sábado, 31 de agosto de 2013

Sociedade à Carbonara


Entre uma garfada e outra de macarrão, os carbonários lutavam pela República.
Texto e entrevista: Larissa Rosseto

 “Segreto italiano” Parece até um truque culinário, mas a expressão cairia muito bem à sociedade secreta Carbonária. Recônditos, os seguidores reuniam-se nas “choças”, (as cabanas de carvoaria de Nápoles), para armar a defesa da liberdade do território italiano. Daí o nome carbonários. Já na França, país que divide com a Itália o protagonismo do movimento, eles eram conhecidos como “lenhadores”. O fato é que, entre uma discussão e outra, os carbonários acabaram por deixar o que talvez seja seu maior legado à História: Eles inventaram a famosa pasta com ovos, parmesão, toucinho, creme de leite e manteiga: o espaguete à Carbonara – deliciosamente saboroso e, também, um pouco pesado.

Panela de pressão
Assim como a macarronada, lutar pela liberdade naquele tempo não era nada light. No período em que atuaram, entre o fim do século XVIII e meados do XIX, a Europa era quase uma panela de pressão: chacoalhada por políticas nacionalistas e movimentos proletários a lutar pelo fim do absolutismo e pela proclamação da República – vendida como a solução definitiva para os problemas. Na Itália, os revolucionários do carvão resistiram armados à indigesta invasão das tropas de Napoleão. Se não conseguiram proclamar a República, a unificação do território italiano e o fim do poder temporal do Papa podem entrar na conta dos Carbonários. Em Portugal, eles ajudaram a riscar o fósforo da Revolução Republicana. Na França e na Espanha, seguiram o mesmo caminho da luta republicana e anticlerical.

Primos pobres
Embora muitos pensem que a carbonária e a Maçonaria são “farinha do mesmo saco” – Tanto que muitos classificam a primeira como um braço armado da segunda e a denominam Maçonaria Florestal – as duas eram sociedades secretas que corriam em paralelo. É certo que muitos carbonários eram também maçons, mas a Carbonária tem regras próprias. Os filiados dividiam-se em Choças, grupo formado pelos mais simples, estando os mais nobres nas Vendas e nas Altas Vendas, e os de média importância, nas Barracas. Todos os seguidores tratavam-se por Bons Primos.
Primos pobres, é verdade, quando se compara à maçonaria: a Carbonária tinha apelo entre os carvoeiros, artesãos, carpinteiros e lenhadores, enquanto os maçons, nesta época, eram mais burgueses. Outra marca que as distanciava era o fato de os carbonários andarem armados – recebiam inclusive treinamento militar – e nunca esconderem seu asco em relação ao poder da Igreja Católica. Entre os lideres carbonários mais célebres estão Filippo Giuseppe Maria Ludovico, Giuseppe Mazzine e Giuseppe Garibaldi, este também maçon.

Sabor do poder
Uma rígida hierarquia alimentava a Carbonária: seguidores de posições subalternas sequer tinham contato com lideres do alto escalão. Os Bons primos das Choças possuíam os graus primeiro e segundo, denominados Rachadores e Carvoeiros, respectivamente e eram guiados por um carbonário detentor do terceiro grau, o Mestre. Estes presidiam as Barracas, que eram submetidas à liderança dos Mestres das Vendas e das Altas Vendas. O líder máximo era chamado de Grão Mestre.

As roupas reforçavam a hierarquia; da simples folha de carvalho na lapela usada pelo graus mais baixos até o colar de moira que ornava o alto escalão. Os filiados ingressavam como aprendizes e tinham que dar o sangue para se tornarem Mestres. Os rituais de iniciação, que aconteciam em casas ou prédios desabitados e até em cemitérios, altas horas da noite, incluíam o uso de balandraus (uma espécie de beca) e capuzes com caveiras e tíbias, além de serem marcados pelo juramento de obediência cega às ordens superiores. Em contrapartida ao clima nebuloso, vale lembrar que as reuniões se davam em meio a banquetes, certamente  regados a muito espaguete à Carbonara.

Troca letras
Poucos registros entregam os segredos da Sociedade dos Carbonários. As praticas, os rituais e as regras eram transmitidos oralmente e os seguidores não os compartilhavam nem com familiares, sob pesadas ameaças de punição. Porém eles deixaram escapar mais que a receita do espaguete. O alfabeto carbonário, um código cifrado que determina a troca sistemática de cada letra do alfabeto por outra, também veio a público. As cifras eram usadas  em registros escritos para confundir os algozes. As substituições seguem a seguinte conversão:

Alfabeto normal: a/b/c/d/e/f/g/h/i/l/m/n/o/p/q/r/s/t/u/v/z
Versão carbonária: o/p/g/t/i/v/c/h/e/r/n/m/a/b/q/l/z/d/u/f/s




Alerj pede intervenção da Polícia Federal no caso Amarildo

Ofício emitido ao Ministério da Justiça alega que Governo do Rio está em crise.

Jornal do Brasil
Cláudia Freitas
Líderes de bancadas partidárias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), os deputados estaduais Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) e Clarissa Garotinho (PR) e os deputados Paulo Ramos (PDT) e Geraldo Pudim (PR) solicitaram ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a intervenção da Polícia Federal nas investigações sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza da comunidade da Rocinha. O conteúdo do ofício encaminhado pela Alerj nesta quinta-feira (29/08), justifica o pedido de mudanças nos rumos das investigações, pela crise instalada no Governo do Estado na área de segurança pública, geradas pelos fortes indícios de envolvimento de policiais da UPP em crimes de tortura e mortes na comunidade e pelas divergências entre delegados responsáveis pelos casos.

O documento enviado ao ministro da Justiça pelos deputados foi fundamentado no artigo 144 da Constituição e no seu complemento na lei 10.446/2002, que trata da competência da Polícia Federal em infrações com repercussão internacional. “Acredito que nosso pedido irá surtir o efeito para que a família do pedreiro Amarildo e a sociedade tenham uma resposta mais célere, o que o Governo do Estado foi incapaz de dar”, destacou o deputado Geraldo Pudim, autor da ação. O ofício cita também que o responsável pelas investigações da Operação Paz Armada, o delegado da 15ª DP (Gávea), Ruchester Marreiros, concluiu que a família de Amarildo estava envolvida com tráfico de drogas e chegou a pedir a prisão da mulher do pedreiro, Elisabeth Gomes, mas a promotora do caso, Marisa Paiva, desconsiderou a ordem. Já o atual titular do delegacia, Orlando Zaccone, contradiz a conclusão do seu antecessor de que a residência do casal servia para guardar drogas ou para a fuga de traficantes. As diferenças de opinião e as acusações que pesam contra policiais militares responsáveis pelo policiamento da comunidade justificam o pedido dos parlamentares.

                                Deputado Estadual Geraldo Pudim, autor da ação, e a ministra Maria do Rosário
O caminho apontado no ofício, da Policia Federal assumir as investigações do caso, surgiu após a audiência que o deputado Geraldo Pudim teve com a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, na semana passada. Na ocasião, o parlamentar apresentou denúncias de casos que violam os direitos humanos no estado do Rio de Janeiro, entre eles o caso Amarildo. “A Ministra relatou um precedente de intervenção federal que está em curso no estado de Goiás. A partir daí analisamos a possibilidade e vimos que há fundamento jurídico para um pedido de intervenção desta natureza”, disse Pudim.

Na semana passada, o Ministério Público Estadual (MPE) do Rio instaurou um procedimento criminal para investigar as denúncias de moradores e testemunhas de supostos crimes de tortura praticados por policiais das Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) instalada na comunidade contra a própria comunidade. Um dos investigados é o soldado Douglas Vital, conhecido na região como Cara de Macaco. Foi ele quem conduziu Amarildo até o posto da UPP na noite de 14 de julho, durante a operação Paz Armada. Depois disso, o pedreiro desapareceu.

O líder comunitário da Rocinha, Carlos Eduardo Barbosa, afirmou ao Jornal do Brasil, logo após ao sumiço de Amarildo, que o pedreiro e sua família estava sofrendo perseguição e ameaças por policiais da UPP desde o início do ano. Carlos Eduardo registrou em março uma denúncia na coordenadoria da Comissão de Segurança Pública e Privação de Liberdade, órgão ligado à Secretaria Estadual de Defesa dos Direitos Humanos do Rio, relatando as constantes ameaças feitas pelos PMs e citou a família de Amarildo, além da identificação dos policiais. “Nada foi feito, nenhuma providência foi tomada e agora o Amarildo sumiu”, disse o líder comunitário. O descaso com que a denúncia foi tratada pelo Governo do Estado também se transformou em ação e está sendo investigada pelo MPE.

Amigos da família da Amarildo lançaram, na semana passada, uma campanha para ajuda financeira. O cidadão que quiser contribuir com a família de Amarildo, já pode fazer a sua doação através de depósito em conta corrente aberta por parentes. A conta no Banco do Brasil está em nome de Anderson Gomes Dias.

Já que a morte presumida foi negada pela Justiça, o que retarda uma indenização do Estado, a família, aproveitando a oportunidade midiática do caso, apela para "doações" da sociedade para que a mulher de Amarildo continue a beber suas cervejas "lata grande".

 
As "mariposas em busca de holofote" da ALERJ continuam se aproveitando da situação para tirar proveito político, esquecendo que trabalhadores de fato estão também desaparecidos, ente eles o Tenente do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro Rodrigo Groetaers; sem que nenhuma reposta ou atenção seja dada à família ou a sociedade.
 

Senador boliviano busca asilo em outros dois países, diz advogado

                                                    Senador Roger Pinto está no Brasil após fugir da Bolívia
 
30 de agosto de 2013
Fernando Gallo, enviado especial
O ESTADÃO
 
PARAMARIBO - Enquanto a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e seu colega da Bolívia, Evo Morales, se encontravam na cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) na capital do Suriname, Paramaribo, para discutir a fuga do senador boliviano Roger Pinto para o País, em Brasília, o advogado do fugitivo declarou que seu cliente busca asilo em outros dois países.

"Insistimos na manutenção do senador em território brasileiro, mas temos de negociar alternativas, se isso não for possível", disse Fernando Tibúrcio Peña à Agência Brasil, afirmando que entrou em contato com diplomatas de outros dois países latino-americanos a respeito da possibilidade de concessão de asilos políticos. Dilma e Evo conversaram nesta sexta-feira, 30, sobre a situação do senador por uma hora.

Embora não tenha apresentado nenhum pedido formal de extradição ao governo brasileiro, nem pedido isso a Dilma no encontro, Evo defendeu publicamente nesta semana que o Brasil "devolva" o senador para a Bolívia. Nesta sexta-feira, em entrevista coletiva, o presidente boliviano afirmou que todos os países do mundo têm de "devolver delinquentes acusados de corrupção" para seus países de origem. Segundo Evo, Pinto não é "nenhum perseguido político, mas um delinquente que escapa da Justiça boliviana".

"Caso se peça extradição, isso vai ser examinado pelo Judiciário brasileiro. Nesse caso, pelo Supremo Tribunal Federal. Mas estamos no plano das hipóteses. O pedido da extradição não foi feito", disse o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo. O ministro afirmou que Dilma manifestou ao presidente boliviano "repúdio completo" ao episódio da retirada do senador boliviano da embaixada em La Paz e disse que o Brasil "jamais concordaria" em transportar um asilado sem garantia de segurança.

Figueiredo lembrou que o asilo diplomático concedido para a permanência de Pinto na embaixada brasileira em La Paz perdeu a validade quando o senador entrou deixou a Bolívia. Figueiredo afirmou que La Paz enviará informações técnicas sobre os processos judiciais de Pinto ao Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) do Brasil e ao Ministério Público e disse que o Conare vai avaliar o pedido de refúgio apresentado pelo senador.

O chanceler explicou que o status do fugitivo é o de "uma pessoa que entrou no Brasil e pediu refúgio" mas, juridicamente, Pinto não é asilado e nem refugiado. "O asilo foi concedido na embaixada, algo que se chama de asilo diplomático, que é especificamente um tipo de asilo concedido para que uma pessoa entre e fique na embaixada brasileira no exterior. Ele já não está mais na embaixada brasileira e portanto já não está mais gozando do asilo diplomático como tal", disse. O ministro não quis estimar prazo para que a questão seja resolvida pelo governo brasileiro e disse que o assunto não pode ser tratado com "açodamento". "Vai levar o tempo que precisar levar", afirmou.

Tanto no encontro com Dilma quanto publicamente, Evo sustentou que o senador, opositor, "não está fugindo do governo boliviano e sim da Justiça boliviana". Figueiredo avaliou como "extremamente cordial" o encontro entre os presidentes. Evo presenteou Dilma com bonecos de um casal nativo da Bolívia.

Contemporização. Embora venha cobrando publicamente o governo brasileiro que devolva o fugitivo para a Bolívia, Evo disse que "alguns grupos" querem colocá-lo em uma situação de "confronto" com Dilma. "Mas não vão conseguir", disse, em entrevista coletiva. O presidente boliviano sustentou que muitos problemas se apresentaram entre ele e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que todos foram resolvidos "juntos, trabalhando horas e horas". "Tivemos uma linda experiência da gestão compartilhada." Evo defendeu uma solução "presidente a presidente".


 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Como está o Sargento Vinicius?


 
Voltando ao assunto do sargento do Exército Brasileiro, Vinícius Feliciano Machado, que de rapel protestou na Ponte Rio Niterói, sua situação não é nada boa perante sua Corporação. É certo que sua atitude agradou a todos nós, militares e civis, que amamos nossas Corporações Militares, mas, desagradou os comandantes por sua tamanha ousadia ao reivindicar melhorias para a classe militar.
A Associação Nacional dos Militares do Brasil, na pessoa de seu Presidente Marcelo Machado, procurou o Sargento quando ainda se encontrava preso e se colocou à sua disposição no que precisasse, principalmente juridicamente, já que sabemos o que virá pela frente. IPM e Conselho de Disciplina e, certamente o excluirão da Corporação Exercito brasileiro.

O Sargento demonstrou tranquilidade, inclusive dizendo que advogados já preparavam sua defesa, o que não aconteceu. Os advogados não demonstraram conhecimento na área do Direito Administrativo Disciplinar, atuando na área Civil e não tendo ainda documento hábil para que representasse o acusado.
A ANMB, através de seu presidente Marcelo Machado, apressou-se em contatar advogado competente no assunto e que aceitasse ser o Patrono do Sargento Vinicius, ficando os honorários profissionais rateados entre a ANMB, associados e amigos.

Quanto a atuação da Polícia Rodoviária Federal, na pessoa de seus agentes, fica a decepção pelo tratamento dispensados ao Militar em questão. O Sargento Vinicius foi preso e algemado mesmo não esboçando nenhuma reação à prisão, sendo assim conduzido a delegacia Policial.
 
O uso de algemas já foi bastante debatido e foi motivo de Súmula do STF.

Súmula Vinculante II
SÓ É LÍCITO O USO DE ALGEMAS EM CASOS DE RESISTÊNCIA E DE FUNDADO RECEIO DE FUGA OU DE PERIGO À INTEGRIDADE FÍSICA PRÓPRIA OU ALHEIA, POR PARTE DO PRESO OU DE TERCEIROS, JUSTIFICADA A EXCEPCIONALIDADE POR ESCRITO, SOB PENA DE RESPONSABILIDADE DISCIPLINAR, CIVIL E PENAL DO AGENTE OU DA AUTORIDADE E DE NULIDADE DA PRISÃO OU DO ATO PROCESSUAL A QUE SE REFERE, SEM PREJUÍZO DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO.

Precedentes Representativos
"Em primeiro lugar, levem em conta o princípio da não-culpabilidade. É certo que foi submetida ao veredicto dos jurados pessoa acusada da prática de crime doloso contra a vida, mas que merecia tratamento devido aos humanos, aos que vivem em um Estado Democrático de Direito. (...)
Ora, estes preceitos - a configurarem garantias dos brasileiros e dos estrangeiros residentes no país - repousam no inafastável tratamento humanitário do cidadão, na necessidade de lhe ser preservada a dignidade. Manter o acusado em audiência, com algema, sem que demonstrada, ante práticas anteriores, a periculosidade, significa colocar a defesa, antecipadamente, em patamar inferior, não bastasse a situação de todo degradante. O julgamento do Júri é procedido por pessoas leigas, que tiram as mais variadas ilações do quadro verificado. A permanência do réu algemado, indica, à primeira visão, cuidar-se de criminoso da mais alta periculosidade, desequilibrando o julgamento a ocorrer, ficando os jurados sugestionados."
HC 91.952 (DJe 19.12.2008) - Relator Ministro Marco Aurélio - Tribunal Pleno.


"EMENTA: (...) 1. O uso legítimo de algemas não é arbitrário, sendo de natureza excepcional, a ser adotado nos casos e com as finalidades de impedir, prevenir ou dificultar a fuga ou reação indevida do preso, desde que haja fundada suspeita ou justificado receio de que tanto venha a ocorrer, e para evitar agressão do preso contra os próprios policiais, contra terceiros ou contra si mesmo."
HC 89.429 (DJ 2.2.2007) - Relatora Ministra Cármen Lúcia - Primeira Turma.
 
 
 
 
Ora, respeitamos muito nossa Polícia Rodoviária federal, mas, com a assessoria profissional competente, esta não poderá fugir à sua responsabilidade penal e civil pelo Abuso de Autoridade cometido contra a pessoa do Sargento Vinicius e a Corporação a que serve.

 
Não fazemos mal a ninguém, mas se formos injustiçados, ninguém ali tem vocação para santidade. Na maioria das vezes, se nos batem, damos a outra face. Mas quando vemos uma injustiça, vamos até o fim. Faz parte do ensinamento brigar com unhas e dentes pelo que acreditamos”.
Sim, os agentes da PRF foram injustos quando algemaram o Sargento Vinicius, parecendo que usaram a situação para se promoverem de um mérito que não possuem, prender um perigoso meliante. O Sargento é um cidadão que em nenhum momento ofereceu risco a integridade de ninguém e, quando preso reconheceu que responderia por seu ato. Muito nos entristeceu vê-lo algemado sem necessidade, sendo certo que a PRF e seus agentes responderão pelo excesso praticado na Justiça, repito na Justiça.
 

Médico cubano sabia há meses de plano

 

Professores brasileiros viajaram para diversas regiões de Cuba para ensinar português e passar informações sobre o SUS aos médicos

30 de agosto de 2013

Lígia Formenti, Andreza Matais / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Médicos cubanos recrutados para trabalhar no Brasil recebem aulas de português e informações sobre o Sistema Único de Saúde há pelo menos seis meses. Mesmo sem a formalização de um acordo, professores brasileiros, usando material didático do Mais Médicos, viajaram para diversas localidades de Cuba para iniciar a formação dos profissionais, em uma sinalização de que o governo há tempos trabalha com a meta de trazê-los para o País.

"Agora é só revisão. Boa parte do conteúdo aprendemos lá", assegurou o médico Alfredo Rousseaux, que desembarcou semana passada em Brasília para um estágio de três semanas. "Um dos professores daqui conheço de vista, já deu curso lá em Cuba", completou.

A apostila de português, distribuída nesta semana para os alunos com o logo do Mais Médicos, também já é conhecida de Rousseaux. "Os professores exibiam projeções com o mesmo conteúdo." Os amigos Veronico Gallardo, Marisel Velasquez Hernandez e Diego Correa também se preparam para a temporada no País há meses. Desde o início do ano recebem uma formação específica, voltada para o trabalho que seria feito aqui no País. Com domínio razoável de português, Gallardo afirma ter estudado bastante sobre problemas comuns na Região Norte, onde espera atuar. "Devo trabalhar no Amazonas."

Rousseaux conta que todos estavam convictos de que o desembarque no Brasil seria questão de tempo. "Fui informado sobre a vinda mais ou menos 15 dias antes da viagem. Disseram que era para deixar tudo pronto." O acordo entre Brasil e Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), organismo internacional encarregado de fazer a triangulação com o governo cubano, contudo, foi formalizado somente na quarta-feira da semana passada. Três dias depois, 400 dos 4 mil médicos desembarcaram no País.

A rapidez no desfecho destoou com o restante do processo. A vinda dos médicos cubanos é cogitada há meses. Só que o primeiro anúncio foi feito em maio, pelo então ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Ele afirmara na época que 6 mil profissionais viriam ao Brasil para trabalhar em locais com carência de médicos.

Diante da polêmica criada entre entidades médicas, o formato do programa foi alterado. Quando lançado oficialmente, no início de julho, o Mais Médicos deu preferência para profissionais formados no Brasil. Numa segunda chamada, viriam profissionais formados em outros países. Na época, o governo anunciou que não havia concluído as negociações com governo cubano.

Intercâmbio. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que as aulas de professores brasileiros integram um projeto de intercâmbio com o governo de Cuba. Em troca dos conhecimentos repassados por cubanos sobre atenção básica, os professores brasileiros deram aulas sobre funcionamento do SUS. Já as aulas de português fariam parte da cooperação triangular Haiti-Cuba-Brasil.

Maioria licenciosa


30 de agosto de 2013

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

O que dizer diante da decisão da Câmara de preservar o mandato de Natan Donadon, ora em cumprimento de pena no presídio da Papuda (DF) por desvio de dinheiro público e formação de quadrilha?
Se ele mesmo se surpreendeu - "Não acredito!", reagiu - com o resultado da votação secreta (233 votos pela cassação, 131 pela absolvição e 41 abstenções), é de se ressaltar o caráter espantoso da decisão.

O aparentemente impossível, no Parlamento acontece.
Parecia óbvio que suas excelências não cometeriam tal abuso: mais que uma agressão aos fatos, um desrespeito ao Judiciário que o condenou a 13 anos de prisão e uma afronta ao próprio Legislativo que admitiu, assim, a compatibilidade entre o exercício do mandato e a condenação penal.

Durante o dia a cassação era dada como certa. De noite, na sessão em que Donadon foi autorizado a tirar as algemas para apresentar sua defesa, nenhum discurso em prol da absolvição. Apurados os votos, contudo, emergiu a força da maioria silenciosa e, por ação e omissão, licenciosa.

Houve maior número de votos pela condenação, mas somadas as abstenções, os ausentes (108) e os favoráveis à preservação do mandato, chegamos a 280 deputados em apoio a Donadon contra 233. Faltaram 24 votos para o alcance do quórum necessário (257) à cassação.

O presidente da Câmara, Henrique Alves, fez o gesto inútil de declarar afastado do cargo o deputado que já estava afastado, confinado a uma cela desde o dia 28 de junho e, não obstante, será "excelência" ainda por um ano e meio. A maior parte de seus pares fez isso confiando na proteção do sigilo. Atingiram a todos, inevitavelmente nivelados por baixo.

O resultado não seria o mesmo se a votação fosse aberta. Nem a Câmara precisaria arcar com o inevitável acréscimo em seu robusto patrimônio de desgaste se tivesse optado pelo artigo da Constituição que determina a perda do mandato para os condenados em ações penais, e não pelo dispositivo que transfere a última palavra ao Legislativo.

As duas questões já poderiam ter sido resolvidas, caso houvesse interesse real em resolvê-las com a aprovação do fim do voto sigiloso em processos de cassação e da emenda que prevê a perda automática de mandato para condenados, ambas as propostas em tramitação no Congresso.

Mas, como ficou claro na exorbitante decisão da noite de quarta-feira, a maioria no Legislativo não está preocupada em corrigir nada. Aliás, está pouco ligando para coisa alguma que não seja a causa própria, neste caso a autoproteção.

Está criado o precedente para que os condenados no processo do mensalão continuem deputados até o início de 2015, independentemente de o Supremo Tribunal Federal daqui até lá determinar ou não o cumprimento das sentenças.

Os quatro, José Genoino, Pedro Henry, João Paulo Cunha e Valdemar Costa Neto estavam ausentes da sessão, engrossando a tropa dos que ajudaram a absolver o condenado fazendo da Câmara merecedora do troféu vergonha alheia do ano.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

MAÇONARIA SOBRE RODAS



Um grupo de maçons com uma dose extra de aventura.
Texto: Melissa Sayki e Melanie Retz
Entrevista: Melanie Retz

Eles são polêmicos, atiçam a curiosidade das pessoas e causam furor por onde passam. Adeptos do motociclismo, decidiram abraçar suas paixões: moto, estrada e liberdade.
Mas o que os difere de outros motociclistas? À primeira vista, nada: são motos estilosas, capacetes, cabelos ao vento, jaquetas de couro e uma boa “dose” de adrenalina nas veias. Mas, quando se vê mais de perto, uma espécie de farol de neblina esclarece qualquer duvida: a característica marcante do moto-clube “Bodes do Asfalto” é que todos os seus integrantes são maçons.

Dando nome aos bodes
Certamente você deve estar se perguntando: e esse nome curioso, como surgiu? De acordo com o fundador do grupo, Edson Fernando Sobrinho, essa foi uma forma bem humorada de identificá-los com a Maçonaria. “O nome tem origem antiga, quando os supersticiosos, por desconhecimento, associavam as seitas secretas aos “Adoradores do Bode”. Então usamos a expressão para brincar um com o outro, além do fato de4 que o animal vive livre e não se adapta a limites cercados”, explica. No brasão do grupo, um bode pilota uma motocicleta. Estampado nas costas, o desenho facilita a identificação nas estradas.

Caprinos no retrovisor
Segundo Sobrinho, o motoclube é uma face diferenciada da Maçonaria: mais alegre, ativa e, assim como a dos outros maçons, fraterna e solidaria. Olhando para os “Bodes do Asfalto”, vê-se o reflexo da Maçonaria, mais com uma pitada a mais de aventura: “de certa forma, somos a imagem publica de uma entidade secreta e secular que, para muitos, é sisuda e rigorosa, mas nós queremos mostrar o contrário: somos iguais a sociedade em que vivemos”, afirma.

A ideia do motoclube – fundado em 1º de agosto de 2003, na Cidade de feira de Santana na Bahia – surgiu entre conversa de maçons na Internet, sendo que o plano in inicial era apoiar os “irmãos” motociclistas em viagens, em caso de necessidade. Dessa forma, aproximaria maçons de diferentes cidades, criando uma rede de fraternidade motociclista.
“Barbichas” ao vento

O que os “bodes” não esperavam é que em tão pouco tempo, o motoclube se tornaria um dos maiores do Pais, totalizando mais de 3.200 integrantes, com facções na Bélgica, nos Estados Unidos, na Guiana Francesa, no Japão, no Uruguai, no Chile e no Paraguai. Eles continuam se multiplicando: no Brasil, aceitam novas filiais em qualquer cidade, desde que haja mais de três participantes no local. Sendo assim, cada representação tem seu “point” regional, onde organizam os encontros.

E mesmo com o grande crescimento, o grupo continua mantendo seu principal objetivo: unir os maçons sob o lema “Nós fazemos poeira”. Os integrantes acreditam que andam sempre na frente, deixando poe4ira para aqueles que não acompanham seu ritmo: “Estamos em constante movimento. Quem fica para traz ou parado, acumula pó”, brinca Sobrinho.
Sem pisca alerta

Quem pensa que os “irmãos” motociclistas se reúnem apenas para curtir a estrada se engana. Eles também promovem atividades esportivas e filantrópicas. “A Maçonaria tem por pratica fazer suas ações sociais sem torna-las públicas, os ‘bodes’ também”.  Os membros do grupo ainda participam de eventos, promovidos por eles ou por outros motociclistas, com o objetivo de aproximar pessoas e compartilhar conhecimentos, histórias e experiências.

Para esses aventureiros não importa a quantidade de cilindradas ou o modelo da moto, o que os move é o espírito de liberdade e fraternidade que corre em suas veias e no asfalto das estradas do Brasil e do mundo.


Vida sem fronteiras


Andar de moto é um estilo de vida, quem conhece se apaixona. O movimento que ganha novos adeptos a cada ano, já foi mostrado em vários clássicos do cinema, como O Selvagem, Sem Destino e Diário de Motocicleta. A receita de felicidade desses aventureiros é viver com liberdade e emoção, mas isso não significa que são malucos, arruaceiros e irresponsáveis. Pelo contrário, muitos moto clubes, como o “Bode do Asfalto”, são organizados, seguem um Estatuto próprio e sentem prazer em pilotar uma motocicleta, respeitando a natureza, as regras de trânsito e os companheiros estradeiros.

Para quem conhece, o motociclismo é um universo que envolve um leque de atividades paralelas, como o mototurismo e o motoclubismo, vertentes consideradas apaixonantes por seus adeptos. Quanto aos tombos e as cicatrizes, não importa, pois todos nós estamos sujeitos a quedas. Paea eles, a grande satisfação e sentir que tudo valeu a pena.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Dilma rompe silêncio sobre dólar e diz que governo tem ‘bala na agulha’

'Nossa política é de dólar flexível; você não fica defendendo posição', afirmou a presidente, ao comentar sobre o uso de reservas internacionais pelo Banco Central

28 de agosto de 2013
Gustavo Porto, José Roberto Castro e Fernando Travaglini, da Agância Estado
SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff rompeu o silêncio e, primeira vez após a recente disparada do dólar, lembrou que o País tem reservas cambiais que servem como colchão contra a volatilidade da moeda norte-americana. Em entrevista a rádios de Belo Horizonte (MG), Dilma disse que a valorização não se deve à economia brasileira, mas ao início do desmonte da política de afrouxamento monetário do Banco Central dos Estados Unidos (FED), e afirmou que o governo "tem bala na agulha", em referência às reservas internacionais.

"Aqui (o fim do afrouxamento) não impacta da mesma forma que em outras economias porque temos reservas em dólar e estamos entre os países com o maior volume de reservas do mundo, com um colchão de US$ 372 bilhões. Temos bala na agulha e nossa política é de dólar flexível; você não fica defendendo posição", afirmou a presidente.

Dilma lembrou que o governo entrou no mercado cambial com o anúncio de operações até o final do ano no mercado futuro feito na semana passada, "para atenuar a volatilidade e suavizar as oscilações" e ratificou: "não temos meta para o dólar".

A presidente voltou ainda a repetir que o quadro internacional é de muito baixo crescimento e que, mesmo diante desse cenário, o mercado de trabalho tem uma situação "muito boa" comparado ao que acontece no mundo. "Temos estoque de trabalho elevado e cada vez mais as pessoas precisarão de qualificação".

"Queremos manter o crescimento no Brasil, apesar do quadro internacional", concluiu.
Sobre inflação, Dilma substituiu o discurso no qual se gabava de o indicador de julho ter sido o mais baixo dos últimos anos e afirmou, na entrevista encerrada há pouco, que "a inflação dos alimentos caiu de forma significativa em julho" e que a inflação é cíclica. "Sabemos que a inflação no Brasil é cíclica, com seis meses de tendência alta e 6 meses de baixa."


 

Cabral paga caro por sua arrogancia e confiança no PT, agora é bola da vez.

Confronto e depredações durante manifestação na Zona Sul do Rio.

27/08/2013
Jornal do Brasil

Policiais militares e manifestantes ligados ao Black Bloc entraram em confronto na noite desta terça-feira (27) na Rua Pinheiro Machado, perto do Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, no bairro de Laranjeiras, em mais um ato contra o governador Sérgio Cabral. A rua estava bloqueada com grades, levando os ativistas a recuarem na direção da Rua das Laranjeiras, onde o comércio fechou temendo saques e depredações. Pedras lançadas pelos manifestantes atingiram a fachada e os carros expostos em uma concessionária de automóveis. Um carro foi danificado.

Os policiais militares apreenderam uma bomba caseira confeccionada com pregos e chaves. Um veículo da polícia teve os pneus furados. Um dos integrantes do Black Bloc estava armado com um estilingue e outro com um cassetete. Um táxi estacionado foi empurrado pelo grupo para o meio da rua e usado como escudo contra as balas de borracha atiradas pela polícia. Rojões também foram lançados na direção dos militares.

Duas agências bancárias - uma do Itaú e outra do Santander - na Rua das Laranjeiras, tiveram os vidros quebrados. Vários pontos de ônibus foram destruídos pelos integrantes do Black Bloc.

Eles também atearam fogo a caçambas de lixo. Pelo menos três manifestantes e três policiais militares ficaram feridos no confronto. Os detidos foram levados para a 9ª Delegacia de Polícia, no Catete. Um grupo de manifestantes foi para a delegacia.

Mais cedo, no Largo do Machado, após a prisão de um manifestante que estava sendo revistado pelos policiais militares, um dos PMs jogou spray de pimenta e, a partir daí, integrantes do Black Bloc entraram em confronto com a Tropa de Choque. Os policiais dispararam balas de borracha. Uma estudante universitária foi ferida no rosto e teve de ser levada para o hospital com sangramento na testa.

Eles querem o Rio de Janeiro em 2014 e Cabral é obstáculo que precisa ser vencido a todo custo.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Sargento do Exército preso protestando na Ponte Rio Niterói.

Sargento do Exército diz à polícia que fazia protesto contra a situação dos militares no Brasil

Maria Inez Magalhães e Tiago Frederico

Rio - Um sargento do Exército foi preso na manhã desta terça-feira após fazer rapel na Ponte Rio-Niterói, na altura do Vão Central, na pista em direção a Niterói. De acordo com Vinicius Feliciano Machado, de 29 anos, ele realizou o ato para protestar contra a situação dos militares no Brasil. 
Vinicius disse que planejava o protesto há dois anos. "Quando se vai protestar, tem que ser feito algo que cause impacto. Avaliei o risco, fiz alguns ensaios. Nunca tive tanto medo na vida", disse o sargento que não se arrepende do ato.
 
"Vou responder pelo que fiz, causei risco de acidentes, mas não me arrependo. Espero o apoio das pessoas, que se sensibilizem com a situação de todos profissionais de segurança do Brasil", afirmou o sargento que prometeu entrar em greve de fome até ouvir pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff sobre o caso.
 
Uma megaoperação de resgate foi montada em instantes para que o homem fosse resgatado. Agentes do Grupamento Marítimo, um helicóptero da Polícia Militar e uma equipe da Polícia Rodoviária Federal e da CCR foram acionados para a ocorrência, por volta das 6h40. Vinicius foi levado ao local por um amigo, que ficou dentro do carro, no acostamento.
 
O resgate durou cerca de 20 minutos. Uma faixa da via precisou ser interditada para o trabalho das equipes. Segundo a CCR, o tráfego em direção a Niterói ficou lento desde os acessos no Rio.

Os militares não aguentam mais o desrespeito com que são tratados, embora não oferecesse resistência a prisão, o jovem Sargento foi algemado, o que era dispensável.

Não se admire se mais casos acontecerem, já é o limite. Na semana passada O vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro Celso Amorim (Defesa) foram vaiados durante a cerimônia de entrega de Espadins a 476 cadetes do 1º ano da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende, no Rio.


Não faltará oportunidade para que os militares dispensem sonoras vaias a presidANTA Dilma.

Patriota é demitido após fuga de senador boliviano para o Brasil

Levado a deixar o cargo após episódio com Bolívia, chanceler é substituído por atual representante do Brasil nas Nações Unidas, Luiz Alberto Figueiredo Machado, e passará a ocupar posto em Nova York

26 de agosto de 2013

Tânia Monteiro e Lisandra Paraguassu - O Estado de S. Paulo
Desgastado com a fuga do senador boliviano Roger Pinto Molina, que provocou uma crise diplomática entre o Brasil e o governo de Evo Morales, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, foi levado a pedir demissão nesta segunda-feira, dia 26. Em seu lugar, foi imediatamente designado o embaixador do Brasil nas Nações Unidas, Luiz Alberto Figueiredo Machado.
                                                      Patriota é demitido após senador Pinto fugir da Bolívia
 
A queda do chanceler tornou-se inevitável após a irritação no Palácio do Planalto com a fuga do senador boliviano de oposição, organizada pelo encarregado de negócios do Brasil em La Paz, Eduardo Saboia. Diante do que qualificou de "gravíssimo episódio", a presidente Dilma Rousseff decidiu imediatamente afastar o chanceler, tentando demonstrar ao próprio Evo sua indignação com o ocorrido.
Dilma indicou Patriota, diplomata de carreira, para o lugar de Figueiredo, na sede em Nova York das Nações Unidas. Saboia, por sua vez, será submetido a um processo administrativo e deverá ser "severamente" punido, segundo fontes do Palácio, pelo que a presidente Dilma está chamando de "grave quebra de hierarquia". A saída de Patriota, com quem Dilma já se desgastara, precipita a reforma ministerial programada para o fim do ano.
Dilma já havia conversado com Patriota e determinado que ele cancelasse sua viagem à Finlândia e permanecesse no Brasil para resolver o problema. A presidente estava "inconformada" com o episódio e com a quebra de hierarquia e queria saber exatamente quem estava a par da operação idealizada por Saboia.
Por isso, convocou no início da tarde desta segunda-feira ao Planalto os ministros da Defesa, Celso Amorim – a quem estavam subordinados os fuzileiros que fizeram a segurança do senador boliviano e às Forças Armadas –, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, responsável pela Polícia Federal. Queria saber se eles tinham conhecimento da operação realizada em La Paz.
Recados. O senador boliviano conseguiu escapar de seu país após cruzar de carro de La Paz até Corumbá. Ele viajou em um automóvel da missão diplomática brasileira, escoltado por fuzileiros navais. Ao cruzar a fronteira, tomou um avião até Brasília.
O Brasil havia concedido asilo diplomático a Pinto, mas o governo Evo recusava-se a conceder um salvo conduto para que ele deixasse a Bolívia. Com o impasse, o congressista passou mais de 450 dias em um quarto da embaixada.
A conversa entre Dilma e Patriota foi rápida, no Palácio do Planalto. A irritação da presidente era maior porque a quebra da hierarquia de Saboia não se resumia à operação da madrugada de domingo. A Presidência havia explicitamente desautorizado uma "operação resgate" do senador boliviano, sem o salvo-conduto do governo Evo.
Enquanto Dilma falava com Patriota no Planalto, em rápida audiência, Saboia estava sendo ouvido pela Secretaria-Geral do Ministério das Relações Exteriores, dando as suas explicações para o inquérito administrativo aberto contra ele. O diplomata poderá acabar exonerado do cargo.
A posse do novo ministro deverá ocorrer na quarta-feira – ele desembarca no Brasil nesta terça. Dilma distribuiu nota oficial informando que "aceitou" o pedido de demissão de Patriota e agradecendo a sua "dedicação e empenho nos mais de dois anos que permaneceu no cargo" e anunciou sua indicação para a Missão do Brasil na ONU.
Figueiredo já acompanha a presidente Dilma na próxima sexta-feira na reunião da Unasul, em Paramaribo. Dilma não telefonou para Evo Morales e deve encontrá-lo apenas na reunião da Unasul. A Bolívia protestou ontem contra a fuga do opositor.
 
Eduardo Saboia, diplomata brasileiro que assumiu ter sido o responsável por trazer o senador boliviano Roger Pinto para o país, disse na madrugada desta segunda-feira (26) que, ao tomar a decisão, quis proteger "um perseguido político, como a presidenta Dilma foi perseguida". Saboia fez a afirmação ao desembarcar no aeroporto de Brasília no início da madrugada.
 
"Eu escolhi a vida. Eu escolhi proteger uma pessoa, um perseguido político, como a presidenta Dilma foi perseguida", afirmou Saboia no aeroporto de Brasília. Ele foi chamado pelo Itamaraty para prestar esclarecimento.
 
"Eu escolhi a porta estreita e lutei o bom combate. Eu não me omiti. Eu optei pela vida e eu salvei a honra do meu país, que eu defendo sempre".
 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Não adiantou contestar, eles vieram.



O Programa Mais Médicos apesar de estar aberto a brasileiros sofreu reclamações de diversos profissionais e do CFM (Conselho Federal de Medicina) por não aceitar ou dificultar a inscrição de médicos brasileiros. No vídeo acima médica não consegue sua inscrição.
 
Embora a população desaprovasse a vinda de médicos cubanos o governo insistiu e ignorando a classe medica brasileira, “importou” os “médicos” cubanos para atuarem em solo brasileiro sem comprovar seus conhecimentos no VALIDAR.
“Trazer médicos de outros países sem atestar sua qualificação é submeter a população ao risco de ser atendido por pessoas de formação duvidosa” (João Gouveia, diretor administrativo do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa))

Felipe Sulger estuda medicina na Bolívia e acredita que há um preconceito por parte da mídia e do Conselho Regional dos Médicos do Brasil por perderem muitos alunos para os países vizinhos. Porém, Sulger admite que o curso no exterior apresenta falhas. “Estudo em um país de baixo nível acadêmico e recursos financeiros, então a questão a ser debatida é que tipo de profissional está sendo formado”.
Em 2012, a prova de revalidação do curso de medicina reprovou mais de 90% dos estudantes, incluindo os candidatos dos países de onde serão importados novos profissionais.
O próprio governo PT está criando o problema para justificar a vinda dos (agentes) médicos cubanos.
 
Brasileiro não consegue se inscrever no Mais Médicos, diz entidade
Conselho de Medicina acusou o governo de dificultar deliberadamente a inscrição dos brasileiros no programa
Lisandra Paraguassu, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O Conselho Federal de Medicina (CFM) acusou nesta quinta-feira, 1º, o Ministério da Saúde de dificultar deliberadamente a inscrição de brasileiros no programa Mais Médicos. O órgão pediu a intervenção do Ministério Público e uma investigação da Polícia Federal, além da reabertura das inscrições para os brasileiros.
"Temos informações de que quem acessou por um IP do exterior não teve nenhuma dificuldade. Não é possível que mais de 8 mil médicos brasileiros que tentaram se inscrever não tenham conseguido por um problema na internet. Isso nos faz desconfiar de uma ação proposital para não inscrever médicos brasileiros", acusou.
 
Médicos cubanos seguirão legislação trabalhista de Cuba
Aline Leal Valcarengi
Repórter da Agência Brasil
 
Brasília - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha disse que, em parcerias como a feita com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), as leis trabalhistas a serem seguidas são as do país que cede os profissionais. O Ministério Público do Trabalho anunciou hoje (23) que vai investigar a legalidade da contratação dos médicos cubanos .
A investigação foi anunciada depois que entidades médicas, entre elas o Conselho Federal de Medicina, defenderem que a atuação dos médicos cubanos no Brasil agride direitos individuais, humanos e do trabalhador. Eles contestam ainda a formação acadêmica dos médicos cubanos e dizem que eles podem expor a saúde da população a situações de risco.
De acordo com o Ministério da Saúde, serão repassados R$ 10 mil por médico cubano à Opas, que fará o pagamento ao governo cubano. Em acordos como esse, Cuba fica com uma parte da verba. De acordo com o secretário adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Fernando Menezes, os médicos cubanos que atuarão no Programa Mais Médicos pelo acordo com a Opas deverão ganhar entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil por mês.
 
 
Há tempos é notória a falência da saúde pública brasileira, e não será o aumento da
oferta de médicos que irá resolver o problema, ele é muito maior, é falta de meios e de
 
estrutura que precisa ser melhorado com urgência.
 
 
 
 
Rondônia poderá contar com o socorro dos médicos-escravos de Cuba
MÉDICOS CUBANOS Possivelmente nossa Rondônia deverá receber médicos importados de Cuba, já que a saúde pública por estas bandas e nos pontos mais distantes é um verdadeiro escracho. Essa decisão do governo brasileiro alimenta uma enorme polêmica. Há motivos para inquietação, principalmente porque o acordo feito com Cuba tem conotações muito estranhas, seguindo o mesmo rumo adotado pela Venezuela dos tempos de Hugo Chaves, onde os médicos cubanos agiam como se submetidos a uma espécie de escravidão.


MIGALHAS As instituições especializadas na área da Saúde reafirmam que o Brasil tem 400 mil médicos e nosso problema não é a falta deles, mas de condições básicas para o exercício da medicina nas zonas conhecidas como grotões e periferias das cidades grandes.

Em se tratando da contratação desses quatro mil cubanos — cujos contratos deverão ser de três anos prorrogáveis — o custo será da ordem de 250 milhões de reais. Está previsto um salário mensal de 10 mil reais, além de ajuda de custo para moradia e refeição.

A própria autoridade nacional responsável pelo setor de Saúde acrescenta uma decisão confirmando que esse invejável salário não é suficiente em lugares tão pobres, sendo necessária uma ajuda adicional: o mesmo não será pago aos médicos, mas ao regime cubano, que dele destinará algumas migalhas para seus escravos a serviço do governo brasileiro.
Fonte: TUDO RONDONIA

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 




sábado, 24 de agosto de 2013

(NR-15) INSALUBRIDADE NO TRABALHO NOTURNO?


O trabalho noturno não faz parte da NR-15, mas sucessivas pesquisas científicas vão reforçando a hipótese de que trata-se de um tipo de turno com alto risco para a saúde dos trabalhadores, inclusive de risco para doenças e acidentes. Em pesquisa realizada por bióloga vinculada à Fundacentro e publicada na Internet hoje (06-08-13), o assunto é abordado com detalhes. Os resultados apontam a validade de a Comissão Tripartite das NRs estudar a inclusão do trabalho noturno como atividade insalubre.


TRABALHO NOTURNO CAUSA PROBLEMAS DE SONO
Quem trabalha no período noturno e precisa descansar durante o dia dorme menos e pior. Além disto, os hormônios melatonina e cortisol, bem como as citocinas inflamatórias salivares sofrem uma desregulação em sua produção, o que pode ser um indicador para diversas doenças, incluindo o câncer.
 
Estes são alguns dos apontamentos da bióloga Érica Lui Reinhardt, em sua tese de doutorado pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. Ela afirma que, para diminuir estes problemas, as empresas devem implantar turnos  alternantes, já que o trabalho noturno é necessário a alguns setores profissionais.

Devido à exposição à luz durante a noite, o organismo destes trabalhadores diariamente secreta menos o hormônio melatonina, que participa do controle dos ritmos biológicos, incluindo o que regula o sono. Ou seja, a mudança na quantidade de melatonina no organismo também altera o “relógio” pelo qual o corpo diz a hora de dormir. Quanto mais escuro e calmo um ambiente, mais melatonina tende a ser secretada e com mais sono a pessoa fica. A secreção de cortisol nesses trabalhadores, por sua vez, perdeu seu ritmo natural.

Este hormônio prepara para situações de estresse, podendo prejudicar esta função. Além disto, melatonina e cortisol ajudam no controle das respostas aos agentes que invadem o corpo, como microorganismos, com destaque para o papel do cortisol.

A tese de doutorado foi defendida em abril deste ano na área de Saúde Ambiental da FSP. A pesquisadora constatou que os horários de produção de citocinas salivares durante o dia se alterou, o que talvez possa, a longo prazo, acarretar prejuízos aos processos imunológicos. Mesmo não tendo como foco as doenças ocasionadas quando estas alterações ocorrem, a bióloga explica que a mudança no ciclo da melatonina “tem sido relacionada com surgimento do câncer de mama em mulheres e de próstata em homens”.
 
Alterações no sono
 
Além dos resultados relativos à melatonina, ao cortisol e às citocinas salivares, o trabalho noturno também é responsável por alterações no sono, que tiveram impacto negativo nos resultados da avaliação feita nos trabalhadores. A pesquisadora conta que “o trabalhador poderia dormir 7, 8 horas, mas acaba acordando antes porque o organismo dele diz ‘não é para você estar dormindo’. Então ele dorme menos. A qualidade deste sono provavelmente também é pior”.

A solução recomendada pela bióloga é a alternância de horários de trabalho durante a semana. Um exemplo seria a pessoa trabalhar dois dias de manhã, dois dias de tarde e dois dias de noite, depois ter dois dias de folga, “com isso você reduz esses efeitos”.

O estudo foi realizado com a comparação entre dois grupos de trabalhadores de uma mesma indústria: aqueles cujo turno ia das 21 às 6 horas e outros que trabalhavam das 7 às 17 horas. A todos os pesquisados foi aplicado um questionário sócio-demográfico e de condições de trabalho e de vida, medindo, entre outras coisas o estresse, a sonolência e a fadiga.

Além disto, a avaliação da atividade e do repouso foi feita por actímetros, medidores de movimento colocado no punho dos empregados, com o aspecto de um relógio, que permitem estimar a quantidade e a qualidade do sono. A secreção de cortisol e de melatonina e a produção das citocinas salivares, por sua vez, foi estudada com três coletas de saliva diárias que, depois eram analisadas pela técnica conhecida por ELISA, um tipo de imunoensaio que permitiu detectar e quantificar os dois hormônios e as citocinas nas amostras.

Qualidade de vida
O resultado dos questionários reforçou que o ambiente de trabalho influencia na avaliação que o funcionário tem de diferentes aspectos em seu trabalho e também fora dele. Isto porque dois grupos do turno noturno, de setores diferentes na indústria estudada, tiveram grande divergência nas percepções relacionadas ao ambiente de trabalho e a efeitos do trabalho sobre sua saúde e qualidade de vida.

A bióloga explica que em um desses setores, inclusive, os trabalhadores noturnos relatavam que dormiam pior, apesar de esta diferença não ter sido identificada nos dados dos actímetros. “Atribuímos isso ao fato de esse setor ser pior em termos de trabalho. São tarefas mais agressivas, com um ambiente de trabalho pior, mais calor, mais ruído, mau cheiro e isso acaba contaminando toda a percepção sobre qualidade de vida do trabalhador.”

Reinhardt foi motivada a iniciar o estudo devido a sua atuação na Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro). A instituição é ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego, do Governo Federal e tem como objetivo pesquisar aspectos da saúde, segurança e integridade do empregado em seu ambiente de trabalho. Atualmente, ela atua na Diretoria Executiva e realiza pesquisas neste campo.

Fonte: notícias Bol


Qual o motivo? Quero esclarecimento sobre o que aconteceu com o Sargento Simões!


O Sargento Simões há tempos milita em combater os pseudo comunistas que insistem em enriquecer os seus às custas do trabalho do contribuinte brasileiro. Participou de varias manifestações em Brasília e suas postagens eram bem vindas aos verdadeiros Patriotas.

Nos últimos dias esteve acampado junto a manifestantes em Brasília e fazia suas postagens de lá.

Esta é a comunicação de sua internação, feita por militantes que estavam junto a ele.
Nosso amigo, Sargento Antonio Simoes, estava acampado conosco como um cidadão indignado com esse sistema. Estava nos ensinando muitas técnicas de acampamento. Um dia ele foi em casa buscar ferramentas e não voltou mais. Descobrimos que deram algo pra ele beber e ele acordou numa clínica para dependentes químicos... ele não bebe nem cerveja! Não tem direito nem de receber visitas... muito estranho isso. Nessa clinica descobrimos vários militares internados... CLÍNICA RECANTO, BRAZILANDIA, INCRA 9, DF. Nem uma ligação ele pode nos fazer!!! POR FAVOR ALGUÉM NOS AJUDA
Sandra Aragão Alves, Brasília DF BRASIL



Segundo relato ele foi levado para uma Clínica para dependentes : Clínica Recanto, fica no Incra 9 perto da cidade de Brasilândia,  Informação do acampamento.

Não sabemos ao certo o que aconteceu nem de quem partiu a iniciativa de internação, a família relata que ele estava com barba por fazer, magro e sujo, sendo motivo para sua internação. Estamos preocupados, suas paginas no face foram desativadas.


O Sargento EB Simões, sempre se destacava em manifestações. A foto acima foi usada na capa da Revista Calibre e, esperamos que a iniciativa de sua internação não tenha sido em represália as suas ações patrióticas.

Em demorando a termos noticias, acho oportuno noticiar o MPF para que tenha ciência  ocorrido.
Contato do Ministério público Federal: Endereço Procuradoria Geral da República – Corregedoria do MPF SAF Sul, Quadra 4, Conjunto C, Lote 03, Bloco B, sala BC.10 CEP: 70050-900 – Brasília, Distrito Federal Telefones (61) 3105-6432 (61) 3105-6433 Fax (61) 3105-6498 E-mail cmpf@pgr.mpf.gov.br
ocorrência n° 7.150/2013-0

Sei que coisas deste tipo acontecem com militares que se opõem às ilegalidades, é fato corriqueiro que muitas vezes não tomamos conhecimento. Internar sem o devido diagnostico é sequestro e cárcere privado.

Cabral é investigado pelos MPs Federal, Estadual e Alerj

22/08/2013
Jornal do Brasil

Além do pedido de impeachment, Freixo solicita análise de crime de improbidade administrativa.

Pamela Mascarenhas
O deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) entrou com denúncias contra o governador Sérgio Cabral nos Ministérios Públicos Estadual e Federal, além do pedido de impeachment protocolado na Assembleia Legislativa (Alerj) na última terça-feira (20/08), todos baseados na mesma questão: o favorecimento do escritório da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo. O Ministério Público Federal deve investigar se o governador cometeu crime ao usar o cargo, e o Ministério Público Estadual tem que analisar a incidência de improbidade administrativa.

Freixo ressalta as acusações de favorecimento do escritório de advocacia da primeira-dama, publicadas pela revista Veja no último final de semana. Antes de Sérgio Cabral assumir o cargo, as empresas ligadas ao governo do estado do Rio de Janeiro respondiam por 2% da receita do Coelho&Ancelmo Advogados. A partir de 2007, no início do primeiro mandato de Cabral, a participação dessas empresas na receita pulou para 60%.

                                              Cabral e a primeira-dama, Adriana Ancelmo

"São três pedidos, mas a denúncia é a mesma. Houve um crescimento enorme de empresas que tinham alguma relação com o governo sendo atendidas pelo escritório da primeira-dama, as que têm concessão, caso do Metrô e da Supervia, e empresas com relações comerciais, que ganharam dispensa de licitação do governo do estado. Por que essas empresas todas escolheram o escritório durante o governo de Sérgio Cabral e não antes? É evidente que isso tem que ser investigado. Se o Ministério Público Federal, Estadual e a Assembleia Legislativa não acatarem as denúncias, terão que justificar sua decisão. Essas denúncias são muito graves", declarou Marcelo Freixo.

Como a família é uma unidade econômica, ele ressalta, se houve favorecimento do escritório de Adriana, este favorecimento atinge também o governador. O andamento dos processos, agora, é de responsabilidade de cada órgão. "Fiz a denúncia, mas a responsabilidade agora é deles (Ministério Público e mesa administrativa da Assembleia). A gente pede que os órgãos façam as investigações que cabem a eles".