segunda-feira, 30 de setembro de 2013

DesemBUCHA


Estudantes de Direito da USP deram um banho de ideias liberais num Brasil atrasado e antiquado. E tudo por baixo das toalhas.

TEXTO: Adriana Serrano
Para quem conhece a Faculdade de Direito da USP, localizada no Largo de São Francisco, bem no Centro e São Paulo, a palavra Bucha significa muito mais que uma planta da família das cucurbitáceas, usada como esponja para banho. Trata-se se um nome abrasileirado para Burschenschaft, a Sociedade Secreta dos Estudantes que esquentou os ânimos republicanos no final do século XIX, como uma bela chuveirada de água quente no inverno. Anônimos, para que todo o esforço não escorresse pelo ralo, eles articularam as forças políticas e esfregaram na cara dos imperialistas a realidade que já era óbvia nos corredores da faculdade: Um país livre e igualitário era impossível com o modelo imperialista de trabalho escravo, atraso industrial e concentração de poder. Com a chegada à República, lavaram a alma de toda sua geração.

Herói subversivo
Essa história tem inicio na Alemanha, nos idos de 1820. E já começa com um mistério: qual a verdadeira identidade do alemão Júlio Frank, o professor da USP que fundou a Bucha? Uns dizem que veio para cá fugindo da prisão, com nome falso, depois de ter cometido assassinato por motivo político lá na Europa. Outros dizem que não era nada disso. Mas ninguém diz quem ele era, embora todos presumam que era uma verdadeira “bucha” para seu país. O que se sabe é que ele chegou ao Brasil em 1828, pouco tempo depois do mosteiro de frades franciscanos ter sido adaptado para sediar a Faculdade de Direito da USP. E o que se tem absoluta certeza é que veio cheio de ideias liberais importadas, que fizeram espuma nas mentes juvenis, ansiosas por limpar a sujeira do undo. Feito buchas, os estudantes absorveram os ideias liberalistas. E Frank virou uma febre que não se amenizava nem com banho morno.
Noitadas, filosofia e solidariedade

Primeiro o alemão se estabeleceu em Sorocaba, que na época era apenas uma vila no interior da província de São Paulo. Só foi morar na cidade grande por insistência de um grupo de alunos, seus admiradores, que haviam passado nos exames e e4stavam sendo chamados para a matricula no curso de Direito. Frank dava aulas numa das repúblicas e participava ativamente da vida dos estudantes que, em 1833, conseguiram convencê-lo a se adaptar ao cargo de professor de História e Geografia do “curral dos bichos”, como chamavam o curso. Comenta-se que a comemoração após aprovação do professor para a cadeira durou sete dias e sete noites. Mas não foi só de noitadas que viveram os futuros homens fortes do país: eles também gostavam de filosofar e de pensar em meios de mudar a realidade à sua volta. A começar por quem dividia o quarto e o banheiro da república.
Cama, mesa e banho

Numa noite de conversas na república, os estudantes discutiam os problemas financeiros dos colegas menos afortunados. Foi quando Frank comentou sobre os Burschenschaften, ou “confraria de camaradas”: associações estudantis secretas da Alemanha que ajudavam os estudantes em dificuldades financeiras. Segundo ele, elas tinham um “código moral e uma espécie de ritual que, a rigor, serve para atrair os rapazes pelo esoterismo”. A ideia borbulhou entre os alunos. Estava formada em 1831 a Bucha. “Os que estiverem na academia continuarão a obra de assistência; os que terminarem o curso terão nela uma sociedade de ex-alunos, tão útil, e se auxiliarão mutuamente através do tempo. E, ainda mais tarde, essa sociedade poderá governar o país”, disse Frank, na inauguração (secreta) da irmandade.
Os invisíveis

Para o historiador Brasil Bandecchi, autor do livro A Bucha, a Maçonaria e o espírito liberal (Ed. Teixeira), a sociedade era um tipo de “maçonaria da escola”: secreta, filantrópica e liberal, apoiando ideias republicanas e abolicionistas. Na pratica ela funcionava da seguinte maneira: quando um estudante passava por necessidades, organizava-se, sem seu conhecimento, uma rede de apoio capaz de ajudá-lo: tudo em total anonimato, como que embaçado pelo vapor d’água do chuveiro. “Por exemplo: um funcionário tinha a mulher doente, sem dinheiro para a internação no hospital e, de repente, recebia um envelope fechado com a quantia necessária para cobrir todas as despesas. Ele nunca ficava sabendo de onde veio o auxilio”, afirmou em 2002 o ex-aluno e ex-professor da USP, Goffredo Telles Júnior (falecido recentemente), suposto bucheiro, à revista do advogado, publicação da Associação dos Advogados de São Paulo. Fica explicado o motivo do nome “Conselho dos Invisíveis” para um dos grupos da estrutura da Bucha, formada ainda pelo “Conselho de Apóstolos” e pelo “Chaveiro”, o chefe da irmandade. Nas reuniões, os membros vestiam mantos e usavam faixas que traziam uma cruz (que representava a fé), uma âncora verde (simbolizando a esperança) e um coração vermelho (associado a caridade). Estima-se que 10% do corpo de alunos da faculdade de Direito, que formava a elite intelectual do país, fizesse parte da Bucha.
Das repúblicas à república

Mais que solidários, os bucheiros eram também engajados. Não tinham medo de dizer, na bucha, tudo o que pensavam sobre a condução política e econômica do País. Tanto que, dos debates realizados no seio da Sociedade Secreta – na bagunça das repúblicas estudantis e, mais tarde, nos porões do Centro Acadêmico XI de Agosto (que existe até hoje), surgiram as bases para a instalação da república no Brasil. Muitas personalidades ilustres tiveram seus nomes associados à organização: Olavo Bilac, Júlio de Mesquita Filho (fundador do jornal O Estado de São Paulo), Castro Alves e Álvares de Azevedo, no âmbito literário, além de Ruy Barbosa, Rodrigues Alves e o Barão do rio Branco no aspecto político, entre muitos outros. Tantos nomes importantes foram como um banho de água fria para o presidente Getúlio Vargas que, ao ver a lista parcial dos integrantes da sociedade, declarou: “não se pode governar o Brasil sem essa gente”.
Bucheiros na cerca do poder


Rodrigues Alves – Fala-se em oito Presidentes da república que fizeram parte da Bucha. Os primeiros quatro presidentes civis do Brasil eram bucheiros: Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves e Afonso Pena. Ou seja, durante 15 anos consecutivos, a Bucha esteve no centro máximo do Poder no país.
Ruy Barbosa – O grande político e orador republicano, no alto de seu metro e meio de altura, já emocionava (e inflamava) os estudantes em seus discursos na Bucha. Em 1910, durante sua campanha à Presidência da República, em que enfrentou o General Hermes da Fonseca, os estudantes do largo de São Francisco levaram seu apoio a Barbosa para as ruas, empolgados sob o lema “A pena contra a espada, o livro contra a bota”


Barão do Rio Branco – Considerado unanimidade nacional durante seu mandato como Ministro das Relações Exteriores de quatro governos seguidos (Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca), o diplomata discreto e cheio de boas maneiras, cometeu uma gafe: fez referencias à Bucha numa conversa com amigos. Por conta disso, foi severamente advertido pelo chefe da Sociedade Secreta.
Em banho-maria

Por volta de 1915, a bucha começou a rachar. Os estudantes da faculdade de Direito tinham se dividido entre uma ala conservadora e outra ativista, que chegou a formar uma Liga Nacionalista e ainda influenciar fortemente a política brasileira nos anos 1920. No entanto, a essa altura, era claro que a fraternidade tão pujante da virada do século havia sido colocada em banho-maria. Antes da chegada dos anos 1930, já não era nítida a participação de bucheiros nos bastidores do poder. A questão é se isso aconteceu por conta do enfraquecimento da irmandade ou por sua opção em desaparecer, já que estava se tornando muito explícita para uma sociedade secreta. Não se sabe. Mas é certo que a efervescência das mentes juvenis, repleta de sonhos acadêmicos e ideais revolucionários, não deve se esconder. Precisa ser semeada como a bucha, a planta trepadeira que espalha seus ramos e seus frutos. E precisa ser estimulada como a Bucha, a Sociedade Secreta que deu vida à fachada séria do largo de São Francisco e fez de um grupo de simples estudantes personagens insubstituíveis na História do Brasil.
Filhas da Bucha

O sucesso da irmandade do direito no contexto estudantil foi tão grande que outras sociedades secretas foram criadas à sua imagem e semelhança, sendo, inclusive, chamadas de buchas. A Tugendbund se instalou na Faculdade de Direito de Recife. A Landmanschaft foi criada em 1895 na Escola Politécnica de São Paulo e a Jugendschaft, em 1913, na Faculdade de medicina de São Paulo.

O Herói herege

O fundador da Bucha e ídolo dos estudantes do Largo de São Francisco faleceu em 1841, aos 32 anos, vitima de uma pneumonia. Nada seria mais justo do que uma homenagem: enterrá-lo na própria faculdade, até porque, como protestante, ele não poderia ser sepultado num cemitério católico. Mas não foi simples assim. A Igreja se opôs e o Bispo chegou a dizer que os solos do mosteiro abrigavam os “despojos de homens tementes a Deus e cujos ossos se sentiriam mal ao pé do herege”. Os estudantes, unidos, mais uma vez conseguiram vencer a queda de braço. E construíram ainda um monumento de quatro metros de altura sobre os restos mortais do professor que, assim como seu ideal liberal, permanece firme e forte, intocado, até os dias de hoje. Resistiu às reformas do prédio e às tentativas de depredação feitas pelo movimento militar e integralista dos anos 1930. Está lá, em lugar de destaque, apontado como sucessor do jornalista italiano Líbero Badaró no que diz respeito a difundir ideias liberais no Brasil.


Saiba mais: A Bucha, a Maçonaria e o espírito liberal, de Brasil Bandecchi (Ed. Teixeira) A faculdade de Direito de São Paulo e a resistência anti-Vargas, de John W. F. Dulles/tradução de Vanda Mena Barreto de Andrade (Ed. Edusp)

domingo, 29 de setembro de 2013

Princípio da Motivação

É a obrigação conferida ao administrador de motivar todos os atos que edita, sejam gerais, sejam de efeitos concretos.

É considerado, entre os demais princípios, um dos mais importantes, uma vez que sem a motivação não há o devido processo legal, pois a fundamentação surge como meio interpretativo da decisão que levou à prática do ato impugnado, sendo verdadeiro meio de viabilização do controle da legalidade dos atos da Administração.

Motivar significa:

- mencionar o dispositivo legal aplicável ao caso concreto;

- relacionar os fatos que concretamente levaram à aplicação daquele dispositivo legal.

Todos os atos administrativos devem ser motivados para que o Judiciário possa controlar o mérito do ato administrativo quanto à sua legalidade. Para efetuar esse controle, devem ser observados os motivos dos atos administrativos.

Em relação à necessidade de motivação dos atos administrativos vinculados (aqueles em que a lei aponta um único comportamento possível) e dos atos discricionários (aqueles que a lei, dentro dos limites nela previstos, aponta um ou mais comportamentos possíveis, de acordo com um juízo de conveniência e oportunidade), a doutrina é uníssona na determinação da obrigatoriedade de motivação com relação aos atos administrativos vinculados; todavia, diverge quanto à referida necessidade quanto aos atos discricionários.

Hely Lopes Meirelles entende que o ato discricionário, editado sob os limites da Lei, confere ao administrador uma margem de liberdade para fazer um juízo de conveniência e oportunidade, não sendo necessária a motivação. No entanto, se houver tal fundamentação, o ato deverá condicionar-se a esta, em razão da necessidade de observância da Teoria dos Motivos Determinantes.

O entendimento majoritário da doutrina, porém, é de que, mesmo no ato discricionário, é necessária a motivação para que se saiba qual o caminho adotado pelo administrador. O eminente Professor Diógenes Gasparini, com respaldo no art. 50 da Lei n. 9.784/98, aponta inclusive a superação de tais discussões doutrinárias, pois o referido artigo exige a motivação para todos os atos nele elencados, compreendendo entre estes, tanto os atos discricionários quanto os vinculados.

O princípio da motivação é de importância singular, alcançando inclusive previsão em constituições estaduais, entre elas, a Constituição do Estado de São Paulo, que no seu artigo 111, lista, além dos princípios do artigo 37 da Constituição Federal, a motivação, a razoabilidade, a finalidade e o interesse público. Saliente-se, concluindo, que, inclusive em relação às decisões do Poder Judiciário, sejam essas decisões judiciais ou administrativas e disciplinares, como garantia de ampla defesa, a Constituição Federal de 1988 prevê a necessidade de motivação, conforme consta em seu artigo 93, incisos IX e X, respectivamente.

http://www.centraljuridica.com/doutrina/8/direito_civil/principio_da_motivacao.html

Não importa a finalidade, bandidos agem assim


Nos anos 80 eles eram os Robin Hood das favelas, roubavam e traficavam drogas e, em troca da não delação da comunidade onde agiam, faziam a parte “assistência” que o estado não promovia (e até hoje não promove), como um botijão de gás, um remédio, um transporte e outros “favores”. Quando já devidamente instalados, conhecedores de todos os moradores e com acúmulo de dinheiro, se abasteceram também de armas para intimidar os possíveis invasores de seu território.

Logo foram percebidos por políticos e pela polícia, os primeiros em busca de votos e o segundo em busca do dinheiro. Ainda me lembro de fotos apreendidas com políticos junto a traficantes em época de campanha política. Só que nunca foram reveladas, foram destruídas, pois, eles detinham mandatos.
Após se estabelecerem como um poder paralelo, os traficantes de comunidades passaram a controlá-las pelo terror. No menor sinal de duvida de delação o suspeito era imediatamente eliminado.  A polícia passou a encontrar forte resistência para entrar nas diversas favelas do Rio de Janeiro, pegar um chefe do trafico ou um gerente importante passou a ser a “sorte grande”, quantias inimagináveis eram negociadas em troca de liberdade.

Com isso feito escancaradamente a polícia passa a ser mal vista, já que o trafico já empregava grande parte da “mão de obra” disponível nas comunidades. Famílias inteiras viviam às custas do seus filhos ganhavam como “vapor”, “olheiros” ou “soldados”, e a qualquer sinal de policiais honestos que detivesse seus “trabalhadores”, iam para as ruas queimar pneus, bloquear o transito e até mesmo incendiar ônibus.


Hoje, com muitas comunidades “controladas” em seu poderio bélico no Rio de Janeiro, mesmo com o comercio de drogas ativo e com custos reduzidos, as comunidades se voltam novamente contra a polícia com denúncias descabidas. É a política influenciando as ações.


A política atual adquiriu “modus operandi” do tráfico. Matam, intimidam, roubam, associa-se a seus iguais (bandidos) e executam ações de destruição para destruir que esteja lhe prejudicando o caminho.


Discursam idoneidade e não se abstém de praticar ilegalidades para obtenção de recursos financeiros para pagar seus “mercenários”.



São todos iguais, sem distinção.

Militância vira critério para receber moradia do Minha Casa Minha Vida

Onze das 12 entidades com projetos aprovados pelo Ministério das Cidades são dirigidas por filiados ao PT; quem marca presença em protestos e até ocupações ganha prioridade na fila da casa própria em São Paulo.



28 de setembro de 2013
Adriana Ferraz e Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo
 
Líderes comunitários filiados ao PT usam critérios políticos para gerir a maior parte dos R$ 238,2 milhões repassados pelo programa Minha Casa Minha Vida Entidades para a construção de casas populares na capital. Onze das 12 entidades que tiveram projetos aprovados pelo Ministério das Cidades são dirigidas por filiados ao partido. Suas associações privilegiam quem participa de atos e manifestações de sem-teto ao distribuir moradias, em vez de priorizar a renda na escolha. Entre gestores dos recursos, há funcionários da gestão de Fernando Haddad (PT), candidatos a cargos públicos pela sigla e até uma militante morta há dois anos.

A partir de repasses diretos, as associações selecionadas pelo governo federal escolhem quem vai sair da fila da habitação em São Paulo. Os critérios não seguem apenas padrões de renda, mas de participação política. Quem marca presença em eventos públicos, como protestos e até ocupações, soma pontos e tem mais chance de receber a casa própria.

Para receber o imóvel, os associados ainda precisam seguir regras adicionais às estabelecidas pelo programa federal, que prevê renda familiar máxima de R$ 1,6 mil, e prioridade a moradores de áreas de risco ou com deficiência física. A primeira exigência das entidades é o pagamento de mensalidade, além de taxa de adesão, que funciona como uma matrícula. Para entrar nos grupos, o passe vale até R$ 50.

Quem paga em dia e frequenta reuniões, assembleias e os eventos agendados pelas entidades soma pontos e sai na frente. O sistema, no entanto, fere o princípio da isonomia, segundo o advogado Márcio Cammarosano, professor de Direito Público da PUC-SP. “Na minha avaliação, esse modelo de pontos ainda me parece inconstitucional, além de escandaloso e absolutamente descabido. Ele exclui as pessoas mais humildes, que não têm condições de pagar qualquer taxa ou mesmo de frequentar atos públicos”, afirma.

50 mil pessoas. Os empreendimentos são projetados e construídos pelas associações, que hoje reúnem uma multidão de associados. São mais de 50 mil pessoas engajadas na luta pelo direito à moradia. Além das entidades dos petistas, há ainda uma outra dirigida por um filiado ao PCdoB.

A força política dos movimentos de moradia, que só neste ano comandaram mais de 50 invasões na cidade, pressionam não só o governo federal, mas a Prefeitura. Em agosto, Haddad publicou um decreto no qual se comprometeu a permitir que entidades possam indicar parte das famílias que serão contempladas com moradias em sua gestão. A promessa de campanha é entregar 55 mil até 2016 – as lideranças querem opinar sobre 20 mil desse pacote.

O cientista político Marco Antonio Teixeira, da FGV, ainda alerta para o um efeito colateral do esquema implementado na capital pelas entidades, que é a cooptação política dos associados, com fins eleitorais.
“O governo deve imediatamente intervir nesse processo e rediscutir as regras. Isso remete ao coronelismo. Além disso, a busca pela casa própria não pode ser um jogo, onde quem tem mais pontos ganha.”

Quem é quem. A maior parte das entidades é comandada por lideranças do PT com histórico de mais 20 anos de atuação na causa. É o caso de Vera Eunice Rodrigues, que ganhou cargo comissionado na Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) após receber 20.190 votos nas últimas eleições para vereador pelo partido.

Verinha, como é conhecida, era presidente da Associação dos Trabalhadores Sem Teto da Zona Noroeste até março deste ano – em seu lugar entrou o também petista José de Abraão. A entidade soma 7 mil sócios e teve aval do Ministério das Cidades para comandar um repasse de R$ 21,8 milhões. A verba será usada para construir um dos três lotes do Conjunto Habitacional Alexius Jafet, que terá 1.104 unidades na zona norte.

No ano passado, Verinha esteve à frente de invasões ocorridas em outubro em prédios da região central, ainda durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD), e em pleno período eleitoral. Em abril, foi para o governo Haddad, com salário de R$ 5.516,55. A Prefeitura afirma que ela está desvinculada do movimento e foi indicada por causa de sua experiência no setor.

Outra entidade com projeto aprovado – no valor de R$ 14 milhões –, o Movimento de Moradia do Centro (MMC), tem como gestor Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, filiado ao PT há mais de 30 anos e atual candidato a presidente do diretório do centro. Com um discurso de críticas à gestão Kassab e de elogios a Haddad, ele também nega uso político da entidade. “Qualquer um pode se filiar a nós e conseguir moradia. Esse é o melhor programa já feito no mundo”, diz sobre o Minha Casa Minha Vida Entidades.

Ministério diz que desconhece esquema de pontuação. O Ministério das Cidades afirmou desconhecer que a presença em atos públicos, como protestos e ocupações, renda pontos às pessoas que lutam por uma moradia na capital. A pasta informou apenas que as entidades podem criar regras adicionais às estabelecidas pelo Minha Casa Minha Vida, sem a necessidade de aprová-las no governo.

Da mesma forma, o ministério disse que não pode interferir em regras internas dos movimentos de moradia e, por isso, não tem como impedir a cobrança de taxas e mensalidades.

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP), não quis dar entrevista. Por meio de nota, sua assessoria ressaltou que as entidades não são selecionadas, mas habilitadas a receber verba mediante o cumprimento de uma série de atribuições, como dar apoio às famílias no desenvolvimento dos projetos, assim como na obtenção da documentação necessária. O processo não segue, segundo a pasta, critérios políticos. Além disso, as associações devem se submeter a uma prestação de contas, feita pela Caixa Econômica Federal, que financia as unidades.

sábado, 28 de setembro de 2013

(NR-10) ASPECTOS TÉCNICOS DA ELETRICIDADE NOS AMBIENTES DE TRABALHO


Nosso post é uma tradução de artigos publicados na Internet pela OHS on line (redigido por Laura Proctor e  Srin Kuchibotla, especialistas em gerenciamento de projetos) e Manuais do Ministério do Trabalho dos Estados Unidos sobre eletricidade e os riscos da eletricidade. Em seguida, mostramos infográficos do site NRFACIL com conteúdos da NR-10 do nosso Ministério do Trabalho. 
 
ELETRICIDADE PARA A VIDA E PARA A MORTE
Eletricidade pode salvar vidas mas também pode tirar vidas. Desfibriladores cardíacos salvam vidas transmitindo um choque elétrico para pessoas que sofrem de ataques cardíacos. Eletrochoqueterapia ainda é utilizado em casos de depressão grave, em pacientes psiquiátricos hospitalizados.
 
ELETRICIDADE NO TRABALHO
 Choques elétricos nos ambientes de trabalho podem assumir formas diversas, mas é sempre um caso sério. Um trabalhador presta serviços em uma peça de máquina em uma fábrica quando acidentalmente faz contato com uma linha energizada sofrendo choque severo. Em outro incidente, um eletricista é eletrocutado enquanto fazia manutenção em uma unidade de ar condicionado localizado em um prédio comercial.

A eletricidade tem sido há muito tempo reconhecida como um grave risco com a primeira fatalidade ocorrida em 1879. Em 2011, nos Estados Unidos, estatística oficiais registram que morreram 171 trabalhadores em acidente com choque elétrico. E em cerca de 1 milhão de eletricistas empregados mais de 97% sofreram choque ou lesão por causa de eletricidade no trabalho. A morte tambem pode ocorrer por queda ou colisões.
A eletricidade geralmente mata de duas formas:
1. Em primeiro lugar, dada uma voltagem, a corrente pode provocar parada cardíaca.
2. A eletricidade pode converter-se ainda em calor e literalmente cozinhar uma pessoa. E isto pode acontecer mesmo a uma certa baixa voltagem, se a potencia for suficiente para queimar o corpo. A pele humana confere uma grande proteção ao corpo por elementos normais (ar, água, poeiras, etc.); entretanto a pele humana não está preparada para calor extremos, que é uma das consequências da exposição à eletricidade.

Tipicamente existem 3 tipos de queimaduras:
Quando a corrente elétrica flui através de tecidos e órgaos
Quando ocorre um arco elétrico (temp pode ultrapassar 19000 graus Celsius)
Queimadura térmica, quando a pele toca uma superfície quente

Mesmo que a eletricidade não mate, ela pode provocar um choque muito desagradável, queimar a pele e mesmo danificar nervos e órgãos internos. Choques severos pode causar ainda lesões nas articulações e quebrar ossos do pescoço devido a contrações musculares. Há ainda o risco indireto, de quedas quando o choque ocorre no trabalho em altura. Ou seja, eletricidade não é brincadeira e deve ser levada muito a sério.

Mesmo que um trabalhador não morra como resultado de exposição à eletricidade, o período de recuperação pode ser longo, doloroso e de alto custo.

Embora alguns trabalhadores em outras atividades podem não considerar “trabalho com eletricidade” como fazendo parte de suas tarefas, muitas simples troca de luminárias e outras tarefas de manutenção, energizar e desenergizar máquinas e operar ferramentas de acionamento de potencia podem ser considerar como riscos. Trabalhadores em transporte de massa, manufatura de bens, indústrias de telecomunicação assim como em atividades de primeiros socorros estão especialmente em risco de choque elétrico.

REAÇÕES FISIOLÓGICAS À ELETRICIDADEÉ fato bem estabelecido que o corpo humano pode conduzir eletricidade. Uma corrente flui em qualquer tempo que o corpo entra em contato com qualquer parte eletricamente energizada enquanto estabelecer simultaneamente contato com outra superfície condutiva, como metal. Uma vez que a corrente entra no corpo no ponto de contato, ela vai passar através do corpo e sair em outro ponto de contato, geralmente a terra.

Vários fatores afetam a severidade de agressões sofridas em choque elétrico, incluindo o sistema de voltagem, a quantidade de eletricidade ou amperagem, o tipo de corrente (contínua ou alternada) e a resistencia do corpo à corrente. A via que a corrente atravessa o corpo e a duração do tempo em que o corpo permanece em contato com a corrente, são também fatores críticos.

A reação do corpo ao choque elétrico pode variar de uma pequena dormência à morte instantânea. Mesmo ao nível tão baixo como 3 miliamperes, a corrente viajando pelo corpo pode cuasar lesões indiretas ou secundárias, inclusive contusões e fraturas de ossos.

Miliampere (mA) é uma medida de corrente (1.000 miliamperes por amperagem). Por exemplo, 120 volts/1000ohms é igual a 0,120Amp, o que é igual a 120mA.

Considere como o organismo reage quando entra em contato comos seguintes níveis de eletricidade:
0,5-3mASensação de dormência
3-10mAContratura muscular e dor
10-40mAperda do controle muscular até que
a corrente seja removida
30-75mAParalisia respiratória
100-200mAFibrilação ventricular (grave disfunção cardíaca)
200-500mAParada cardíaca
+ de 1500mAOs tecidos e órgãos começam a sofrer queimaduras

Veja em perspectiva os níveis de voltagem para equipamentos e fontes de força presentes em diversos ambientes industriais:
120VVoltagem de escritórios
240VCircuitos geradores de calor,
pequenas máquinas e furadeiras
277VCircuitos de alta intensidade para iluminação
480VMáquinas pesadas
13000-15000VCompanhias de eletricidade

Protegendo trabalhadores de choque elétrico
O choque elétrico geralmente ocorre como resultado de equipamento ou instalação insegura, práticas inseguras e ambiente de trabalho inseguro ou uma combinação desses fatores. Equipamentos ou instalações pode ser inseguros devido a certas condições, como aterramento impróprio, conexões instáveis, isolamento inadequado ou partes defeituosas ou sem segurança. Trabalhadores podem colocar eles mesmos em risco por não desenergizar equipamentos durante serviços de reparo ou utilizando ferramentas e quipamentos muito próximos de partes elétricas.

ASPECTOS TÉCNICOS DA NR-10
Prof. Samuel Gueiros (NRFACIL)
Abaixo alguns infográficos da NR-10 buscando contextualizar o conteúdo do artigo à nossa realidade regulamentar. Selecionamos alguns conteúdos da NR-10 que podem ser lidos em uma única página da Internet no site www.nrfacil.com.br. Ao abrir a pasta da NR-10, buscamos o REMISSIVO e procuramos o assunto selecionado. Ao clicar no item, abre-se uma imagem com o texto solicitado.
O primeiro infográfico relaciona-se ao item MEDIDAS DE CONTROLE disposto na NR-10, com a projeção de alguns itens (veja o infográfico completo no site). Observe que neste item a principal ênfase é a análise de risco de forma a garantia a segurança e saúde no trabalho:

O segundo infográfico relaciona-se a Proteção Coletiva, observando-se uma hierarquia de medidas que devem ser observadas de forma alternativa (projetamos apenas uma parte do texto, vc pode ver o texto todo no site):

O terceiro infográfico da NR-10 traça diretrizes para a Segurança em Projetos de instalações elétricas, enfatizando a prevenção precoce:

E finalmente, escolhemos o item relacionado à Qualificação, Capacitação (Treinamento) dos trabalhadores envolvidos com eletricidade e inclusive a anotação de sua capacitação no próprio Registro de Empregado da empresa:
Boa leitura!

NRFACIL


45 conselhos de quem já está com 90 anos. Aproveite, é sabedoria pura.




Escrito por Regina Brett, 90 anos de idade, assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio.

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou.
É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."

Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:

1.. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto ao chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..

26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.


 

Universidade gratuita para aluno rico é aberração brasileira

17/08/2013
Veja

Em artigo publicado em VEJA, o economista defende que instituições públicas cobrem mensalidade dos alunos que podem pagar — e concedam bolsas aos que não podem.

Alunos do curso de química da USP (Universidade de São Paulo) realizam trote em calouros no primeiro dia de matrícula.

"Seu Gustavo”, interfonou o porteiro do meu prédio, “o senhor não vai escrever nada sobre esse Mais Médicos?” Perguntei-lhe o que achava de mais essa iniciativa natimorta do governo como resposta às manifestações de junho. “Acho até que os médicos precisam devolver algo à sociedade, mas não sendo forçados a ficar dois anos em hospital público”, respondeu. É uma lógica elementar: em um estado de direito, ninguém pode exercer uma profissão contra a sua vontade. A frase me fez lembrar de uma declaração do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos. Quando um cliente recém-absolvido diz não saber como expressar sua gratidão pelos serviços do advogado, a orientação de Thomaz Bastos é simples: “Depois que os fenícios inventaram a moeda, esse problema ficou simples de resolver”. É isso. Existe um modo fácil de garantir que futuros médicos, engenheiros, advogados e estudantes de outras carreiras ressarçam os cofres públicos: cobrar mensalidades de quem pode pagar. Por que criar planos tão mirabolantes, e circunscritos a médicos, se há um modelo mais simples e aplicável a todos?

Há um argumento apontado por quem vai contra essa ideia: as universidades públicas não podem cobrar mensalidades porque tudo que é público precisa ser gratuito. Nenhuma dessas pessoas vai aos Correios e espera mandar um Sedex de graça nem passa em postos da Petrobras imaginando pagar a gasolina com espírito cívico. O fato de algo ser público não tem relação com gratuidade. Se as universidades públicas cobrassem mensalidades, continuariam defendendo interesses públicos. Na maioria dos países desenvolvidos, as universidades públicas cobram mensalidades. Na OCDE, associação dos países desenvolvidos, dezoito membros cobram em suas universidades, incluindo os “neoliberais” Canadá, França, Itália e Japão.

Algumas pessoas tentam desqualificar a cobrança alegando dificuldades práticas. Esse sistema seria muito difícil de implementar, dizem elas. Criaria um grande risco de deixar gente pobre de fora e ainda renderia pouco aos cofres públicos. Ora, se isso fosse verdade, os países com os melhores sistemas educacionais do mundo não o teriam adotado. Em realidade, o modelo é simples: institui-se a cobrança de uma mensalidade, e quem não tem condições de pagá-la procura a sua universidade em busca de abatimento. O desconto pode, inclusive, ser superior a 100%, dando não apenas gratuidade como auxílio de custo a estudantes pobres. Basta levar a sua declaração de renda e a dos pais/responsáveis para comprovar a ausência de renda. A Receita Federal institui recomendações de valor-limite a ser cobrado de acordo com a renda familiar. Com uma simples regra adicional, para não facilitar ainda mais a vida dos sonegadores: quem cursou o ensino médio em escola privada deve pagar pelo menos a mensalidade que pagava na escola. O esquema não renderia pouco, não. Nas últimas semanas fiz o seguinte exercício: com dados cedidos pela Hoper Educação, descobri as mensalidades das universidades privadas top de linha em oito grandes capitais brasileiras para os quinze cursos com mais alunos na graduação. Tomando como base o perfil socioeconômico dos alunos da USP, estimei a porcentagem de alunos que cursaram o ensino médio em colégios particulares para cada um desses cursos.

Presumi que essas pessoas poderiam continuar pagando mensalidades pelo menos iguais às das melhores universidades privadas (explicações mais detalhadas dos cálculos estão em twitter.com/gioschpe). Provavelmente é até um valor subestimado, já que muitas das universidades públicas têm melhor qualidade que as privadas e, portanto, poderiam cobrar mensalidades mais altas.

Mas apenas com esse esquema simples de cobrança seria possível arrecadar mais de 7,4 bilhões de reais por ano. Mesmo em um país de cifras e desperdícios colossais, não é pouca coisa.

Mais decisiva que o valor diretamente arrecadado ou o fim de uma injustiça social em um país tão desigual, a cobrança de mensalidades nas universidades públicas permitiria sanar sérias distorções do nosso modelo de ensino superior. O Ministério da Educação (MEC) poderia cortar o financiamento ao orçamento geral das universidades federais (a mesma coisa para as secretarias estaduais de educação e as universidades estaduais). As universidades seriam responsáveis por obter seu financiamento diretamente dos alunos. Os alunos que não pudessem pagar a mensalidade seriam subsidiados diretamente pelo MEC. Isso forçaria as universidades públicas a cobrar mensalidades de valores compatíveis com os de mercado. Com sua atual estrutura de custos, seria impossível. Nossas universidades públicas viraram cabides de emprego. Há só dez alunos por professor em nossas universidades federais, ante 15,5 nas da OCDE e dezoito nas nossas universidades privadas. Há apenas oito alunos por funcionário, contra 21 nas privadas. Pior: a maioria dos professores é remunerada como se fosse pesquisador de tempo integral, condição real restrita, de fato, a uma pequena minoria. Para fecharem as contas, as universidades teriam de demitir professores e funcionários improdutivos. E talvez baixar o salário fixo dos professores. O MEC e as agências de fomento complementariam sua renda por meio de pagamento por projeto de pesquisa. Estimulariam a produtividade de nossos melhores pesquisadores (e há excelentes pesquisadores em nossas universidades, na maioria dos casos irritados por ter de aturar colegas descompromissados). Outro caminho para as universidades seria o incremento na área de extensão, aquela que lida com empresas e outros públicos externos, fazendo com que suas atividades beneficiassem o setor produtivo brasileiro. Hoje o Brasil produz um número razoável de doutores e papers, mas muito poucas patentes. E é muito difícil para as empresas contarem com pesquisadores de ponta em seus projetos, já que a academia lhes oferece salário bom e estabilidade no emprego.

O que fazer com todo o recurso que seria poupado pelo MEC e pelas secretarias, substituído pelo pagamento de alunos e de projetos em parceria com o setor produtivo? Quando comecei a defender essa ideia, há mais de dez anos, sugeria que o dinheiro fosse reinvestido em educação básica, à época ainda carente. Hoje já gastamos em educação básica o mesmo que países desenvolvidos, e está claro que o gigantismo paquidérmico do estado impede o país de crescer. Nada melhor, portanto, que devolver esse dinheiro à sociedade, via redução de impostos.

Essa seria uma boa defesa para convencer aqueles que esgrimem um argumento canhestro para defender a manutenção da gratuidade até para alunos abastados: “Mas eu pago tanto de impostos e nunca recebo nada de volta do estado, a única coisa que exijo é universidade gratuita pros meus filhos”. Bem, mesmo quem não usa hospitais ou escolas públicas recebe bastante do estado, sob forma de policiamento, estradas, defesa nacional, sistema judiciário etc. E o objetivo de um sistema de tributação justo não é ser um toma lá dá cá, em que você paga de um lado e recebe do outro, mas sim fazer a redistribuição de renda, em que os mais ricos ajudam os mais pobres. Sim, eu concordo: a qualidade do serviço público brasileiro é péssima e deveria melhorar. É uma injustiça. Mas é só em matemática que dois negativos fazem um positivo. Não é com a injustiça de uma universidade gratuita até para gente rica que vamos consertar a injustiça maior de um estado incompetente. Precisamos mudar as duas pontas.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O bloco do quebra-quebra


Com slogans anarquistas na cabeça e coquetéis molotov na mão, os black blocs se espalham pelo Brasil e transformam protestos em arruaça. Jovens da periferia, punks e até universitários de tênis Farm compõem o bando.

No começo, quase ninguém notou a chegada deles. Em 20 de abril de 2001, o mesmo dia em que grupos anarquistas no Canadá protestavam contra a criação da Alca, em Quebec, na Avenida Paulista, em São Paulo, um bando de arruaceiros com o rosto coberto destruía a marretadas agências bancárias e uma loja do McDonald"s. Era a primeira arruaça black bloc no Brasil. Embora, àquela altura, pouca gente soubesse o que era isso, o bando de inspiração anarquista, defensor da "destruição consciente da propriedade privada" e autodeclarado inimigo do capitalismo, começava a se organizar no país. Hoje, os militantes, por assim dizer, não chegam a duas centenas por aqui. É um grupo pequeno, mas que, engrossado por vândalos de ocasião, em algumas capitais tem transformado a baderna e a violência em uma assustadora rotina.

Na semana passada, os black blocs estiveram por trás de todas as manifestações violentas que explodiram no Rio de Janeiro e em São Paulo, com exceção da tentativa de invasão do Hospital Sírio-Libânes, esta uma obra de sindicalistas. Na quinta, no Rio de Janeiro, cerca de 200 mascarados depredaram agências bancárias, pontos de ônibus e arremessaram um banheiro químico no meio da rua. A Avenida Rio Branco, uma das principais vias da cidade, ficou parada por quase sete horas. No dia anterior, em São Paulo, black blocs haviam queimado uma catraca, que levaram durante toda a manifestação como troféu. Na sequência, invadiram o prédio da Câmara Municipal e destruíram suas vidraças.

Por princípio herdado dos seus precursores europeus, muitos dos black blocs desprezam qualquer movimento político organizado, à direita ou à esquerda, o que inclui até os, atualmente em voga, Fora do Eixo e Mídia Ninja. Mas, ao menos no Brasil, o fato de saberem do que não gostam não quer dizer que saibam o que querem. Exemplo disso ocorreu durante a invasão da Câmara Municipal de São Paulo, quando um black bloc abordou aos berros o presidente da Casa. o petista José Américo: "O senhor é a favor da tarifa zero? Quem matou o Amarildo? Abriria mão do seu salário? É contra a Constituição?"". Se os vândalos paulistanos não conseguiram ainda eleger seu alvo, os do Rio já o fizeram. Há mais de um mês, black blocs lideram um acampamento na porta da casa do governador Sérgio Cabral. Dentro de suas tendas, entre um baseado e um gole de vodca. exigem a renúncia do político.

Por trás dos lenços — pretos, na versão original; de qualquer cor que estiver à mão, na versão brasileira — estão principalmente moradores de periferia. Mas punks e egressos de movimentos sociais decadentes, como o MST, engrossam as fileiras do bando. Nessa combinação, a adesão dos primeiros — com suas calças justas e coturnos de cadarços pretos, vermelhos ou amarelos (os brancos são abominados pela associação com os inimigos neonazistas — contribuiu para aumentar o grau de violência do grupo e levar para dentro dele outros elementos deletérios, como vinho barato e cocaína. Em São Paulo, completam a babel social estudantes de universidades como USP, PUC e Faap. Na semana passada, uma aluna de ciências sociais da USP engrossava o bloco do quebra-quebra calçando tênis da grife Farm, em média 250 reais o par. "E ótimo para manifestações", justificava.

Na capital paulista, essa turma heterogênea se reúne em uma casa na Zona Oeste, em festas regadas a cerveja e ao som de cumbia — ritmo nascido na periferia de Buenos Aires. Ao final, assistem a filmes como Brad, Uma Noite Mais nas Barricadas, uma ode ao produtor de vídeo americano morto por um grupo paramilitar durante uma manifestação no México.

No Brasil, os primeiros integrantes dos black blocs viviam nos moldes das antigas comunidades hippies, em bairros como Perus, na Zona Norte de São Paulo. Politizados e interessados por história, liam livros como Manual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella, e The Black Bloc Papers, que conta o histórico do bando. Ele surgiu nos anos 80, na Alemanha da Guerra Fria sacudida por protestos antinucleares. Naquele tempo, os black blocs diziam ter um objetivo diferente do atual: o de servir de "escudo humano" para os manifestantes que desafiavam a polícia e apanhavam dela. Mas o contexto mudou. No fim da década de 90. com o Muro de Berlim despedaçado, o marxismo em baixa e o anarquismo em alta, os black blocs aterrissaram nos Estados Unidos e no Canadá com bandeiras já enegrecidas e gritos bem mais radicais: pela destruição das propriedades, do governo e das empresas privadas. McDonald"s e Starbucks viraram imediatamente os alvos preferenciais da turma — e até hoje não escapam ilesas de nenhum protesto em que haja um mascarado. Em 2011, os black blocs participaram do Occupy Wall Street, em Nova York. A violência do grupo assustou os manifestantes comuns e serviu para abreviar o movimentoo mesmo processo que pode ter acontecido com as manifestações que começaram em junho no Brasil.

Por aqui, a tática usada pelo grupo nos últimos atos obedece ao padrão de ação dos precursores europeus e americanos. Em turmas de cerca de 100 pessoas, os black blocs assumem a linha de frente dos protestos, a pretexto de compor uma barreira entre os manifestantes e os policiais. De braços cruzados, movem-se como uma massa uniforme em direção às barreiras de segurança. Quando a polícia se aproxima, emitem em coro e de forma ritmada grunhidos semelhantes a um grito tribal.

Nesse momento, alguns membros lançam morteiros, coquetéis molotov e pedras com estilingues. O objetivo é provocar a polícia. Quando ela reage, eles se dividem: uma turma pane para cima e a outra foge para pichar muros, atear fogo em latões de lixo e destruir estabelecimentos, preferencialmente bancos, concessionárias de carros, lanchonetes de cadeia e tudo o que considerarem "símbolos do capitalismo". Placas de sinalização viram armas e orelhões, escudos. Na cartilha apreendida pelo delegado Marco Duarte de Souza, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, um grupo de black blocs descreve seus alvos: "bancos, grandes empresas e a imprensa mentirosa".

Devem ser evitadas, segundo o texto, depredações de "carros particulares e pequenos comércios". Os black blocs acham isso muito bonito e nobre — orgulham-se de dizer que não praticam o que chamam de "vandalismo arbitrário".

Para eles e seus admiradores confessos — entre os quais professores universitários pagos com dinheiro público —, destruir uma agência bancária a marretadas ou golpes de extintor de incêndio não é vandalismo, mas uma "ação simbólica", que, inserida na "estética da violência". simularia a "ruína do capitalismo". Embora haja uma definição mais precisa para isso — e ela pode ser resumida na palavra crime —, quase nenhum black bloc está preso hoje no país.
Ação covarde em que pegaram policial sozinho, o bando o espancou e, se não houvesse socorro a tempo, certamente estaria morto.

Em dois meses de manifestações, mais de 200 agências bancárias foram depredadas, o que causou um prejuízo superior a 100 milhões de reais. No comércio, foi de 38 milhões de reais. Em São Paulo, o governo e a prefeitura gastaram até agora 350.000 reais para consertar vidraças das estações de metrô destruídas, placas de rua e pontos de ônibus. No Rio de Janeiro, o prejuízo superou 1,5 milhão de reais. Com toda essa destruição, por que não há vândalos presos? Para que uma pessoa tenha a prisão cautelar ou preventiva decretada nos flagrantes de vandalismo, é necessário comprovar que, solta, representaria risco à ordem pública. Essa decisão tem de partir de um juiz, que, para tomá-la, precisaria estar amparado numa investigação policial — que até hoje não foi feita, ao menos de forma sistemática.


Outra opção seria enquadrar os arruaceiros pelo crime de formação de quadrilha, além de dano ao patrimônio. Ocorre que, também nesse caso, é necessário haver uma investigação prévia que comprove que as pessoas se juntaram de modo estável e contínuo para cometer os delitos.

O anarquismo, do qual derivam os black blocs. prega a organização da vida em sociedade fora da moldura do estado — segundo creem, a fonte de todos os males. Os black blocs, no entanto, assimilam apenas o subproduto desse ideário: a improvisação, a baderna e a tolerância para com certos crimes. Tudo aquilo de que o Brasil está louco para se livrar. A contar pela intensidade da ação policial e da disposição do grupo, inversamente proporcionais, isso não ocorrerá tão cedo. Integrantes dos black blocs já anunciaram que o pior ainda está por vir — e deram até a data, 7 de setembro, quando estão previstas, em dezenas de cidades brasileiras, manifestações de nome preciso e autoexplicativo: Badernaço.


Black Bloc em hora de recreio
No começo do século XX, nos Estados Unidos, o rosto de Emma Goldman, nascida no que hoje é a Lituânia, era uma das faces mais conhecidas do anarquismo. Neste começo de século XXI, no Brasil, os olhos claros de outra Emma (pelo menos esse é o nome que ela escolheu para se apresentar ao mundo) foram os mais compartilhados nas redes sociais quando o assunto era a ala feminina dos black blocs. Sempre coberta por uma camiseta enrolada em torno da cabeça, a Emma brasileira ganhou ensaio fotográfico amigo e entrevista no Mídia Ninja e ainda teve imagens suas circulando na internet nas quais discute com um policial, com quem quase chegou às vias de fato. Junto com duas dezenas de estudantes e até mendigos, ela está acampada há duas semanas nas proximidades do prédio onde mora o governador do Rio, Sérgio Cabral.

Pelo depoimento que deu, ficou-se sabendo que Emma tem 25 anos e foi "educada para ser uma burguesinha otária". Saiu de casa aos 16, para morar em uma favela. Trabalhou por algum tempo num banco - onde "via aquela gente soberba, milionária, muita coisa bizarra" - e parou de trabalhar lá por "desobediência civil". Na sua opinião, os black blocs "têm origem e intenção contra o capitalismo" e "não querem ser heróis de ninguém". Mais Emma não diz. Entre os black blocs, o combinado é que não se fala com "a grande mídia" e, quando se fala alguma coisa, isso não inclui detalhes da vida pessoal de ninguém.

Da sua tenda, instalada ao lado de outras três em frente à Praia do Leblon, Emma dispara constantes convocações de "assembleias" para os acampados. Podem ser para discutir coisas como a distribuição de comida, na maior parte doada por moradores da vizinhança, ou a recepção a recém-chegados. É ouvida com respeito e atenção - mas, às vezes, a turma se rebela e não se mexe, alegando que "é hora de lazer". Nos intervalos entre as assembleias, lê o livro História da Riqueza do Homem, de Leo Huberman, uma provável concessão autonomista, já que a obra enfoca a história econômica sob a ótica marxista.

Mas Emma também preza os momentos de lazer: namoradeira, foi vista "ficando" com dois acampados num mesmo dia. Afinal, como já dizia a outra Emma, a lituana que se apresentava como defensora de todas as liberdades: "Se eu não posso dançar, essa revolução não me interessa".

 Revista Veja 19/08/2013

São violentos quando em bandos, mas sozinhos, não passam de inofensivos "filhinhos de mamãe".

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

(NRs 17 e 35) QUATRO REGRAS PARA PROTEÇÃO DE QUEDAS


Neste Post publicamos as quatro regras fundamentais sobre proteção de quedas, uma tradução de artigo do site ohsonline patrocinado pela gorbel.com, empresa especializada na fabricação de equipamentos de proteção para o trabalho em altura (créditos abaixo).
Incluimos uma tabela com regras da ABNT sobre os EPIs relacionados à atividade e um slide com parte de texto da NR-35.
 
 
A NR-17
Lembramos também a NR-17, principalmente quanto à organização do trabalho, situação que tem estreita correlação com o planejamento do Trabalho em Altura. Veja abaixo um infrográfico da NR-17 onde abrimos no Remissivo o item relacionado às Condições de Trabalho:
 
 

 

Com qual denominação eu deveria me referir aos gestores PMERJ?


Significado de Gerir: Gerenciar, administrar, dirigir, reger. Portanto, cobrar as quantias devidas e saldar as divida estão dentro da competência do bom gestor.

A área de saúde da PMERJ capenga com o mau atendimento, creio que os que buscam o serviço são na maioria das vezes mau atendidos e não tem seu tratamento a contendo, pois, o Estado não repassa os valores descontados dos contracheques, bem como a contrapartida financeira para este fim.

Vejamos:

Os recursos do FUSPOM são oriundos de descontos mensais nos contracheques dos Policiais Militares e de uma contrapartida do Estado, considerando que a inexistência do nosso sistema sobrecarregaria ainda mais as já combalidas redes de saúde estadual e municipal.
 
Entretanto, o Estado não repassa a parcela do erário destinada ao Fundo de Saúde da Corporação, sendo que a dívida atualmente é da ordem de R$ 109.445.098,45 e o último repasse feito foi relativo ao mês de janeiro de 2006.
 
Resgate da Cidadania PMERJ

Neste ano, após quatro anos de minha passagem para a Reserva remunerada da PMERJ, dei entrada no pedido do “Auxilio Inatividade” à Caixa Beneficente da Corporação (CBPM). O nome “auxilio” pode parecer um “favor”, mas não, é uma obrigação. Ela representa 25% do pecúlio proporcionado pelo desconto mensal para aquela entidade e, eu descontei por mais de 30 anos e continuo descontando.

No dia 05/03/2013 protocolei na CBPM meu pedido, do qual me foi dado prazo de três meses, tempo que decorrido, eu deveria fazer contato telefônico para saber andamento (uma continha simples de multiplicar e dividir chega ao valor devido). Assim fiz, sendo respondido que o prazo seria de três a seis meses. Me contive para não dizer PQP! Vai tomar no .....

Decorrido os seis meses, voltei a ligar e agora me foi respondido que o prazo é de nove meses, devendo retornar a ligação em janeiro para saber o andamento, sendo rebatido que me fora informado diversos prazos, três, seis e agora nove meses. A funcionária se limitou a dizer que a informação não condiz com a verdade. Então, sou paciente até certo ponto, irei até aquela espelunca que se apodera indevidamente (criminosamente) de meu dinheiro para fazer acareação, confrontar os funcionários, chamá-los de mentirosos. Ou estão esperando eu e milhares de servidores inativos morrerem para se apoderarem do que não lhes pertence?

Segundo o Presidente da Caixa Beneficente da PMERJ, CEL CHAVARRY, em seu último editorial, informa que o Governo do Estado deve à instituição mais de R$ 20 milhões.
 
A ultima disputa pela presidência da CBPMERJ foi acirrada, muitos queriam ter a sua administração. Pergunto por quê?  O que estão fazendo para reaver o que é devido pelo Estado?
Penso que algo está errado na formação dos gestores PMERJ, pois, são subservientes ao governo, não se importanto com o destinatário final de suas administrações, os servidores.
Então, qual seria a melhor adjetivação de suas qualidades? Ignorantes, subservientes ou grandes FDP (filhos do pai).
Sou PM, mas não confundam com subserviente, burro, nem palhaço dos seus desmandos. Mereço uma resposta clara.
É meu e eu quero!
 
 
 

 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Meia verdade não é a história, queremos também a VERDADE completa sobre os episódios de tão conturbada época do cenário nacional.

 
                                          Corpo destroçado do Soldado Mário Kozel Filho

Após alguns dias inebriado pela presença do novo Ricardo, o Neto, volto minha atenção ao Brasil. Não o vejo bem, o País vai mal, muito mal.

No meio de tanta imundice protagonizada pelo PT e seus assemelhados, ainda se acham “donos” do Brasil, como nenhuma voz os pudesse contrariar, discordando de suas intenções, que não são as melhores. São as piores possíveis.

Nenhuma obra que beneficiasse os mais necessitados foi concluída, só os caros estádios, alguns construídos onde nem público haverá. O Nordeste morre em seca, enquanto as “bolsas” vão sendo distribuídas, beneficiando muitos políticos ligados ao “sistema”.
 
Ontem, pseudo defensores de uma verdade de mentira, estiveram no prédio da PE (Polícia do Exercito) na Tijuca. Mais uma vez, PSOL, PT e assemelhados, se reuniram em busca de “holofote”.  O grupo de aproximadamente 60 pessoas esteve no local, na Tijuca, Zona Norte da cidade, com faixas e cartazes. 

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) e Wadih Damous, presidente da Comissão da Verdade do Rio se desentenderam. Bolsonaro reivindicava acesso ao prédio e após discussão, ele teria acertado um soco na barriga de Randolfe.  O deputado entrou no local, mas não acompanhou a comitiva.

"É uma provocação o Bolsonaro estar aqui. Ele não vai entrar com a comitiva porque não tem nada a ver com a nossa pauta, que é a busca pela verdade", disse Damous.

Esse FDP, que me desculpem as prostitutas por tamanha ofensa, devia saber que meia verdade não é a história, queremos também a VERDADE completa sobre os episódios de tão conturbada época do cenário nacional.
                                             Cap. Chandler covardemente assassinado.

ASSASSINATO DE MÁRCIO LEITE TOLEDO DA ALNA

ASSASSINATO DE HENNING ALBERT BOILESEN
                                                          Corpo de Boilensen
ASSASSINATO DO MARINHEIRO INGLÊS DAVID A. CUTHBERG

ASSASSINATO DE MANOEL HENRIQUE DE OLIVEIRA

ASSASSINATO DO DR. OCTÁVIO GONÇALVES MOREIRA JÚNIOR (OTAVINHO)
"Foi dado o primeiro tiro, nas costas, derrubando-o e atirando-o a alguns metros de distância. Um segundo tiro, destinado ao coração, atingiu o crucifixo de ouro que ele trazia no pescoço, ricocheteou e perfurou o seu pulso direito. O outro homem aproximou-se e desfelhou-lhe mais dois tiros no rosto. Os últimos tiros foram disparados de uma pistola automática calibre 9 mm."
                                            O corpo do Dr Octávio, logo após o assassinato
ASSASSINATO DO PROFESSOR FRANCISCO JACQUES MOREIRA DE ALVARENGA

A lista das 120 vítimas das esquerdas pode ser ampliada a depender do critério que se use. E o total conhecido pode passar de 130. E, nesse caso, são os próprios esquerdistas que surgem como vítimas. Os tribunais revolucionários dos “companheiros” decretaram a pena de morte de alguns de seus pares.
Mas, ainda se intitulam "vitimas" e agridem om palavras mentiras  e fisicamente quem ousar mostrar a VERDADE verdadeiras, sem cortes. Foi assim ontem com as mulheres que estiveram lá com faixas intimando ação que há muito deveria ter sido posta em prática, INTERVENÇÃO!´



Se os que se dizem a favor do Brasil fossem unidos de fato, poderíamos ter respondido à injusta agressão sofrida pelas "GUERREIRAS" Jaqueline Freitas e Tereza Alves. Afinal, não eram mais de sessenta presentes que defendiam em troca de alguma benesse(lanchinho ou R$ 50,00), os reais criminosos.