terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Tá tudo errado ou não sou tolerante?

Ontem recebi ligação de um amigo, de 82 anos, que relatou não conseguir agendar vistoria de seu carro, o atendente alegou constar uma “restrição” administrativa no veículo e, que ele deveria se dirigir ao DETRAN Av. Av. Pres. Vargas, 6º andar, para solucionar a questão. Com a intenção de lhe ajudar e com os dados dele e do veiculo, tentei agendar pelo computador, sendo impedido por constar a tal “restrição”. Fiz contato telefônico e novamente me foi informado sobre a “restrição” e que o proprietário deveria se dirigir à sede do Detran RJ com os documentos originais dele e do carro mais comprovante de residência atualizado para fazer a correção.

O carro deste senhor é um Monza ano 1983, comprado zero quilometro, nunca tendo tido nenhuma alteração em seu documento. Como eu tinha de ir à CGU, que fica no mesmo prédio, o levei comigo para resolver seu problema. Lá, no 6º andar, uma recepcionista não muito simpática, ouviu o relato do senhor com aquela cara característica de quem nada sabe, sua função é só fornecer a senha de atendimento.
Ela forneceu uma senha normal, não a de prioridade, o que é de Direito de pessoas idosas. Seu numero de atendimento era o 46, e depois de chamar o 45, pulou para o 47. IRRITANTE.

Pois bem, após mais uma espera, ele foi atendido. Relatou tudo a atendente, que não visualizou no computador o motivo da “restrição”, só que constava. Ela foi para o interior do DETRAN com os documentos, retornando 40 minutos depois com a simples resposta que a “restrição” havia sido retirada.
Não aguentei, lhe perguntei o motivo da “restrição”, tendo ela respondido que não constava.
Lhe pedi licença explicando que o que eu falaria não era dirigido a pessoa dela e sim ao DETRAN RJ, o qual ela ali representava. Pois bem, Somos penalizados pelas transgressões às Normas de transito, temos nossos veículos rebocados para o depósito caso estejam indevidamente estacionados. Aquela “restrição” fez um senhor de 82 anos, sob forte calor, enfrentar um transporte público, onde o povo, sentado nos assentos destinados aos idosos, sofre de sono profundo tão logo visualizem um, o privou de sua refeição e medicamento nos horários recomendados por seu médico, para, no órgão IN competente, lhe dizerem que não sabem explicar o fundamento de tal restrição? Sabem sim, foi um relapso “funcionário”, que errou em algum procedimento, não fazendo a devida correção, que apontaria sua falha, e obrigou ao contribuinte, idoso, a passar por tamanho esforço para esse deslocamento sem razão.

E na CGU?

Como estava no prédio da Corregedoria Geral Unificada, fui no 26º andar, para, como combinado para o dia de hoje, pegar cópias de documentos que foram protocolados há três anos e meio, dos quais até a presente data, com o parte interessada, não teve conhecimento o.de qualquer despacho.

Lá, foi atendido no protocolo, pela mesma funcionária do dia anterior, tendo ela pedido que aguardasse, pois alguém pegaria o documento no “depósito”, mesmo lugar alegado que estaria no dia anterior. Após meia hora aguardando, fui ter com ela, que respondeu que já havia sido localizado, que aguardasse mais alguns instantes. Após uma hora, já tendo visto ela com cópias na mão e pondo o carimbo de confere com o original, fui ter com ela, que respondeu estar quase pronto. Quando se passou 1 hora e trinta minutos de espera, novamente fui ter com ela e pedi meu comprovante de solicitação das cópias, pois só voltaria novamente na CGU após o prazo de Lei, 30 dias. Ela me pediu calma, tendo eu lhe respondido que eu já conhecia as corregedorias há tempo, e sabia o que estava acontecendo. O Chefe, o FDP que vai assinar o confere com o original, vai me entregar a cópia, mas, só depois de me fazer esperar o máximo possível. Que se cumpra a Lei, seja em que instancia for.

Servidor público é meu (NOSSO) funcionário e como tal deve se comportar, atendendo com excelência seu público. Minha pressão continua 8x12.


Um comentário:

  1. ESSE É O BRASIL DA COPA E DAS OLIMPÍADAS. SÓ NÃO É DOS BRASILEIROS...

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