quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Olhem o que o Diogo Mainardi postou no Facebook..

Olhem o que o Diogo Mainardi postou no Facebook
"O impeachment, na minha visão, funciona como o botão que se aperta para dar descarga na privada. Você já fez... o que precisava ser feito e não precisa mais olhar os seus dejetos, misturados ao papel higiênico usado. E se tudo ainda não for pelo buraco adentro, engolido pelo jorro de água, você aperta o botão de novo. Simples, o impeachment.


Hoje, milhões de brasileiros apertaram o botão que deveria fazer sumir essa bosta de governo petista. Há um misto de repugnância e exasperação nas pessoas. Digamos - para continuar com a imagem escatológica - que estamos sofrendo uma insuportável prisão de ventre que faz doer a barriga, em espasmos. Nossos intestinos estão cheios, empanturrados com fatos e verdades não só sobre as mazelas do Planalto.

Mas o Congresso...meu Deus, três bandidos condenados na Comissão de Justiça? O Renan, julgado corrupto, decidindo o que serve para nós, povo brasileiro? Os congressistas, deputados federais, a maioria sendo processada por "malfeitos", para usar a expressão do FHC? Seriam eles o nosso purgante salvador? Nem pensar. Mais da metade desses indivíduos nem eleitos foram. Eram vice, pagaram as despesas de campanha, o titular se retirou para alguma "boca" combinada previamente e o agora premiado senador senta sua bunda na cadeira para fazer negócios.

Concorrência pública?...quem dá mais comissão leva. Esses caras exageraram, canalhas contumazes, viciados por anos e anos de impunidade. Eles tem alçadas de poder, verbas de tudo quanto é jeito, sinecuras - e agora preparam seus filhotes para lhes suceder na boca rica. O nepotismo corre solto. Não há o que se esperar deles, não virá de lá nenhuma atitude cívica - como votar o impeachment da Dilma.

Pois eles também deveriam ser "impichados". Vale o mesmo sentimento para com a Justiça, que a imprensa todo dia mostra como um vulgar balcão de negócios e interesses. A Petrobrás, o BNDES, as estatais...tudo aparelhado pelo Lula e sua quadrilha. A Dilma preside esse lupanar (palavra antiga, puteiro seria melhor) com seu beicinho arrogante, perpetrando absurdos com a cumplicidade de seus 39 (trinta e nove) ministros. Nem vou listar os despautérios, quem não é analfabeto, do MST ou bóia-fria sabe de cor que aquela senhora Dilma extrapolou.

Ela, no passado, conseguiu até falir uma lojinha de badulaques chineses, seu maior empreendimento até ser guindada a ministra pelo pior dos brasileiros vivos, essa desgraça chamada Lula. Então é o seguinte: hoje, as manifestações apertaram o botão da privada, coletivamente, num ato de dignidade e consciência política. Mas lá dentro da privada a merda rodou, rodou - e não foi embora. Falta um balde de água. Falta uma mudança total, de tudo. Falta uma greve geral que tenha a força de liquidar essa quadrilha do PT, incrustada no poder.Falta o impeachment da Dilma. Quem será essa pessoa que vai salvar os restos deste país?"

 Vamos puxar a descarga?

(NR-6 - EPI) Analisando 6 desculpas para não usar proteção auditiva


O artigo abaixo é tradução de texto publicado no site OHS on line mostrando não só como abordar as desculpas para não se utilizar epi auditivo mas tambem trazer alguns exemplos de como essas proteções estão evoluindo até aos chamados EPIs  eletrônicos inteligentes.

DESCARTANDO MITOS SOBRE PROTEÇÃO AUDITIVA
  • By Brad Witt,
    Mestre em Audiologia, Presidente da Associação Nacional para Conserv Auditiva (EUA)
    • Tradução: Prof. Samuel Gueiros, Med Trab, Auditor Fiscal, Auditor OHSAS

Você já teve ter ouvido essas desculpas dezenas de vezes … as razões porque um trabalhador não quer usar o EPI em áreas de risco com altos níveis de ruído. Algumas das desculpas (“eles me incomodam”; “causa desconforto”) são insignificantes quando comparadas ao risco de perda auditiva para sempre.
Entretanto, outras desculpas tem alguma credibilidade que soam quase plausíveis. E se um trabalhador justificar que não usa o EPI auditivo porque ele atrapalha a sua produtividade e que ele se sente melhor sem a proteção auditiva?
Vamos dar um giro através de algumas das mais comuns desculpas que os trabalhadores colocam para não usar seu EPI auditivo e assim derrubar alguns mitos nessa história.

“EU NÃO USO PROTEÇÃO AUDITIVA PORQUE…”



DESCULPA No 1:
A PROTEÇÃO CAUSA INFECÇÃO
Pesquisas mostram nenhum aumento de incidencia de novas infecções no ouvido entre os portadores de epi comparado com a população em geral. É mais provável alguem pegar uma infecção devido a nadar em uma água contaminada do que utilizando EPI auditivo. Entretanto, se o trabalhador já tem uma infecção (ou algum ferimento não infectado no canal auditivo) é melhor substituir o plug de inserção por um de concha. O objetivo aqui é sempre utilizar algum tipo de proteção quando exposto a ruído de risco – mesmo pequenos intervalos de exposição não protegida pode causar dano permanente à audição. Manter alguns protetores em concha à mão como uma reposição temporária para trabalhadores com infecção aguda do ouvido pode ser considerada uma boa prática de higene no trabalho. O importante é tirar o medo do epi achando que vai contrair uma infecção pois trata-se de prática sem fundamento e perigosa. 
DESCULPA No. 2:
O PLUG PODE CAUSAR UM DANO AO TIMPANO
O canal auditivo tem cerca de 35mm até alcançar o tímpano. Mesmo o mais longo plug de inserção disponível no mercado é sempre mais curto que o canal quando totalmente inserido no ouvido. De fato, poucas pessoas sequer conseguiram tocar o seu tímpano – e seria muito doloroso se mesmo qualquer um chegasse perto da membrana timpânica. A estrutura cartilaginosa da abertura do canal auditivo poderia causar uma resposta de alarme antes mesmo de  se conseguir tocar o tímpano. Aliás, é normal quando um plug de inserção  quando é bem colocado cause apenas uma sensação de cócegas. A forma do canal auditivo é como uma ampulheta com um estreitamento no meio. Um plug de inserção  precisa passar através dessa constrição no meio (uma espécie de curva no canal auditivo) a fim de obter o melhor ajuste. Como essa curva é parte do ouvido que é raramente tocada, pode se tornar sensível quando se insere  um plug mas não é possível danificar o timpano, nem que estivesse muito perto.
DESCULPA No. 3:
NÃO CONSIGO OUVIR MEUS COLEGAS QUANDO ESTOU COM O EPI
Em um estudo do Ministério do Trabalho dos Estados Unidos, analisando porque trabalhadores expostos a ruído não utilizam seu EPI auditivo, a primeira razão que aparece é que os trabalhadores temem que o EPI poderia interferir na comunicação e na performance do trabalho. Para trabalhadores com audição normal, a relação sinal/ruído melhora quando se utiliza o plug de inserção sob ruído elevado de tal forma que a conversação é muito mais facil. Mas isto não é o caso de trabalhadores que já tem perda auditiva. Para esses, o EPI produz uma perda dupla da audição – a atenuação do plug se sobrepõe à perda auditiva já existente. Felizmente, os fabricantes tem respondido com a fabricação de epi que facilita a conversação. Alguns tem uma atenuação uniforme em todas as frequências de tal forma que o plug auditivo reduz volume sem distorcer a conversa com um colega de trabalho – a fala soa mais natural. Alguns protetores de concha são fabricados com circuitos de amplificação para tornar a conversa fácil de entender mesmo sob ruído intermitente, mas  que pode mediatamente reverter para um bloqueio de ruído passivo quando um som acima dos níveis de risco for detectado. Algumas tecnologias inteligentes são oriundas de aplicações militares. Por exemplo, quando um som que vem de um rádio de comunicação é aumentado para tornar a conversa mais audível, um ruído de fundo é eletronicamente suprimido. Essas soluções são, entretanto, muito caras, custando milhares de dólares para desenvolver proteção eletrônica inteligente.
DESCULPA No. 4:
EU PRECISO OUVIR O SOM E OS ALARMES DA MÁQUINA
Assim como se costuma dizer “eu estou seguro sem meu cinto de segurança”, a desculpa de que a proteção auditiva  pode bloquear a audição de sinais de aviso e de alarme das máquinas é outro erro. A resposta simples para essa reclamação é simplesmente avançar alguns anos à frente: o trabalhador não protegido não vai ouvir mesmo nenhum alarme ou sinais de aviso se ele de repente for acometido de perda auditiva induzida pelo ruido.  De qualquer forma é preciso estar atento para as preocupações de trabalhadores com excesso de proteção.  O ideal é que um trabalhador deve utilizar uma proteção auditiva  que  permita um nível de ruído ambiental abaixo de 80 (dBA) no nível  do tímpano e ainda que permita ao trabalhador ouvir  o que ele precisa ouvir.  Uma ferramenta agora disponível para gestores de segurança  é  o chamado teste  local de adaptação dos EPIs auditivos. Mais do que se basear em publicações sobre médias e números  muitas vezes fora da realidade nos locais de trabalho, este teste permite medir de forma detalhada quanto de ruído realmente está chegando no tímpano do trabalhador. Um trabalhador sob 95 dB (A) precisa, por exemplo, de não mais do que 15dB de proteção real  e ainda que esteja em condições de poder ouvir sinais de aviso e de alarme. Testes de adaptação real permitem a seleção da proteção mais adequada, e evitar excesso de proteção.

DESCULPA No. 5:
MEUS OUVIDOS FORAM SE ACOSTUMANDO AO RUÍDO
Essa desculpa é particularmente tentadora. Ela se origina em um machismo que despreza equipamento de proteção. Alguns trabalhadores de fato reclamam que seus ouvidos ficaram mais resistentes desde sua primeira semana no trabalho e que a sua repetida exposição ao ruído acabou criando uma espécie de “imunidade” para o dano do ruído. De fato, esses trabalhadores foram dessensibilizados para o ruído – mas não pelas razões que eles pensam; Isso não é devido a imunidade. O que ocorreu é que eles perderam um pouco de sua audição. Detectar sons é uma função de nossos ouvidos que trabalham com nosso cérebro. O cérebro pode de fato desprezar certos sons repetitivos que não requerem nossa atenção imediata, como um sistema de ventilação no escritório, ruído do tráfego, ou um ruído contínuo de um relógio de parede. Mas seus ouvidos sozinhos não tem essa habilidade seletiva de “desligar”. Os ouvidos nunca desligam, mesmo quando estamos dormindo. Um trabalhador afirma que seus ouvidos foram se acostumando com o ruído e porisso não precisa de protetor auditivo, mas o que houve de fato é que ele perdeu audição. Porisso que as audiometrias anuais são essenciais como parte de um Programa de Conservação Auditiva. A perda auditiva é insidiosa na sua lenta progressão, sendo portanto difícil para o trabalhador detectar qualquer redução na audição mês a mês e muito menos ano a ano. Testes audiométricos detectam essas mudanças na audição que são indetectáveis para o trabalhador. Não é incomum para um trabalhador com uma mudança significativa na audição (comparado com um teste padrão) dizer “minha audição tá legal, eu não senti nenhuma mudança”. Mas o teste audiométrico diz uma história diferente e confirma a perda progressiva.

DESCULPA No. 6:
SE EU PERDER A AUDIÇÃO EU VOU CONSEGUIR AJUDA MÉDICA
Com essa  história  “ou eu pago agora ou pago depois” algumas desculpas de trabalhadores pela sua complacência em proteger sua audição é dizer que se perder a audição mais cedo ou mais tarde vai acabar conseguindo alguma cura, mesmo uma prótese. O que acontece é que esses trabalhadores não reconhecem que nenhuma ajuda médica vai restaurar sua audição normal assim como lentes podem corrigir a visão. A perda auditiva induzida pelo ruído não apenas reduz a percepção dos sons, mas muito mais, vai distorcê-los. A queixa mais comum daqueles que sofrem perda auditiva induzida pelo ruído é: “Eu posso ouvir, mas não entendo”. A clareza da mensagem ouvida se foi. Enquanto que ajuda para os ouvidos podem até fazer um bom trabalho amplificando o som eles não conseguem mais trazer a capacidade auditiva para os níveis normais. Enquanto muitas próteses auditivas trazem ótimos benefícios mas não conseguem restaurar a audição ao que ela era quando normal. E mais um aviso: Não há cura pra a perda auditiva induzida pelo ruído. Não existe cirurgia, rehabilitação, medicação, nada que consiga retornar a audição ao nível normal. 

Finalmente, conhecendo esses mitos e enganos, o trabalhador poderá tomar a atitude correta para salvar a sua audição, dentro e fora do trabalho.
No próximo post, algumas recomendações das NRs sobre o assunto.
Boa leitura!
Tradução:


terça-feira, 29 de outubro de 2013

MILITARES em CAMPANHA NACIONAL ANTI-PT e Pró-Brasil.



Rumo a 2014. Precisamos impedir a destruição de valores fundamentais como família, honestidade e honra. 
  
    Militares entrevistados pela Revista Sociedade Militar em Copacabana, participantes da passeata pelo reajuste de salários da forças armadas, manifestaram enorme decepção com  a administração do país, marcada por escândalos seguidos, como Mensalão, cachoeira e outros. "Pensávamos que seria um governo de um homem do povo para o povo, mas tudo indica que se transformou no governo dos escândalos e favorecimentos ilícitos", disse um dos militares.
    "No Brasil a família esta ruindo, no Rio a criminalidade só está sendo transferida para a Baixada e Niterói e a política de pão e circo só aumenta a cada dia... nos próximos anos vai ser só festa, e a roubalheira contínua". Diz outro militar, reformado.
 
Os militares das Forças Armadas somam mais de 600.000, entre os que estão em atividade e os da reserva. Somados com seus dependentes e círculos de influência esse quantitativo pode passar de 5 milhões de pessoas. Um número bem significativo, e que definitivamente pode mudar os rumos de qualquer eleição.
 
   Ainda que alguns pensem em criar um novo partido, para as próximas eleições a maioria parece estar se articulando para se candidatar dentro de legendas já existentes, quase todos optam por partidos de direita. 
 
    Os militares estaduais também estão muito insatisfeitos com o governo federal, que até hoje não facilitou para que as negociações sobre a PEC 300 prosseguissem. Na passeata em Copacabana também verificou-se a presença de lideranças dos policiais e bombeiros do Rio de Janeiro, e isso acena para uma possível união de militares federais e estaduais. 
   Militares das Forças Armadas e auxiliares, comumente, são homens de conduta ilibada e bem relacionados, freqüente assumirem cargos populares, como síndicos em seus edifícios, diáconos em igrejas católicas e evangélicas, pastores e líderes comunitários. Mencionamos ainda os milhares de militares reformados que atuam como professores em escolas particulares e cursos pré-concursos. Homens acostumados a liderar e aptos para discursar diante de pequenos e médios grupos, eles representam realmente um perigo em potencial para o partido da situação, principalmente se, unidos, resolverem usar sua influência para um objetivo comum.   A sociedade brasileira aos poucos, com a ajuda da internet, tem se esclarecido sobre as verdadeiras intenções dos partidos de esquerda, e por isso ha grande possibilidade de uam adesão em massa à candidaturas de direita. Outro ponto a favor são as pesquisas de opinião, que demonstram que as Forças Armadas são as instituições com maior credibilidade no Brasil, o que confirma que os militares brasileiros gozam de boa reputação junto à sociedade.
 
      Nos últimos meses há freqüente divergência entre militares das Forças Armadas e o governo. Manifesto Interclubes, abaixo-assinado dos oficias e marcha virtual, são exemplos de grandes questões surgidas recentemente, sem contar o reajuste de salários que não cobriu sequer a inflação.
 
     Essa queda de braço com os militares pode causar bastante prejuízo político, já a curtíssimo prazo. A conquista de mais de 300 mil adesões em um abaixo assinado no Senado mostra que os militares de hoje já aprenderam a se mobilizar politicamente, e podem utilizar seu status moral para conquistar a população, em sites e revistas militares abundam as solicitações para que as forças armadas assumam uma postura diante do mar de corrupção que assola o país.
 
     Temos certeza que nas próximas eleições, junto com os Militares federais e estaduais, os cidadãos honestos e conscientes expressarão sua insatisfação com a falta de perspectivas e a corrupção generalizada que assola o Brasil. A esmagadora maioria não acredita que qualquer tipo de autoritarismo seja a solução para o Brasil, mas se parcela significativa da sociedade tem falado nisso, é um indício de que há muitos cidadãos insatisfeitos com a forma que tem sido conduzido o nosso país, e pode haver uma guinada à direita por parte do eleitorado, portanto, uma grande oportunidade para oferecer a opção de mudança. O momento é bastante oportuno.
 
Algumas pessoas parecem estar assustadas porque uma parcela da população resolveu se mobilizar legalmente contra o partido que quer se eternizar no poder.
 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Condenado à prisão, foge durante 4 anos e "se esconde" no Supremo Tribunal Federal


Ítalo Colares de Araujo devia estar cumprindo pena de prisão há 4 anos, mas conseguiu enganar a Justiça, enquanto  trabalhava  tranquilamente  no  Supremo Tribunal Federal.

    Um homem condenado à prisão em Brasília conseguiu fugir da Justiça durante 4 anos. Sabe onde ele  se escondeu durante todo esse tempo? No Supremo Tribunal Federal. Isto mesmo que você acabou de ler.  O fugitivo trabalhava no Supremo Tribunal Federal!!!...
    O caso começou na agência da Caixa Econômica Federal no Lago Sul de Brasília, onde  Italo Colares de Araújo – este o nome do autor da proeza – era gerente. Deu um desfalque de 3 milhões de reais desviando dinheiro para contas bancárias da mãe, do irmão, da mulher, da filha e dos sogros em 1998 e 1999.
   Foi condenado a sete anos de prisão por peculato e a 14 por lavagem de dinheiro. Mas, desde que a sentença foi proferida, Italo “desapareceu”. Isto aconteceu durante 4 anos  porque o Oficial de Justiça encarregado de  intimá-lo nunca o encontrava nos endereços indicados, pois todos eram falsos. 
    O “desaparecido” , ou fugitivo, como se quiser, nunca saiu de Brasília, para se esconder. De gerente da Caixa Econômica saiu para ir trabalhar como analista judiciário  no anexo 2 do Supremo Tribunal Federal, onde funciona a Seção de Recebimento e Distribuição de Recursos. Ali comparecia todos os dias, belo e formoso, como um cidadão acima de qualquer suspeita...
    Talvez alguém diga: Só mesmo no Brasil!... Na verdade, não dá para acreditar que uma coisa dessas  possa acontecer... Nem mesmo no Brasil!!!...
O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira determinará a intimação de Ítalo Colares de Araújo, condenado a 14 anos de prisão por lavagem de dinheiro, no local de trabalho do réu: o Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Depois de bater em diferentes portas e não encontrar Ítalo para intimá-lo da sentença, proferida há mais de quatro anos, um oficial de Justiça irá ao prédio da instância máxima do Judiciário brasileiro – mais especificamente ao anexo 2, onde fica a Seção de Recebimento e Distribuição de Recursos – para fazer a intimação.
— Se eu soubesse o local de trabalho do réu, já teria intimado. Vou cumprir a diligência do TRF e mandar intimá-lo no STF — disse o juiz, que está com o caso desde janeiro.

A decisão do magistrado, titular da 10ª Vara Federal em Brasília, foi tomada depois de O GLOBO revelar, na edição do último domingo, que o réu atua no STF e vem adotando a estratégia de fornecer endereços errados para escapar do processo por lavagem de dinheiro.
A condenação por peculato já prescreveu e o mesmo pode ter ocorrido com uma ação de improbidade administrativa.

O juiz Vallisney disse que anexará uma cópia da reportagem aos autos para mostrar que, agora, sabe-se o paradeiro do réu, analista judiciário na Seção de Recursos do STF.
A reportagem mostrou que Ítalo foi condenado a sete anos de prisão por peculato e a 14 anos de detenção por lavagem de dinheiro em razão de um desfalque de R$ 3 milhões da Caixa Econômica Federal (CEF).

Ele era gerente da agência da Caixa Econômica Federal no Lago Sul, em Brasília, e desviou recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para contas bancárias da mãe, do irmão, da mulher, da filha e dos sogros em 1998 e 1999.

A sentença por peculato prescreveu em 2008, por falta de decisão no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Em 2009, o processo em tramitação na 10ª Vara Federal resultou na condenação pelo crime de lavagem de dinheiro.

O irmão de Ítalo, o delegado da Polícia Federal (PF) Dênis Colares de Araújo, e a mãe, Leopoldina Maria, também foram condenados à prisão, com penas respectivas de sete e quatro anos de prisão.

Os réus apelaram da sentença no TRF-1. O argumento de Ítalo é que não foi intimado da decisão, o que não ocorreu, na verdade, em razão dos endereços errados fornecidos à Justiça.
O processo voltou à 10ª Vara no fim de 2012. Agora, depois da reportagem do GLOBO, o oficial de Justiça irá ao STF.

Segundo Vallisney Oliveira, a condenação por lavagem de dinheiro não corre risco de prescrição. Pelos cálculos do titular da 10ª Vara, Ítalo só se livraria do processo em 2021. Já as chances de prescrição para o irmão e a mãe são maiores. Se o processo não for analisado a tempo, isso ocorreria em 2017.
— A Justiça criminal tem problemas sérios: o tempo do processo, o excesso de recursos e a prescrição – afirmou Vallisney.

veja

Olha onde estão os condenados, sob as asas da instancia máxima da Justiça.
 
 


 

 

ALERJ INSTALA COMISSÃO PARA DISCUTIR REGULAMENTO DISCIPLINAR DA PM


A Comissão Especial criada na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para discutir novos regulamentos disciplinares para a Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros, instalada na manhã desta quarta-feira (09/10) e presidida pelo deputado Flávio Bolsonaro (PP), terá como ponto principal ouvir entidades de classe e associações ligadas às duas corporações, para discutir o tema. Logo na primeira reunião, que será realizada no dia 17 de outubro, às 11h, será debatida a aplicabilidade do regulamento atual aos policiais reformados e militares da reserva.

“Vamos tratar de paradigmas que precisam ser quebrados na PM. Inclusive alguns já estão consagrados na jurisprudência, mas não na legislação correcional dos militares estaduais. É o caso da não aplicabilidade dos regulamentos disciplinares aos reformados, que podem perder o direito da aposentadoria em função de um desvio disciplinar ou de um crime”, explicou Bolsonaro.

O presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), esteve presente na reunião e afirmou seu apoio à comissão, dizendo que irá levar ao governador Sérgio Cabral as sugestões que forem estabelecidas. Além disso, o deputado ressaltou a importância de se debater o tema na Casa, que “tem a função de ser mediadora de conflitos”. “A conduta do policial deve servir como exemplo na conduta ética, no comportamento do dia a dia”, disse Melo. A comissão tem como vice-presidente o deputado Wagner Montes (PSD) e como relator o deputado Iranildo Campos (PSD), além dos deputados Coronel Jairo (PSC) e Bernardo Rossi (PMDB) como membros e do deputado Altineu Cortes (PR), como suplente.

(texto de Bárbara Figueiredo)
ALERJ

Estamos em outubro de 2011, quase dois anos após a exoneração de Mario Sergio, que dispensou o cumprimento de punições restritivas de liberdade para os componentes da corporação PMERJ, que logo após, com a assunção de Costa Filho, passou a ser cumprida; os Deputados da ALERJ voltam suas atenções para o RDPMERJ. Sim, ano eleitoral.

No governo de Benedita da Silva, estando a PMERJ sob o Comando do Coronel Braz, teve um RDPM mais brando (DECRETO Nº. 31.739 DE 28 DE AGOSTO DE 2002), que se não era o ideal, já foi um começo. Com tipificação e classificação das transgressões em leves, médias e graves, já não deixava ao bel prazer do administrador este item. Ressaltava a proporcionalidade entre a transgressão e a punição e sempre observada a Ampla Defesa e o Contraditório. As sanções só poderiam iniciar após prescritos os Recursos e as sanções seriam:
1 – repreensão, verbal ou escrita.
2 – prestação de serviço extraordinário.
3 – suspensão.
4 – licenciamento, exclusão e demissão do serviço ativo.

Este foi revogado dando lugar ao anterior, que foi ressuscitado no comando do Coronel Renato Hottz, que julgava ser impossível comandar só com competência, precisava punir e prender.

O famigerado Decreto Nº 6.579 DE 05 DE MARÇO DE 1983, é novamente validado e mantendo as punições sob sua abrangência. Um Decreto que em muitos tópicos não é recepcionado pela C.F./88.
Em seu bojo ainda constam transgressões incompatíveis com o atual Estado Democrático de Direito.

O Regulamento Disciplinar PMERJ, junto com uma suposta “discricionariedade” que os administradores julgam ter, é o fator de mais reclamações na Corporação Policial Militar e julgo que também seja no CBMERJ. O Contraditório é prejudicado ao máximo possível, deixando até de existir, pois, ele deve ser exercito durante as oitivas, o que uma parte diz, deve ser no momento certo contradito, se for o caso. Oportunizam somente a Defesa, que não é Ampla.
Wagner Montes é Deputado desde 2006 e Flávio Bolsonaro desde 2002. Ambos se apresentam como defensores de militares, em especial Flávio Bolsonaro, que junto com seu pai, Jair Bolsonaro, Deputado federal há vários Mandatos, se dizem defensores dos militares federais e estaduais. Só oportunismo. Jair Bolsonaro, conhecido por suas desavenças polêmicas em Brasília, foge quando a briga é nas ruas, se nega a dar apoio se ele não for o “artista” principal do palco. Aos pedidos de colaborar com carro de som para manifestação por Intervenção Militar, nem sequer uma resposta deu.

Voltando ao RDPMERJ e RDCBMERJ, estamos há 25 anos da promulgação da C.F./88, dita Constituição Cidadã. Penas restritivas de liberdade devem estar previstas em lei, o que não ocorre com os regulamentos Disciplinares. Embora estes Deputados tenham vários mandatos em seus currículos, não se manifestam nem se manifestaram no tempo devido para corrigir o que hoje não mais é admitido.
Agora, ano eleitoral, voltam suas atenções para o público militar do Estado do Rio de Janeiro com vistas aos seus votos, não ao bem da classe militar. É um processo longo, que demanda tempo, debates e sem fim previsto. Certamente um ótimo argumento para promoção de candidaturas até a época das eleições, OPORTUNISMO. Se quisessem fazer algo, já teriam feito, mas atendem aos políticos do Executivo que não querem perder as rédeas de seus efetivos militares.
Olha os dois ai, diante de grande público, Flávio Bolsonaro e Wagner Montes. Logo que inicia, Wagner Montes recebe uma critica bem acertada, PUXA SACO de Sergio Cabral. Depois disso sumiram, não houve mais um grande público.

Governo expulsa policial reformado por invalidez

Na PMERJ, essas "coisas" acontecem

Ex-policial foi absolvido por unanimidade pelo Conselho de Disciplina, mas expulso pelo Comando
Vítor Marcelo foi Policial Militar de 23/05/1995 até 07/12/2004, lotado no 4º BPM (São Cristóvão), mas a participação em uma operação de apoio ao 3º BPM(Meier), em 01/09/2000 , mudou sua vida para sempre. Durante uma troca de tiros com marginais no interior da favela do Jacarezinho, ele foi atingido por um tiro de Fuzil na perna direita à altura da coxa, que esfacelou seu fêmur.

O acidente ocorreu por volta das 02:00hs. Após ser alvejado, ficou caído no chão esperando por socorro por mais de 40 min. A ajuda veio através do então Capitão PM Malheiros e o Comboio do 3º BPM. Vítor passou por sete cirurgias, fez dois anos de fisioterapia na PPM de Olaria e por inúmeras internações para curar uma infecção contraída no HCPM.

Em 27/08/2002, após todo o tratamento, o Cel PM MED Paulo de Noronha atestou incapacidade definitiva de Vítor para o serviço Policial Militar. Mas o pior ainda estava por vir. Em 11/04/2003, ele foi submetido a um Conselho de Disciplina (CD), onde estava sendo acusado de extorsão e ameaça, caso que supostamente teria ocorrido em junho de 2001.
“Essa data é recente ao meu acidente, época que para me locomover, fazia uso de duas muletas cedidas pela própria Polícia Militar devido ao meu estado de saúde e praticamente no início de meu tratamento. Minha vida virou um tormento. Além de todo desgaste devido ao acidente, que me deixou seqüelas, agora ainda tinha um processo a responder”, relembra.

Ele foi absolvido pelo CD por unanimidade (4 X 0), com votos a favor do 1º TEN PM Nascimento RG 43.543, do também 1º TEN PM Jorge da Silva RG 28.799, do CAP PM Serpa RG 39.607 (Presidente do CD) e do Comandante e do 4ºBPM.
“No decorrer do processo não era eu o acusado, e isso ficou claro após o depoimento dos que até então eram testemunhas de acusação e que viraram de defesa”, relata.

Após o resultado positivo do CD, só faltava a publicação com o parecer do Coronel Renato Silva Hottz, Comandante Geral da PMERJ na época.

Para surpresa do ex-militar, em 07/DEZ/2004, no Bol da PM n.º 086 o Comandante Geral deu seu parecer, optando pela exclusão, ex ofício a bem da disciplina.
“Foi uma injustiça muito grande, nunca fiz nada de errado. Em todo o meu tempo na Corporação nunca tive uma punição sequer, minha ficha disciplinar é negativa, meu conceito é ótimo e fui um bom policial, porque amava o que fazia. Quanto à minha reforma, eu não a queria, mas o meu estado de saúde é que não permitiu que eu continuasse”, desabafa Vítor.

Governo anterior orientava a não reincluir militares na Corporação
Arrasado com a exclusão, Vítor entrou em contato com um assessor do Chefe do Estado Maior, explicando o caso e levando todos os documentos. Após dez dias, segundo Vítor, o oficial ligou, informando que se sensibilizava com a situação, mas nada poderia fazer, pois teria sido impedido pelo escalão superior, que se negava a trazer PMs de volta.

Vítor entrou em contato com um outro oficial do QG, o qual após ver o caso e analisar os documentos, se prontificou a ajudar.
“Estou esperando uma posiçao da PM. Minha vida não está fácil. Meu aluguel está atrasado. Não tenho para onde ir. Por causa da minha situação, estou com o nome sujo no SERASA e no SPC. Tenho duas filhas e não estou tendo nem para o sustento básico delas. Não consigo emprego, pois ex-PM e com o nome sujo ninguém aceita”, lamenta.


Ficha disciplinar

Inspeção de Saúde

Bol. PMERJ nº 86/2004

Um dano irreparável/irresponsável, que só encontra remédio no Judiciário, porém que demanda anos de tratamento jurídico, além da incerteza de indenização pelos danos morais e materiais sofridos. Nestes casos, a Justiça deve ser mais célere, com a devida ação de reverso para que o responsável pela ilegalidade e abuso, pague do seu próprio bolso o prejuízo causado.

Não é único, são diversos por ano que acontecem, basta eles quererem.

ASSINAP - Janeiro/2007
 


domingo, 27 de outubro de 2013

US$ 6 bilhões para Angola e Cuba

Mais roubo de dinheiro público. Como aqueles países são governados por ditadores corruptos, a pergunta é?
Quanto volta para os cofres dos petralhas?
E a infra-estrutura, a saúde, a educação e a segurança na situação desgraçada que estão.
Repassem, o Brasil inteiro precisa saber. Mostrem isto às pessoas mais humildes, que não tem acesso à Internet, aos jornais, às revistas.
 
15/10/2013
 veja
O jornalista José Casado toca em um ponto importantíssimo em artigo no GLOBO hoje: a transferência de recursos dos pagadores de impostos brasileiros para ditadores de outros países, tudo sob sigilo total. É um absurdo, algo que nossa oposição, se existente, abordaria diariamente em cadeia nacional. Mas não. Essa afronta ao “contribuinte” passa praticamente despercebida. Vejam o artigo:
Os brasileiros estão obrigados a esperar mais 14 anos, ou seja, até 2027 para ter o direito de saber como seu dinheiro foi usado em negócios bilionários e sigilosos com Angola e Cuba.
Pelas estimativas mais conservadoras, o Brasil já deu US$ 6 bilhões em créditos públicos aos governos de Luanda e Havana. Deveriam ser operações comerciais normais, como as realizadas com outros 90 países da África e da América Latina por um agente do Tesouro, o BNDES, que é o principal financiador das exportações brasileiras. No entanto, esses contratos acabaram virando segredo de Estado.
Todos os documentos sobre essas transações (atas, protocolos, pareceres, notas técnicas, memorandos e correspondências) permanecem classificados como “secretos” há 15 meses, por decisão do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, virtual candidato do PT ao governo de Minas Gerais.
É insólito, inédito desde o regime militar, e por isso proliferam dúvidas tanto em instituições empresariais quanto no Congresso — a quem a Constituição atribui o poder de fiscalizar os atos do governo em operações financeiras, e manda “sustar” resoluções que “exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa”.
Questionado em recente audiência no Senado, o presidente do banco, Luciano Coutinho, esboçou uma defesa hierárquica: “O BNDES não trata essas operações (de exportação) sigilosamente, salvo em casos como esses dois. Por que? Por observância à legislação do país de destino do financiamento.” O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) interveio: “Então, deve o Brasil emprestar dinheiro nessas condições, atendendo às legislações dos países que tomam emprestado, à margem de nossa legislação de transparência absoluta na atividade pública?” O silêncio ecoou no plenário.
Dos US$ 6 bilhões em créditos classificados como “secretos”, supõe-se que a maior fatia (US$ 5 bilhões) esteja destinada ao financiamento de vendas de bens e serviços para Angola, onde três dezenas de empresas brasileiras mantêm operações. Isso deixaria o governo angolano na posição de maior beneficiário do fundo para exportações do BNDES. O restante (US$ 1 bilhão) iria para Cuba, dividido entre exportações (US$ 600 milhões) e ajuda alimentar emergencial (US$ 400 milhões).
O governo Dilma Rousseff avança entre segredos e embaraços nas relações com tiranos como José Eduardo Santos (Angola), os irmãos Castro (Cuba), Robert Mugabe (Zimbabwe), Teodoro Obiang (Guiné Equatorial), Denis Sassou Nguesso (Congo-Brazzaville), Ali Bongo Odimba (Gabão) e Omar al Bashir (Sudão) — este, condenado por genocídio e com prisão pedida à Interpol pelo Tribunal Penal Internacional.
A diferença entre assuntos secretos e embaraçosos, ensinou Winston Churchill, é que uns são perigosos para o país e outros significam desconforto para o governo. Principalmente, durante as temporadas eleitorais.
Gostaria de crer que o PSDB vai, mesmo, usar isso contra o PT de forma sistemática nas eleições. Mas infelizmente não temos visto uma postura contundente e firme por parte dos tucanos, com raras exceções.
Muitos criticam a postura “radical” dos Republicanos nos Estados Unidos nessa questão do aumento do teto da dívida, mas ignoram que esse é o papel da oposição: colocar em pauta debates importantes sobre o país.
Aqui, o (des)governo reina absoluto, sem ser incomodado com suas estripulias, sem ter que dar justificativas concretas para tanta trapalhada. Sem oposição firme a democracia fica esvaziada. Acorda, Brasil!

18/10/2013
veja

Reportagem de Leonardo Coutinho, publicada em edição impressa de VEJA
ESTAVA TUDO COMBINADO
Documentos oficiais mostram que o Mais Médicos foi concebido para enviar dinheiro à ditadura de Cuba — e que o governo brasileiro escondeu o acordo durante meses
Desde o colapso da União Soviética, no início dos anos 90, Cuba ficou à míngua, sem um padrinho para financiar sua ditadura comunista. Na década passada, esse papel passou a ser desempenhado pela Venezuela de Hugo Chávez e por outros países latino-americanos governados por simpatizantes.
Com o PT no poder, o Brasil tem contribuído sem alarde com empréstimos camaradas do BNDES e, descobre-se agora, com a importação de médicos.
Em maio passado, o então chanceler Antonio Patriota anunciou o plano de trazer 6.000 médicos da ilha para atuar nos rincões do Brasil. O que Patriota não disse é que o “plano” era, na verdade, um fato consumado. O acordo para a importação de médicos cubanos já havia sido assinado no mês anterior, valendo-se de um subterfúgio para não tornar pública a verdadeira natureza do negócio.
O contrato falava, em termos genéricos, de uma “contratação de profissionais temporários” e em nenhum trecho citava Cuba ou médicos cubanos. Isso era possível porque, formalmente, o acordo foi fechado entre o Ministério da Saúde e a Organização Panamericana de Saúde (Opas).
Na prática, a entidade vinculada à ONU era apenas a intermediária da transferência de recursos dos contribuintes brasileiros para a ditadura cubana (o que também não era dito no acordo original).
Tanto esforço para omitir Cuba do acordo intermediado pela Opas se explica pela reação negativa da opinião pública brasileira, especialmente das associações médicas, ao anúncio feito por Patriota. Afinal, a importação de médicos cubanos viola uma série de leis brasileiras, além de pôr em risco a saúde da população por causa da qualificação duvidosa dos profissionais.
Criticado pelo “plano”, o governo federal deu sinais de que recuaria. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chegou a dizer que a prioridade não era trazer médicos cubanos, mas portugueses e espanhóis. Puro diversionismo, pois nos bastidores os trâmites burocráticos para a contratação dos cubanos seguiam em ritmo acelerado.
Em meio aos protestos de junho, a presidente Dilma Rousseff ressuscitou o tema, prometendo na TV “trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS”. Daí nasceu o programa Mais Médicos, sob medida para esquentar o acordo já firmado para importar profissionais cubanos.
A abertura de inscrições para médicos de outros países e de brasileiros que trabalham no exterior foi só uma maneira de legitimar a vinda dos cubanos, pois já se sabia que estes viriam em maior número. O documento assinado por Padilha em 22 de agosto foi apenas um termo de ajuste do acordo assinado em abril na surdina.
                              ENTROSADO — O cubano Joaquín Molina, chefe da Opas no Brasil (Foto: ABr)
 
Eis por que três dias depois os primeiros 400 médicos cubanos já desembarcavam no Brasil. Uma semana antes, o governo brasileiro havia pago 11,5 milhões de reais à Opas, valor que coincide com o custo das passagens.
Um dos arquitetos da triangulação Brasil-Opas-Cuba foi o dentista Joaquín Molina, ex-coordenador da Cooperação Técnica Internacional, o departamento do Ministério da Saúde de Cuba responsável pela exportação de mão de obra médica. Em 29 de março de 2012, Molina assumiu o posto de representante da Opas no Brasil – um dia antes de a entidade firmar com Cuba um convênio, que ele ajudou a negociar, para intermediar a venda de serviços de saúde da ilha.
A missão de Molina em Brasília era bem definida e servia com perfeição aos planos de Padilha. Em 17 de dezembro, Molina protocolou no Ministério da Saúde o projeto Fortalecimento da Atenção Básica no Brasil, em que a Opas pedia quase 512 milhões reais para ajudar o país a combater “as iniquidades sociais e limites de acesso aos serviços de saúde”.
Antes do Natal, o documento venceu cinco degraus da burocracia, mais rápido do que qualquer outra proposta feita ao ministério na mesma data. Em fevereiro, a diretora da Opas, a dominiquense Carissa Etienne, veio a Brasília para dar mais um empurrãozinho na “cooperação médica” com Cuba, pela qual a Opas viria a receber 24,3 milhões de reais de comissão.
Em meio às mentiras e dissimulações envolvendo a contratação de médicos cubanos, há um dado intrigante: o valor de mais de 500 milhões de reais (dos quais 100 milhões foram pagos no mês passado e os outros 400 milhões já foram reservados no Orçamento federal) pleiteado pela Opas em dezembro de 2012 é rigorosamente o mesmo do contrato-encenação feito por Padilha oito meses depois para a importação de 4 000 médicos.
Patriota, porém, havia anunciado em abril a vinda de 6.000 cubanos. Ou seja, o Brasil está pagando a mesma quantia por menos profissionais. Considerando a má qualidade do ensino médico em Cuba, talvez seja melhor não reclamar.

sábado, 26 de outubro de 2013

Vinte réis, ou seriam vinte centavos?


A Revolta do Vintém, em 1880, mostra que desde o século XIX a população já protestava pelo preço das passagens do transporte público.
 
Por Claudia Bojunga
O Brasil era uma monarquia e o transporte público dependia da tração animal, mas o preço das passagens já dava dor de cabeça para a população carioca. Em dezembro de 1879, a Coroa decidiu cobrar uma taxa de 20 réis (um vintém) nas passagens dos bondes que circulavam pelo Rio de Janeiro. Essa era apenas uma das medidas que estavam sendo tomadas para contenção do déficit orçamentário do Império, que convivia com uma base tributável pequena e uma estrutura de coleta de impostos pouco eficiente. Próximo ao Natal, a imprensa já relatava a impopularidade do aumento e mencionava a articulação dos protestos.

Em 28 de dezembro de 1879, uma multidão de cerca de 5 mil pessoas se reuniu no Campo de São Cristovão. Da janela de um sobrado, o médico e jornalista republicano Lopes Trovão discursou para a população ressaltando a importância de levar uma petição ao imperador para que revogasse o novo imposto. No fim de sua fala, trovão convocou todos a se dirigir ao Paço da Boa Vista, para entregar diretamente ao a D. Pedro II uma petição contra o reajuste.

Quando os manifestantes chegaram ao portão do palácio, depararam com um pelotão da cavalaria, armado de cassetetes e sob o comando do chefe de polícia municipal Felix José da Costa e Silva, que impediu a entrega da petição e obrigou a multidão a recuar. Algumas horas depois, um mensageiro avisaria que o monarca aceitaria receber uma comissão para discutir o assunto. No entanto, o grupo liderado por Lopes Trovão e outros militantes, de tendências republicanas, decidiu recusar a proposta, talvez com o intuito de usar a situação em beneficio de sua causa.
Naquele dia tudo transcorrera  pacificamente, mas seria diferente a 1º de janeiro de 1880. Essa era a data marcada para o inicio da cobrança da taxa pelas companhias de bonde, principal transporte urbano à época. Uma manifestação fora marcada na Praça XV (então chamado Largo do Paço), diante do chafariz de mestre Valentim. Tudo começou com vaias para o governo e aplausos para os jornais de oposição, enquanto Trovão propunha o boicote ao imposto que temerosos condutores já não faziam questão de cobrar. No de correr do dia, os manifestantes se dividiram em dois grupos e os protestos tornaram-se violentos, com ataques a lojas, como a Casa Lapport, de armas, na Ouvidor, a rua de comercio mais sofisticada da cidade. Bondes foram depredados, trilhos arrancados e condutores espancados. Os animais que puxavam bondes acabaram sendo alvos da multidão rebelada: foram esfaqueados.



VÂNDALOS A repressão da polícia foi violenta, com tiros disparados em direção à multidão. O Exército foi convocado e também abriu fogo contra a população. As armas dos revoltosos eram os paralelepípedos, que eles arrancavam das ruas e jogavam nos soldados, garrafas e pedaços de pau.
Alguns grupos chegaram a montar barricadas, fechando ruas como a Sete de Setembro e a Uruguaiana. Esta ultima testemunhou o enfrentamento de manifestantes contra um grupo de 400 soldados da cavalaria do Exercito. “Como nos dias de hoje, a indignação contra a violência policial serviu como fermento para a revolta”, observa o professor de História da PUC-Rio Leonardo Pereira. (esse professor é esquerdista, só pode. No texto, manifestantes estavam com paralelepípedos, atacaram lojas de armas, depredaram, espancaram , feriram e mataram animais com facadas, mas o discurso é sempre o mesmo, violência policial).


A chuva ajudou a dispersar os manifestantes, mas, durante os três dias seguintes, mais distúrbios e depredações aconteceram. Três vitimas – do lado dos manifestantes – foram enterradas no cemitério São Francisco Xavier. Em meio a tudo isso, até políticos conservadores, em estado de perplexidade, passaram a apoiar o cancelamento da medida que taxava a passagem de bonde. Na imprensa, artigos e cartas também defendiam o cancelamento da cobrança de 20 réis.

Os conflitos foram aos poucos diminuindo e a Revolta do Vintém acabou. O episódio obrigou as autoridades a cancelar o reajuste da passagem de bonde.
Pereira ressalta a semelhança da revolta do Vintém com o movimento que ganhou as ruas em junho em várias cidades, que vai desde a coincidência dos aumentos de 20 centavos dos ônibus de São Paulo e dos 20 réis dos bondes cariocas de 1878 até a resposta violenta das forças do Estado. “A repressão policial das manifestações hoje aconteceu com balas de borracha, mas balas de verdade foram usadas na Maré”. O historiador se refere à violenta incursão do BOPE no Complexo da Maré, na noite de 24 de junho, que matou nove civis. (Esse historiador é mesmo esquerdista. O BOPE agiu em confronto com bandidos que promoveram arrastão em toda área, sendo um policial morto na ocasião).

Link: noticianua

A polícia teria entrado na Favela Nova Holanda, na Maré, em busca de assaltantes, após uma manifestação na Av. Brasil.


QUEM FORAM OS VÂNDALOS – Em junho, o Brasil presenciou cenas que ficarão marcadas na memória. Mas, no meio do movimento, vândalos agiram, depredando patrimônios, realizando saques e causando destruição. Mas qual é a origem da palavra “vândalo”?
O termo remete à Europa no século III e a uma tribo germânica, procedente da Escandinávia, chamada “wandeln”, ou, em latim, “vandali”. Os vândalos invadiram o Império Romano entre 400 e 401 e se instalaram, criando um Estado ao norte do continente africano, centralizado na cidade de Cartago – hoje, região de Túnis, na Tunísia.

Já no ano 455, os vândalos invadiriam a própria capital do Império de Roma, onde realizaram saques por duas semanas e destruíram obras de arte. A resposta veio em 468, quando os vândalos re4sistiram a um ataque do Império Romano do Oriente. Em 534, porém, após uma batalha contra o mesmo império, travada no território da atual Argélia, o reino dos vândalos se rendeu. (Vinicius Palermo)
 
Obs: Os comentários em azul e as fotos atuais não fazem parte do original.

 

Sol com peneira


25 de outubro de 2013
DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo

É verdade que as pesquisas de opinião de um tempo para cá passaram a ser o parâmetro principal de avaliação dos candidatos a eleições. É fato também que empobrece o debate e concentra a cobertura jornalística praticamente à análise de pesquisas.

Desde alguns anos o noticiário eleitoral, antes pautado pela cobertura das campanhas mediante as movimentações nos estados e o acompanhamento acurado dos atos e falas dos candidatos, passou a ser direcionado basicamente pelas pesquisas.

Não resta dúvida tampouco que esse papel de protagonista deu às pesquisas uma importância superlativa. Ao ponto de passadas as eleições se cobrar dos institutos a precisão milimétrica do resultado, sem se levar em conta que resposta para pesquisador é uma coisa e vontade do eleitor no lusco-fusco da cabine indevassável pode ser outra muito diferente.

Daí a se querer resolver possíveis distorções mediante a proibição da divulgação de pesquisas a partir de determinado período antes do dia da votação vai uma grande distância. Esconde-se o sol com uma enorme peneira, cria-se um atrito com a Constituição e não se fala do que realmente está fora de lugar.

Encontra-se pronta para ser votada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado uma emenda constitucional que proíbe a divulgação de pesquisas 15 dias antes dos pleitos sob o argumento, segundo seu autor o senador Luiz Henrique, de que "podem alterar a decisão de muitos eleitores".
E daí? Seria a primeira pergunta diante de tantos fatores que interferem e conduzem a decisão do voto.

A segunda indagação guarda relação com a improbabilidade de a proposta prosperar. O Supremo Tribunal Federal já disse em 2006 que tal proposta é inconstitucional. De onde a tentativa agora mudar a Constituição para incluí-la na legalidade.

De novo, e daí? Mesmo se aprovada, basta instituição autorizada (o Ministério Público, por exemplo) apresentar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que o STF confirmará a decisão anterior. Perda de tempo, portanto.

Fora isso é de se perguntar como seria na prática a proibição em tempos de comunicação total e instantânea. O veto seria estendido à internet, às redes sociais? Além de impossível, era o que faltava.
Isso não quer dizer que a "participação" das pesquisas em campanhas eleitorais não esteja a merecer correções de rumos. Mas não pela via que atualmente parece ter virado a solução para todas as insatisfações: a proibição pura e simples. Seja de liberdade aos autores de biografias, em nome das eventuais calúnias, seja de pesquisa para resguardar a autonomia mental do eleitor.

O que não se deve é dar a essas consultas a dimensão de oráculo. Elas fornecessem informações, e por isso não podem ser subtraídas do público, mas não oferecem todos os dados. Proibi-las não dará ao eleitor o discernimento que por muitas vezes lhe faz muita falta.

Não corrigirá, sobretudo, a deformação que parece mais grave e de enfrentamento urgente: a dupla militância de institutos de pesquisa que, contratados por essa ou aquela campanha, têm seus trabalhos divulgados como se isentos da possibilidade de agradarem ao cliente estivessem.
Isso, sim, cria suspeição. Isso, sim, deveria ser proibido.

Voto facultativo. Enfim, surge uma questão relevante nas discussões sobre reforma política no Congresso: o fim do voto obrigatório, como proposta a ser apresentada pelo grupo que cuida do assunto na Câmara. Ainda que não seja aprovado pelo conjunto dos parlamentares - o que provavelmente não será, pois político não abre mão da reserva de mercado - a simples entrada do tema em pauta já dá uma arejada no ambiente.
Notadamente porque "chama" o eleitor para dentro do debate até agora restrito a assuntos do interesse exclusivo dos partidos.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Série lazer. Agora pedem para eu me comportar!​?!?!!


Vejam se isso não era bullings

Desde pequeno eu via coisas estranhas na TV!

* O Tarzan corria pelado...

* Cinderela chegava em casa meia noite...

* Aladim era ladrão...

* Batman dirigia a 320 km/h ...

* Pinocchio mentia...

* Salsicha (Scooby-Do) tinha voz de maconheiro, via fantasma e conversava com o cachorro...

* Zé Colméia e Catatau eram cleptomaníacos e roubavam cestas de pic-nic...

* Branca de Neve morava, na boa, com 7 homens (pequenos)...

* Olívia Palito tinha bulimia;

* Popeye fumava um matinho suspeito!!!

* Pac Man corria em uma sala escura com musica eletrônica comendo pílulas que o deixam ligadão;

* Super Homem, locão, colocava cueca por cima da calça;

* A Margarida namorava o Pato Donald e saía com o Gastão;



Veja os exemplos que eu tive !

Agora pedem para eu me comportar ?!?



Tá de sacanagem né ???

Boi - Mauro Loeschner Ludwig

Você já ouviu falar do "Boi"? 


Não me refiro ao boi que vive no pasto, muitas vezes em manada e que, abatido nos matadouros, proporciona carne para bifes e churrasco. Este é o boi "marido" da vaca.

Falo de outro "Boi". A carne dele não serve nem para bife nem para churrasco. É imprópria para consumo. Está toda infestada de vermes e parasitas que resistem a qualquer tratamento. Até mesmo de veterinários e médicos cubanos!...

Convém lembrar que há "vacas" também no caminho e nas andanças desse "Boi", mas isto é outra história... E bem "cabeluda"!!!...

"Boi" era o nome usado nos tempos do regime militar para esconder a identidade de um informante.

No DOI-CODI, ele era conhecido por esse nome - "agente Boi" - e em público, com sua verdadeira identidade e falação, procurava ganhar prestígio entre os trabalhadores como líder sindical.

O homem, barbudo e chegado a uma 51, jogava nos dois times. Dava aos militares informações sobre o que acontecia no meio sindical. Muitos companheiros saíram de cena, vítimas desse seu trabalho. Quando reunido com os trabalhadores, tratava de assuntos trabalhistas e sindicais, ao mesmo tempo em que criticava e condenava o regime militar.

Era um pelego a serviço dos militares e usava de todos os recursos no meio sindical para enganar os trabalhadores. Tirou proveito da confiança que conquistou entre os trabalhadores à custa de mentiras e esperteza, enquanto recebia benefícios e vantagens dos militares como pagamento pela sua função de dedo-duro e agente infiltrado entre os trabalhadores.

Foi assim que ele cresceu no meio sindical.

Tudo começou quando os militares se empenharam em eliminar o que ainda restava do populismo getulista depois de 1964. Para conseguir isto, houve um trabalho de doutrinação executado por intelectuais da USP, - alguns deles considerados "esquerdistas" - que, com seus escritos, procuraram desacreditar o trabalhismo getulista e desmoralizar antigos líderes, como Leonel Brizola, Jango Goulart, Almino Afonso e outros.

Para uma ação mais direta no meio sindical, com a finalidade de anular a influência da CGT - Comando Geral dos Trabalhadores, era necessário alguém aceito e ouvido pelos trabalhadores. Quem ajudou a encontrar o homem capaz dessa tarefa foi o empresário Paulo Villares, das Indústrias Villares. Foi ele a ponte que estabeleceu a ligação entre os militares e aquele que atuaria como líder sindical e informante conhecido pela alcunha de "Boi". Ele já havia prestado "favores" a Paulo Villares, que lhe era grato por isso. Promovera a pedido dele uma greve que as Indústrias Villares pretendiam usar, depois, - assim aconteceu, - como pretexto para rescindir um contrato com a COFAP e desta forma evitar prejuízos para a empresa.

Ele foi apresentado ao general Golbery do Couto e Silva num churrasco na casa dele na Granja do Riacho Fundo.

Como era uma figura sem estudo e cultura, os militares decidiram que ele deveria ter uma formação à altura, para poder atuar de forma eficiente como líder sindical. Ele começou como aluno do IADESIL - Instituto Americano de Desenvolvimento do Sindicalismo Livre, escola de doutrinação que funcionava em São Paulo, desde 1963, por iniciativa e às custas dos sindicatos norte-americanos da AFL-CIO.

Em seguida, ele teve viagem e estada pagas pelo regime militar para fazer curso de sindicalismo nos Estados Unidos, em 1972. Lá recebeu aulas sobre a matéria, acompanhado de tradutor, na Johns Hopkins University, em Baltimore, e nos sindicatos norte-americanos, aulas de que saiu com "diploma" de aluno bem aproveitado. E tão bem aproveitado que, pela forma como passou a agir posteriormente, o que se conclui é que aprendeu todo tipo de lições sobre sindicalismo, até mesmo aquelas que mancham a história de algumas dessas organizações norte-americanas, controladas por mafiosos e exploradas por espertalhões e bandidos. Nomes como Jimmy Hoffa, Bugsy Siegel e Lucky Luciano, entre outros, fazem parte dessa história, muito bem retratada em filmes como Sindicato de Ladrões.

De volta ao Brasil, pôs em prática tudo que aprendera. O lícito e o ilícito. Depois de perder um dedinho - sabe-se lá como!... - quando ainda estava na Villares, parou de trabalhar, e desde então nunca mais se interessou pelo assunto. Desta forma, com a vida garantida, ficou com tempo livre para atuar entre os trabalhadores e passar horas nos botecos, onde se distraía com doses generosas de 51.

Nas reuniões, fazia circular várias ideias e propostas entre os trabalhadores e acompanhava com atenção a reação deles, passando a defender a que parecia ter apoio da maioria. Foi assim, à custa deste e de outros recursos, que não excluem a fraude e a mentira, que ele conquistou a simpatia e confiança dos trabalhadores.

Como torneiro, quando ainda trabalhava, filiou-se ao Sindicato dos Metalúrgicos, em que ocupou cargos importantes até se tornar seu presidente em 1975. Nesta época estava em vigor o AI-5. Por isso muitos asseguram que sua ligação com os militares foi decisiva para ele chegar à presidência do sindicato. Eles têm razão. Todos os sindicatos estavam sob intervenção e ninguém assumiria a presidência, principalmente de um sindicato tão importante como o dos Metalúrgicos, sem aprovação dos militares.

Nesta época, ele dividia o tempo como líder sindical e informante do DOI-CODI. Sem dispensar, naturalmente, os botecos... Sua atividade como líder e dirigente sindical era conhecida de todos os trabalhadores, mas a de informante, apenas da cúpula do DOI-CODI, ou, mais exatamente, do então delegado do DOPS Romeu Tuma. Muitos tentaram obter do antigo delegado dados esclarecedores sobre o informante, mas Tuma , quando senador da República, sempre se mostrou evasivo a respeito do assunto e acabou levando para o túmulo as informações que ajudariam a delinear um perfil bem acabado do "agente Boi". Foi uma pena os trabalhadores não terem sabido desses fatos naquela época. O "Boi" teria morrido de inanição e desaparecido, como resto descartável, jogado no lixo da História!...

Em 1980 ele foi preso. Foi um acontecimento que causou surpresa, pois nessa época já gozava de prestígio como líder sindical. Muitos estranharam isto e perguntavam por que ele havia sido poupado durante as agitações e manifestações dos anos anteriores, quando ainda estava em vigor o AI-5. Pelo que aconteceu depois, a prisão parece ter sido uma manobra para chamar a atenção e colocá-lo em evidência. Na prisão, o "Boi" foi tratado a pão-de-ló. Enganou o público com uma greve de fome sabidamente furada e gozou de regalias de que não desfrutavam os demais presos, tudo graças ao delegado Romeu Tuma.

O resultado do período em que esteve preso é conhecido. Ganhou a auréola de "mártir da ditadura", que lhe foi conferida por amigos, mas, para Leonel Brizola, conhecedor do que escondia o nome "Boi", ele não passava de "filho da ditadura" Com os civis de volta ao poder, fez-se passar por perseguido político, vítima do antigo regime, e isto lhe rendeu, mais tarde, uma gorda indenização coroada com uma aposentadoria vitalícia isenta de imposto de renda. Atualmente recebe mais de R$ 6.000,00 (seis mil reais) mensalmente. Aposentadoria por vagabundagem, se comparada com a de qualquer trabalhador depois de 40 anos de serviço.

Aconselhado e apoiado pelo general Golbery, dentro daquela mesma linha antigetulista, liderou a criação de um partido político a que deu o nome dos trabalhadores. Assim, com o fim do regime militar, deixou de ser o "agente Boi", um título e função que ficaram para trás como parte do passado, perdidos nas sombras e ignorados pelos trabalhadores. Desde então o que se viu foi um homem membro de um sindicato transformado em líder político, com os piores vícios que podem manchar um político. Um político da pior espécie, sem princípios morais e éticos, mentiroso, ardiloso, trapaceiro, desonesto, corrupto, oportunista, que usa as pessoas para chegar ao poder, para "subir sem se elevar", que trai os amigos para salvar a própria pele. Em resumo, um político que se conduz pelo princípio segundo o qual o fim justifica os meios.

A continuação dessa história é o que o Brasil, infelizmente, está vivendo desde 2003!!!...


Mauro Loeschner Ludwig



O alerta do FMI, da OCDE, da The Economist, das agências de risco…

O Fundo Monetário Internacional (FMI) finalmente soltou seu relatório sobre o cenário econômico brasileiro, fazendo duras críticas ao quadro fiscal e reduzindo a taxa de crescimento potencial, ou seja, aquela que pode ser sustentada sem pressionar muito a inflação.

O FMI apenas veio fazer coro ao time que só aumenta. A OCDE fez críticas também, a revista britânica The Economist colocou em xeque nosso futuro, questionando se o governo tinha destruído a grande oportunidade, as agências de risco ligaram o alerta para rebaixar a nota do Brasil, enfim, quem tem olhos para enxergar, está vendo a rápida deterioração do país.

Menos as autoridades no governo. Esses vivem no mundo da lua, no país das maravilhas, onde malabarismos contábeis são confundidos com esforço fiscal verdadeiro e congelamento de preço é confundido com combate à inflação.

Quanto mais tempo levar para a equipe econômica acusar o golpe e reconhecer seus grandes equívocos, mais doloroso será o ajuste necessário depois. Os erros vão se acumulando, os desajustes se avolumando, e o custo de colocar a casa em ordem fica cada vez maior.

Tudo no governo parece voltado apenas para as eleições. A comemoração do leilão de Libra, por exemplo, não faz sentido algum. Leilão de um único participante, sendo que a própria Petrobras terá de arcar com 40% do total? Mas o governo só pensa nos R$ 15 bilhões que vão ajudar nas contas fiscais. Tudo míope demais.

Enquanto isso, o Tesouro já garante outros R$ 20 bilhões para o BNDES, que já recebeu mais de R$ 300 bilhões nos últimos anos. E o governo finge que isso não afeta as contas públicas, pois a dívida líquida não aumenta (o débito do Tesouro é crédito do BNDES com os tomadores de empréstimo). Só que a dívida bruta sim, continua em alta, acendendo todas as luzes amarelas dos investidores:
                                                                   Fonte: Bloomberg
 
Como a apreensão do mercado aumenta a cada dia, e não há sinalização do governo de que os desajustes serão realmente endereçados, a taxa de juros real sobe como resultado. Os investidores cobram mais prêmio para apostar no Brasil, pois o futuro é cada vez mais incerto:
                                               NTNB (juros reais). Fonte: Bloomberg
 
Os brasileiros têm duas alternativas diante disso tudo: aceitar a velha retórica nacionalista e acusar o FMI, a OCDE, a The Economist e as agências de risco de “imperialistas” que desejam apenas explorar o Brasil; ou podem aceitar que as críticas são pertinentes e que o governo perdeu o rumo da economia, o que demanda, dos próprios brasileiros, uma atitude em 2014, nas urnas.