domingo, 30 de março de 2014

Mensagem aos "Novos Camaradas"


Momentos decisivos

Neste mês comemoramos o aniversário do Movimento Democrático de 31 de março de 1964. Você, "Novo Camarada", não era nascido nessa época e por certo já ouviu muitas histórias a respeito daqueles acontecimentos, a maioria dos quais, infelizmente, não corresponde a verdade histórica e constitui uma releitura distorcida dos fatos, com a finalidade de confirmar, sob um falso manto de pretensa veracidade, as posições e convicções políticas dos derrotados em 1964.
Não pretendo, neste curto espaço, lembrar todos os acontecimentos da época, os quais você pode reler nos principais jornais de 1963/64, na biblioteca de sua cidade ou na internet. Quero apenas, rememorar três momentos decisivos que levaram a Intervenção das Forças Armadas, num contexto de sério risco para a sobrevivência do regime democrático brasileiro, respondendo ao clamor público que cobrava um basta à situação alarmante em que o País mergulhava. Oram eles o Comício da Central do Brasil, o motim dos marinheiros no Sindicato dos Metalúrgicos e a reunião do Presidente da República com os sargentos no Automóvel Clube.

Tais eventos ocorridos em março de 1964, culminaram uma série crescente de greves parciais, gerais e de “solidariedade”; aumento do papel político dos sindicatos, alçados à condição de verdadeiros partidos políticos, quando não passavam de centrais de agitação e propaganda esquerdista; cerco e intimidação de todos os contrários as mudanças em andamento; aliciamento de civis e militares por meio de palavras de ordem, ameaças veladas aos não aderentes e premiação ostensiva aos simpatizantes da baderna; paralisação quase total da vida política e econômica do País; surgimento de sindicato de praças da Marinha e dos generais e almirantes do “povo” em oposição aos “gorilas”, em nome pejorativo que procurava identificar e isolar os militares que não concordavam com o descalabro que só fazia aumentar; dúvidas nas mentes, exigindo decisão entre a lealdade ao governo, à cadeia de comando legal cada vez mais dominada pelas idéias esquerdistas e a resposta ao clamor público do povo e das forças democráticas políticas, econômicas, sociais, civis, militares e religiosas aos desmandos governamentais.
Os sindicatos, os partidos políticos de base governamental, parte da imprensa (sempre dependente da benevolência do governo para importar papel e receber publicidade dos órgãos públicos) , os grêmios estudantis, os movimentos sociais, todos estavam infiltrados e “aparelhados” pelos esquerdistas que, em suas próprias palavras, “já haviam tomado o governo, só faltava o poder”.

Nos três eventos que citamos, as Forças Armadas foram atingidas em seus valores mais fundamentais, a hierarquia e a disciplina.
No Comício da central do Brasil, os cartazes alardeavam: “Reformas, na lei ou na marra!” – “Paredón para os gorilas” – “Partido Comunista com o povo e com o Presidente”   “Desta vez o povo será governado através de seus sindicatos” – “República sindicalista para o Brasil”.

Ministros de estado, inclusive os militares, congressistas esquerdistas, militares fardados carregando aos ombros o Almirante Aragão, o Deputado Brizola instigando a assistência, fomentando a revolta popular, apresentando o Presidente da República, que chegava ao palanque, como salvador da Pátria e Presidente da República Sindicalista do Brasil, esse era o cenário. No final de seu discurso inflamado, o Presidente João Goulart afirmou: “...advirto o Congresso, os Governadores reacionários, a minoria retrógrada e capitalista. De que o verdadeiro Chefe de Estado, quando circunstâncias excepcionais lhe impõem medidas excepcionais, adota-as. E este que vos fala não recuará. O povo está a mostrar-me o caminho. Eu os conduzirei por este caminho!”.
Pouco depois, no Sindicato dos Metalúrgicos, um verdadeiro motim acontecia, promovido pela espúria Associação de Cabos, Marinheiros e Fuzileiros Navais e liderado, entre outros, pelo tristemente famoso Cabo Anselmo. As tropas de Fuzileiros navais enviadas para conter o movimento aderiram parcialmente ao mesmo. O Ministro da Marinha foi substituído. Finalmente os amotinados, chefiados pelo Almirante Aragão, pelo novo Ministro e pelo Cabo Anselmo, os três carregados sobre os ombros, embarcaram em viaturas do Exército e foram conduzidos até o quartel do Batalhão de Guardas, onde foram liberados, com a promessa do governo de que ninguém seria punido. A hierarquia e a disciplina, enxovalhadas neste episódio, exigiam a reação dos militares conscientes.

Finalmente, no dia 30 de março, o Presidente da República, acompanhado de seus Ministros, compareceu ao Automóvel Clube, onde lhes seria prestada uma homenagem pelos sargentos das Forças Armadas  e da Polícia Militar, coroando a tática subversiva de separar oficiais e praças, a fim de dividir e enfraquecer as forças militares, último bastião que se opunha à comunização do País.
As palavras, os chavões, as bravatas, tudo lembrava os discursos do Comício da Central do Brasil, que ocorrera apenas dezessete dias antes. Na mesma linha de discurso, o Presidente da República prometia (ameaçava?): “Prometo para cumprir dentro em breve, que as reformas sairão, quer queiram ou não os reacionários do Congresso. Quer queiram ou não os generais fossilizados e ultrapassados. Quer queiram ou não os políticos traidores, que há muito tempo deveriam estar banidos da política nacional”.

Não havia mais dúvida possível: Um golpe sindicalista e comunizante estava em marcha, para ser desencadeado em breve. O Presidente da República, por convicção ou por oportunismo, embarcara nesta aventura. Os fundamentos das Forças Armadas estavam seriamente abalados pela ação ou pela inação dos que deveriam defendê-los.
A contra revolução Precipitou-se e, na manhã de 31 de março, iniciou-se o deslocamento das tropas de Minas Gerais, em direção ao Rio de Janeiro.

A sorte estava lançada e o aparentemente sólido castelo da subversão, inflado pela demagogia e pela propaganda, acreditando numa força que era apenas retórica, desmoronou ao primeiro combate. A Nação estava salva.

Após tanto tempo, Novo Camarada, rememoremos os graves acontecimentos daqueles idos de 1964. E homenageemos a memória dos bravos patrícios que venceram suas dúvidas e tiveram coragem de ficar ao lado do verdadeiro interesse nacional, evitando que a nação mergulhasse na treva comunista que ainda infelicitaria tantos povos.
Sobretudo, permaneçamos atentos.

*O autor é General de Divisão e Assessor Especial do Presidente do Clube Militar.

Um comentário:

  1. QUERO VER É ATITUDE DE FALÁCIA DESTES DITOS ALMIRANTES, GENERAIS E BRIGADEIROS, JÁ ESTOU CHEIO: PRONTO PARA, VENHO DIZENDO, AINDA HÁ TEMPO: Temos que exterminar estes corruPTos, incinerá-los e enterrá-los. Mas não tenhamos duvidas que nas FFAA, os ditos 3 comandantes e seus asseclas estão totalmente corruPTos e coadunados a quadrilha, foram postos pelo LULADRÃO e mantidos por sua comparsa a BANDILMA DOUCHEFF, tal a suas conivências com os desmandos e suas cegueiras para com os deveres constitucionais.

    NÃO PODEMOS ESQUECER QUE OS 3 DITOS COMANDANTES ESTÃO BANDILMOS TOTALMENTE COADUNADOS A QUADRILHA DOS CORRUPTOS.
    NÃO PODEMOS ESQUECER QUE OS 3 DITOS COMANDANTES ESTÃO BANDILMOS TOTALMENTE COADUNADOS A QUADRILHA DOS CORRUPTOS.
    INFELIZMENTE AS “FFAA”, NÃO A “TROPA”, MAS SEUS COMANDANTES ESTÃO TOTALMENTE BANDIDOS, COADUNADOS A QUADRILHA DOS CORRUPTOS, VENDEM MEDALHAS E AI ESTA A PROVA CABAL DAS TROCAS DE FAVORES ENTRE COMANDANTES E POLÍTICOS CORRUPTOS, ESTÃO HOJE APENAS A CUIDAR DE SUAS LOCUPLETAÇÕES, SÃO PROMOVIDOS POLITICAMENTE E POSTOS POLITICAMENTE, PORTANTO DEVEM ESTAR EM TOTAL ACORDO COM AS FALCATRUAS POLÍTICAS, PARA QUE SEJAM POSTOS, TROCAM MEDALHAS POR BOQUINHAS, BANCAM COM VERBAS DE ALIMENTAÇÃO DAS TROPAS, ALMOÇOS, COQUETÉIS, JANTARES A POLÍTICOS QUE COM ELES SE ALINHEM. SE EXISTE ALGUM "MILITAR QUE DESCONHECEM TAIS FATOS QUE SE PRONUNCIEM. HÁ ALGUM TEMPO ATRÁS ALGUNS DITOS 130 OFICIAIS GENERAIS QUE ASSINARAM UM TAL "MANIFESTO" NO QUAL FOI PRIVADA A ASSINATURA DE PRAÇAS (TROPA), MAS CADÊ A ATITUDE, CADÊ A MORAL, A DIGNIDADE DESTES 130 SENHORES PARA MOSTRAREM SUAS CARAS.
    * Não somos treinados para morrer pela Pátria, mas sim para exterminar seus REAIS inimigos. PRONTO PARA "APESAR DE TERMOS OUVIDO FALAR DE PRECIPITAÇÕES ESTÚPIDAS NA GUERRA, A INTELIGÊNCIA NUNCA FOI ASSOCIADA A DECISÕES DEMORADAS." SUN TZU EM A ARTE DA GUERRA.

    JOSE MARINHO COELHO NETO 1º SG R1 - MARINHA DO BRASIL

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