sábado, 19 de abril de 2014

O direito de uma pessoa cessa onde começa o direito de outra



Há tempos não se ouve essa frase.

Era usada com frequência como síntese do espírito da democracia, e continua válida.

É fácil se perceber no campo individual quando esse conceito é contrariado.

Qualquer abuso clama imediatamente pelo senso comum.

A coisa muda de figura quando a agressão a esse princípio democrático é coletiva, muitas vezes lastreada por ilusórias ideologias.

Assim aconteceu no século passado de forma trágica. A onda comunista foi a maior catástrofe da humanidade em termos de vidas humanas. Milhões morreram de fome. Milhões assassinados. Houve mais mortes do que em qualquer guerra, terremoto ou peste na história.

O direito democrático foi desprezado em favor do ódio programático, sem limites. A ilusão de igualdade gerou líderes “mais iguais”, a nomenclatura, uma nova classe social.

A economia controlada pelo Estado se mostrou incompetente. A opressão nivelou a insuficiência, controlando o consumo.

O comunismo se espalhou pelo mundo em grandes fracassos. A Alemanha Oriental mostrou sua inquestionável falência.

Cuba e Coréia do Norte sobrevivem como eloquentes vitrines da proposta absurda. Cuba aluga seus cidadãos ao exterior. A Coréia do Norte, faminta, é um país comunista chefiado por uma dinastia familiar: avô, pai e neto.

O Brasil não foi poupado dos ataques dessa insanidade. Tentou-se, por mais de uma vez, com traições, assassinatos, guerrilha e terrorismo.

A nação brasileira reagiu de forma eficaz, ainda que dolorosa. Neste número da Revista do Clube Naval celebramos os 50 anos do início dessa reação, relembrando os fatos, com ênfase, evidentemente, na participação das forças do Estado.

É fraco consolo saber-se que por ação eficaz das Forças Armadas, nossos males, quando comparados a outros países, foram menores.

Mas a história segue. Os brasileiros sabem o que lhes convém. Talvez, em alguns momentos, as alternativas disponíveis não lhes favoreçam a escolha, mas isso será superado.

Nosso destino é crescer, unidos, democraticamente.

É um belo destino.

Vamos a ele.

Osmar Boavista da Cunha Junior

CF (Ref-IM) • Diretor Cultural

Revista do Clube Naval

Um comentário:

  1. Antonio da Silva Ortega19 de abril de 2014 03:57

    Um direito que sem dúvida nos é tirado dia após dia por esta escória vermelha desde que ganharam o poder a partir de 2003. Se nada fizermos. Se os VERDADEIROS NACIONALISTAS, não se unirem em um só corpo, mesmo que as idéias forem divergentes, se não caminharmos ombro a ombro junto a NAÇÃO BRASILEIRA. Se os oportunismos não se findarem. O BRASIL SERÁ FATALMENTE DERROTADO. NÃO VAMOS DEIXAR NOSSA PÁTRIA QUERIDA MORRER.

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