segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Sobre as UPPs ...(2)

Sobre as UPPs ...(2)

Continuando a falar sobre as UPPs e os problemas atualmente enfrentados, sempre na intenção de contribuir, vamos tecer mais algumas considerações.

Um dos outros equívocos que consideramos com relação à grande maioria das UPPs é que suas bases centrais ficam ou no meio das comunidades ou no sopé delas e quem entende um pouquinho de domínio de um território com algum grau de inclinação geográfica sabe que quem está no alto, no topo, domina o território ou infringe sérios danos aos que tentam dominar o território. Hoje em algumas comunidades como o Pavãozinho, no Complexo do Alemão e na Mineira e São Carlos a maioria dos ataques de traficantes aos policiais militares das UPPs vem do topo das comunidades e preferencialmente à noite, o que aumenta a possibilidade de controle territorial momentâneo. 
       UPP para ser vista, onde houve ataque de traficantes, ocasionando a morte de uma policial militar

Em um momento destes, aonde todo o projeto de pacificação vem sendo questionado, inclusive em um editorial disfarçado de matéria altamente tendencioso da revista Veja desta semana que coloca as UPPs como ‘moeda eleitoral’, por que não se pedir o apoio do Batalhão de Selva do Exército Brasileiro, a unidade de combate mais qualificada para atuar em áreas de mata fechada do país e composta por bravos guerreiros, para vasculhar em conjunto com o BAC- Batalhão de Ação com Cães as matas do em torno da Rocinha, do Complexo da Covanca, do alto do Complexo do Alemão? 

                                                           De resto, são UPPs de lata.

Em Santa Cruz, onde se localiza hoje uma das maiores bases da organização narcoterrorista Comando Vermelho, nas comunidades do Rôla e de Antares, e também uma das maiores bases da Aeronáutica, da Força Aérea Brasileira, no Campo dos Afonsos poderia realizar em conjunto com o 27º BPM, que apesar de ser extremamente aguerrido no combate aos traficantes hoje está inferiorizado em armamento e possivelmente, não computando o policiamento empregado em áreas centrais dos bairros da área do Batalhão e outros, apenas os que estão voltados para o combate ao narcotráfico; em número também. Não seriam operações de ocupação ou pacificação e sim ações pontuais, mas de grande monta, onde cada comunidade destas seria literalmente vasculhada. Desta forma o apoio logístico que vem sendo prestado pela base central urbana na cidade do Rio de Janeiro do Comando Vermelho que está na Zona Oeste teria imensa dificuldade de ser prestado aos ‘soldados’ e ‘vapores’ da facção que estão ainda dentro das comunidades em processo de pacificação, inclusive na própria Rocinha, onde um grupo egresso, mas com fortes ligações, com o CV disputa o comando da venda de drogas com a ADA de ‘Nem’. 

Por hoje não vou me estender mais, até para não parecer que estou buscando apenas os lados negativos, até porque os positivos são imensos, fartamente e amplamente divulgados e reconhecidos, mas como dizia o saudoso e falecido Ibrahim Sued: -‘ Olho vivo porque cavalo não desce escada...’.


Por Segadas Vianna

                                                               Base UPP improvisada.

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