quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Suécia "vence" concorrência para compra de caças para a FAB

Governo anuncia que Suécia vence concorrência para compra de caças para a FAB

                                              Vitória do Gripen NG no F-X2 da FAB

Ministro da Defesa afirmou que escolha levou em conta o equilíbrio de três fatores: performance, transferência de tecnologia e custo de aquisição e manutenção

O ministro da Defesa, Celso Amorim, anunciou nesta quarta-feira (18) que o governo escolheu o caça de fabricação sueca Gripen NG, da Saab, para trocar a frota de 36 aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). O processo de escolha, que tinha a França e os Estados Unidos no páreo, se arrastava desde o final do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O programa, conhecido como F-X2, foi iniciado em maio de 2008 e tem o objetivo de adquirir inicialmente 36 novos caças para a FAB, que substituirão a atual frota, que está obsoleta.
Amorim disse que a escolha levou em conta o equilíbrio de três fatores: "performance, transferência de tecnologia e custo, não só de aquisição mas de manutenção".
Na Força Aérea, o Gripen sempre foi considerado favorito porque, apesar de ter muitos componentes dos EUA, é um projeto a ser desenvolvido em parceria conjunta com o Brasil.
Mais cedo, a presidente Dilma Rousseff avisou que Amorim faria o anúncio sobre a aquisição. "Instrui o ministro da Defesa, Celso Amorim, a anunciar hoje a decisão quanto à compra do F-X, e quanto à parceria que nós iremos fazer para o F-X2", disse Dilma em discurso durante confraternização de fim de ano com as Forças Armadas.
A fabricante norte-americana Boeing perdeu terreno na disputa devido às recentes denúncias de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos EUA a empresas e cidadãos brasileiros e até mesmo às comunicações pessoais de Dilma. Durante seu discurso no almoço com os chefes militares hoje, Dilma disse que acontecimentos recentes mostraram que as riquezas brasileiras podem suscitar comportamentos intrusivos à soberania nacional, numa aparente menção velada ao episódio de espionagem dos EUA.
Desde o início do F-X2, em maio de 2008, as autoridades brasileiras têm insistido que a transferência de tecnologia seria um dos principais fatores a serem considerados na escolha. Ao anunciar em seu discurso que a decisão seria divulgada nesta quarta, Dilma acrescentou que também seriam divulgadas "parcerias" a serem feitas no programa F-X2.
A compra dos caças envolve a transferência de tecnologia para o Brasil, condição prevista na Estratégia Nacional de Defesa. A escolha do país que irá vender as aeronaves e transferir tecnologia ao Brasil foi fruto de polêmica no último ano do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria manifestado preferência por caças de uma empresa francesa. Na época, companhias de outros países entraram na briga pelo negócio e a transação nunca foi efetivada.
Com Reuters, Agência Estado

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