segunda-feira, 27 de maio de 2013

Pessoas foram maldosamente expostas a morte. E a Comissão dos Direitos Humanos? Ministério Público, quero ação!

Art. 132 do Código Penal - Decreto Lei 2848/40

Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente:
Pena - detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave.

Tomamos ciência da "Corrida pela Paz", onde traficantes nas lajes próximas ao evento dispararam indiscriminadamente suas armas de guerra contra população que inocentemente participava do evento acreditando na promessa do Estado de uma Comunidade totalmente pacificada.

A assessoria de imprensa da corrida disse que dos 2,3 mil inscritos, apenas 1,5 mil participaram. Muitos desistiram por medo após os disparos, feitos minutos antes da largada.
A corrida já ia começar, faltavam poucos minutos quando se ouviram os estampidos. O barulho assustou quem foi correr pela paz. Pelo sistema de alto-falantes, a organização do evento pedia para as pessoas se abrigarem.
As pessoas ficaram assustadas, os corredores ficaram no canto. A organização pediu para que as pessoas ficassem no canto. Eles saíram do campo onde eles estavam concentrados já a poucos minutos da Corrida da Paz começar.
O tiroteio durou cerca de cinco minutos. O policiamento foi reforçado e um helicóptero deu apoio aos homens do Batalhão de Operações Especiais.

No outro local, bem perto da largada, os disparos tinham um alvo. Uma das bases da UPP da Penha foi atingida por vários tiros. Pelas marcas, dá para contar pelo menos cinco.
A base fica a cerca de cem metros do ponto de largada do Desafio da Paz. Ninguém ficou ferido, mas algumas pessoas desistiram da prova, e a corrida só começou uma hora depois.
Bom Dia Brasil

O ocorrido mostra que algo não vai bem, tanto nas Comunidades Pacificadas como no trato com a ONG AfroReggae que desde 2011 promove o evento.

O Secretário Estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, participou da corrida. Mas em nenhum momento dispensou seus seguranças que o protegiam com o próprio corpo caso ele fosse alvo dos disparos, inclusive o protegendo na corrida.



Por fim gostaria que a Comissão dos Direitos Humanos se manifestasse quanto a exposição da sociedade ao perigo de morte, que certamente ocorreu. Ministério Público, quero ação!
 

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