quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Falando sobre a PMERJ e seu “holofote”


Por muitos anos sempre fui um contestador das decisões desarrazoadas ou omissões do poder disciplinar da Corporação. Embora eu tenha certeza que não existe Regulamento Disciplinar “draconiano”, os administradores teimam em contrariar os Ditames Constitucionais para dar vazão ao seu instinto abusivo.

O que aconteceu no CFAP, que ocasionou a morte do aluno do CFSd, vem ocorrendo há muitos anos e até décadas, sem que nenhum órgão ou comissão tivesse sua atenção (interesse) despertado.

O ocorrido alcançou a mídia e com isso a atenção do MPERJ, sempre tão omisso. Na APM já houve relato sobre policial feminina ter sido estuprada, logo abafado.

Os abusos de autoridade e morais estão presentes no dia a dia da PMERJ e, mesmo denunciados, não são apurados pelos órgãos competentes, CintPMERJ e CGU. Quando há uma solução, é sempre desfavorável ao subordinado que teve a “ousadia” de denunciar seu superior infrator.

Agora parece que a coisa vai “feder”, Polícia Civil vai investigar se recrutas da PM foram torturados no CFAP. O coordenador de Direitos Humanos do MP, procurador Márcio Mothé, fez um pedido formal aos promotores da 29ª Promotoria de Investigação Penal para que todos os passos do Inquérito Policial Militar (IPM) sejam acompanhados. Segundo Mothé, o Código Penal Militar não prevê o crime de tortura e, por isso, a Polícia Civil também deve investigar o caso.

Neste rastro, vem o repulsivo dePUTAdo Marcelo Freixo, que diante da possibilidade de estar diante deste “holofote”, postou vídeo com sua intenção de visitar o CFAP, que estará previamente preparado para sua visita, com todos em salas de aulas com supostos instrutores falando qualquer besteira. Novamente a “mariposa em busca de um holofote” que lhe dê visibilidade.


Quantos, assim como eu, já enviaram e protocolaram denuncias fartamente providas de documentos para este parlamentar e as corregedorias? Eu, particularmente, nunca obtive resposta a contento, quando as tenho, é sem fundamento plausível, uma fraude.

Garanto, se não repercutisse, este dePUTAdo estaria calado.

Proximidade de eleição é assim, parlamentares do estado do Rio de Janeiro mostram um interesse suspeito em “colaborar” com o policial militar, inclusive em reformular seu regulamento disciplinar que nada tem de ”draconiano”, o que tem é o abuso e desrespeito dos que administram a disciplina a tornando um “bacanal” corporativista.



Muitos policiais se fazem presente com propostas e até um Senador, possível candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, muito envolvido em irregularidades quando Prefeito de Nova Iguaçu manifesta a desmilitarização das polícias. Todo mundo aplaude, esquecendo que a “merda” será a mesma, sempre haverá uma hierarquia e um regulamento disciplinar. Não vale arriscar confiança nestes políticos oportunistas, o que vale é cobrar que haja efetiva punição pelas transgressões, crimes e abusos praticados por superiores.

Um comentário:

  1. Ricardo Oscar Vilete Chudo Rvchudo eu quando Capitão Intendente e fazendo o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais na EAOAR fiz uma estudo de caso/monografia e artigo científico sobre as incompatibilidades do Regulamento Disciplinar da Aeronáutica perante nosso ordenamento jurídico que recebeu nota 9,73, porém nada publicaram, apesar de indicado para publicação, se quiser te envio por e-mail todos esses estudos. E te parabenizo por este artigo, concordo com vc em gênero, número e grau e frise-se que o Exército Brasileiro já reformulou seu regulamento disciplinar elaborando o famoso R-4. Mas a FAB... Nada...

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