quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A renúncia de Cabral

02/09/2013
Jornal do Brasil

Um jovem político afirmava: "Será o maior político do Brasil".
Acertou.

Três mandatos de deputado estadual, que somam 12 anos. Duas vezes presidente da Alerj. Com o apoio do seu estimado governador Garotinho, foi eleito senador com mandato de oito anos. A sua fidelidade fez com que Garotinho o elegesse governador, contra o candidato de Lula no Rio de Janeiro.

Em seguida, abandonou Garotinho e, com apoio de Lula, foi eleito novamente governador.
A tradição de lealdade sempre foi o forte do governador. Nunca abandonou Moreira Franco, Marcelo Alencar, Garotinho e, mesmo sendo primo de Aécio Neves, não pensa em abandonar a presidente Dilma.

Leal a seu amigo Pezão, cria de Garotinho, prefere abandonar o governo a continuar governador e, com seu peso político, apoiar seu vice. Teme que tenha um peso exagerado e prefere sair agora para, daqui a nove meses, continuar apoiando Pezão.

                                        Cabral não sabe por que existem "Amarildos", balas perdidas e passeatas

Sérgio Cabral, que pacificou a Rocinha, o Alemão e outras favelas, não sabe por que ainda existem "Amarildos", balas perdidas que matam crianças, bala de fuzil que atravessa e mata mãe e filha, passeatas. Não sabe por que manifestações contra o empresário Jacob Barata. E a população não sabe por que, com a pacificação, o governo não apresenta o número e os nomes dos marginais que prendeu.

Só prendeu Nem, da Rocinha, que, pelo que o nome indica, talvez "nem" tenha sido capturado, e sim tenha acabado se entregando.

Quais estradas foram feitas em seu governo? O metrô está indo para a Barra, onde é alto o poder aquisitivo de seus moradores. E para a Baixada? Os professores tiveram seu salário aumentado? O jogo do bicho continua em Barra Mansa e Vassouras? Por quê?

E as outras cidades do interior do Estado, onde era comum aparecer um craque... de futebol? Hoje, o que tem mesmo é crack para viciar o jovens dessas regiões.

E os médicos? Por que um só num hospital onde morreu uma menina que precisava de um neurocirurgião? Sabemos que a responsabilidade era do município neste caso, mas também sabemos que a família dessa menina percorreu vários hospitais em busca de atendimento, inclusive do estado.

No esporte, Mendes de Moraes fez o maior estádio do mundo. Cabral construiu o mais caro do mundo. Afinal, em termos de estádio - maior ou mais caro -, do tempo de Mendes de Moraes aos dias de hoje, o Brasil é insuperável.

Com todo este histórico no governo, os secretários que vão sair só podem ser os do guardanapo, para que Pezão não tenha chance de enxugar suas mãos.

2 comentários:

  1. Concordo na parte das manifestações contra a família de Jacob Barata, também não vejo motivo nenhum para isso e muito menos para a existência de uma cpi dos ônibus...Essa galera devia manifestar contra quem está errado e ponto.

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  2. Certamente o Cabral foi o melhor dos governadores nos ultimos 20 anos

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