quarta-feira, 31 de julho de 2013

Acreditou não haver limites para ele


Volta por baixo. De mola que leva ao alto, Sérgio Cabral Filho virou âncora que prende ao fundo, com seus minguados 12% de avaliação positiva à frente do governo do Rio. De onde sua companhia tornou-se um embaraço federal para seus parceiros na política.
Resultado da conjugação de abuso de poder na prática de hábitos faustosos, provincianismo político (demonstrado na excessiva confiança na influência de Lula sobre o Congresso quando da discussão sobre a distribuição dos royalties do petróleo) e arrogância tardiamente assumida com a promessa de ser "mais humilde".
Cabral, reeleito em 2010 no primeiro turno com votação espetacular, confundiu apoio popular com salvo-conduto para transgredir todas as regras. Sejam as de civilidade no convívio com os governados, sejam as balizas legais que exigem do governante respeito à transparência, à impessoalidade e à probidade.

O governador achou que ninguém iria se incomodar com o fato de destratar professores, médicos e bombeiros chamados de vândalos e bandidos no exercício de movimentos reivindicatórios; de passar boa parte do tempo viajando ao exterior, incluindo aí ocasiões em que o Rio foi atingido por tragédias às quais não dava a devida importância evitando aparecer em público em momentos adversos. Cabral considerou que, ao abandonar entrevistas no meio porque não gostava das perguntas, afrontava a imprensa - quando o gesto significava interdição do diálogo com a sociedade.
Acreditou-se inimputável. Não teve noção de limite. Agora se diz arrependido por influência das palavras do papa. Ao que alguns chamam de senso de oportunidade outros dão o nome de oportunismo. Para não falar no egoísmo de pedir aos manifestantes que se retirem da porta de sua casa porque tem "filhos pequenos", sem se importar com os filhos dos vizinhos.

Dora Kramer – O ESTADÃONem Lula e Dilma podem escapar disso, mas a segunda-feira vai ter um ar diferente deixado por aquela visão da praia lotada com milhões de jovens rezando...milhões de pessoas que não acreditam em vocês – uma prova arrasadora de Deus derrotando o PT.

Não se trata de humildade, sim de honestidade.



Em vídeo de 2011, o Presidente da CEDAE, Wagner Victer, enaltece o governador que “sensível” aos anseios da sociedade e de parlamentares como Jairo e Thiago, providencia investimentos na melhoria da oferta de água na Zona Oeste, especialmente em Campo Grande. Com investimentos de R$ 20.000.000,00 (Vinte MILHÕES), em parceria com o governo federal, uma obra que beneficia mais de 60.000 pessoas e indiretamente toda comunidade de Campo Grande. Uma obra que não é realidade virtual, obra com os tubos comprados, com prazo de um ano.

A oferta foi grande, matou uma criança, destruiu casas e carros além de feris dezenas de pessoas e outras que estão sem suas casas.

O governo de Sergio Cabral (PMDB RJ) sempre esteve envolvido em denuncias de irregularidades, principalmente em obras. Acompanhado a isso, os diversos acidentes/incidentes e catástrofes que aconteceram no Rio de Janeiro.



Nas chuvas na Região Serrana, onde milhares podem ter morrido e nunca entrarão nas estatísticas, a doação de dinheiro do FECAM para prevenção de deslizamentos foi doado a GLOBO, R$ 24 MILHÕES.
No acidente com o bonde de Santa Teresa ficou evidente a culpa do Estado em não fazer a manutenção dos veículos. De acordo com os peritos, em vários sistemas de freio dos bondes, há peças novas misturadas a antigas, inclusive recuperadas com solda, o que, em longo prazo, poderia interferir no sistema de freios.



Diretor da Amast, Alvaro Braga diz que o Ministério Público do Estado tem sido conivente com a participação do secretário na tragédia. "Não se sabe como anda o procedimento que o MP-RJ abriu para investigar as responsabilidades do secretário de Transportes, que candidamente alegou na época do acidente que não conhecia os riscos com que o bonde estava operando" disse.
Agora mais um acidente previsível acontece em Campo Grande, Rio de Janeiro.

Uma adutora de grande porte de água se rompeu na manhã desta terça-feira na estrada do Mendanha, em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. A força da água destruiu casas e veículos no entorno. Segundo a rádio CBN, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil informaram a morte da menina Isabela Severo da Silva, três anos. 

Segundo os bombeiros, a criança foi socorrida e levada para o Hospital Rocha Faria por ter ingerido muita água, mas não resistiu. De acordo com o subsecretário municipal de Defesa Civil, Marcio Motta, pelo menos quatro pessoas ficaram feridas no acidente.
Fonte: Noticias


 
 
Sérgio Cabral sempre foi acusado por não estar presente às tragédias que aconteceram durante o seu governo. Ao contrário de Eduardo Paes, por exemplo, Cabral nunca teve o costume de se deslocar a um local atingido por uma enchente.
Como a necessidade faz o homem – e mais ainda o político – Cabral aproveitou hoje o estouro de uma adutora, que feriu dezesseis pessoas, na Zona Oeste do Rio de Janeiro e partiu para a região para acompanhar o trabalho do Corpo de Bombeiros e o atendimento às vítimas.
Por Lauro Jardim
Quando a van cruzou o portão e chegou à rua, moradores cercaram o veículo e xingaram o governador e o prefeito de "safados" e "corruptos".
Quando a van foi embora, acompanhada de um carro preto da segurança, uma mulher continuou: "Eles dizem que vão indenizar todo mundo, mas isso é mentira! Já perdi minha casa há três anos e não recebi nada."
Nas redes sociais, Cabral e Paes também foram alvo de críticas por causa do acidente. "Quero saber quando Sérgio Cabral, Eduardo Paes e empresas vão ser julgad@s em seus crimes. Vide adutora que estourou hoje em Campo Grande", disse Conrado Werneck no Twitter.
Fonte: Estadão e Veja.com.br
 
Num surto de humildade, Cabral, afetado pelo Papa, utilizou entrevista coletiva para anunciar retrocesso em diversas decisões, anunciou que não pretende mais demolir o parque aquático Júlio Delamare e limitações no uso dos helicópteros.
Sou cristão, e nunca fiz uso da religiosidade para a vida pública. Jamais farei. Mas me tocou muito a vinda do Papa, como governador e como ser humano. Fui reeleito governador, o mais votado da história do Rio, e certamente, estava precisando muito de muita dose de humildade. Isso faz parte do processo. Jamais terei vergonha de reconhecer autocríticas e erros”, afirmou o governador. 
Dei uma resposta mal dada no dia seguinte à matéria, foi uma resposta horrível. Na boa mesmo, foi uma resposta horrível. De fato, os outros governadores de outros Estados utilizavam. O fato é que aqui me cobraram corretamente, e tem que ter um protocolo de uso. É o que nós vamos fazer. Peço desculpas pela minha primeira resposta.”
Na porta de casa, tenho crianças pequenas. O Sérgio Cabral político é uma coisa. Mas ali, é meu filho de seis anos, é meu filho de 11 anos. É um apelo de pai mesmo. Aqui no Palácio, a manifestação é do jogo democrático. Faço um apelo do coração, como pai. É situação difícil falar da família. Não me pergunta muito sobre isso, que me emociono”, disse.
Fonte: Noticia
 
Bem, não preciso me aprofundar muito em comentários sobre Sergio Cabral Filho, é notório que nunca deu a mínima para as reivindicações justas da sociedade. Agora, num momento delicado para sua vida pública, vem a público usando de uma suposta humildade, não esquecendo de comentar sua histórica votação para governador do Estado do Rio de Janeiro. Jogou na cara do povo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 






terça-feira, 30 de julho de 2013

‘Eles estão de brincadeira’, um texto de Marco Antonio Villa

23/07/2013

No já histórico junho de 2013, as ruas foram ocupadas pelos cidadãos. Foi um grito contra tudo que está aí. Contra os corruptos, contra os gastos abusivos da Copa do Mundo, contra a impunidade, contra a péssima gestão dos serviços públicos, contra a violência, contra os partidos políticos.
Dois poderes acabaram concentrando a indignação popular: o Executivo e o Legislativo. Contudo, o Judiciário deve ser acrescido às vinhas da ira.

Neste mesmo espaço, em 13 de dezembro de 2011, escrevi um artigo (“Triste Judiciário“) tratando do Superior Tribunal de Justiça, o autointitulado tribunal da cidadania.

Um ano e meio depois resolvi consultar o site do tribunal para ver se tinha ocorrido alguma modificação nas mazelas que apontei. Para minha surpresa, tudo continua absolutamente igual ou, em alguns casos, pior.

Busquei inicialmente o número de cargos. Vi uma boa notícia. Eram 2.741 em 2012 e em 2013 tinha diminuído para…. 2.740. Um funcionário a menos pode não ser nada, mas já é um avanço para os padrões brasileiros. Porém, ao consultar as funções de confiança, observei que nos mesmos anos tinham saltado de 1.448 para 1.517.

Fui pesquisar a folha dos funcionários terceirizados. São 98 páginas. Mais de 1.550 funcionários! E tem de tudo um pouco. São 33 garçons e 56 copeiras. Afinal, suas excelências têm um trabalho desgastante e precisam repor as energias. No STJ ninguém gosta de escadas. É a mais pura verdade. São 34 ascensoristas: haja elevadores! Só de vigilantes ─ terceirizados, registre-se ─ são 264. Por ironia, a empresa contratada chama-se Esparta. E se somarmos os terceirizados mais os efetivos, teremos muito mais dos que os 300 espartanos que acompanharam Leônidas até as Termópilas, longe, evidentemente, de comparar suas excelências com o heroísmo dos lacedemônios.

Resolvi consultar a folha de pagamentos de junho. Fiquei só na letra A. Não por preguiça. É que preciso trabalhar para pagar os impostos que sustentam os salários das suas excelências.
Será que o tribunal foi isento da aplicação do teto constitucional? Dos cinco ministros que abrem a lista, todos recebem salários acima do que é permitido legalmente.

Vamos aos números: Antonio Carlos Ferreira recebeu R$ 59.006,92; Antonio Herman de Vasconcelos e Benjamin, R$ 36.251,77; Ari Pargendler, R$ 39.251,77; Arnaldo Esteves Lima, R$ 39.183,96; e Assusete Dumont Reis Magalhães, R$ 39.183,96. Da lista completa dos ministros, a bem da verdade, o recordista em junho é José de Castro Meira com o módico salário de R$ 63.520,10. Os ministros aposentados também recebem acima do teto. Paulo Medina, que foi aposentado em meio a acusações gravíssimas, recebeu R$ 29.472,49.

O STJ revogou o artigo 5º da Constituição? Ou alterou a redação para: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, exceto os ministros do STJ”?

O tribunal é pródigo, com o nosso dinheiro, claro. Através do que chama de aviso de desfazimento, faz doações. Só em 2013 foram doados dezenas de veículos supostamente em estado “antieconômico.” Assim como refrigeradores, mobiliário, televisores e material de informática. É o STJ da felicidade. Também, numerário não falta. Para 2013 o orçamento é de 1 bilhão de reais. E estamos falando apenas de um tribunal. Só para pagamento de pessoal e de encargos sociais estão alocados 700 milhões. Sempre pródiga, a direção do STJ reservou para a contribuição patronal da seguridade social dos seus servidores a módica quantia de 100 milhões (mais que necessário, pois há servidores inativos recebendo R$ 28.000,00, e pensionistas com R$ 35.000,00).

O tribunal tem 166 veículos (dos quais 20 são ônibus). Por que tantos veículos? São necessários para o trabalho dos ministros? Os gastos nababescos são uma triste característica do STJ. Só de auxílio-alimentação serão destinados R$ 24.360.000,00; para assistência médica aos ministros e servidores foram previstos R$ 75.797.360,00; e à assistência pré-escolar foram alocados R$ 4.604.688,00. À simples implantação de um sistema de informação jurisdicional foi destinada a fabulosa quantia de R$ 22.054.920,00. E, suprema ironia, para comunicação e divulgação institucional, o STJ vai destinar este ano R$ 14.540.000,00.

A máquina do tribunal tem de funcionar. E comprar. Em um edital (e só consultei os meses de junho e julho) foram adquiridos 1.224 copos. Noutro, por R$ 11.489,00, foi contratada uma empresa de eventos musicais. Estranhamente foram adquiridos 180 blocos para receituário médico, 50 blocos para ficha odontológica e 60 pacotes ─ cada um com 100 unidades ─ de papel grau cirúrgico (é um tribunal ou um hospital?).

É difícil entender a aquisição de 115 luminárias de uma só vez, a menos que o prédio do tribunal estivesse às escuras. Pensando na limpeza dos veículos foram adquiridas em julho 70 latas de cera para polimento. Tapetes personalizados (o que é um tapete personalizado?) custaram R$ 10.715,00 e de uma vez compraram 31 estiletes.

Não entendi, sinceramente, a razão de adquirir 3.360 frascos de 1.000 ml cada de álcool. E o cronômetro digital a R$ 1.690,00? Mas, como ninguém é de ferro, foi contratada para prestar serviço ao STJ a International Stress Manegement Association.

Mas, leitor, fique tranquilo. O STJ tem “gestão estratégica”. De acordo com o site, o tribunal “concentra esforços na otimização dos processos de trabalho e na gestão da qualidade, como práticas voltadas à melhoria da performance institucional e consequentemente satisfação da sociedade”.

Satisfação da sociedade? Estão de brincadeira.

Fonte: abril
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Marco Antonio Villa é um historiador brasileiro. Ele possui mestrado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1989) e doutorado em História Social pela USP (1993). Atualmente é professor da Universidade Federal de São Carlos.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

(NR-10 ELETRICIDADE) ENGENHEIRO SST COMENTA ACIDENTE COM DESCARGA DE 13 MIL VOLTS


Neste post, reproduzimos notícia da CNI sobre um acidente de trabalho que foi parar no TST onde houve condenação da empresa. Em seguida, uma entrevista com o Eng Mecânico e de Segurança do Trabalho, Amaro Walter, Coordenador da Seção Hardware da Revista NRFACIL.
 
 DECISÃO DO TST
O TST (Tribunal Superior do Trabalho) manteve uma decisão que condena uma cervejaria a pagar pensão mensal a um funcionário que ficou parcialmente incapacitado para o trabalho após ser vítima de uma descarga elétrica. Para a Justiça, o fato de o empregado ter conseguido retornar ao trabalho após o acidente não altera o dever da empresa de reparar os danos sofridos, uma vez que houve a redução de sua capacidade.

Descarga de 13 mil volts
 
 
O acidente aconteceu quando o mecânico de manutenção foi convocado para ajudar a consertar o painel de controle de eletricidade, cuja falha tinha deixado metade da unidade da empresa em Jacareí (SP) sem energia. Ao iniciar a desmontagem do equipamento, o funcionário encostou a cabeça no transformador e recebeu uma descarga de 13 mil volts, que queimou 48% de seu corpo. Além disso, o impacto lançou-o a alguns metros, causando um corte no rosto.

Funcionário pediu indenização até completar 65 anos
Para o trabalhador, contribuíram para o acidente a omissão, negligência e imprudência da empresa em não observar as condições legais de segurança, informar os riscos da atividade, nem assegurar que as instalações elétricas estivessem desligadas. Em reclamação trabalhista, ele pediu uma indenização correspondente ao salário recebido desde a data do acidente até completar 65 anos. A empresa foi condenada a pagar pensão mensal de 10% do valor do salário.

Empresa alegou que culpa foi exclusiva do trabalhador
A empresa tentou recorrer ao TST, afirmando que a culpa do acidente foi exclusiva do trabalhador. O Tribunal manteve a condenação indicando que a empresa não zelou pela segurança do empregado.

                                                                  ENTREVISTA

ENG MECÂNICO E DE SEGURANÇA AMARO WALTER
(Coordenador da Seção Hardware da Revista NRFACIL)

NRFACIL – Eng Amaro, quais os aspectos técnicos que ensejaram o acidente?

ENG AMARO – O acidente foi descrito como tendo ido, o trabalhador de manutenção mecânica, a uma área energizada, sem o devido cumprimento da Norma de Segurança para trabalhos em eletricidade (NR-10), conforme relato do próprio trabalhador.
Pela descrição do acidente, o trabalhador encosta a cabeça em um TRAFO recebe uma descarga de 13.000 volts que o joga longe. É assim mesmo que as coisas ocorrem com eletricidade. Nas baixas tensões, a corrente elétrica “agarra” a pessoa, fazendo-a ficar presa à fonte energizada, ou seja, sua musculatura se contrai fechando os dedos, por exemplo. Nas Altas Tensões dá-se o inverso. A pessoa é jogada longe. Daí o aumento do risco nos trabalhos em altura.

NRFACIL – E como a legislação estabelece regras para a situação?

ENG AMARO – A Norma estabelece regras de segurança para manutenção com equipamentos energizados e sem energia. A Norma oferece toda espécie de prevenção, inclusive quando é impossível o desligamento por estar a rede alimentando outros locais, a segregação (seccionamento) de um trecho da rede, onde se encontra o problema a ser corrigido, com by pass da energia e aterramento do trecho a corrigir. Assim é possível efetuar os devidos reparos, sem que alguém seja exposto a uma descarga elétrica.
Observe o que diz a NR-10:



Em 10.2.8.2 diz que “as medidas de proteção coletiva compreendem, prioritariamente, a desenergização elétrica conforme estabelecido nesta NR e, na sua impossibilidade, o emprego de tensão de segurança” (por exemplo, o relatado acima).

Diz mais ainda a NR (10.8.2.1), que na impossibilidade de atender 10.2.8.2, devem ser usadas outras medidas tais como: isolação de partes vivas, obstáculos, barreiras, sinalização, sistema de seccionamento automático de alimentação, bloqueio do religamento automático.

Mesmo que o trabalhador que intervenha em instalação elétrica energizada com alta tensão, atenda ao disposto no item 10.8 da norma, que é o treinamento, e no caso teria que ser por profissional habilitado, os cuidados com a segregação, anteparos, aterramentos, etc., previstos em norma, deverão ser obedecidos.

NRFACIL – Algum outro detalhe a acrescentar?

ENG AMARO – Por ser o trabalhador de outra área (mecânica), mesmo tendo recebido capacitação por responsável habilitado e autorizado como prevê a Norma, deveria estar trabalhando sob a responsabilidade desse mesmo profissional, e de uma Supervisão dos Trabalhos, também previsto em Norma.

NRFACIL – Afirmou-se que haveria culpa do trabalhador. O que o Sr. acrescentaria a esse respeito?

ENG AMARO – A Empresa não deve simplesmente afirmar que a culpa é do trabalhador. Deveria provar através de documentação do Treinamento do Trabalhador, do Plano de Emergência exigido pela Norma para trabalhos emergenciais, pelo relatório da Supervisão explicando quais as Proteções Coletivas adotadas em atendimento à NR-10, etc.Evidentemente que, quem procedeu sem os devidos cuidados, deve pagar pelas consequências. Como se diz no Direito: “quem dorme, não pode ser socorrido pela lei”.

Amaro Walter é Engenheiro Mecânico e Engenheiro de Segurança do Trabalho
Coordenador da Seção Hardware do NRFACIL (veja outros artigos do autor na Revista NRFACIL

O Estado é Laico, mas havemos de ter respeito.


O Estado é Laico, não interfere no sentimento religioso das pessoas. Mas ações que visem ofender, desrespeitar e vilipendiar são previstos em Código Penal.

Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:

Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.

Nos eventos na Cidade do Rio de Janeiro, principalmente no carnaval, as pessoas pegas fazendo suas necessidades fisiológicas em local público são conduzidas à Delegacia Policial sob acusação de ato obsceno.
 
Ato obsceno
Art. 233. Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.


Então, via de regra, as pessoas que extrapolaram seu Direito de se manifestar na “marcha das vadias” deveriam ser reprimidas pelo Estado, encaminhadas a Delegacia Policial para que respondessem por seus atos.


Cada um tem assegurado seu Direito de se manifestar, desde que não frustre outra reunião.
Inciso XVI do art. 5º da Constituição, que trata do direito de reunião, e que está no time dos incisos mais cobrados em concursos. É a seguinte a sua redação:

“XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.”


A “marcha das vadias” expôs suas reivindicações diante de um público atento a visita do Papa Francisco e, como se não bastasse, com corpos nus e rostos cobertos, encenaram cenas de masturbação com símbolos religiosos e quebrando imagens em total afronta ao público presente.
 
As cenas foram públicas em vários meios de comunicação e por si só bastaria a ação do Ministério Público para que cumprisse seu Poder/Dever em abrir investigação para identificar e denunciar os acusados. Por que não o fazem?
 
           Nessa imagem, uma mulher com um CRUCIFIXO o penetra no ANUS de um homem.


domingo, 28 de julho de 2013

ENTENDA POR QUE NÃO EXISTE A TECLA "NULO" NAS URNAS!!!

CONCORDO COM A SEGUINTE CONDIÇÃO:
Se depender das "caixas" eletrônicas eleitorais hoje usadas, nós nunca vamos chegar aos 51%. Este nosso "moderníssimo" e rápido sistema de votação já foi condenado nos Estados Unidos. Para se ter uma confirmação dos votos, torna-se necessário que a "caixa" de votação confirme o seu voto por escrito . Esta confirmação escrita será depositada pelo eleitor em uma urna para que, em caso de suspeita, haja uma recontagem. Desta forma, a eleição não ficará dependente de urnas eletrônicas vulneráveis a manipulações que nunca vamos descobrir.
 
 
Se voce ficar na dúvida na hora de votar por absoluta falta de alguem que julgue merecedor do seu voto e quiser anular o seu voto, saiba como fazer a fim de que ele, mesmo assim,  sirva para alguma coisa.  Anular por anular penso não ser a melhor opção mas, como nos encontramos com absoluta falta de líderes de expressão, saber quem é merecedor está muito difícil.  Se voce encontrou o seu representante considere-se um felizardo e vote nele com confiança.  Mas, para quem não encontrou...  voce decide.Boa sorte nas suas escolhas.
  
Olha só quanta coisa a gente não sabe...
 
 
ENTENDA POR QUE NÃO EXISTE A TECLA NULO NA URNAS!!!
 
 
Vamos divulgar para todos os nossos contatos, vamos dar uma limpeza neste país e deixar que nossos filhos e netos tenham uma vida melhor que a nossa, livres desses bandidos, mentirosos e debochados.
 
VOTO NULO = 000 + TECLA VERDE
 
Uma informação boa!!!!!!! Tá esperando o que?
Você sabe como eliminar 90% dos políticos corruptos em uma única vez? Isso mesmo, em uma única vez... Preste muita atenção:
 
Você sabe para que serve o VOTO NULO?
  
Imagine uma eleição qualquer, onde os candidatos sejam: Lula, PauloMaluf, José Dirceu, Marcos Valério, Delúbio Soares, Roberto Jefferson, Jaques Wagner, João Henrique Carneiro, Joaquim Roriz... Entre outros. Campanha vai e campanha vem, você se acha na obrigação de escolher uma dessas figuras (o tal do "menos ruim") e com isso acaba afundando mais o nosso país!!! Mas, aí você diz: "Nesse caso, não temos saída"! Engano seu!
 
O QUE VOCÊ NÃO SABE É QUE SE UMA ELEIÇÃO FOR GANHA POR "VOTOS NULOS" É OBRIGATÓRIO HAVER NOVA ELEIÇÃO COM CANDIDATOS DIFERENTES DAQUELES QUE PARTICIPARAM DA PRIMEIRA!!!
 
Ainda não entendeu?
Se, no exemplo de eleição acima, você e todo mundo votasse nulo, seria obrigatório haver uma NOVA ELEIÇÃO e esses pilantras não poderiam concorrer ao mesmo cargo político pelo menos por mais 4 anos! Isso, imagino que (como eu) você ainda não sabia, né?
 
Agora você entendeu por que isso nunca foi divulgado?
Acha que é mentira?
Ligue para o Superior Tribunal Eleitoral... Ligue para OAB... Aproveite e ligue também para a Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, O Diário Catarinense, O Estado do Paraná, A Gazeta do Povo... e todas as revistas e jornais importantes desse país, e então lhes pergunte por que isso nunca foi divulgado.
 
Segundo a legislação brasileira, se a eleição tiver 51% de votos nulos, o pleito é ANULADO e novas eleições têm que ser convocadas imediatamente; e os candidatos concorrentes são IMPOSSIBILITADOS DE CONCORRER NESTA NOVA ELEIÇÃO!!!
 
É disso que o Brasil precisa: um susto nessa gente! Esta campanha vale a pena!
N U L O neles!!!
 
DIVULGUEM PELO MENOS PARA QUE AS PESSOAS SAIBAM...
 
Já aconteceu, como na publicação abaixo.

Duas cidades paulistas devem voltar às urnas. O total de votos válidos não atingiu 50% nos municípios de Rosana e Ribeirão Branco. Nestes casos, a lei prevê a realização de uma nova eleição nas cidades, conforme informa o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. Em Rosana, o candidato Dr. Alvaro (PSDB) seria eleito prefeito com 85% dos votos válidos se a eleição fosse validada. O tucano recebeu o apoio de 3.621 pessoas, do total de 17.493 eleitores da cidade. Entretanto, os votos nulos somaram 67,51%, um montante de 9.113. O candidato Agenor da Farmácia (PSDC) foi o segundo, com 524 votos (12,31%). Em Ribeirão Branco, a situação se repetiu com Sandro Sala (PT), que recebeu 4.551 votos. Mas o petista foi superado pelos votos nulos, que chegaram a 56,4% do total. A cidade tem 13.277 eleitores.
Fonte: TERRA
    

Estou mais Cristão? Sua simples presença me emocionou


Não sou de ir à igreja, nem de pregar o amor, sou só um ser vivente entre este tumulto do dia a dia. Procuro fazer o bem e sobreviver. Creio que mesmo distante dele, só acompanhando pela televisão e diversos meios de comunicação, fui imantado com sua simplicidade e sua mensagem. Nenhum de nós é mais o mesmo depois de sua visita, há muito que refletir.
De inicio fiquei preocupado, preocupado com os políticos que dele se aproximaram com o intuito de se promover. Foram delicadamente afastados por suas mensagens, que propagavam o bem comum, que devemos abominar a corrupção.


“Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram seu próprio benefício”.

É meu querido Papa, sua presença acendeu em nós a luz da esperança. Mais que qualquer manifestação mostrou que todos vêm a índole dos políticos brasileiros.

                                                  
A colunista da BandNews FM Dora Kramer avalia que, com seu estilo despojado, o papa Francisco deixa uma mensagem à ostentação do meio político. Ela avalia que o episódio em que o pontífice ficou preso em um engarrafamento, logo na chegada ao Rio de Janeiro, acabou o aproximando ainda mais do público.
A gente pode afirmar com segurança que, hoje, quase ou nenhum político ou autoridade pode se arriscar a fazer (o mesmo que o papa), sem levar um desaforo como troco”, diz Dora.

“Aquilo que, em princípio, foi meio apreensivo, acabou permitindo que a gente visse que, quando há uma relação de confiança entre representante e representados, o temor perde a razão de existir”, completa a colunista.


Dora Kramer

“Espero que, no final da Jornada, a consequência seja uma confusão. Quero agito nas dioceses, que vocês saiam às ruas. Vamos nos defender do comodismo, do clericalismo, de ficarmos fechados em nós mesmos. A Igreja não pode converter-se numa ONG”.

Não tenho religião definida, mas certamente me encantei com o Papa.

O Papa não é mais “pop”, é o Líder que a Igreja precisava.


Mordomias como os políticos gostam


Na década de 1980, um político eleito pelo voto popular recebia um salário equivalente ao de um engenheiro, dispunha de três ou quatro assessores e recebia uma pequena ajuda de custo para pagar as contas do gabinete.

Pegar carona em aviões da FAB só em missões oficiais; mais regalia só paga pelo próprio bolso.
Assim, um integrante do Congresso Nacional custava ao erário, incluídos aí seus vencimentos, 25 mil cruzeiros, o equivalente a 33 salários mínimos ou US$ 2 mil. Já não era pouco para a época.

De lá para a cá, as mordomias só aumentaram. Hoje um parlamentar recebe, entre benefícios e salários, quase R$ 140 mil mensais, o que corresponde a 203 salários mínimos ou US$ 62 mil. A revista Isto é que circulou no fim-de-semana trata bem desse mau assunto, em texto da jornalista Josie Jerônimo.

* Em 1997, os deputados aproveitaram a brecha na lei e oficializaram a figura do secretário parlamentar. Sem vínculo com o departamento de recursos humanos da Câmara, os deputados passaram a contratar até 25 pessoas para prestar serviços ao gabinete. Para fazer as nomeações, eles contam hoje com R$ 78 mil mensais para distribuir em salários.

* Em 2001, os parlamentares ganharam orçamento próprio para administrar – a chamada verba indenizatória. O benefício começou com uma caixinha de R$ 7 mil para pagar despesas de escritório, apesar de Câmara e Senado já fornecerem o básico de infraestrutura de trabalho. O valor foi crescendo e, quando estava em R$ 15 mil, o Congresso decidiu reunir, em 2009, todos os benefícios, no chamado "cotão", que chega hoje a R$ 38 mil mensais. É a verdadeira Bolsa Parlamentar.

* O auxílio-moradia concedido hoje aos parlamentares também foi ficando mais generoso. O ato nº 15/1979, editado pela Mesa da Câmara, era taxativo: "O auxílio-moradia constitui complementação equivalente a diárias simples em hotéis classificados três-estrelas". Considerando esse padrão, um contrato mensal num hotel três-estrelas hoje sairia, em média, por R$ 2 mil. Mas o auxílio-moradia pago hoje aos parlamentares é quase o dobro: R$ 3,8 mil.

* O subsídio é concedido àqueles que não são agraciados com apartamentos funcionais. Esses imóveis, que eram simples e austeros há 30 anos, hoje são moradias de luxo, equipados com hidromassagem e mobiliados nas principais grifes de arquitetura da capital. A Câmara investiu R$ 600 mil em cada uma das 432 unidades de 240 metros quadrados. Manter cada apartamento custa à mesma Câmara R$ 2,2 mil mensais, incluindo lavanderia para higienização de cortinas e jardinagem da área externa.

* Até a década de 80, os deputados ganhavam apenas quatro passagens, ida e volta, de março a dezembro, no decorrer do ano legislativo. Durante o período de recesso, outras duas "pernas" com destino limitado à capital de origem do parlamentar a Brasília. Atualmente, um deputado de Roraima, por exemplo, dispõe de R$ 23 mil para gastar com passagem. Um parlamentar de São Paulo, de R$ 12 mil.

* Os salários também cresceram na mesma proporção. Com a prerrogativa de definir os próprios aumentos, os parlamentares criaram índices econômicos próprios, à revelia da inflação oficial. Em 1986, por exemplo, o subsídio fixo de um deputado correspondia a 15 salários mínimos. Dez anos depois, o salário parlamentar era 26 vezes maior do que o piso pago ao trabalhador brasileiro. Mas foi uma ousada manobra, feita no ano de 2010, que ampliou ainda mais os rendimentos dos deputados e senadores. Os parlamentares se autoconcederam reajuste de 60%, equiparando os vencimentos ao teto do STF à época, e passaram a custar ao erário 39 salários mínimos.

Pressionado pela opinião pública, o Congresso foi obrigado recentemente a reduzir algumas regalias que causavam escândalo. No ano passado, os indignos 14º e 15º salários foram derrubados. Contudo, essas medidas consideradas "de austeridade" por suas excelências foram apenas uma maneira de ludibriar os eleitores. Assim que os dois subsídios acabaram, os parlamentares correram para aumentar os valores do auxílio-moradia e determinar que os ressarcimentos com despesa médica não terão limites de valores.

Em síntese, ficou tudo na mesma.



Fonte: Espaço Vital

Aquém da imaginação


28 de julho de 2013
DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo

O papa Francisco e os jovens - os hóspedes - saíram-se muito bem. Já o poder público - o hospedeiro - saiu-se muitíssimo mal da Jornada Mundial da Juventude que, durante uma semana, expôs em detalhes as deficiências que marcam uma grande distância entre a fantasia de querer e a capacidade do País de fazer grandes eventos.

Como ficou demonstrado, "imagina na Copa" não é apenas um bordão travesso ou mera abstração do contra. É produto da confrontação diária de que a má qualidade dos serviços prestados aos brasileiros não corresponde à pretensão de ofertá-los em larga escala a multidões de visitantes.

Engarrafamento, falha de planejamento, falta de transporte, filas imensas nos pontos de ônibus sempre insuficientes, caos nas estações do metrô, nada a que os locais não estejam acostumados.

Da mesma forma estamos familiarizados com a desculpa de que "nessa época do ano choveu além do previsto", apresentada pela prefeitura do Rio ante a impossibilidade de se realizar a vigília de oração e a missa de despedida do papa no lodaçal em que se transformou o campo preparado (?) em Guaratiba, na zona oeste da cidade.

Os moradores dessa e de outras regiões - não só do Rio, aqui uma espécie de maquete dos enguiços existentes Brasil afora - estão habituados a sofrer os efeitos das chuvas tidas por nossas autoridades como ocorrências imprevisíveis. As pessoas morrem, perdem suas casas, ficam desamparadas e é sempre a mesma coisa: culpa da abundância inesperada de São Pedro.

Os transtornos da Jornada funcionaram como um resumo de repercussão amplificada do grito dos cidadãos que foram às ruas. Também daqueles que, nas pesquisas, registram concordância com as manifestações deflagradas pela saudável ousadia da juventude imune aos efeitos da anestesia de um falso Brasil reinventado na imaginação (para não dizer manipulação) do ex-presidente Luiz Inácio da Silva.

No embalo dessa fabulação, deixou-se de lado o ensinamento do velho dito: "Quem não tem competência não se estabelece". Várias das reclamações que se viram nas placas de junho estavam retratadas nos desacertos da Jornada de julho, em logística e duração incomparável com a Copa do Mundo e a Olimpíada.

O enredo criado por Lula quando dos espetáculos promovidos para celebrar a escolha do Brasil como sede dos dois certames não combina com os fatos. Não resistiu ao primeiro teste da realidade de falta de estrutura, disciplina, seriedade, realismo e responsabilidade para fazer frente ao tamanho do compromisso assumido.

O ensaio na primeira viagem internacional de Francisco cobre de descrédito o País, que saiu da Jornada menor do que entrou. O papa, generosamente bem humorado, pediu desculpas ao prefeito pela "bagunça" que estava fazendo na cidade, quando eram os anfitriões os responsáveis pela série de confusões.

No início, temia-se que a repetição dos protestos e atos de vandalismo tumultuasse o ambiente. No fim, o que tumultuou foi justamente a inépcia do poder público, alvo das manifestações cuja motivação ficou patente. Ao mesmo tempo, comprovou-se a razão pela qual as autoridades não souberam dar aos manifestantes uma resposta à altura.

A despeito da improvisação, a festa que hoje se encerra foi bonita. Pelo conteúdo de espiritualidade que estimula positivamente e cria uma atmosfera de boa vontade, bem entendido. A mesma condescendência, porém, não haverá quando do campeonato de futebol e dos Jogos Olímpicos.

Se o mundo deu agora um mau (e merecido) testemunho a respeito da ineficácia da organização, não é nem de se imaginar, mas de se constatar previamente, a dimensão do vexame que se avizinha no horizonte.

sábado, 27 de julho de 2013

4 dedinhos de prosa sobre a Petrobras


Uma visão Contábil-Econômica e sobre o seu futuro.

Dedinho de Prosa 1
Você lembra, há sete anos atrás, nosso então presidente afirmando que, pela primeira vez na historia desse país, o Brasil alcançou a autossuficiência na produção de petróleo ?
Eu lembro.
E qual é a verdade passados 7 anos ?
A verdade é que a Petrobras tem produzido cada vez menos, mesmo encontrando cada vez mais jazidas.
Só em 2012 o Brasil importou R$ 15 bilhões em derivados de petróleo.
Nesses mesmos 7 anos a balança comercial do petróleo e derivados apresentou um déficit superior a R$ 57 bilhões. Para se ter uma ideia, esse número é maior do que os R$ 50 bilhões que o governo pretende investir esse ano em Infraestrutura.
Em 2012 a produção da Petrobras caiu 2%.
Começamos 2013 pior ainda: A produção de janeiro caiu 3,3% e fevereiro recuou 2,25%.
A Petrobras está “crescendo” que nem rabo de cavalo: pra baixo.
 
Dedinho de Prosa 2
Você lembra que a primeira coisa que o presidente Lula fez (depois de ter tomado um Romanée Conti) foi cancelar as compras das plataformas para a Petrobras que o antigo presidente tinha feito, pois era um absurdo comprar coisas do estrangeiro sendo que nossa indústria naval esta sendo sucateada?
Eu lembro.
E qual a verdade passados 10 anos?
A verdade é terrível e passa pelo que esse governo aprendeu a fazer (não sei como):
Maquiagem de balanço. Esse governo atual levou a Petrobras ao limite máximo, e perigoso, de endividamento, ou seja quase 3 vezes a sua geração de resultados.
Assim, decidiram não mais endividá-la, contabilmente, e como cada plataforma custa R$ 3 bilhões cancelaram as compras nacionais, levando o SINAVAL  Sindicado Naval – a denunciar a perda constante de postos de trabalhos.
E como estão fazendo?
Simples!! Em vez de comprar, alugam. Assim, a contabilização é em despesa e não em passivo a pagar.
Mas quanto fica esse aluguel? Mais barato que comprar?
Em 2011 a Petrobras gastou R$ 4 bilhões em locação. Em 2012, R$ 6 bilhões.
Mas pelo menos contratou-se empresas brasileiras?
Todas as locações de plataformas são de empresas estrangeiras. Na realidade não sei se isso é maquiagem do balanço ou maquiagem do destino final do dinheiro.
 
Dedinho de Prosa 3Você lembra que o PT, para ganhar as eleições, diz o tempo todo que é contrario
às privatizações? E que exemplo de gestão pública é o caso da Petrobras?
Eu lembro.
E qual é a verdade.
A resposta já seria fácil só pela simples leitura do acima. Mas deixem-me
prosear mais um causo.
Em 2006 uma empresa belga comprou uma falida refinaria no Texas por
US$ 42 milhões. Poucos meses depois essa empresa vendeu essa refinaria
por
US$ 1,2 bilhão. Adivinhe quem foi o felizardo comprador?
Isso mesmo, a nossa Petrobras.

Passado pouco tempo, acredite, a Petrobras verificou que tinha feito um mal
negócio e resolveu vender tal refinaria. Mandou avaliar. Foi avaliada por menos
de
US$ 100 milhões. Colocou a venda. O Tribunal de Contas da União resolveu
investigar essas estranhas negociações que gerariam um prejuízo de mais de
US$ 1 bilhão. A Petrobras suspendeu imediatamente a venda. Só no balanço
do ano passado consta mais de R$ 450 milhões de despesas com essa
estupenda refinaria.
Mas isso são negócios no exterior. Como são os negócios da Petrobras
no Brasil? São rentáveis?
Mais ou menos.
O antecessor da Dilma, aquele aposentado por invalidez (lembra, aquele que
não tinha um dedo), selou um acordo com outro ex-presidente, grande estadista,
o Chávez (infelizmente esse já morreu), para construção da Refinaria Abreu e Lima,
em Pernambuco, terra natal do vivente. Os dois calcularam, na ponta do lápis, o
desembolso da Petrobras nessa Parceria: R$ 5 bilhões.
Qual a realidade atual?
O último relatório da Petrobras aponta um custo até hoje de R$ 35 bilhões.
Mais duas prosinhas:
Nas vésperas de eleições o nosso nordestino presidente lançou a construção
de duas Refinarias Premiuns. Onde? Uma no Maranhão e outra no Ceará.
E como estão? Projetos suspensos. Por que? Agora constatou-se que não há
certeza da rentabilidade na operação dessas refinarias.
Vendo tudo isso, me rebelo: Deus foi injusto em levar o Chávez.
 
Dedinho de Prosa 4
Você lembra da cena daqueles 4 dedinhos sujos de petróleo? Aquele nosso ex-presidente em cima de uma plataforma sujando a mão no óleo (acho que foi a única vez na vida) para convencer os trabalhadores a retirarem o dinheiro do FGTS e investirem na Petrobras?
Eu lembro.
E o que aconteceu?
Os trabalhadores perderam 50% do patrimônio que retiraram do FGTS.
Mas como isso aconteceu?
O Mercado Financeiro, que não é controlado ou subornado por ninguém, começou perceber que empresa é de fato a Petrobras e sua avaliação não para de cair.
O Mercado, e os investidores, perceberam que a empresa está sendo manipulada com intuitos puramente políticos, ou como “cabides de empregos ou para mascarar a inflação, não reajustando seus preços a parâmetros internacionais.
 
Pior ainda.
A Petrobras ajuda nosso país vizinho, a Argentina, a aprimorar essa prática de mascarar a inflação.
Como assim?
Simples: na Argentina a gasolina é vendida nos postos a aproximadamente o equivalente a R$ 0,98 o litro (aqui você sabe que pagamos em média R$ 2,80).
Como consegue isso?
A Petrobras exportou, durante anos, para a Argentina gasolina a R$ 0,65.
Detalhe: exporta gasolina limpa, sem misturas com álcool ou outros aditivos.
É por essas, e outras, que a Petrobras é uma amostra do que acontece na administração total do nosso país, inclusive levando o Brasil a registrar um déficit na balança comercial, no primeiro trimestre de 2013, de US$ 5,1 bi, algo que não acontecia há 12 anos.
Esse ano a Petrobras completará 60 anos. Teve como seu slogan mais forte:
O Petróleo é Nosso.
A pergunta atual é: e o dinheiro vai pra quem?
 
Dedinho de Prosa 5 
Pérai – estará dizendo meu infortunado leitor – o título preconiza 4 dedinhos de prosa e você chegou no 5 !!!
Pois é. Eu tenho 5 dedos em cada mão. Eu trabalho honestamente e não estou aposentado. E não poderia deixar de relatar minha visão sobre o futuro da Petrobras, sua atual direção e o pré-sal.
Atualmente a Petrobras e presidida por Graça Foster. Nasceu no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, começou a trabalhar com 21 anos como estagiária na Petrobras, formou-se em engenharia na Universidade Fluminense, foi promovida para engenheira de perfuração e hoje é presidente da Petrobras. Ah, quase esqueci o mais importante, de 2003 a 2005 acumulou também a função de secretária da Dilma.
Com essa vasta experiência acadêmica, profissional, internacional e de gestão, a Graça fechou o balanço da Petrobras de 2012 apresentando um Passivo a Pagar de R$ 332,3 bilhões, tendo apenas como Ativo Realizável R$ 118,1 bilhões. Ou seja, a Petrobras deve 3 vezes o que tem em caixa. Apresentou também em 2012 o menor lucro dos últimos 8 anos, R$ 20,9 bilhões, embora a receita bruta cresça em torno de 20% ao ano.
Diante desse cenário, a Graça resolveu “gerar” dinheiro, pois serão necessários para o pré-sal R$ 237 bilhões até 2016.
Tanto investimento no pré-sal, mas ele dará retorno?
Ninguém sabe.
Veja:
De 1980 a 2004, o barril de petróleo era negociado a US$ 40.
De 2004 a 2009 a US$ 70 e hoje na casa do US$ 90.
Mas essa cotação esta caindo pois as reservas mundiais de petróleo estão abarrotadas. Os EUA estão com o dobro da capacidade estocada. A tendência é de queda. Cada vez mais se descobrem, e são adotadas, novas alternativas energéticas.
Ai que mora o problema.
O petróleo do pré-sal custa em torno de US$ 50 a 70 para ser extraído. E se o preço internacional cair abaixo disso? Gastaremos mais para vender por menos? E as outras soluções energéticas que estão chegando?
Mas a Graça tem que dar continuidade ao projeto, tem que gerar dinheiro.
Mas como?
Vendendo os ativos da Petrobras, atitude essa como qualquer empresa em fase pré-falimentar faria. Ah, vendendo ativos não operacionais e defasados?
Não!!
Vendendo tudo que gera energia renovável, como parques eólicos, centrais hidrelétricas e termelétricas. Mas isso tem lógica? Ela decide tudo isso sozinha?
Não!!
Ela recebe ordens do Presidente do Conselho de Administração da Petrobras: Sr.Guido Mantega.
E o Mantega responde a quem?
Bem, o chefe continua em plena atividade. Nos últimos meses, de jatinho particular, ele está “ajudando” o amigo Eike Batista e seu diretor Pires Netoafastado no ano passado do Ministério dos Transportes por escândalos ligados aos mensaleiros) a vender sondas petroleiras que a OGX comprou no exterior e que não tem utilidade. E o “coitado” do Eike pediu auxilio ao companheiro pois as ações da OGX já caíram 90% esse ano.
Adivinha como vão ajudá-lo? Adivinha para quem eles estão tramando venda dessas inúteis sondas?
Petrobras.

O chefe deu mais ordens: Em agosto de 2012 a Dilma lançou o “pacote ferroviário” de R$ 91 bilhões. Teria como principal meta escoar o petróleo do pré-sal.
Advinha qual foi o principal beneficiado com as primeiras estradas de ferro?
Eike Batista.
Pior. Além de utilizarem dinheiro publico para atender uma empresa privada, fizerem um acordo chamado Modelo Ferroviário.
Sabe como funciona?
Simples:
Por esse Modelo o Eike não precisará colocar nenhum centavo para o transporte.
O governo pagará tudo. Funcionará assim: Uma empresa constrói as ferrovias; o governo compra toda a capacidade de transporte e repassa para as empresas interessadas em usar os trilhos. Se não houver demanda, ou se for parcial, o governo paga totalmente a conta.
Não é um excelente negócio?
Não para a Petrobras. Não para o Pais. E bom para……

Depois de relatar tudo isso, se você ainda estiver lendo, e eu puder dar um conselho antes das próximas eleições, ai vai:
Não compre ações da Petrobras.
 

Marco Antonio Pinto de Faria
Bacharel em Ciências Contábeis, Administrador de Empresas, Auditor, Presidente e Fundador do Grupo SKILL composto por empresas atuantes no mercado há 34 anos oferecendo serviços de Consultoria Tributária, Contabilidade e Tecnologia da Informação. Integrante do IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.
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DIA 27 DE JULHO DIA NACIONAL DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO

Como Técnico em Segurança do Trabalho devidamente habilitado e registrado no Ministério do Trabalho, não poderia deixar passar esta data sem uma postagem. O exercício desta profissão ainda me rende parte substancial em meus rendimentos por serviços eventualmente prestados, além de meus proventos como Policial Militar da Reserva Remunerada.
As ações das instituições e novas medidas prevencionistas no ambiente de trabalho, vêm colaborando com as reduções dos acidentes.  No dia 27 de julho celebramos o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. A data é símbolo da luta dos trabalhadores brasileiros por melhorias nas condições de saúde e segurança no trabalho.
No início da década de 70, a iniciativa do Banco Mundial em cortar os financiamentos para o Brasil, caso o quadro de acidentes de trabalho não fosse revertido, resultou na publicação das portarias nº 3236 e 3237, em 27 de julho de 1972. Segundo estimativas da época, 1,7 milhão de acidentes ocorriam anualmente e 40% dos profissionais sofriam lesões.
O então ministro do Trabalho, Júlio Barata, além de assumir as implementações das portarias, que regulamentavam a formação técnica em Segurança e Medicina no Trabalho, atualizou o artigo 164 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que discorre sobre as condições internas de uma empresa, em relação à saúde e a segurança, mas precisamente sobre a atuação e formação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).
De acordo com a Previdência Social, acidente de trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, permanente ou temporária, que causa a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho.
 
Conforme estatísticas de abril de 2009 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), segundo o site, os acidentes do trabalho são a causa da morte de dois milhões de pessoas por ano, em todo o mundo e de acordo com a Organização, esses números representam mais mortes do que as ocasionadas pelo uso de drogas e álcool juntos. Somados a esses números são registrados em média quase 270 milhões de acidentes não fatais e 160 milhões de novos casos de doenças ocupacionais.
 
O Brasil foi o primeiro país a ter um serviço obrigatório de Segurança e Medicina do Trabalho em empresas com mais de 100 funcionários. Este passo foi dado no dia 27 de julho de 1972, por iniciativa do então ministro do trabalho Júlio Barata, que publicou as portarias 3.236 e 3.237, que regulamentavam a formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho e atualizando o artigo 164 da CLT. Por isto, a data foi escolhida para ser o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho.
Era um período de fragilidade no tocante à segurança dos trabalhadores no Brasil. O número dos acidentes de trabalho era tão grande, que começaram a surgir pressões exigindo políticas de prevenção, inclusive com ameaças do Banco Mundial de retirar empréstimos do país, caso o quadro continuasse.
 
A segurança é sinônimo de qualidade e de bem-estar para os trabalhadores. Financeiramente, também é vantajoso: treinamento e infra-estrutura de segurança exigem investimentos, mas por outro lado evitam gastos com processos, indenizações e tratamentos de saúde, em casos que poderiam ter sido evitados.
 
"PREVENIR - PARA REDUZIR PERDAS HUMANAS E FINANCEIRAS"

 
Oração do Tecnico de seguranca do Trabalho
Senhor, quero te agradecer pela oportunidade de poder ajudar as pessoas através do meu trabalho. Faça de mim um instrumento de promoção da vida dos trabalhadores. Que os trabalhadores possam retornar às suas famílias no final do dia com saúde e integridade física preservada. Peço que me ilumine na orientação das pessoas que resistem a cuidar de suas próprias vidas e que todos os trabalhadores abram seus corações para escutar e assumir minhas orientações e estas sejam sempre corretas e abençoadas. Dai-me humildade para entender as resistências, dai-me perseverança para não desistir às dificuldades, dai-me palavras sábias, para que penetrem nos corações daqueles que ignoram a segurança do Trabalho.Dai-me sabedoria para analisar os acidentes, quando eles ocorrerem, e que minha mente e meu coração conduzam minhas atitudes para melhorar o processo, e não somente para buscar culpados.Dai força aos acidentados, para que eles tenham uma recuperação rápida e abençoada. Daí força às famílias dos acidentados para superarem as perdas indesejáveis. E por fim Senhor ajude-me para que com tua força e bênçãos posso ser um exemplo de Saúde e Segurança no desempenho das atividades profissionais.
Amém e assim seja.
 
 
 
 
 
 
 

A Via Crucis dos Militares do Estado do Rio de Janeiro


 
Há séculos os Militares do Estado do Rio de Janeiro percorrem sua Via Crucis, sua condenação é o próprio exercício da profissão que não é vista como a salvação e sim a degradação. Nos momentos de aflição são invocados, nos momentos de calmaria são execrados.
No que acontece no dia a dia, parece que já nasceram condenados a levar a cruz pelos pecados da sociedade.

                                                            PRIMEIRA ESTAÇÃO
condenado à morte
 
Os anos se passam e a cruz vai se tornando cada vez mais pesada, o sucesso nunca é apontado, o salvamento, a prisão do assassino, o socorro as vitimas e o parto em via pública não são importantes.
 
                                                            SEGUNDA ESTAÇÃO
                                                                    carrega a sua cruz
 
O caminho sempre foi difícil, a mercê de políticos, nunca teve Direitos respeitados. As escalas de serviço remetem à escravidão.
 
                                                          TERCEIRA ESTAÇÃO
                                                              Jesus cai pela primeira vez
 
As nossas Marias também choram pela ausência de Poder Público para com os mais necessitados.
 
                                                             QUARTA ESTAÇÃO
                                                       Jesus se encontra com sua mãe
 
Sofremos e estamos sujeitos a ataques como qualquer cidadão e, por vezes, precisamos de ajuda.
 
                                                                QUINTA ESTAÇÃO
                                                  Simão ajuda Jesus a carregar a sua cruz
 
Somos o apoio nas horas necessitadas, havemos de enxugar sua lagrimas.
 
                                                            SEXTA ESTAÇÃO
                                                     Verônica enxuga o rosto de Jesus
 
Todo dia um cai, somos muitos e nos levantamos diante da tristeza da perda. A sociedade não pode esperar. 
 
                                                             SÉTIMA ESTAÇÃO
                                                             Jesus cai pela segunda vez
 
Consolamos ao invés de sermos consolados, compreendemos sem sermos compreendidos.
 
                                                              OITAVA ESTAÇÃO
                                                  Jesus consola as mulheres de Jerusalém
 
Mais três caíram. Caíram dignamente no exercício de sua nobre missão, SALVAR vidas.
 
                                                                    NONA ESTAÇÃO
                                                             Jesus cai pela terceira vez
 
As vestes nos é despojada, a exclusão pelo simples fato de reivindicar DIGNIDADE e RESPEITO.
 
                                                                DÉCIMA ESTAÇÃO
                                                      Jesus é despojado de suas vestes

Os efeitos da justa reivindicação são visíveis, acusação e condenação sumaria.

                                                   DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO
                                                             Jesus é pregado na cruz

Morrer na Cruz é rotina diária, sem reconhecimento e, no dia seguinte esquecido.

                                                     DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO
                                                                Jesus morre na cruz

A cada queda um novo levantar, DIGNIDADE e RESPEITO devem ser conquistados.

                                                   DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO
                                                                Jesus é descido da cruz

Covardemente os sonhos foram destruídos, os Direitos continuam sendo desrespeitados.                                                    

DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO
                                                                  Jesus é sepultado

                                                       DÉCIMA QUINTA ESTAÇÃO
                                                              A ressurreição de Jesus

                          Ele não está morto, como também o sonho não acabou. Será realidade.