particulares e públicos da cidade, receberam alta no mesmo dia e já retornaram às atividades no canteiro de obras", confirmou, em nota oficial, o consórcio.

Não é a primeira vez que os operários sofrem com a comida servida no Maracanã. Em setembro do ano passado, os trabalhadores fizeram uma paralisação após terem à mesa macarrão e feijão estragados, salada com bichos e leite fora da validade. Na última terça-feira, o cardápio foi alterado para o turno da noite. Saiu o salpicão após as baixas e improvisou-se um prato que incluía almôndegas, carré e uma fritada.

O Consórcio Maracanã Rio 2014, formado pelas empresas Odebrecht infraestrutura, Delta construções, Andrade Gutierrez informou, ainda na mesma nota, que o caso está sendo investigado, mas que inspeções sanitárias atestaram as boas condições do local.

"Neste mesmo dia, técnicos da Vigilância Sanitária do município visitaram as instalações onde as refeições são preparadas e emitiram termo de visita sanitária com laudo atestando as boas condições de higiene e funcionamento. A Vigilância Epidemiológica também esteve no local e está investigando o que pode ter desencadeado o quadro clínico nos trabalhadores".

quinta-feira, 29 de março de 2012

Turma EPCAr 75, Brigadeiro do Ar Waldeísio no Comando da EPCAr. Um dia memorável.

Dia 28 de março de 2012, um dia que não será esquecido. O Brigadeiro do Ar Waldeísio, aluno 75/119, assume o Comando da Escola Preparatória de Cadetes do Ar, a nascente do Poder Aéreo.

O Encontro foi no Galeão, no embarque do CAN (Correio Aéreo Nacional). Aos poucos os Jovens senhores da linda Turma EPCAR 75 foram chegando e se confraternizando, com destino à Barbacena onde irão prestigiar a assunção de Comando do brigadeiro do Ar Waldeísio (EPCAr 75).
À Força Aérea Brasileira agradecemos a gentileza de proporcionar transporte para os amigos do novo Comandante. Confortáveis aviões e ônibus foram disponibilizados para a ida e vinda de Barbacena.

A chegada em Barbacena se deu com chuva, que se dissipou minutos após pisarmos naquela Cidade, como se a comemorar a chegada de seus outrora alunos da EPCAr.

Fomos recepcionados pelo Brigadeiro do Ar Waldeísio, que veio a nós como o aluno 75/119, com um forte abraço individual a seus contemporâneos de Turma.
Marcelo Tass, aluno 75/144 Athayde, que ministrou uma palestra aos alunos daquela Escola no dia anterior, onde falou sobre a evolução da comunicação. Athayde ficou na Cidade para também prestigiar a assunção de Comando do “Waldé”, como carinhosamente é chamado o Brigadeiro Waldeísio por seus pares e amigos.

Aproveitando o tempo para matar a saudade percorri a Escola, percebendo que continua linda, porém muito mais moderna. Confesso que sentimentos tomaram conta de mim, relembrando o quanto fui feliz naquele estabelecimento de ensino, ao qual agradeço do fundo do meu coração; sabendo que através dos contemporâneos de Turma continuam a se aprimorar em mim os mais nobres valores.





A solenidade de passagem de Comando é anunciada, eu, com os demais 75 nos dirigimos ao palanque oficial, onde certamente além de prestigiados, prestigiamos o Brigadeiro do Ar Waldeísio na assunção do Comando da Escola que ingressamos há 37 anos atrás.

O coquetel foi servido. Como bom baiano, o Brigadeiro Waldeísio ofereceu aos convidados além de quitutes variados, comida da culinária baiana. Tudo bem selecionado e de muito bom gosto, tanto no requinte como no paladar.

Iniciou-se a despedida, já passava das 16 horas e, como a se despedir de seus outrora jovens alunos, a chuva recomeçou como se findou em nossa chegada, pareciam lágrimas ante a nossa partida. Tristeza de lado, começamos a despedida que demorou por mais trinta minutos, como desejasse prolongar o encontro da setecincolacia.



Retorno ao Aeroporto de Barbacena e partida de volta ao Rio de Janeiro. Com a certeza de mais um dever cumprido com orgulho. A posse de um aluno EPCAr 75 no Comando da Escola que estará presente em nossas vidas até o fim, se é que ele existe.




Turma EPCAr 75, obrigado por nós existirmos.
"Reencontrar é preciso", "TAMUJUNTU" e "Uma Turma ímpar, amizade sem par", marcas registradas e eternas. Nada acontece por acaso, tudo é a vontade de Deus.

terça-feira, 27 de março de 2012

De que tem medo Sérgio Cabral?


Enviado por e-mail pelo Subtenente CBMERJ Valdelei.

De que tem medo Sérgio Cabral?
Vitor Hugo Soares
De Salvador (BA)

Diante do que se viu, e ainda se vê, no espaço dramático e poeirento desta tragédia inesperada que fere o coração da Cidade Maravilhosa - igualmente marcada por momentos singulares de humanismo, generosidade solidária, superação e bom humor, mesmo frente à desgraça - é preciso dizer com todas as letras a bem da verdade e seu registro histórico: ninguém fez mais feio neste episódio do que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho.

Mando às favas o temor de ser repetitivo neste espaço, mas para contextualizar jornalisticamente o triste papel de Cabral é preciso recorrer mais uma vez ao Decálogo do Estadista, de Ulysses Guimarães. Magnífica, sólida e permanente construção do pensamento e da prática do saudoso fundador do MDB (hoje o PMDB do governador do Rio), presidente da Câmara e timoneiro da oposição em travessia das mais difíceis do País entre a ditadura e a democracia.

Sérgio Cabral Filho, neste desastre que ainda recolhe seus mortos (quando escrevo de Salvador já são nove corpos recolhidos e a previsão oficial de 20 desaparecidos), afrontou acintosamente o primeiro mandamento do Decálogo de Ulysses: A Coragem.

Perdoem os incomodados, mas considero indispensável reproduzir aqui, mesmo para os que a conhecem e a seguem, o que reza a primeira e fundamental norma do homem público, segundo a lei do evangelho do fundador do PMDB: "O pusilânime nunca será estadista. Churchill afirmou que das virtudes, a coragem é a primeira. Porque sem ela todas as demais, a fé, a caridade, o patriotismo desaparecem na hora do perigo".

"Há momentos em que o homem público tem que decidir, mesmo com o risco de sua vida, liberdade, impopularidade ou exílio. Sem coragem não o fará. Cesar não foi ao Rubicon para pescar, disse Andre Malraux. Se Pedro Primeiro fosse ao Ipiranga para beber água, suas estátuas não se ergueriam nas praças públicas do Brasil".

O medo tem cheiro. Os cachorros e cavalos sentem-no, por isso derrubam ou mordem os medrosos. Mesmo longe, chega ao povo o cheiro corajoso dos seus líderes. A liderança é um risco. "Quem não o assume não merece esse nome". Grande e verdadeiro Ulysses Guimarães!

Agora, de volta ao cenário dos desabamentos na noite de quarta-feira no centro do Rio. As primeiras notícias e imagens transmitidas na televisão deixaram em suspense o País e a parte do mundo que ainda não dormia quando os prédios começaram a ruir, reproduzindo cenas dramáticas de gente correndo da nuvem de poeira que os perseguia, como se o pesadelo do 11 de Setembro em Nova Iorque se repetisse na Cidade Maravilhosa.

Logo estavam na área os soldados do Corpo de Bombeiros (é fácil entender porque a população do Rio os ama e respeita tanto, embora Cabral pareça detestá-los). Socorrendo, ajudando, tentando retirar pessoas ainda com vida dos escombros.

Em seguida chegou também o prefeito Eduardo Paes, que estava em um teatro em Ipanema no lançamento da peça sobre Zezé Macedo. Saiu direto de um auditório de comédia para um palco de tragédia. Cumpria assim com tranquilidade no meio da confusão - mas muita decisão e coragem, é preciso reconhecer - o seu dever de homem público com a população que o colocou no comando administrativo da cidade do Rio de Janeiro.

E o governador Sérgio Cabral? Em outros momentos, trágicos, ele foi apanhado em viagens mal justificadas ao exterior ou em estranhas transações com magnatas dos empreendimentos privados em Porto Seguro, na costa sul da Bahia. Desta vez, aparentemente, Cabral estava na capital do estado que ele governa. Ainda assim, ele que é um falastrão contumaz na hora de contar vantagens, se manteve escondido. Em silêncio. Ausente.

Com a suspeita bem humorada levantada pelo site carioca "Sensacionalista" de que o governador estava "entre os desaparecidos dos desabamentos", Cabral resolveu dar sinal de vida. Mais de 15 horas depois dos desabamentos, na tarde do dia seguinte, o governador resolveu quebrar o silêncio. Em entrevista à Rádio CBN, disse o óbvio, mas com palavras reveladoras: lamentou a tragédia, afirmou ter acompanhado os trabalhos, que estão sob o comando do prefeito Eduardo Paes e do secretário estadual de Saúde, Sérgio Cortes. E sentenciou com mais uma obviedade e outro tiro no pé: "a tragédia poderia ter sido ainda maior caso tivesse ocorrido horas antes".
"Por amor de Deus, me bata um abacate!", como dizem os baianos.
"Os medrosos têm cheiro!", registra Ulysses em seu Decálogo do Estadista, e não custa repetir sempre esta verdade. Resta agora saber, diante dos fatos da recente tragédia carioca, de que ou de quem tem medo o governador Sérgio Cabral Filho?

Como no samba, responda quem souber.

Policial tem vida? LEIAM ! PRINCIPALMENTE PORQUE NÃO É ESCRITO POR POLICIAL

Enviado pelo Subtenente CBMERJ Valdelei

DESABAFO DE UM FAMILIAR DE POLICIAIS QUERENDO JUSTIÇA!

"A farda é leve para quem a veste por vocação, mas é fardo insuportável para aquele que não compreendeu a missão para a qual prestou juramento!"

"Bons tempos aqueles em que os Três Poderes eram o Exército, a Marinha e a Aeronáutica."(Millor)

Qual a natureza jurídica do policial?
Ele tem direitos?

          Nos últimos dias morreram dois policiais civis. Nos últimos 06 meses policiais militares que se interpuseram entre a sociedade e o tráfico de drogas na Zona Norte, foram assassinados. Os policiais que perseguiram o ladrão de bancos conhecido como Balengo foram, juntamente com seus familiares, ameaçados de morte. Na última sexta feira, o GARRA desencadeou uma ação para capturar os matadores de um dos policiais. Investigadores, escrivães, agentes, carcereiros e delegados, de férias, de folga, abriram mão da convivência da sua família para prender o assassino do colega.

          Nenhuma palavra dos direitos humanos, nota ridícula da Globo, que preferiu dar destaque à prisão dos chamados higlanders. Muitas pessoas ligaram na Bandeirantes reclamando que a polícia estava sendo abusiva, que a operação prejudicava o trânsito, que a operação atrapalhava suas vidas. A Record criticou o fato veladamente, ora batendo, ora soprando, mas não deixou de apresentar uma crítica ao GARRA.

          Quando o casal Nardoni foi investigado, por quase 30 dias o Brasil acompanhou uma novela. Ruas foram fechadas, inserções no horário nobre alterando o padrão Global, interditou-se ruas, avenidas, IML, a delegacia trabalhou apenas nisso!! No caso da menina Eloá, foram 100 horas em que famílias não puderam retornar aos seus lares. Isso mesmo, foi necessária a interdição de vários apartamentos.

          No caso do seqüestro do menino Ives, do empresário Beltrão, Abílio Diniz, dos repórteres da TV Globo, do homicídio de Tim Lopes, a polícia trabalhou horas sem interrupção. Tenho amigos que não puderam nem ir para casa. Em todos esses casos não houve reclamação. Por isso pergunto: Policial é gente? Policial é humano?

          Tenho um filho e a esposa na polícia. Tenho incontáveis amigos que quero como irmãos na polícia. Tenho diversos amigos na polícia. Tudo isso me machuca, me ofende.

          No seu CPP de 2000 Nucci defendia que contra o policial sempre cabia prisão preventiva, posição retirada, mas nunca corrigida, pois nunca apresentou o policial como ser humano credor de direitos humanos. Em julgado recente, o STF, em pleno direito penal do autor, decidiu que o policial deve sempre ficar preso, pois sua missão é defender a sociedade e, quando age de forma diferente, deve permanecer preso. E o direito à presunção de inocência que concedeu ao padre pedófilo, cujo HC terminou por julgar inconstitucional a vedação de progressão de regime? E o jornalista Pimenta das Neves? O médico Farah que picotou sua vítima, E OS JUÍZES QUE VENDERAM SENTENÇAS E FORAM APOSENTADOS COM VENCIMENTOS INTEGRAIS, ou já se esqueceram de Vicente Leal? Por tudo isso, pergunto: policial é gente? Será que vem da sociedade?

          Trabalhei muito tempo em hospital para saber que médico não cobra de médico, que engenheiro não cobra de engenheiro e, como advogado, não cobro de advogados. Não se trata de corporativismo, mas de companheirismo. Há um velho ditado que diz: "na hora da dificuldade o ser humano roga a Deus e clama pela polícia". Passada a emergência, esquece-se de Deus e amaldiçoa a polícia. É verdade. A nossa imprensa pequena e comezinha ainda está presa a dogmas do jornalismo do século 19. A única norma constitucional que os jornalistas conhecem é a liberdade de expressão. Qualquer atividade, como a proibição da divulgação de grampos ilegais fere a liberdade de expressão, ainda que para exercê-la humilhem e massacrem pessoas que depois se descobre inocentes. Em Questão de Honra, Tom Cruise, um advogado militar, pergunta a sua colega porque ela se importava tanto com os sentinelas processados, a que ela responde: porque quando deito, durmo sossegada, sabendo que eles estão vigilantes e, que naquela noite nada vai me acontecer.

          Estou encaminhando este e-mail para três jornalistas que, no meu ponto de vista são cabeças pensantes e não mero vendedor de noticias. Nada contra os demais, nada a favor também. Enviarei também ao STF. Os senhores, adicionados à minha lista, de alguma forma mantêm relacionamento com a polícia, seja civil, seja militar. Alguns já são policiais. Ou nos manifestamos, ou seremos sempre (não sou policial, mas minha família é, assim me sinto ofendido por eles) cidadãos de segunda classe, como foram os negros por 400 anos.

          Abraços, e que Deus proteja, para quem acredita nele, os nossos policiais e, para quem não acredita, boa sorte!!

          SE VOCÊ PUDER FAZER COMO EU, ENCAMINHE ESTE DESABAFO A TODAS AS PESSOAS DA SUA LISTA. COMO VOCÊ SABE, EU TRABALHO NO MEIO E CREIO QUE ESTAVA MAIS DO QUE NA HORA DE ALGUÉM GRITAR!!!

"Quem poupa o Lobo, sacrifica a ovelha"

"Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido." Salmo 91

segunda-feira, 26 de março de 2012

A verdade sobre o 31 de março de 1964


por Carlos Alberto Brilhante Ustra em 24 de março de 2004

Resumo: A deposição de João Goulart e a luta contra o terror comunista no Brasil envolveram realidades muito diferentes das que hoje são difundidas pela propaganda esquerdista na mídia e salas de aula.


No dia 31 de março próximo faz quarenta e oito anos que foi deposto o Presidente da República, João Goulart.
Uns chamam esse acontecimento de golpe militar, outros de tomada do poder, alguns outros de Revolução de 1964. Eu prefiro considerá-lo como a Contra-Revolução de 31 de março de 1964.

Vou lhes explicar o meu ponto de vista ao longo deste artigo. Espero que ao final vocês tenham dados suficientes para julgar se estou certo.
Vocês foram cansativamente informados por seus professores, jornais, rádios, TV e partidos políticos de que:

- os militares tomaram o poder dos civis para impedir que reformas moralizantes fossem feitas;    

- para combater os "generais que usurparam o poder" os jovens da época uniram-se e lutaram contra a ditadura militar e que muitos deles morreram, foram mutilados, presos e torturados na luta pela "redemocratização" do país;

- os militares assim agiram a mando dos Estados Unidos, que temiam  o comunismo  instalado no Brasil;

- jovens estudantes, idealistas, embrenharam-se nas matas do Araguaia para lutar contra a ditadura e pela redemocratização do país.

Com quantas inverdades fizeram a cabeça de vocês! E por que essas mentiras são repetidas até hoje? Foi a maneira  que eles encontraram para tentar justificar a sua luta para implantar um regime do modelo soviético, cubano ou chinês  no Brasil.

Por intermédio da mentira, eles deturparam a História e conseguiram o seu intento. Vocês, que não viveram essa época, acreditam piamente no que eles dizem e se revoltam contra os militares.

Vamos aos fatos, pois eu vivi e participei dessa época.

Em março de 1964 eu era capitão e comandava uma bateria de canhões anti-aéreos do 1º Grupo de Artilharia Anti-Aérea, em Deodoro, no Rio de Janeiro.

A maioria dos oficiais que serviam no  1º Grupo de Artilharia AAe,  entre eles eu, teve uma atitude firme para que o Grupo aderisse à Contra-Revolução.

Eu era um jovem com 31 anos. O país vivia no caos. Greves políticas paralisavam tudo: transportes, escolas, bancos, colégios. Filas eram feitas para as compras de alimentos. A indisciplina nas Forças Armadas era incentivada pelo governo. Revolta dos marinheiros no Rio; revolta dos sargentos em Brasília. Na minha bateria de artilharia  havia um sargento que se ausentava do quartel para  fazer propaganda do Partido Comunista, numa kombi, na Central do Brasil.

Isso tudo ocorria porque o governo João Goulart queria implantar as suas “reformas de base” à revelia do Congresso Nacional. Pensava, por meio de um ato de força, fechar o Congresso Nacional com o apoio dos militares "legalistas".

Vocês devem estar imaginando que estou exagerando para lhes mostrar que a Contra-Revolução era imperativa naqueles dias. Para não me alongar, vou citar o que dizem dois conhecidos comunistas:

Depoimento de Pedro Lobo de Oliveira no livro A Esquerda Armada no Brasil: "Muito antes de 1964 já participava na luta revolucionária no Brasil na medida de minhas forças. Creio que desde 1957. Ou melhor, desde 1955... Naquela altura o povo começava a contar com a orientação do Partido Comunista.”

Jacob Gorender, do PCBR, escreveu no seu livro Combate nas Trevas: "Nos primeiros meses de 1964, esboçou-se uma situação pré-revolucionária e o golpe direitista se definiu, por isso mesmo, pelo caráter contra-revolucionário preventivo. A classe dominante e o imperialismo tinham sobradas razões para agir antes que o caldo entornasse.”

Diariamente eu lia os jornais da época: O Dia, O Globo, Jornal do Brasil, Tribuna da Imprensa, Diário de Notícias, etc... Todos eram unânimes em condenar o governo João Goulart e pediam a sua saída, em nome da manutenção da democracia. Apelavam para o bom senso dos militares e até imploravam a sua intervenção, para que o Brasil não se tornasse mais uma nação comunista.

Eu assistia a tudo aquilo com apreensão. Seria correto agirmos para a queda do governo? Comprei uma Constituição do Brasil e a lia seguidamente. A minha conclusão foi de que os militares estavam certos ao se antecipar ao golpe de Jango.

Às Forças Armadas cabe zelar para a manutenção da lei, da ordem, e evitar o caos. Não tinhamos que defender o governo; tinhamos que defender a nação.

O povo foi às ruas com as Marchas da Família com Deus pela Liberdade, no Rio, São Paulo e outras cidades do país. Todos pedindo o fim do governo João Goulart, antes que fosse tarde demais.

E, assim, aconteceu em 31 de março de 1964 a nossa Contra-Revolução.

Os jornais da época (O Estado de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil; Tribuna da Imprensa e outros )  publicaram, no dia 31e nos dias seguintes, editoriais e mais editoriais exaltando a atitude dos militares. Os mesmos jornais que hoje combatem a nossa Contra- Revolução.

Os comunistas que pleiteavam a tomada do poder não desanimaram e passaram a insuflar os jovens, para que entrassem numa luta fraticida, pensando que lutavam contra a ditadura. E mentiram tão bem que muitos  acreditam  nisso até hoje. Na verdade, tudo já estava se organizando. Em 1961, em pleno governo Jânio Quadros, Jover Telles, Francisco Julião e Clodomir dos Santos Morais estavam em Cuba acertando cursos de guerrilha e o envio de armas para o Brasil. Logo depois, alguns jovens eram indicados para cursos na China e em Cuba. Bem antes de 1964 a área do Araguaia já estava  escolhida pelo PC do B para implantar a guerrilha rural.

Em 1961 estávamos em plena democracia. Então para que eles estavam se organizando? Julião já treinava na época as suas Ligas Camponesas, que eram muito semelhantes ao MST de hoje, só que sem a organização, o preparo, os recursos, a formação de quadros.

E foi com essa propaganda mentirosa que eles iludiram muitos jovens e os cooptaram para as suas organizações terroristas.

Então, começou a luta armada.

Foram vários atos terroristas:  o atentado ao aeroporto de Guararapes, em Recife, em 1966; a bomba no Quartel General do Exército em São Paulo, em 1968; o atentado contra o consulado americano; o assassinato do industrial Albert Boilesen e do capitão do Exército dos Estados Unidos Charles Rodney Chandler; seqüestros de embaixadores estrangeiros no Brasil .

A violência revolucionária se instalou. Assassinatos, ataques a quartéis e a policiais aconteciam com freqüência.

Nessa época, eles introduziram no Brasil a tática de obter dinheiro com assaltos a bancos, a carros fortes e a estabelecimentos comerciais. Foram eles os mestres que ensinaram tais táticas aos bandidos de hoje.Tudo treinado nos cursos de guerrilha em Cuba e na China.

As polícias civil e militar sofriam  pesadas baixas e não conseguiam , sozinhas, impor a lei e a ordem.

Acuado, perdendo o controle da situação, o governo decretou o AI-5, pelo qual várias liberdades individuais foram suspensas. Foi um ato arbitário mas necessário. A tênue democracia que vivíamos não se podia  deixar destruir.

Para combater o terrorismo, o governo criou uma estrutura com a participação dos Centros de Informações da Marinha (CENIMAR), do Exército (CIE)  e da Aeronáutica (CISA). Todos atuavam em conjunto, tanto na guerrilha rural  quanto na urbana. O Exército, em algumas capitais, criou o seu braço operacional, os Destacamentos de Operações de Informações ( DOI). Para trabalharem nos  diversos DOI do Brasil,  o Exército  seleciononou do seu efetivo alguns majores, capitães e sargentos. Eram, no máximo,  350 militares, entre os 150 mil homens da  Exército.

Eu era major, estagiário da Escola de Estado Maior. Tinha na época 37 anos e servia no II Exército, em São Paulo. Num determinado dia do ano de 1970, fui chamado ao gabinete do comandante do II Exército, general José Canavarro Pereira, que me deu a seguinte ordem: "Major, o senhor foi designado para comandar o DOI/CODI/II Ex. Vá, assuma e comande com dignidade".

A partir desse dia minha vida mudou. O DOI de São Paulo era o maior do país  e era nesse Estado que as organizações terroristas estavam mais atuantes.  O seu efetivo em pessoal era de 400 homens. Destes, 40 eram do Exército, sendo 10 oficiais, 25 sargentos e 5 cabos. No restante, eram excelentes policiais civis e militares do Estado de São Paulo. Esses foram dias terríveis! Nós recebíamos ameaças freqüentemente.

Minha mulher foi de uma coragem e de uma abnegação total. Quando  minha filha mais velha completou 3 anos de idade, ela foi para o jardim da infância, sempre acompanhada de seguranças. Minha mulher não tinha coragem de permanecer em casa, enquanto nossa filha estudava. Ela ficava dentro de um carro, na porta da escola, com um revólver na bolsa.

Não somente nós passamos por isso! Essa foi a vida dos militares que foram designados para   combater o terrorismo e para que o restante do nosso Exército trabalhasse tranqüilo e em paz.    

Apreendemos em "aparelhos" os estatutos de, praticamente, todas as organizações terroristas e em todos eles estava escrito, de maneira bem clara, que o objetivo da luta armada urbana e rural era a implantação de um regime comunista em nosso país.

Aos poucos o nosso trabalho foi se tornando eficaz e as organizações terroristas foram praticamente extintas, por volta de 1975.

Todos os terroristas quando eram interrogados na Justiça alegavam que nada tinham feito e só haviam confessado os seus crimes por terem sido torturados. Tal alegação lhes valia a absolvição no Superior Tribunal Militar. Então, nós passamos a ser os " torturadores".

Hoje, como participar de seqüestros, de assaltos e de atos de terrorismo passou a contar pontos positivos para os seus currículos, eles, posando de heróis, defensores da democracia, admitem ter participado das ações. Quase todos continuam dizendo que foram torturados e perseguidos politicamente. Com isso recebem indenizações milionárias e ocupam elevados cargos públicos. Nós continuamos a ser seus " torturadores" e somos os verdadeiros perseguidos politicos. As vítimas do terrorismo até hoje não foram indenizadas.

Houve 120 mortos identificados, que foram assassinados por terroristas (estima-se que existam mais cerca de 80 que não foram identificados). 43 eram civis que estavam em seus locais de trabalho; 34, policiais militares; 12, guardas de segurança; 8, militares do Exército; 3 agentes da Polícia Federal; 3 mateiros do Araguaia; 2 militares da Marinha; 2 militares da Aeronáutica; um major do Exército da Alemanha; um capitão do Exército dos Estados Unidos; um marinheiro da Marinha Real da Inglaterra.

A mídia fala sempre em "anos de chumbo", luta sangrenta, noticiando inclusive que , só no cemitério de Perus, em São Paulo, existiriam milhares de ossadas de desaparecidos políticos. No entanto o Grupo Tortura Nunca Mais reclama um total de 284 mortos e desaparecidos que integravam as organizações terroristas. Portanto, o Brasil, com sua população e com todo o seu tamanho, teve na luta armada, que durou aproximadamente 10 anos, ao todo 404 mortos, dos dois lados.

Na Argentina as mortes ultrapassarm 30.000 pessoas; no Chile foram mais de 4.000 e no Uruguai outras 3.000. A Colômbia, que resolveu não endurecer o seu regime democrático, luta até hoje contra o terrorismo. Ela já perdeu mais de 45.000 pessoas e tem um terço do seu território dominado pelas FARC.

Os comunistas brasileiros são tão capazes quanto os seus irmãos latinos. Por que essa disparidade? Porque no Brasil dotamos o país de leis que permitiram atuar contra o terrorismo e também porque centralizamos nas Forças Armadas  o combate à luta armada. Fomos eficientes e isso tem que ser reconhecido. Com a nossa ação impedimos que milhares de pessoas morressem e que esta luta se prorrogasse como no Peru e na Colômbia.

No entanto, algumas pessoas que jamais viram um terrorista, mesmo de longe, ou preso, que jamais arriscaram as suas vidas, nem as de suas famílias, criticam nosso trabalho. O mesmo grupo que só conheceu a luta armada  por documentos lidos em salas atapetadas e climatizadas afirma que a maneira como trabalhamos foi um erro,  pois a vitória  poderia ser alcançada de outras formas.

Já se declarou, inclusive, que: "a ação militar naquele período não foi institucional. Alguns militares participaram, não as Forças Armadas. Foi uma ação paralela".

Alguns também nos condenam afirmando que, como os chefes daquela época não estavam acostumados com esse tipo de guerra irregular, não possuíam nenhuma experiência. Assim, nossos chefes, no lugar de nos darem ordens, estavam aprendendo conosco, que estávamos envolvidos no combate. Segundo eles, nós nos aproveitávamos dessa situação para conduzir as ações do nosso modo e que, no afã da vitória, exorbitávamos .

Mas as coisas não se passavam assim. Nós, que fomos mandados para a frente de combate nos DOI, assim como os generais que nos chefiavam, também não tínhamos experiência nenhuma. Tudo o que os  DOI faziam ou deixavam de fazer era do conhecimento dos seus chefes. Os erros existiram, devido à nossa inexperiência, mas os nossos chefes eram tão responsáveis como nós.

Acontece que o nosso Exército fazia muito tempo que não era empregado em ação. Estava desacostumado com a conduta do combate, onde as pessoas em operações têm que tomar decisões, e decisões rápidas, porque a vida de seus subordinados ou a vida de algum cidadão pode estar em perigo.

Sempre procurei comandar liderando os meus subordinados. Comandei com firmeza e com humanidade, não deixando que excessos fossem cometidos. Procurei respeitar os direitos humanos, mas sempre respeitando, em primeiro lugar, os direitos humanos das vítimas e, depois, os dos bandidos. Como escrevi em meu livro "Rompendo o Silêncio", terrorismo não se combate com flores. A nossa maneira de agir mostrou que estávamos certos, porque evitou o sacrifício de milhares de vítimas, que aconteceu nos países vizinhos. Só quem estava lá, frente a frente com o terroristas, dia e noite, de arma na mão, pode nos julgar.

Finalmente, quero lhes afirmar que a nossa luta foi para preservar a democracia. Se o regime implantado pela Contr -Revolução durou mais tempo do que se esperava, deve-se, principalmente, aos atos insanos dos terroristas. Creio que, em parte, esse longo período de exceção deveu-se ao fato de que era preciso manter a ordem no país.

Se não tivéssemos vencido a luta armada, hoje estaríamos vivendo sob o tacão de um ditador vitalício como Fidel Castro e milhares de brasileiros teriam sido fuzilados no "paredón" ( em Miami em fevereiro, foi inaugurado, por exilados cubanos, um Memorial para 30.000 vítimas da ditadura de Fidel Castro).

Hoje temos no poder muitas pessoas que combatemos e que lá chegaram pelo voto popular. Esperamos que eles esqueçam os seus propósitos de quarenta anos passados e preservem a  democracia pela qual tanto lutamos.



Fonte: http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?

"O homem que não luta pelos seus direitos não merece viver"
Rui Barbosa


                                                         JUNTOS SOMOS  FORTES.

Justiça do Rio é lenta em punir e ágil em perdoar

Só 6% das ações contra corrupção julgadas pelo TJ do Rio resultaram em condenação.


Almir Dumay, ex-prefeito de Itatiaia: 17 das 23 ações de improbidade movidas pelo MP contra ele foram extintas por juizRodrigo Luiz / Jornal A Voz da Cidade

RIO - A Justiça fluminense demorou 15 anos para condenar o inspetor da Polícia Civil Hélcio Augusto de Andrade à perda do cargo público. A ação de improbidade administrativa contra o policial foi ajuizada pelo Ministério Público em 1995, mas a decisão final só saiu em 2010, quando era tarde demais. Hélcio já estava aposentado e não precisou cumprir a pena. Acusado de enriquecimento ilícito, ele movimentou mais de US$ 5 milhões em créditos não identificados em suas contas bancárias entre os anos 1980 e 1990, período em que trabalhou no Detran.

Apesar do desfecho pífio, a ação de improbidade movida contra Hélcio foi uma dos poucas a chegar ao fim no Tribunal de Justiça do Rio. Vinte anos após o início da vigência da Lei de Improbidade Administrativa, que pune políticos e servidores envolvidos em desvio de dinheiro público, apenas 70 dos 1.209 processos no estado (6% do total) tiveram condenação com trânsito em julgado — quando já não cabe mais recurso à decisão. Outros tribunais do país exibem a mesma dificuldade. O Tribunal amazonense registra apenas uma ação com condenação definitiva. Em Pernambuco, nove. Na Bahia, 13 casos.

Rio tem 3.285 réus por corrupção
Os números, retirados do Cadastro Nacional de Improbidade Administrativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), revelam a dificuldade do Judiciário brasileiro em punir a corrupção e recuperar o dinheiro. No Estado do Rio, a soma dos valores das 1.209 causas represadas representa R$ 4,6 bilhões (R$ 1 bilhão em valores desviados mais a aplicação de multas contra os gestores, que podem chegar a cinco vezes o total do prejuízo). A quantia corresponde a todos os gastos previstos pelo governo estadual para a área de Saúde este ano.

Entre pessoas físicas e jurídicas, o Rio tem 3.285 processados por corrupção. Há casos de réus respondendo a 20 ações. Na busca de um diagnóstico, o CNJ investiga desde o mês passado a vagarosidade do Estado do Rio. Uma das hipóteses é a complexidade da lei, que determina a notificação prévia de todos os envolvidos antes da instauração do processo. Esse primeiro passo, dependendo do número de pessoas, pode levar anos. A outra hipótese investigada é uma demasiada aproximação de magistrados às esferas do poder.
— Não tiro desses dados ilação negativa, mas reconheço que os estados do Sul têm rigor maior com os atos de improbidade administrativa, principalmente a magistratura de primeiro grau, mais beligerante. No Rio, em geral, há um afrouxamento da conduta ética. Certas situações são entendidas como normais. Isso leva a esse tipo de sentença complacente com os erros administrativos — lamenta o desembargador aposentado Marcus Faver, ex-presidente do TJ-RJ e integrante da Comissão de Ética Pública Estadual (Cepe) do governo fluminense.

De acordo com o cadastro do CNJ, 574 casos tiveram condenação definitiva na Justiça gaúcha; 305, em Santa Catarina; e 429, no Paraná. Mas o campeão de condenações é São Paulo, com 1.844 casos.

Para conhecer o outro lado da lei de improbidade, basta cruzar a divisa entre São Paulo e Rio. Em Itatiaia (RJ), a 183 quilômetros da capital, um caso de impunidade tira o sono do Ministério Público.

Em apenas três meses de trabalho (entre junho e agosto do ano passado), logo após assumir o cargo interinamente, o juiz Flávio Pimentel de Lemos Filho, da Vara Única do município, julgou extintas, sem análise do mérito, 17 das 23 ações de improbidade movidas pelo MP contra o ex-prefeito Almir Dumay (1997-2004).

A lista de denúncias contra Dumay é uma espécie de abecedário do mau gestor. Irregularidades em obras públicas, contratação ilegal de serviços de transporte, aquisição suspeita de medicamentos, afastamento de servidores sem justa causa, modificação da data de pagamento da folha e rejeição de contas estão entre os atos de improbidade levados às barras da lei.

Para livrar Dumay, o juiz alegou que decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal em 2007 considerava que os agentes políticos, por estarem regidos por normas especiais de responsabilidade, não responderiam por improbidade administrativa. A essa altura, porém, a questão já estava pacificada no TJ do Rio: a decisão só deveria alcançar agentes políticos com foro especial, como ministros de Estado, o que não era o caso do ex-prefeito.

Dumay, contudo, não foi o único político favorecido com decisões de Flávio Pimentel. Em 2010, enquanto respondia interinamente pela Vara Única de Porto Real, cidade vizinha a Itatiaia no Vale do Paraíba, o juiz arquivou ação de improbidade ajuizada contra o prefeito da cidade, Jorge Serfiotis.

Ao tomar a decisão, ele ignorou um pedido do MP para que se declarasse impedido de julgar a causa. Isso porque a mulher do juiz, a advogada Ana Cristina Silva de Lemos, ocupava cargo de confiança na Prefeitura de Porto Real. Na época, era da Controladoria. Hoje, está lotada no núcleo jurídico.

Enquanto é lenta para condenar o mau gestor, a Justiça mostra agilidade na hora de inocentá-lo. Em 2009, quando ocupava interinamente a 2 Vara Cível de Itaguaí, o juiz Rafael de Oliveira Fonseca absolveu o prefeito da cidade, Carlos Busato, o Charlinho, na ação de improbidade que o acusava de dispensa ilegal de licitação na contratação de um jornal. No recurso, acolhido pelo Tribunal, o MP manifestou surpresa pela celeridade do magistrado.

Em Búzios, nenhum réu político punido
Na contramão da rotina da comarca, o juiz chegou a mandar um oficial ao MP, após o expediente forense, para entregar os autos aos promotores junto com um aviso de “urgência no julgamento”. Os próprios réus também surpreenderam o MP ao pedir, ao contrário da recorrente estratégia de demora, a antecipação do julgamento.

Outro caso polêmico envolve a Comarca de Búzios. Levantamento sobre as ações civis e de improbidade na cidade revela que, da caneta do juiz João Carlos de Souza Correa, titular da 1 Vara Cível, nunca saiu uma única condenação em 14 ações propostas contra políticos locais.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/justica-do-rio-lenta-em-punir-agil-em-perdoar-4405722#ixzz1qDXkSStQ

domingo, 25 de março de 2012

Senador Renan Calheiros, a GLOBO e a Glock Armas no Brasil

Políticos incapazes de trabalhar em cima de Leis que necessitam urgencia urgentissima, ficam atrás de coisas que os cidadãos Brasileiros já decidiram a muito pouco tempo. Será que querem trazer a Indústria fabricante de armas GLOCK - http://www.glock.com/ para o Brasil, antes tirando a fabricante TAURUS DO BRASIL Brasileira do caminho ? Ai quem sabe rolaria benefícios financeiros a alguns maus políticos principalmente do Brasil.

Veja o video

Lembram da historia do desarmamento?

Pouco antes do Referendo de 23 de Outubro de 2005, circulou por toda Internet uma notícia dando conta de que, a razão pela qual a Rede Globo apoiava fervorosamente a Campanha de Desarmamento , seria o fato de que essa empresa teria se associado a Glock, fabricante austríaca de pistolas semi-automáticas, para dominar o mercado de segurança privada em todo o País.

Com o cidadão proibido de ter armas e com a segurança pública praticamente falida, a Rede Globo criaria uma gigantesca empresa de segurança particular e a Glock por sua vez, forneceria as armas com exclusividade.

Na época, tal idéia parecia absurda! Alguns afirmaram que era um simples boato ou invenção dos defensores do NÃO! Ora, como uma empresa de armas de fogo estrangeira se instalaria em um País cujo Governo estava em franca campanha contra o comércio de armas de fogo?

Pois agora a verdade veio a se confirmar.

Acaba de ser inaugurada a Glock do Brasil S.A. na Av. Cidade Jardim, 400 em São Paulo/SP. Uma distribuidora oficial das pistolas Glock em solo brasileiro.

E agora a surpresa: Quem teria dado suporte político para mais essa falcatrua? Ele mesmo, o mentor do desarmamento brasileiro, o senador antiarmas Renan Calheiros!

Renan, segundo notícias que somente agora vazaram, teve a canalhice de, na época em que começaram a fermentar as primeiras propostas de desarmamento, ameaçar a diretoria das Forjas Taurus do Rio Grande do Sul (maior fabricante de armas leves da América do Sul), com a seguinte proposta criminosa: ele exigia três milhões de reais da empresa para, não apenas engavetar o então projeto do Estatuto do desarmamento, como continuaria usando as pistolas Taurus nas Forças Nacionais de Segurança.

Como a Taurus recusou-se a fazer tal negociata, Renan
Calheiros e sua comparsa Rede Globo levaram a cabo seus planos,iniciando aquela brutal campanha contra o comércio de armas de fogo no Brasil.

É verdade que o povo brasileiro não engoliu todas aquelas mentiras e eles acabaram sendo derrotados no Referendo com uma carraspana de 64,93% de NÃO! Hoje está comprovado que tudo era verdade.

Aliás, o próprio presidente da Glock do Brasil, Luiz A. Horta declarou:

"... o maior garoto propaganda de nossas armas é o próprio Presidente Lula, pois todos os agentes de segurança do Governo e os homens do Serviço Secreto, tiveram suas pistolas Taurus trocadas por Glocks novinhas em folha".

Se após tomar conhecimento de mais essa vergonha, você mesmo não gostando de armas, ficou indignado, é sinal que ainda sobrevive patriotismo, fora do antro apátrida de Brasília.

CMI BRASIL - Centro de mídia independente
www.midiaindependente.org
Email:: fmq@ibmec.org.br

MATÉRIA ACIMA RETIRADA DA FONTE NO LINK ABAIXO:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/01/436834.shtml

Políticos incapazes de trabalhar em cima de Leis que necessitam urgencia urgentissima, ficam atrás de coisas que os cidadãos Brasileiros já decidiram a muito pouco tempo. Será que querem trazer a Indústria fabricante de armas GLOCK - http://www.glock.com/ para o Brasil, antes tirando a fabricante TAURUS DO BRASIL Brasileira do caminho ? Ai quem sabe rolaria benefícios financeiros a alguns maus políticos principalmente do Brasil.

sábado, 24 de março de 2012

Fraude em lavanderia da saúde faz roupa pesar mais

Fiscais verificaram até 11.800 kg a mais e prejuízo mensal de R$ 1 milhão em um hospital

POR Mahomed Saigg
Pamela Oliveira

O DIA

Rio - Além de entregar cobertores sujos, rasgados e em quantidade insuficiente, empresa contratada para lavar a roupa dos hospitais federais Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, e Servidores do Estado, na Saúde, ainda superfaturava o serviço. A artimanha era aumentar o peso da roupa. A manobra era gritante: relatório da Controladoria Geral da União constatou que, em período de redução de 5,28% de pacientes, a quantidade de roupa suja subiu 56,81%.
Essa diferença foi observada em junho e julho do ano passado no Hospital Federal dos Servidores do Estado, cujo serviço de lavanderia era prestado pela empresa Brasil Sul Indústria e Comércio Ltda.. O texto destaca “o superfaturamento mensal de (...) 11.800 kg, com prejuízo potencial de R$ 1.001.820”.
A empresa é investigada por fraudes em licitações no serviço público desde 2005, o que não a impediu de continuar a ganhar concorrências.

Trechos de relatório dos fiscais da Controladoria Geral da União mostram o problema do sobrepeso | Foto: Marcelo Regua / Agência O Dia e Reprodução

Contrato de R$ 1.286.400 de 21 de outubro de 2010, previa que o pagamento fosse feito com base no peso das roupas lavadas, no Hospital Cardoso Fontes, Jacarepaguá. Por isso, funcionários da Brasil Sul encarregados de fazer o serviço estariam errando para mais na hora de pesar o enxoval. A empresa alega que o serviço é de “alta complexidade” e afetado por “faltas de luz e faltas de água, problemas de transporte (...) e erro humano”.
Um dos indícios da fraude destacado pela CGU foi a diferença verificada no volume de roupas sujas e limpas que saíam e entravam no hospital.
Termo de referência que serviu de base para a licitação previa que a quantidade de roupas limpas deveria ser até 15% menor em relação ao total de roupas sujas. “E não o contrário”, frisou o relatório.

Sentença judicial do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, de fevereiro | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia e Reprodução

Já foi determinado o cancelamento de 37 contratos. “Todos serão licitados novamente. Encontramos preços acima do mercado, alteração no controle do peso e sobrepeso”, afirma o chefe do departamento de gestão hospitalar do Ministério da Saúde no Rio, João Marcelo Ramalho.
Grupo de sete empresas loteava licitações em órgãos públicos
Especializados em fraudar licitações públicas, empresários de lavanderia — alguns com condenação em segunda instância na Justiça Federal — são acusados de formar cartel para garantir o controle deste mercado no Rio. O grupo contava com a participação de funcionários públicos.
Investigação feita pela Polícia Federal, e que baseou as condenações, destaca escuta telefônica em que funcionário da Secretaria Municipal de Saúde do Rio combina o recebimento da propina — chamada por ele de “documento” — em sua casa ou no “Piranhã”, apelido da sede da Prefeitura do Rio.
Em sua decisão, o desembargador federal Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região destaca o loteamento de hospitais públicos feito por um grupo formado por sete empresas através de um “acordo de divisão dos hospitais entre as empresas que deveriam concorrer entre si, mas que, na verdade loteavam os hospitais públicos com a finalidade de melhor atender aos seus interesses lucrativos”.
Empresa acusada continua a ter contratos com governo
Apesar das acusações de participação em fraudes em licitações, a Brasil Sul continua celebrando novos contratos com o poder público. Em dezembro, a empresa assinou dois novos acordos de prestação de serviços de lavanderia com a Prefeitura do Rio.
Firmado com a Secretaria Municipal de Saúde e publicado em 1º de dezembro do ano passado, um deles prevê o pagamento de R$ 5.160.345 pelos serviços de lavanderia. Em outro, com data de 19 do mesmo mês, a empresa terá R$ 111.024 para cuidar das roupas da Maternidade Herculano Pinheiro.
Neste caso, porém, houve dispensa de licitação sob alegação de se tratar de situação de emergência. “Como pode um serviço de lavanderia ser considerado de emergência num hospital? Essa história está, no mínimo, muito estranha. É preciso investigar a fundo”, criticou o vereador Paulo Pinheiro (PSOL).
Após as denúncias de O DIA, o parlamentar encaminhou ofício ao Tribunal de Contas do Município (TCM) pedindo investigação rigorosa nos contratos firmados pela Prefeitura do Rio com a Brasil Sul.

‘Comunismo não funciona em Cuba’, afirma papa

A caminho do México, Bento XVI diz que Igreja pode ajudar ilha a adotar novo modelo


23 de março de 2012
                   Voluntários preparam cordão de isolamento em León, no México, horas antes da chegada do papa
 
No avião que o levou de Roma para a visita de cinco dias ao México e a Cuba, o papa Bento XVI disse que o comunismo já não funciona na ilha e que a Igreja está disposta a ajudar o governo local a encontrar um novo modelo sem “trauma”.

“Hoje, é evidente que a ideologia marxista, na forma em que foi concebida, já não corresponde à realidade”, disse o líder católico, respondendo à pergunta de um jornalista. “Dessa forma, já não podemos construir uma sociedade. Novos modelos devem ser encontrados, com paciência e de forma construtiva.”

O pontífice, que deve chegar à ilha após três dias de visita ao México, fez um apelo pela liberdade de pensamento e de culto em Cuba, sob o regime comunista há mais de 50 anos. Ele também ofereceu ajuda da Igreja para uma transição pacífica. “Queremos contribuir em um diálogo espiritual para evitar traumas e ajudar a avançar até uma sociedade que seja fraternal e justa.”

Seus comentários provocaram uma resposta cautelosa do governo cubano. “Escutaremos com todo o respeito à Sua Santidade”, disse o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, em uma entrevista coletiva em Havana. “Respeitamos todas as opiniões. Consideramos útil o intercâmbio de ideias. O governo cubano se esforça para fazer da visita de Sua Santidade um acontecimento memorável e um êxito pleno.”

Rodríguez também afirmou que o projeto social cubano é “democrático, escolhido genuinamente e se encontra em constante aperfeiçoamento”.

Os comentários de Bento XVI sobre o comunismo foram mais diretos e críticos que os de seu predecessor, João Paulo II, feitos durante sua histórica visita a Cuba, em 1998. Essa viagem acelerou o processo de reconciliação entre a Igreja Católica e os líderes comunistas cubanos. Mas a instituição religiosa e o governo da ilha ainda estão em desacordo sobre temas como o uso dos meios de comunicação e a educação religiosa.

Ao ser questionado se falaria sobre temas de direitos humanos em Cuba, o papa respondeu: “É óbvio que a Igreja sempre está do lado da liberdade”.

Reações.[ ] [/ ]Os cubanos reagiram de forma bem diversa às declarações do papa. Elizardo Sánchez, porta-voz da ilegal, mas tolerada, Comissão Cubana de Direitos Humanos, disse que a declaração do papa confirma sua “boa vontade” a respeito da situação na ilha, mas não tem grandes esperanças com a visita.

“Duvido muito que essa visita tenha algum impacto nos temas de direitos humanos e democracia para os cubanos. O problema em Cuba não é o marxismo. Ao governo falta a vontade de fazer as mudanças políticas modernizadoras de que o país necessita.”

Para Wilfredo Ramos, de 53 anos, empregado de uma cafeteria na Província de Camaguey, a mais de 500 quilômetros de Havana, “é possível que o papa não esteja inteirado de todas as reformas que estão se realizando no país. Aqui, tudo o que se quer vender, pode-se vender. Há liberdade”, afirmou.

Mas o estudante Germaine Cruzada não se diz satisfeito. “É preciso haver mudanças, porque na verdade o comunismo não está funcionando mais.”

Na semana passada, o Vaticano voltou a condenar o embargo comercial dos Estados Unidos contra Cuba, classificando-o como inútil e prejudicial. Também disse que o papa estará “disponível” caso Fidel Castro queira se reunir com ele.
 

sexta-feira, 23 de março de 2012

Empresas de escândalo da propina fizeram contratos de R$ 434 mi com o Rio

Locanty, Toesa, Rufolo e Bella Vista atuam em Segurança, Saúde e Administração Penitenciária, desde 2003. Aditivos correspondem a R$ 235 mi, mais da metade

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro     
23/03/2012

                                                                  Renata Cavas, da Rufolo, forjava licitações

A Locanty Soluções, a Toesa Service, a Rufolo Serviços Técnicos e Construções e a Bella Vista Refeições Industriais, que protagonizaram a reportagem do Fantástico sobre propina no Estado do Rio, receberam R$ 434 milhões em contratos com a administração pública estadual desde 2003. O levantamento foi feito pelo gabinete do deputado estadual do Rio Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB).
O governo do Rio anunciou nesta segunda-feira o cancelamento de todos os contratos com as empresas envolvidas.

Em todos os casos, os contratos iniciais tiveram aumentos consideráveis, que variaram de 64,4%, situação da Toesa, até 180%, da Locanty.

Os negócios são nas mais diversas áreas do governo estadual e não se limitam à gestão Sérgio Cabral. Acontecem pelo menos desde 2003, quando a governadora era Rosinha Garotinho. O sistema de busca disponível aos gabinetes dos deputados não permite afirmar se há contratos anteriores a esse período.
Há contratos de prestações de serviços com a Polícia Civil, Secretaria de Segurança, Defensoria Pública, Secretaria da Casa Civil – órgão diretamente ligado ao governador –, Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj e a Secretaria de Administração Penitenciária, entre outras dezenas de órgãos públicos.

A maior beneficiária desses acordos oficiais é justamente a Locanty, que firmou 48 compromissos com o Estado, ou 12 por ano, no valor total de R$ 219,8 milhões.

                            O presidente da Toesa, David Gomes, oferece propina para obter contrato com hospital

É curioso verificar que o valor original era apenas de R$ 78 milhões, um terço do montante final. Aditivos contratuais explicam a diferença que elevou os contratos a praticamente o triplo do inicialmente acordado.

Os contratos mais vultosos individualmente da Locanty são com o Fundo Estadual de Saúde (FES) – R$ 16,9 milhões –, com a Faetec – R$ 8,9 milhões e R$ 5,7 milhões e com o Detran – R$ 4,86 milhões.
Em seguida, vem a Bela Vista, que soma R$ 154,5 milhões em acordos com o Estado. Entre os clientes principais estão a Secretaria de Administração Penitenciária (R$ 50,5 milhões), o Fundo Estadual de Saúde (R$ 26,9 milhões) e o Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj (R$ 12,5 milhões).

A Toesa acumulou R$ 30,55 milhões, no período, em contratos com o Estado do Rio. Quatro dos cinco contratos são com o Fundo Estadual de Saúde, representando 95% do total. O outro é com a Secretaria de Administração penitenciária, no montante de R$ 1,5 milhão.


                                       O deputado estadual Luiz Paulo (PSDB) pediu auditoria especial sobre os contratos

Deputado pede auditoria especial em licitações das empresas

A Rufolo também atua principalmente junto ao Fundo Estadual de Saúde. Três dos quatro contratos da empresa são com o Fundo Estadual de Saúde, somando quase a totalidade dos R$ 28,97 milhões.

O deputado estadual Luiz Paulo (PSDB), presidente da Comissão de Tributação da Assembleia Legislativa (Alerj) pediu ao presidente da Casa, Paulo Melo (PMDB), que envie ofício ao Tribunal de Contas do Estado solicitando a instalação de uma auditoria especial em todas as licitações em que as empresas estiveram envolvidas.

"É necessário que o governo verifique as atas dessas licitações para ver se não foram viciadas, com a formação de cartéis."