segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CEO que prestou serviço militar obtém melhores resultados

Por Edson Valente | Valor

SÃO PAULO  -  Prestar serviço militar pode ser uma boa forma de preparo para o cargo de CEO. A conclusão é de um estudo realizado por dois professores de finanças da Kellogg School of Management (EUA), Carola Frydman e Efraim Benmelech.
Como os economistas em geral não se preocupam em avaliar a personalidade dos CEOs ao medir os resultados das companhias, os docentes se propuseram a cruzar características pessoais com a performance nos negócios.
Assim, verificaram dados biográficos desses profissionais nas 800 maiores empresas norte-americanas entre 1980 e 1991 e em cerca de 1.500 empresas de capital aberto dos EUA entre 1992 e 2006. Eles mapearam aqueles que tinham background militar e especificaram quando, por quanto tempo e em que posições o adquiriram.
A partir dessas análises, traçaram três paralelos principais entre essas experiências e os resultados corporativos. O primeiro aponta que, em uma indústria que enfrenta algum declínio ou aperto, empresas lideradas por um CEO com atividades militares no currículo tiveram um desempenho melhor do que aquelas cujo líder não tinha esse histórico.
Segundo Benmelech, que nasceu e foi criado em Israel – onde o serviço militar é obrigatório –, isso acontece porque os militares se saem melhor sob pressão por serem preparados para tomar decisões difíceis e mostrar liderança em tempos árduos.
Os professores também identificaram, entre os executivos que passaram pelas forças armadas, posturas mais conservadoras nas estratégias organizacionais. Para Benmelech, ser menos arriscado nos movimentos empresariais se explica pela recente hierarquização das estruturas militares e por suas sofisticadas burocracias. Decisões militares, diz ele, não podem ser muito arriscadas por lidarem com as vidas dos soldados.
Por fim, a mais intrigante verificação do estudo, segundo seus autores, é a de que CEOs com experiência militar estão 70% menos propensos a praticar fraudes. Para justificar esse ponto, há duas hipóteses. Uma delas é a de que empresas que buscam evitar práticas fraudulentas ou precisam se recuperar de um episódio dessa natureza procuram executivos com background militar para ajudá-las.
A outra sustenta que a iniciativa parte dos profissionais ao implementarem políticas conservadoras de investimento e práticas financeiras éticas que fazem parte do seu perfil, independentemente da empresa que comandam.
Fonte: VALOR

O artigo original em inglês está aqui: http://insight.kellogg.northwestern.edu/article/do_former_soldiers_make_better_ceos/


 
O general de brigada Wagner Oliveira Gonçalves, diretor de obras do Departamento de Engenharia do Exército e o tenente-coronel Carlos Alberto Maciel Teixeira, comandante da equipe de soldados e oficiais - do destacamento de Guarulhos - que concluíram a reforma do aeroporto de Guarulhos, foram amplamente elogiados pela procuradora-geral da Justiça Militar, Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz. Os militares conseguiram o que parece impossível, neste país, entregaram uma parte da obra em tempo recorde antes do prazo previsto e ainda economizaram R$ 150 milhões, conseguindo uma economia de mais 30% no custo das obras que estavam orçadas, inicialmente, em R$ 430 milhões . Dinheiro que foi devolvido a união e poderá ser utilizado em outro lugar. As obras tocadas pelo exército são a reforma da pista principal com 3.700 m e 45 m de largura, que já foi entregue em dezembro (antes do prazo); e a terraplenagem e preparação do pátio de aeronaves do Terminal Três do Aeroporto, numa área de 300 mil m2, que deverá ficar pronta até o início do próximo ano, com seis meses de antecedência, segundo o coronel Carlos Alberto Maciel Teixeira. Comandante da equipe militar, que atualmente conta com aproximadamente 80 homens. Apesar de conviver com cortes em seu orçamento, dificuldades, duras criticas e de ainda carregar o estigma de ter sido o algoz do povo na época da ditadura, o Exército Brasileiro, mostra o seu valor, ao deixar claro que dentro de sua estrutura tem muita gente competente, honesta e de grande valor. Neste momento em que o Brasil passa por um período obscuro e vergonhoso, onde a maioria dos homens envolvidos com dinheiro público não se mostra idôneo e preparado, os militares dão exemplo e um show de cidadania aos políticos brasileiros. Mostrando que a coisa pública pode ser gerida com honestidade e eficiência, desde que se coloque a frete de sua gerencia pessoas competentes e de boa índole. 
 

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