sexta-feira, 11 de abril de 2014

Existem mais coisas entre o céu e a terra que simples aviões de carreira.


Não se enganem, o povo pobre e sofrido está com suas necessidades usadas para causar sensação de insegurança na sociedade.
O que começou com uma ocupação de prédio inservível, aproveitável para a finalidade social, se tornou instrumento para uma grande articulação de políticos, marginais, desocupados, meliantes e OAB para promover o caos. É certo que muitas daquelas pessoas, que de inicio ocuparam o prédio, procuravam uma alternativa para sua necessidade de moradia e o proprietário, a OI, que tem no filho de Lula do PT, deveria promover o fim social daquele imóvel. Mas não, enquanto um cidadão comum leva aproximadamente um ano para desocupação de imóvel de inadimplente, a OI conseguiu em tempo recorde, dez dias.
Como se observa nas diversas reportagens veiculadas na televisão, os invasores que realmente procuravam solução para seu problema não criaram dificuldade ao cumprimento da ordem legal pela PM, saíram com seus poucos pertences do local. Daí, após a desocupação, começa o inferno.
A resistência no prédio se iniciou com pessoas nem um pouco interessadas em moradia, eram interessadas na desordem e em promover enfrentamento com o Estado através da PM. Graças ao preparo da Corporação, na desocupação a situação foi definitivamente controlada, só restando acusações levianas de agressões que não aconteceram e de não lhes haverem dado tempo de retirar seus pertences. A frase mais dita era: “perdi tudo que tinha”.


Mas enganasse quem pensou que não havia um planejamento mais amplo, fora do evento desocupação. A PM usou cerca de 1.700 policiais, um grande aparato policial. Além do entorno, em vários bairros da cidade houve vandalismo, com obstrução de vias e queima de ônibus, caminhões e veículos particulares. Aqui na Penha, as pessoas relataram grupos de pivetes e maiores percorrendo o bairro com interesse em praticar furtos e invasão a estabelecimentos comerciais visando saque.
 
As ações eram coordenadas em vários pontos visando movimentação do efetivo, assim dividindo a força combativa e, ai, facilitando as ações. Num supermercado no Engenho Novo conseguiram efetivar a invasão, levando bebidas e cerveja, só isso.

Muito me foi estranho um representante da OAB, sub seção Méier, dando entrevista criticando o governo pelo caos ocorrido, que eles, OAB, se prontificaram em interceder nas negociações, não sendo atendidos, Disse ainda que disponibilizou direitos humanos da OAB para atender os detidos nas delegacias policiais. Isso lhes remete a algum acontecimento recente? Quando depredações ocorreram em manifestações no Rio de Janeiro? O “modus operandi“ em algumas ações foram semelhantes, com depredação de agencias bancárias.

Portanto, não foi só uma desocupação, foi a exploração da pobreza para atingir interesses nas eleições, o enfraquecimento do governo. As declarações da PM sobre o ocorrido, culpa ação de traficantes descontentes com a implantação de UPP, sendo que isso só atinge o interesse do Estado, divulgar o resultado de sua política de segurança. Mas não são só os traficantes, é a política envolvida nas comunidades com inclusão de meliantes dispostos a implantar o caos, através de ações que gostam de fazer. Podia-se observar nas imagens do SBT, que contou com reportagem no local, elementos junto a polícia passando informações por celular sobre os deslocamentos do efetivo, facilitando assim as ações de destruição.

 

Um comentário:

  1. Só a globo em seu jornal nacional, acusou a PM de abuso de poder contra um jornalista, ha canalzinho de merda.

    ResponderExcluir