quarta-feira, 31 de outubro de 2012

TRISTE FIM DA MEDICINA BRASILEIRA ou NOVA APLICAÇÃO DA CARTILHA GUERRILHEI​RA DOS ANOS 60

Penso que ainda é tempo de tomar uma atitude e bloquear essa mesquinha e miserável! Bem coisa de gentalha...A "presidenta " está a cada dia mais gorda,forte e sã, pq foi tratada por médicos brasileiros. Acredito que a Sociedade Brasileira não vá aceitar essa intromissão e que os Conselhos tomem providências urgentes não permitindo que isso dê "cria". Veja a reportagem.

Um povo de cordeiros sempre terá um governo de lobos
EM2013 CHEGAM AO BRASIL 1.500 MÉDICOS CUBANOS CONTRATADOS
PELA PRESIDENTA (DEPOIS VIRÃO OS FORMADOS NO INTERIOR DA ARGENTINA, EMFACULDADES PRECARÍSSIMAS, MAS PARTICULARES A BAIXO CUSTO, ONDE TALVEZ
APRENDAM A TRATAR BICHO-DO-PÉ)...
Queria ver o Lulla e ela tratando o câncer deles com um médico desses de Cuba, ou melhor, lá em Caetés-PE(terra do Lulla, de onde nunca deveria ter saido), num posto de saúde local).
Há médicos em número suficiente nesta esbórnia, o que falta é um plano de carreira decente no serviço público de saúde, que os atraia ao interior e postos de serviço minimamente equipados.
1. Estão muito adiantadas as negociações para contratar médicos cubanos a fim de trabalharem em regiões do interior do Brasil; persistem divergências apenas quanto aos valores a serem pagos pelo desgoverno brasileiro e ao método desupervisão das atividades profissionais dos médicos cubanos.

2. Os primeiros 1.500 profissionais deverão chegar ao Brasil no fim de janeiro ou início de fevereiro do próximo ano, a fim de evitar-se a exploração do assunto no decurso da campanha para as próximas eleições municipais de 2012, assim como o aumento das cotasanunciadas às vésperas da eleição...

3. Estamos seguindo de maneira rigorosa a esteira venezuelana... Enquanto isso, o Conselho Nacional de Medicina vem estabelecendo critérios rigorosos para confirmar os médicos brasileiros formados em países vizinhos.
 
PARA CONFERIR O QUE LEU ACIMA, CONSULTE O SITE ABAIXO:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dentre os Comentários à reportagem acima, destacamos:
fabioCrescentidisse:
Isso é uma vergonha…….
O Lula já trouxe médicos angolanos, que eu tive o desprazer de ser atendido por uma pediatra deste país quando minha filha, ainda pequena, teve uma “virose”, a infeliz nem medir a temperatura teve capacidade.
Fiz um memorando e encaminhei ao hospital, privado claro, não sei o que deu, mas lá ela nunca mais enganou.
Médico tem aos montes aqui, só não querem, em alguns casos os salários de fome pagos no interiorzão.
Observadordisse:
Parece que estão usando a cartilha guerrilheira dos anos sessenta.
O negócio é conquistar corações e mentes no Brasil Rural, convencendo os“campesinos” (comunista gosta deste termo) da grandeza do sonho socialista para só então atacar os centros urbanos, evitando assim a resistência burguesa.
Este era o discurso dos guerrilheiros. Disto resultou a guerrilha do Araguaia, felizmente um malogro.
E deu errado porque o povão não gosta de masturbações ideológicas. O caipira se perguntava “o que ganho com isto”? E entregava os guerrilheiros às autoridades.
Para convencer o pragmático povo brasileiro, é preciso criar e prover uma rede assistencialistaque distribua alguns benefícios para as massas, como espertamente fizeram o sapo barbudo e o caudilho venezuelano durante anos.
Parece que querem repetir os objetivos da guerrilha, usando médicos ao invés de estudantes falando o mantra comunista para o caipira.
Para a sorte do Brasil, vai ser difícil o caipira entender o espanhol do médico e vice-versa.
Mas o que eu quero é ver o que o Conselho de Medicina vai dizer sobre o assunto.

PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
POR QUE NÃO REMUNERAR BEM OS BONS PROFISSIONAIS BRASILEIROS, REGISTRADOS NO CRM, OFERECENDO-LHES CONDIÇÕES DECENTES DE TRABALHO? COM CERTEZA, COM BONS SALÁRIOS E LOCAIS BEM EQUIPADOS, ESSES PROFISSIONAIS IRIAM SE DESLOCAR PARA O INTERIOR, LÁ FORMANDO FAMÍLIA, ENRAIZANDO, E CONTRIBUINDO PARA O DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO.

QUANTOS MÉDICOS RECÉM FORMADOS, DESEMPREGADOS, SOLTEIROS (E, ATÉ MESMO, CASADOS), ESTARIAM DISPOSTOS A SE DESLOCAREM PARA O INTERIOR, MEDIANTE SALÁRIO COMPENSATÓRIO E CONDIÇÕES DE TRABALHO DECENTES?

SE QUEREM MÉDICOS PARA O INTERIOR DO PAÍS, NÃO HÁ NECESSIDADE DE "IMPORTAR" MÉDICOS DE CUBA, OU DE QUALQUER OUTRO PAÍS!
VAMOS EMPREGAR E DAR CONDIÇÕES MÍNIMAS DE TRABALHO AOS MÉDICOS BRASILEIROS, BEM COMO AOS OUTROS PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE!

VAMOS CONSTRUIR CENTROS MÉDICOS INTEGRADOS NO INTERIOR DO PAÍS, BEM EQUIPADOS, CONTRATANDO PROFISSIONAIS BRASILEIROS!

NÃO É JUSTO RESOLVERMOS O PROBLEMA DE DESEMPREGO NUM OUTRO PAÍS, EM DETRIMENTO DO NOSSO, DE NOSSOS PROFISSIONAIS FORMADOS E DESEMPREGADOS!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Julgamento do mensalão é marco para política, diz Barbosa

Futuro presidente do Supremo, ministro avalia que processo significa 'freio de arrumação' e chama de 'escracho' tentativa de defesa de réus de recorrer à corte internacional


11 de outubro de 2012
 
O Estado de S.Paulo
O futuro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, avalia o julgamento da ação como um "marco" para a sociedade e como um possível "freio de arrumação" para a política brasileira. Em entrevista à rádio Estadão ESPN, na manhã desta quinta-feira, 11, o ministro classificou como um "escracho" a intenção da defesa de parte dos réus do mensalão de recorrer das condenações à cortes internacionais.

                                         Joaquim Barbosa será o primeiro negro a assumir a presidência do STF
 
http://tv.estadao.com.br/videos,DIRCEU-NAO-PODERA-ENTRAR-COM-RECURSO-CONTRA-CONDENACAO,184619,0,0.htm

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,genoino-se-demite-do-governo-e-critica-stf-,943927,0.htm

"(O julgamento) vai ser um marco não só para a política brasileira. Para a política talvez signifique um freio de arrumação. Mas para a sociedade é um episódio espetacular porque estamos assistindo a Justiça penetrando nos lares das pessoas, o modo de fazer Justiça", afirmou o ministro, que nessa quarta, 10, foi confirmado como o próximo presidente da Corte.

Joaquim Barbosa relativizou as críticas à condução do processo. "As provas estão lá em abundância. O que tem havido é tentativa de politização de um resultado negativo para essa ou aquela pessoa. E quanto a isso, cada um tem a liberdade de fazer o que bem entende", ponderou.

Após a condenação por maioria de votos, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino afirmaram que a decisão da Corte foi política e reforçaram a tese da defesa de que faltam provas sobre atuação de ambos no esquema.

Cortes internacionais. Sem citar nomes, o ministro voltou a criticar declarações de alguns advogados de defesa dos réus de que pretendem recorrer a cortes internacionais. Joaquim Barbosa lembrou que as decisões do Supremo são soberanas e não subordinadas a outras instâncias. "(Esse posicionamento) é um escracho para com as nossas instituições e mostra que essas pessoas que estão comandando esse movimento não pensam no País. Não pensam na consolidação das nossas instituições. Só pensam em si mesmas, em grupos e facções."

Mensalão tucano. O ministro Joaquim Barbosa também, relator do chamado mensalão tucano, afirmou ainda não haver previsão de quando a ação será julgada. O escândalo envolve o desvio de recursos para a campanha do tucano Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998.

Segundo ele, apesar de o caso ser mais antigo do que o mensalão ligado ao PT, conhecido em 2005, a denúncia só foi recebida pela Corte em 2009 - dois anos depois da ação atualmente em julgamento. "O mineiro só veio à tona por causa do processo que está sendo julgado. Ele estava escondido. Não há como ter tramitação idêntica", disse.

Como Barbosa assume a presidência do Supremo em novembro, a relatoria da ação será transferida a outro ministro, de acordo com o regimento da Corte.


 

Nelson Rodrigues e o mensalão


30 de outubro de 2012
Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo

Depois de muito tempo, falei ontem com Nelson Rodrigues no velho telefone preto que ele atende lá no céu, entre nuvens de algodão e estrelas de purpurina. Ele riu ao telefone:

- Você só me liga quando está em crise? A crise é tua ou do País?

- Nelson, eu sou parte dos detritos da nação...

- Não faz frase, rapaz, olha a pose... Este momento do País é maravilhoso: o Brasil está assumindo a própria miséria, a própria lepra... Os brasileiros deviam se agachar no meio-fio e beber dessa sagrada lama que apareceu, com o 'negão' bisneto de escravos abolindo a corrupção... Ali está a salvação. Finalmente, os marxistas de galinheiro estão aparecendo no relatório do STF. É impressionante ver as trapalhadas que fizeram; achavam que ninguém estava vendo. Eles são parte dos cretinos fundamentais que infestam o País e se escondem sob a capa da 'revolução'. Antigamente, o cretino se escondia pelos cantos, envergonhado da própria sombra; hoje, se você subir num caixotinho de querosene "Jacaré" e falar "meu povo", eles formam uma multidão de Fla x Flus. Você pegue o Prestes, por exemplo; ele só fez errar na vida. Tudo que ele quis deu zebra, de 1935 até o fim... No entanto, quem falar mal do Prestes leva um dedo na cara: "Não admito, ouviu?!" Durante 30 anos organizaram um partido e chamaram os intelectuais, que fizeram um carnaval danado, transformando o Lula num "Padim Ciço". Mas, quando chegaram ao poder, debaixo de papel picado, resolveram se suicidar como as virgens do meu tempo: ateando fogo às vestes. Daí, a verdade inapelável: os comunistas odeiam governar; só querem 'tomar' o poder para entrar nas boquinhas, com a mentira de serem 'socialistas'. Eles acham a democracia uma vigarice burguesa para enganar as massas.

- Mas... Nelson... o proletariado sob o capitalismo...

- Para com isso, rapaz; o Homem é capitalista... Existe mercado desde o tempo dos macacos disputando minhocas no buraco... Só os cegos acreditam na "utopia" e só os profetas enxergam o óbvio. O óbvio é um Pão de Açúcar que ninguém vê. E o óbvio é que os petistas queriam fazer a "revolução" com o mensalão, ali na cara do Lula. Mas, foram mexer com a única coisa proibida: com o canalha brasileiro. O canalha é um patrimônio da nacionalidade. Desde Tomé de Souza que roubam sem parar. Pois os canalhas estavam quietos, metendo as mãos nas cumbucas do Estado, quando de repente apareceu o Zé Dirceu, achando que ia passar-lhes a perna. Os canalhas olharam maravilhados aquela burrice dos petistas e sacaram na hora: "Esses comunas acham que a gente é babaca? É tudo mané!..." Dirceu prometia grana, mas não pagava na hora, humilhando a gangue aliada. Eles piscavam cinicamente uns para os outros, contendo o riso e preparando o bote: "Perfeitamente, camarada Dirceu..."

- Você acha o que do Dirceu?

- Ele me fascina. Eu o conheci em 67, por aí... Ele vivia atracado em postes, como vira-latas... Explico: o Dirceu não podia ver um poste que ele trepava em cima e escrachava o capitalismo. Você sabe que os comunas tratam o capitalismo como uma pessoa: "Hoje o capitalismo acordou de mau humor, o capitalismo tem de morrer!!!" Eles falam no tal do "neoliberalismo" como se os grandes empresários de cartola tivessem resolvido: "Vamos fundar este neoliberalismo para acabar com aqueles trouxas!" Acham que a IBM, a Coca-Cola e a GM estão dando gargalhadas de bruxa de peça infantil. A velha esquerda não entendeu até hoje a grande lição de Marx: quem manda são as mercadorias, quem manda é a salsicha. Ninguém controla o Mercado. Aliás, o Marx está ali numa nuvem, exalando cava depressão.

Bem, como eu ia dizendo, o Dirceu vivia trepado em postes, falando da "utopia", que ninguém sabia o que era. Alguns sujeitos rosnavam: "Quem é essa tal de Utopia? É a mulher dele?" Pois um dia o nosso Dirceu encontrou o Lula. Foi uma festa. O Lula era o "robô" perfeito para os petistas intelectuais: operário, foice e martelo, barba e sem dedo - tinha tudo para se tornar um símbolo de santidade, um messias da USP, onde as professoras se estapeavam para pegar um autógrafo do "proletário". Os bolchevistas, desempregados desde 68, se deram bem quando Lula chegou ao poder: "Vamos desapropriar a grana desse Estado burguês para conquistar nossos objetivos populares". Aí, apareceu o Dirceu esfregando as mãos: "Oba!... Deixa comigo, Lula!" E virou 'primeiro-ministro'. O Lula achou ótimo porque estava em fremente lua de mel consigo mesmo, segredando para dona Marisa: "Ei, mãezinha, quem diria nós aqui, hein...?" E nem ligava: "Deixa que o Dirceu resolve!" E ia beijar rainhas e reis, lambido pelos grã-finos internacionais.

Foi aí que surgiu o Jefferson, denunciando o comandante da "revolução corrupta". Jefferson saiu da mentira para a verdade e o Dirceu da "verdade" para a mentira. Um é o espelho invertido do outro. O Jefferson e Dirceu são a essência do Teatro: protagonista e antagonista. A maior peça do teatro brasileiro foi o duelo dos dois na Câmara. O País parou como no Brasil x Uruguai.

Os dois juntos levantaram a cortina do erro brasileiro. O Jefferson, que tinha passado a vida escondido na própria gordura, se esgueirando por estatais e fundos de pensão, descobriu a deliciosa alegria do sucesso. Ninguém foi mais feliz que o Jefferson naqueles dias, espojando-se na verdade, regozijando-se no papel de herói ao avesso, abrindo o alçapão de ratos...

E Dirceu se deu bem também, apesar da condenação no STF. Ele ficou livre de sua 'revolução' fracassada, finalmente no ansiado martírio, o único sossego dos paranoicos.

Jefferson fez o maior tratado de sociologia política da vida nacional e Dirceu fez uma revolução inesperada - queria um socialismo stalinista e acabou fortalecendo a democracia.

- Mas, Nelson, qual será o futuro disso tudo?

- Não há mais futuro, rapaz... Mas, garanto que um dia Jeff e Zé terão uma estátua em bronze - os dois sob os braços de uma grande deusa nua: a República celebrando seus heróis. Rapaz, isso é o óbvio: Dirceu e Jefferson salvaram o Brasil!
E desligou.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Economia à vista com o teleférico da Providência

30.10.2012
O DIA

Gôndolas já estão no Rio e devem começar a operar, em fase de teste, em dezembro. População do morro, que terá uma passagem de ida e volta gratuita, será treinada

Rio - Falta pouco para que 16 gôndolas austríacas mudem a paisagem do Centro do Rio. As cabines do teleférico da Providência já chegaram à cidade e, em dezembro, já estarão deslizando entre as três estações que vão encurtar a distância entre morro e asfalto.

O novo meio de transporte na favela só começa a funcionar para o público em fevereiro. À medida que a construção de R$ 40 milhões vai ultrapassando a altura das lajes, aumenta a expectativa dos moradores, que já sonham com o bolso mais folgado.

Atualmente, o sobe e desce do morro é feito por Kombis e mototáxis, que cobram de R$ 3 a R$ 5 ida e volta. “Moro na parte mais alta e gasto R$ 6 com Kombi todos os dias porque vou ao Centro duas vezes”, explica a comerciante Fernanda Moreira, de 35 anos, que poupará tempo também.
 
Guindastes gigantes ajudam a dar forma à Estação Providência, a mais alta das três paradas, e que vai virar mirante para a Baía de Guanabara
 
“Para subir de Kombi, levo quase 10 minutos. Com o teleférico vai ser menos da metade do tempo e vou ter a vista mais bonita da cidade”, comemora.

O preço da passagem ainda não foi definido, mas haverá uma gratuidade por dia de ida e volta para moradores da comunidade. Os 665 metros de extensão do teleférico serão divididos em três estações — Central do Brasil, Providência (na parte alta do morro) e Cidade do Samba (na Gamboa).

Nas paradas, haverá banheiros e lanchonetes. A estimativa de tempo de uma estação a outra é de um minuto e meio.
 
         As gôndolas, com capacidade para transportar 8 pessoas cada uma, já chegaram ao Morro da Providência

Visual de tirar o fôlego
“As pessoas não imaginam como a Providência é bonita de cima. Vamos barrar a beleza do teleférico do Alemão”, brinca o aposentado José Freire, 65 anos. Do alto de sua laje, em frente à estação mais alta do teleférico, ele se deleita com a paisagem da Baía de Guanabara, Ponte Rio-Niterói e todo Centro da cidade.

Vaivém de mil passageiros por hora

Mil pessoas serão transportadas por hora nas 16 gôndolas da Providência. As cabines, que podem levar até oito passageiros, são compostas de alumínio e acrílico, com assentos de madeira.

Em dezembro, quando as estações estiverem prontas, as gôndolas ficarão expostas para visitação pública e os moradores receberão treinamento sobre como utilizar o transporte.

“É como andar de escada rolante, logo as pessoas se acostumam. Não há risco de acidentes”, explica o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar.

Como todo transporte deficitário, sem arrecadação compativel com os custos, os sistemas de teleféricos tendem a degradação com o passar dos anos, sendo certo que é um meio de transporte que exige manutenção preventiva cuidadosa.
 
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

(NR-10 ELETRICIDADE) CALCULANDO CUSTOS DE INFRAÇÕES

No post anterior, comentamos sobre um acidente no setor elétrico em que a empresa já acumulava um prejuízo de 200 mil na Justiça do Trabalho.

próximo passo seria analisarmos os custos decorrentes das infrações da NR-10, cujos valores estão detalhados na NR-28 (FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES) em caso de Auditoria Fiscal. Isto significa que esses custos poderiam ocorrer para a empresa ANTES de uma pendência judicial, ou seja, durante auditoriais fiscais de rotina. Para fazermos os cálculos, utilizaremos como modelo uma empresa que incluiria os dados abaixo:
Porte da Empresa
101-250 empregados
UFIR
R$2,27
Tipo de Infração
Segurança do Trabalho
Grau de Infração
3 ou 4

Para escolhermos os itens da NR-10 para o cálculo desses custos, utilizaremos um texto do Ministério do Trabalho comentando os títulos da NR 10.
Na NR-10 há uma sequência de títulos gerais: MEDIDAS DE CONTROLE, PROTEÇÃO COLETIVA, PROTEÇÃO INDIVIDUAL, SEGURANÇA EM PROJETOS, etc.
 
Veja abaixo a sequência de itens da NR baseada no Texto do Ministério do Trabalho. Selecionamos alguns itens que trazem alguns comentários e em seguida demonstramos o cálculo de custos baseados no software NRFACIL. O software estabelece um cálculo relacional agregando os valores mencionados na Tabela acima. Observe que o grau de infração aparece na última coluna à direita do item.
 
10.2 - MEDIDAS DE CONTROLE
10.2.1
Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho
210.122-0 / I4
Comentário do Texto:
Medidas de controle é uma titulação de item que representa o coletivo das ações estratégicas de prevenção destinadas a eliminar ou reduzir, mantendo sob controle, as incertezas e eventos indesejáveis com capacidade potencial para causar lesões ou danos à saúde dos trabalhadores e, dessa forma, transpor as dificuldades possíveis na obtenção de um resultado esperado, dentro de condições satisfatórias.
 

Ou seja, para descumprimento de itens relacionados a medidas de controle, o custo chega a quase R$12.000,00 por item infracionado. Em caso de a Auditoria Fiscal considerar infracionados 10 itens, o custo total poderia chegar a R$100.000,00
A seguir, alguns itens relacionados a medidas de proteção coletiva, cujo principal aspecto é a necessidade de ampla divulgação e conhecimento por parte dos trabalhadores dessas medidas de proteção.
10.2.8 - MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA
10.2.8.1
Em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas, prioritariamente, medidas de proteção coletiva aplicáveis, mediante procedimentos, às atividades a serem desenvolvidas, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores.
210.018-5/I4
Comentário:
É conceito universal que as medidas de proteção coletiva devem ser planejadas e desenvolvidas com a análise de risco realizada e aplicadas mediante procedimentos, entendido como forma padronizada do proceder (fazer) ou implantar a medida de proteção programada. O procedimento deve ser documentado, divulgado, conhecido, entendido e cumprido por todos os trabalhadores e demais pessoas envolvidas. Deve-se ainda observar que a palavra “prioritariamente”, empregada no texto, determina aquilo que tem a preferência de execução e impõe a condição de seletividade e que a possibilidade da aplicação de medidas de proteção coletiva deve, obrigatoriamente, se antecipar a todas as demais medidas de proteção possíveis de adoção na situação considerada.
O cálculo de custo é o mesmo, visto que o Grau de Infração da maioria dos itens deste título é também 4.

10.2.9 – MEDIDAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
10.2.9.2
As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, devendo contemplar a condutibilidade, inflamabilidade e influências eletromagnéticas.
210.131-9/I3
10.2.9.3
É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades.
210.132-7/I3
Comentário:
A NR 10 foi ética ao remeter a responsabilidade de regulamentação à NR-6, que trata especificamente de equipamento de proteção individual - EPI. Portanto, caberá ao Ministério do Trabalho e Emprego, promover alterações na NR-6 para complementá-la com outros EPI’s aplicáveis ao risco elétrico preconizados na NR-10 e ainda não contemplados. Finalmente ressaltamos que os EPI’s, de fabricação nacional ou importados, deverão possuir Certificado de Aprovação – CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.
 

No caso de cálculos para o Grau de Infração 3, o valor cai para R$8.000,00, mas ainda um valor elevado para uma empresa de pequeno ou médio porte.

10.3 - SEGURANÇA EM PROJETOS
10.3.1
É obrigatório que os projetos de instalações elétricas especifiquem dispositivos de desligamento de circuitos que possuam recursos para impedimento de reenergização, para sinalização de advertência com indicação da condição operativa.
210.025-8/I3
Comentário
a NR-10 vai exigir a aplicação de bloqueios e travamentos que impeçam manobras não autorizadas em dispositivos e equipamentos destinados ao seccionamento da instalação elétrica, é fundamental que o projeto especifique equipamentos e dispositivos que já incorporem ou permitam a aplicação desses recursos, bem como para a imposição e fixação de sinalização e advertências.

10.4 - SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO, MONTAGEM, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO
As instalações elétricas devem ser construídas, montadas, operadas, reformadas, ampliadas, reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários, e serem supervisionadas por profissional autorizado, conforme dispõe esta NR.
210.042-8/I4
Comentário
Além dos riscos elétricos intrínsecos aos serviços objeto da Norma, existem outros riscos, específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente, podem expor a integridade física e a saúde dos trabalhadores no desenvolvimento de atividades com energia elétrica. No caso em comento, há a determinação de obrigatoriedade da adoção de medidas preventivas de controle para tais riscos “adicionais”, com especial atenção aos gerados pelo trabalho em alturas e em campos elétricos e magnéticos, normais às atividades, confinamento, explosividade, umidade, poeiras, fauna e flora, ruído e outros agravantes existentes nos processos ou ambientes onde são desenvolvidos os serviços com energia elétrica, tornando obrigatória a sinalização dirigida aos riscos adicionais verificados.


10.5 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DESENERGIZADAS
Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados, obedecida a seqüência abaixo:
210.147-5/I4
a) seccionamento;
b) impedimento de reenergização;
c) constatação da ausência de tensão;
d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos;
e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo I); e
f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização.
Comentário
É importante destacar a diferença de entendimento entre desligado e desenergizado, conforme consta do glossário desta Norma. A desenergização é um conjunto de ações coordenadas entre si, seqüenciadas e controladas, destinadas a garantir a efetiva ausência de tensão no circuito, trecho ou ponto de trabalho, durante todo o tempo de intervenção e sob controle dos trabalhadores envolvidos.
Para os títulos acima, o Grau de Infração pode variar, correspondendo a 3 ou 4, e assim, variando o custo fiscal por seu descumprimento.
10.6 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ENERGIZADAS
10.6.1
As intervenções em instalações elétricas com tensão igual ou superior a 50 Volts em corrente alternada ou superior a 120 Volts em corrente contínua somente podem ser realizadas por trabalhadores que atendam ao que estabelece o item 10.8 desta Norma.
210.063-0/I4
10.6.1.1
Os trabalhadores de que trata o item anterior devem receber treinamento de segurança para trabalhos com instalações elétricas energizadas, com currículo mínimo, carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II desta NR.
210.149-1/I3
Comentário
Este item determina que as intervenções (ações que implicam em interferência) realizadas em instalações elétricas energizadas e alimentadas por tensão (diferença de potencial elétrico, também conhecida como voltagem) acima da extra-baixa tensão, ou seja, alimentada por tensão acima de 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra, tem de ser executadas por trabalhadores que atendam ao item 10.8 (habilitação, qualificação, capacitação e autorização dos trabalhadores). Conseqüentemente estabelece, por exclusão, que os trabalhadores envolvidos com instalações elétricas de extra baixa tensão estão dispensados de atender as exigências.
TRABALHO ENVOLVENDO ALTA TENSÃO
10.7.7
A intervenção em instalações elétricas energizadas em AT dentro dos limites estabelecidos como zona de risco, conforme Anexo I desta NR, somente pode ser realizada mediante a desativação, também conhecida como bloqueio, dos conjuntos e dispositivos de religamento automático do circuito, sistema ou equipamento.
210.075-4/I4
10.7.7.1
Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser sinalizados com identificação da condição de desativação, conforme procedimento de trabalho específico padronizado.
210.076-2/I3
Comentário
A interferência física do trabalhador em instalações elétricas energizadas com alta tensão que impliquem no ingresso na zona controlada, uma vez que a de risco está nela contida, definida e delimitada conforme detalhamento estabelecido no anexo I, devem atender o item 10.8 desta Norma, que trata da habilitação, qualificação, capacitação e autorização.
 

Os itens dos títulos acima, apresentam variações no Grau de Infração, mas sempre entre 3 e 4. Portanto, o custo fiscal por descumprimento de itens de NRs (entre 8 e 12 mil reais) pode ser uma referência para a Justiça do Trabalho no arbitramento de penalidades impostas às empresas. Concluimos que é sempre de muito menor custo o cumprimento do itens da NR-10 do que sofrer o ônus pela falha na observância de suas exigências, seja no âmbito administrativo (fiscalizações do Ministério do Trabalho) seja no âmbito judicial (penalidades como a de 200mil, comentada no post anterior, imposta pela Justiça do Trabalho como indenização a um trabalhador acidentado).
Nos próximos posts continuaremos abordando itens da NR-10. Os itens acima são apenas algumas amostras da NR-10 a qual apresenta uma complexidade além das limitações deste Post. Recomendamos a leitura do Manual da NR-10 do Ministério do Trabalho, que você pode acessar neste link.
 
Prof. Samuel Gueiros
Auditor Fiscal, Auditor OHSAS 18001
Coordenador NRFACIL
 

Ameaçada de despejo, aldeia guarani caiová promete resistir 'até a morte'

Decisão judicial determinando que grupo de 170 índios deixe área de 2 hectares na divisa da Reserva Sassoró com a Fazenda Cambará, em Mato Grosso do Sul, gerou clima de tensão na região


28 de outubro de 2012
Pablo Pereira, enviado especial de O Estado de S.Paulo
 
TACURU (MS) - Eles são cerca de 170 índios guarani caiová, estão em uma área de 2 hectares de mata ilhada entre um charco e o leito do Rio Hovy, na divisa da Reserva Sassoró com a Fazenda Cambará, propriedade de 700 hectares no município de Iguatemi, no sul de Mato Grosso do Sul. A presença desse grupo de índios na área de mata ocupada por eles há um ano e chamada de Pyelito Kue/Mbarakay - que quer dizer terra dos ancestrais - foi decretada ilegal pela Justiça Federal há um mês e os indígenas condenados a deixar o local. Mas eles se negam a sair e prometem resistir à ordem judicial de despejo.
 
                                        Jovens se banham em rio da aldeia: tribo decidiu resistir à ordem judicial

"Esta terra não é dos brancos. É nossa, de nossos ancestrais. Vamos ficar aqui até morrer", afirma Líder Lopes, um dos chefes do grupo. Na calorenta tarde de sábado, com o rosto pintado, ao lado de outros guerreiros da tribo, Lopes afirmou ao Estado que o grupo sofre perseguição de fazendeiros no local e que sabe que a decisão da Justiça manda que deixem o local. "Mas nós não vamos sair daqui. Se vierem nos tirar vão ter de nos matar."

Na aldeia escondida entre árvores de uma reserva ambiental da fazenda havia somente uma dezena de pessoas, entre adultos e crianças. Lopes alega que a luta dos caiovás é para garantir a posse da área que eles afirmam ser o local nos qual seus ancestrais viveram ainda antes de as fazendas se formarem nesta região do sul de MS, quase divisa com o Paraguai. A decisão judicial, beneficiando o fazendeiro Osmar Luís Bonamigo, representado pelo advogado Armando Albuquerque, no entanto, aponta em outra direção ao não reconhecer a posse das terras pelos caiovás.

Diante da tensão entre as partes, a Fundação Nacional do Índio (Funai), por meio do Ministério Público Federal, recorreu da decisão de primeira instância, em Naviraí. O MPF pede que os indígenas possam permanecer no local até que seja finalizado um estudo antropológico da Funai. O clima na região ficou ainda mais tenso com a chegada de técnicos da fundação, escoltados pela Polícia Federal. Um grupo de fazendeiros, liderados pelo Sindicato Rural de Tacuru, registrou Boletim de Ocorrência na delegacia da cidade reclamando da ação da Funai. Pelo menos cinco fazendas já foram visitadas pelos técnicos: Ipacaraí, Esperança, Pindorama, Estância Modelo e Alto Alegre.

Um integrante da operação da Funai disse que a situação entre índios e proprietários de terras pode se agravar pois os guaranis de toda a região estão decididos reivindicar áreas de ancestrais, como ocorre em Pyelito Kue. Segundo dados do governo federal, MS tem cerca de 40 mil índios da etnia guarani. A área ocupada por eles em reservas e terras indígenas é de 30 mil hectares.

Nos 2 hectares próximos a Cambará, os índios repetem o discurso da resistência na pequena área de mata na qual construíram suas casas cobertas com palha e lona preta. O acampamento indígena se assemelha às clareiras vistas em acampamentos dos sem-terra.

Lopes diz que seu povo está abandonado, sofrendo ameaças de pistoleiros, sem atendimento de saúde e sem cestas básicas da Funai. A notícia de uma iminente tragédia envolvendo os guarani caiová do Pyelito Kue varou as redes sociais na semana passada após a divulgação de uma carta do grupo na internet alertando autoridades sobre a intenção indígena de resistir até a morte. "Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui", diz o texto da carta. A versão difundida era que o grupo se preparava para cometer suicídio coletivo. A carta, no entanto, não afirma isso.

Mas como o suicídio de índios guarani na região tem chamado a atenção de estudiosos da causa dos índios, o alerta foi interpretado como uma vontade de morrer diante da contrária decisão da Justiça. Na verdade não era isso. "Houve um equívoco na leitura da carta", explica Flávio Vicente Machado, conselheiro do Cimi.

"O que eles estão dizendo é que estão sendo ameaçados e que não deixarão a área em caso de tentativa de despejo", explica o cacique Voninho Benites Pedro, de uma aldeia guarani do município de Douradina.

Os guarani caiová que habitam o sul de MS reclamam na verdade do que seria, segundo eles, uma histórica dívida do Estado brasileiro. Com o processo de colonização dos anos 1940 e 50, quando Mato Grosso do Sul foi escolhido para projeto de reforma agrária, implementada a partir dos anos 1950 por Getúlio Vargas, as fazendas cresceram na área e os índios foram alojados em reservas. Depois que os caiová voltaram a reivindicar a área, a região de Dourados e municípios vizinhos tornou-se um enorme caldeirão de disputas fundiárias e sob constante tensão étnica. O Estado não conseguiu no domingo, 28, contato com o Sindicato Rural de Tacuru para que a entidade falasse pelos fazendeiros.

Para chegar do local do acampamento indígena é preciso atravessar a reserva Sassoró, que margeia a BR-161. No fundo da reserva está a divisa da Cambará. Depois de uma caminhada de cerca de 500 metros é necessário atravessar o rio num vão de quase 100 metros com forte correnteza. A travessia tem de ser feita a nado ou com a ajuda de um fio de arame amarrado em estacas nas duas margens. As crianças, que estão no acampamento sem aulas há um ano, ignoram a tensão do mundo adulto e aproveitam as águas para se refrescar. Com o rosto pintado e um cocar de penas coloridas na cabeça, o pequeno Cleber, de 10 anos, reclama da falta de aulas. Ele cursou até o quarto ano do ensino fundamental. "Mas agora tem de lutar pela nossa terra."


 
Para esta Democracia ser perene, sustentável requer que o Estado Democrático de Direito prevaleça. Uma das características FUNDAMENTAIS deste tipo de democracia é fortalecermos a JUSTIÇA. Ora, a Justiça julga, SOBRE E SOMENTE SOBRE, o que os LEGISLADORES determinaram sob a égide, guia e luz de uma Constuição democraticamente montada, eleita e PROMULGADA. Para tanto a mesma Constituição determina que temas, sensíveis, tais como a DEMARCAÇÃO de terras indígenas se dê, se consubstancie somente após trâmite e deliberação em seções abertas na Casa do Povo, onde, em tese, os brasileiros deveriam acompanhar os trabalhos. Onde estavam, então? Certamente, muito certamente, acompanhando Carminha e Ritinha etc. Aí, o Judiciário cumpre o seu constitucional papel e que faz o brasileiro, distraído, omisso e anômico, como sempre? Acomete-se, profundamente, do vírus do politicamente correto e num sobre-humano esforço de ficar bem na foto, começa a espraiar sua não concordância sob o que não conhece com profundidade,tampouco se interessou em acompanhar, em tempo oportuno e agora, apiedados da tênue fatia social que, unilateralmente, se diz prejudicada e começa a faz coro a uma pueril desobediência civil. Que eu me recorde, ainda que de forma um tanto insipiente, desde o esforço do Gov Sarney em ampliar as fronteiras agrícolas no MS e MT que esta e outras tribos usam deste expediente. Se levaram a sério seus intentos anteriores, devemos estar diante de uma parcela de fênix.
Se isto não for sinal de alienação induzido por novelas..

Por Jefferson W. Dos Santos

Fomos omissos no tempo oportuno e agora há de se respeitar a decisão judicial que certamente está acobertada pela Lei.

De trunfos e triunfos


Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

O resultado de São Paulo foi uma derrota vergonhosa do PSDB e, para o PT, mais que uma vitória: um triunfo mais que suficiente para o partido sair desta eleição com dois trunfos.

A imposição de uma derrota ao PSDB dentro "de casa" e, além de tudo, disputando com um candidato tido inicialmente como imbatível é um deles. O mais substancioso.

O outro trunfo, a conquista de um estandarte para servir de contrapeso às condenações no Supremo Tribunal Federal, não tem validade prática. É meramente simbólico, mas pode funcionar para aplacar os brios feridos do partido.

Pelo menos durante esta semana as comemorações farão com que o STF passe alguns dias sem ser acusado disso ou daquilo. Ou não, porque sempre haverá quem alegue que o eleitor paulistano deu uma "resposta" ao Supremo elegendo Fernando Haddad prefeito.

Delírios à parte, fato é que na política o PT saiu desse 2.º turno como o grande vitorioso. Elegeu São Paulo como sua principal arena e nela venceu. Só que o conjunto não é feito só de vitórias. Houve derrotas importantes que não permitem ao PT conduzir-se como absoluto.

Se de um lado o ex-presidente Lula cumpriu com alto êxito seu objetivo na cidadela tucana, de outro viu emergir desta eleição uma inquietação no campo governista que terá trabalho para neutralizar.

Levado pelo sucesso em Recife em embate direto com o PT, o governador Eduardo Campos entrou na cena antes do esperado. Começa a trilhar caminho próprio, acumulando forças e agregando aliados para enfrentar a contraofensiva que vem logo adiante.

No campo oposicionista propriamente dito, não obstante ganhos significativos - Manaus e Salvador - em termos nacionais, o balanço é de acentuada perda pela exposição dos frangalhos do PSDB em São Paulo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Condições objetivas


25 de outubro de 2012
Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

Observado o sagrado direito ao esperneio, há que se considerar a lógica na análise da anunciada reação que estaria sendo preparada por PT e adjacências contra as condenações de José Dirceu e José Genoino, logo após as eleições.

De um lado existe o desejo, justo na perspectiva de quem o manifesta, de buscar algum tipo de saída menos desonrosa para se confrontar com a dura possibilidade da condenação de dois símbolos do partido à prisão por corrupção e formação de quadrilha.

Nesse cenário o PT já nem seria mais igual aos outros partidos, mas o único a ter dirigentes na cadeia. Compreende-se, portanto, a aflição, pois não se trata de mera derrota eleitoral, mas da perda da liberdade e do nivelamento ao patamar de criminosos comuns.
É dolorido, embora decorrência inexorável dos atos julgados pelo Supremo Tribunal Federal.
De outro lado estão as condições objetivas para a eficácia dessas reações. Não parecem favoráveis. Nos últimos anos não foram poucas, não obstantes frustradas, as tentativas de transformar o mensalão em obra de ficção escrita pelos inimigos.

Se o PT não conseguiu "desmontar a farsa" antes nem durante o julgamento, muito menos agora terá capacidade de desmentir a palavra final da Justiça.
Não há manifesto que contradiga a fundamentação das sentenças, não há esforço de retórica que dê aos condenados o status de presos políticos, não há injúria que abale a credibilidade do Supremo. Não há ativismo que mobilize multidões em defesa dos presos, não há indignação capaz de obscurecer a indignidade cometida no uso partidário do patrimônio coletivo.
Não há, enfim, objetivamente o que fazer. E por isso acabará prevalecendo o discurso do "cumprimento democrático" da decisão. Apenas e tão somente porque não existe opção.

Antes tarde. O rigor do tratamento dado a Marcos Valério, seja pelo papel de protagonista na dita "organização criminosa", seja pelo volume das penas, ultrapassa em muito o esperado pelo empresário quando colaborou de maneira comedida com a Justiça na fase de instrução do processo.
Como ainda enfrenta várias ações em primeira instância, há quem veja interesse em colaborar mais ativamente de forma a se beneficiar do instituto da delação premiada. Recurso que, para ser concedido, precisa se mostrar comprovadamente eficaz.
Enquanto o cenário era de dúvida, Valério jogou com ameaças veladas. Agora a certeza do duro destino extingue as razões da dubiedade.

Crime e castigo. O publicitário Cristiano Paz, ex-sócio de Marcos Valério e condenado por peculato, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, escreveu um longo depoimento para o jornal Correio Braziliense.

Perplexo com o desfecho do caso, diz algo importante para a compreensão desse tipo de episódio: "Sou um criador publicitário que não soube enxergar os riscos".

Quais riscos? Pelo que se depreende do relato, não percebeu o perigo de embarcar em operações financeiras nebulosas, de fazer crescer a agência de publicidade mediante aproximação com o partido do poder como "uma porta certa" para campanhas eleitorais, de não pesar nem medir consequências a despeito dos sinais de que havia algo de profundamente errado nas negociações de sua empresa com o PT.

E por que não enxergou os riscos? Porque a tradição de condescendência no trato de crimes contra a administração pública dispensava a análise prévia do custo-benefício.

Ao conferir tratamento mais igualitário a esse tipo de ilícito, o Supremo introduz o fator de equilíbrio entre perdas e ganhos na decisão da freguesia interessada em se locupletar naquele conhecido balcão.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

PRINCÍPIOS PARA UMA CULTURA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

Em uma reclamação trabalhista recente, por acidente sofrido por descarga elétrica, um trabalhador teve o ombro, a clavícula, o braço direito e quatro costelas arrancadas, além de ficar com inúmeras cicatrizes.
O acidente foi assim: o eletricista disse que após 1 mês de trabalho, ao sair do seu turno, deixou um painel de eletricidade desligado, como de costume. Quando chegou para trabalhar no dia seguinte, o painel havia sido ligado sem que os empregados tivessem sido avisados. Quando o trabalhador encostou nesse painel, recebeu uma descarga superior a quatro mil volts. O que deu errado? Quais os itens de NRs que não foram observados? Qual o custo fiscal pelo descumprimento desses itens?
O trabalhador entrou na Justiça visto que a empresa alegava que a culpa era dele. O valor inicial da indenização foi arbitrado pelo magistrado em cerca de R$ 30 mil. Em seguida, o Tribunal Regional do Trabalho aumentou para R$ 200 mil, levando em conta a extensão dos danos sofridos e o poder econômico das empresas.
Esse fato mostra que o custo acidentário aumenta de forma progressiva sendo esse fato compatível com o momento político e social no país de intolerância ao mal feito, à impunidade e à negligência e incompetência. Se o Supremo Tribunal Federal sinalizou com o mensalão o que poderá vir a ser o fim da impunidade na política, essa tendência já existe há algum tempo nos tribunais do trabalho com relação à impunidade de empresas que contribuem para a eclosão de doenças e acidentes no trabalho.
Assim, não resta dúvida da importância crescente de que as empresas trabalhem para a criação e alimentação de uma cultura de segurança. Trata-se de assunto recorrente em nosso meio, mas é sempre interessante agente avaliar opiniões novas e de outros contextos. É este o foco do artigo abaixo publicado no site ohs on line, traduzido e contextualizado com exclusividade pelo Prof. Samuel Gueiros para os usuários do Blog NRFACIL.
 
Siga esses passos para desenvolver um programa abrangente de segurança que possa proteger completamente os trabalhadores em seus ambientes de trabalho.
Adam Croskey, Randy Marzicola,
Diretores de Segurança, implementam sistemas de segurança de empresas em diversos países
 
Através da criação e alimentação de uma cultura de segurança, as empresas não apenas desenvolvem prevenção mas tambem reduzem os alto custos fiscais e trabalhistas de acidentes. Um rigoroso e abrangente programa de segurança endossado por supervisores e empregados da empresa e que possa contar tambem com uma auditoria independente e externa, pode ajudar empresas e adquirir uma constante e contínua melhoria.
Destaque: participação ampla e auditoria externa
 
Acidentes e doenças do trabalho tem um impacto financeiro social e econômico e cada indústria. Estima-se em mais de 40.000 dolares o custo de cada lesão incapacitante nos Estados Unidos. Este número inclue perdas de empregos, despesas médicas e administrativas inclusive da empresa. Os custos de compensação a trabalhadores (como o caso do acidente com eletricidade) resulta em mais de 50 bilhões de dólares tambem nos Estados Unidos.
O prejuízo da empresa no acidente com eletricidade foi de 200 mil só na Justiça do Trabalho
 
Entretanto, há tambem um impacto financeiro importante que vai se ampliando quando o empregado começa a se recuperar de um acidente: perdas na produção, baixos salários e custos fiscais impostos tambem pelo Ministério do Trabalho durante auditorias. Outros custos incluem despesas de recrutamento, retreinamento e reposição de trabalhadores. Além disso, a empresa precisa lidar com o moral em baixa dos trabalhadores principalmente quando há uma repercussão importante, uma percepção interna e externa de que naquela empresa há um ambiente inseguro.
Após retornar de um acidente o empregado não é mais o mesmo e retreinar custa caro; leia o post Retornando ao Trabalho após um acidente
 
TOP 3
 


Há um padrão consistente nos tipos de infrações que vem sendo observadas de forma mais frequente por autoridades em segurança e saúde nos países durante os últimos anos.
Andaimes inseguros, queda de altura, e falta de informação de riscos, tem sido o top 3. Por exemplo, queda de alturas corresponde aproximadamente a 9 milhões de atendimentos em pronto socorro a cada ano. Inclusive, os custos associados a quedas no mesmo nivel e em desnível – a segunda e terceira causas de lesões incapacitantes - em 2009, aumentou cerca de 34 e 10% respectivamente, nos últimos 12 anos.
No Brasil os custos são crescentes e os acidentes de trabalho com queda são um dos maiores nos pronto socorros.
 
Proteção de Andaimes e contra quedas continua a ser problemático devido ao fato de que geralmente as empresas acham difícil executar soluções simples e de baixo custo.
Duas possíveis razões para esse tendência crescente (veja o post anterior sobre PDSA, que analisa tendencias em riscos e acidentes) relaciona-se ao fato de que as pessoas pensam que as tarefas que apresentam um risco de quedas, estas raramente ocorrem e ainda por cima acham que dá muito trabalho realizar uma avaliação formal para determinar como o risco pode ser completamente eliminado
Entretanto, isto apenas agrava o problema resultando em mais quedas nos ambientes de trabalho.
 
PRODUZINDO BENEFÍCIOS

Muitas pequenas empresas se sentem assoberbadas para começar um programa de segurança por considerar o tempo e os custos financeiros nesse processo. Neste caso, trabalhar com um consultor em SST deve ajudar essas empresas a identificar táticas de baixo custo que podem ser implementadas.

No Brasil, é preciso considerar e comparar o custo de investimento com o custo fiscal por descumprimento de regras de segurança durante auditorias do Ministério do Trabalho. Reveja post publicado neste blog com essas análises.

O benefício mais importante de um programa abrangente de segurança é para a própria empresa e seus empregados. O mais importante recurso de uma empresa é, sem dúvida, o seu pessoal. Os trabalhadores, não importa que tipo de indústria, possuem conhecimento incalculável do negócio bem como de tarefas específicas adquiridas por treinamento e experiencia. A segurança é um elemento fundamental no recrutamento e permanência de trabalhadores e certamente os fará se sentir valorizados.
Conhecimento da tecnologia e treinamento dos trabalhadores, já existentes, constituem pontos de partida para desenvolver uma cultura de segurança.

Fazer com que as pessas sintam seu bem-estar e saúde no trabalho é tambem importante para incrementar o moral e a reputação da empresa na comunidade. Como resultado de um programa de segurança – melhoria contínua com supervisão e envolvimento dos empregados – devem ajudar a superar qualquer barreira que possa criar obstáculos à criação do Programa.

BOAS PRÁTICAS:
ANALISAR, IMPLEMENTAR E MONITORAR

Quando uma empresa começa a desenvolver uma iniciativa para criar um Programa de Segurança no Trabalho, ela deve considerar as seguintes boas práticas:

Selecionar uma metodologia em segurança consistente. Algumas empresas de construção adotam iniciativas como acidente zero e a Seis Sigma com o objetivo de eliminar todos os acidentes nos locais de trabalho. Selecionam indicadores chave de performance e objetivos para o programa de segurança. Considera ainda os indicadores de indústrias da mesma atividade – acidentes, dias de trabalho perdidos para fazer uma comparação.
o princípio fundamental do Seis Sigma é o de reduzir de forma contínua a variação nos processos, eliminando defeitos ou falhas nos produtos e serviços. Consiste em uma prática de gestão voltada para melhorar a lucratividade de qualquer empresa, independentemente do seu porte. Atualmente, o Seis Sigma tem a finalidade de aumentar a participação de mercado, reduzir custos e otimizar as operações da empresa que o utiliza. Consulte a metodologia empregada no Wikipedia
Como envolve mudança de cultura na empresa há sempre uma forte resistência inicial a sua aplicação por parte dos colaboradores e equipes. A questão da cultura organizacional é relevante quando se trata do Seis Sigma, prova disso é o fato de que as empresas que implantaram este programa são as de maior tradição de qualidade, ou seja, já haviam adotado outros programas de qualidade.
Mobilizar a supervisão da própria força de trabalho. Um programa ideal de gerenciamento em segurança requer cooperação entre a supervisão e os trabalhadores. A Supervisão deve fazer da segurança alta prioridade para a empresa e encorajar os trabalhadores para levar o programa a sério. Isto significar de que todos devem participar inclusive relatando os incidentes que possam afetar todas as pessoas, sem medo ou repressão
Conduzir uma análise abrangente sobre segurança. Revisar todas as tarefas nos ambientes de trabalho dando a máxima prioridade às áreas de alto risco, como quedas de altura, espaços confinados, segurança em eletricidade, e trabalho com equipamentos pesados desde que falhas nesses locais podem gerar consequências sérias e fatais.
Avaliar os riscos de cada tarefa e elaborar planos para corrigi-los. Os ambientes de trabalho precisar ser mais proativos para eliminar progressivamente procedimentos problemáticos e substitui-los para práticas novas e seguras.
Implementar soluções que assegurem o equipamento certo para cada trabalho. Por exemplo, se a empresa está investindo na prevenção de quedas, uma das mais frequentes infrações, uma escada de extensão pode não ser a melhor escolha para trabalhadores que necessitam usar ferramentas manuais para acessar equipamentos acima.
Se possível utilizar auditoria externa para desenvolver avaliações de segurança. Torna-se difícil para a equipe interna de segurança desenvolver uma completa e intensiva auditoria interna porque ela pode avaliar o programa com uma visão subjetiva. Uma auditoria externa pode trazer uma perspectiva mais confiável. Nos Estados Unidos, o Ministério do Trabalho de lá ofere consultoria para empresas com até 250 empregados. No Brasil, algumas consultorias podem realizar esse trabalho a um preço acessível.
À medida em que o programa de segurança é implementado é necessário dar publicidade aos indicadores em local onde a maioria dos empregados possam vê-los. Colocá-los em um quadro negro ou um poster, por exemplo, ajudará a reforçar o comprometimento com uma cultura de segurança e capacitará os trabalhadores a terem um papel mais ativo assim como a empresa investe na busca de seus objetivos.
Promover educação continuada e treinamento como um compromisso com a segurança, saúde e a qualidade geral, de forma que os supervisores e trabalhadores possam desenvolver as habilidades para realizar suas tarefas da maneira mais seguraA
empresa evolui no seu programa de prevenção ela pode avaliar as lideranças que são mais bem sucedidas em prevenir lesões nos ambientes de trabalho e assim estimular o seu exemplo.
 
PERSPECTIVAS PARA O FUTURO
 
Desenvolver avaliações de risco e implementar soluções baseadas em análises mais detalhadas, constitui a chave para assegurar segurança no trabalho.
Após constatar os benefícios de uma iniciativa abrangente em relação à segurança, as empresas podem começar a incorporar indicadores desse Programa nos seus próprios indicadores de performance empresarial, tipo qualidade e custo, e assim tornando a segurança como um importante objetivo de negócio.
Cooperação entre empregados e supervisores pode levar a uma efetiva e eficiente iniciativa de prevenção de lesões assim como uma mudança cultural na direção de equipes de segurança bem sucedidas.

CONCLUSÃO
Um time formado com essa mentalidade irá se fixar nos objetivos do programa à medida em que os trabalhadores entendem que a segurança no trabalho é uma prioridade absoluta e que possuem os meios para implementar soluções sem obstáculos.