domingo, 29 de setembro de 2013

Não importa a finalidade, bandidos agem assim


Nos anos 80 eles eram os Robin Hood das favelas, roubavam e traficavam drogas e, em troca da não delação da comunidade onde agiam, faziam a parte “assistência” que o estado não promovia (e até hoje não promove), como um botijão de gás, um remédio, um transporte e outros “favores”. Quando já devidamente instalados, conhecedores de todos os moradores e com acúmulo de dinheiro, se abasteceram também de armas para intimidar os possíveis invasores de seu território.

Logo foram percebidos por políticos e pela polícia, os primeiros em busca de votos e o segundo em busca do dinheiro. Ainda me lembro de fotos apreendidas com políticos junto a traficantes em época de campanha política. Só que nunca foram reveladas, foram destruídas, pois, eles detinham mandatos.
Após se estabelecerem como um poder paralelo, os traficantes de comunidades passaram a controlá-las pelo terror. No menor sinal de duvida de delação o suspeito era imediatamente eliminado.  A polícia passou a encontrar forte resistência para entrar nas diversas favelas do Rio de Janeiro, pegar um chefe do trafico ou um gerente importante passou a ser a “sorte grande”, quantias inimagináveis eram negociadas em troca de liberdade.

Com isso feito escancaradamente a polícia passa a ser mal vista, já que o trafico já empregava grande parte da “mão de obra” disponível nas comunidades. Famílias inteiras viviam às custas do seus filhos ganhavam como “vapor”, “olheiros” ou “soldados”, e a qualquer sinal de policiais honestos que detivesse seus “trabalhadores”, iam para as ruas queimar pneus, bloquear o transito e até mesmo incendiar ônibus.


Hoje, com muitas comunidades “controladas” em seu poderio bélico no Rio de Janeiro, mesmo com o comercio de drogas ativo e com custos reduzidos, as comunidades se voltam novamente contra a polícia com denúncias descabidas. É a política influenciando as ações.


A política atual adquiriu “modus operandi” do tráfico. Matam, intimidam, roubam, associa-se a seus iguais (bandidos) e executam ações de destruição para destruir que esteja lhe prejudicando o caminho.


Discursam idoneidade e não se abstém de praticar ilegalidades para obtenção de recursos financeiros para pagar seus “mercenários”.



São todos iguais, sem distinção.

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