segunda-feira, 12 de maio de 2014

A logistica do crime organizado em São Paulo


O  PCC possui ramificações em 123 das 645 cidades do Estado de São Paulo e tem nas ruas do Brasil um total de 2.597 bandidos  Comandados de dentro do Presidio de Presidente Bernardes.
Esse número equivale ao contingente de 4 batalhões da Polícia Militar e o dobro do número de homens da Rota -considerada a tropa de elite da polícia paulista.
Cada um dos 1 dos 2597 criminosos é obrigado a pagar à organização uma mensalidade de R$ 600, o que dá uma renda mínima de pouco mais de  R$ 1,5 milhão para o PCC.
Em troca da mensalidade, o criminoso obtém benefícios no caso de ser preso (advogado, ajuda financeira para a família) e o direito de se identificar entre criminosos como integrante do PCC.
A organização conta ainda com o lucro obtido com a venda de drogas, cigarros contrabandeados para os presídios e assaltos. Segundo é possível aferir nos documentos, o PCC arrecada por mês cerca de R$ 6 milhões.
 
E segundo o (Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro) o império do PCC é estimado em R$ 200 milhões em aproximadamente 500 contas de laranjas.

Primeiro Comando da Capital (PCC) é uma organização criminosa paulista, criada supostamente com o objetivo manifesto de defender os direitos de pessoas encarceradas no país. Surgiu no início da década de 1990 no Centro de Reabilitação Penitenciária de Taubaté, local que acolhia prisioneiros transferidos por serem considerados de alta periculosidade pelas autoridades. A organização também é identificada pelos números 15.3.3
Hoje a organização é comandada por presos e foragidos principalmente no estado de São Paulo. Vários ex-líderes estão presos (como o criminoso Marcos Willians Herbas Camacho, vulgo Marcola que atualmente cumpre sentença de 44 anos, principalmente por assalto a bancos.


PATRIMÔNIO 
Patrimônio do grupo: 13 imóveis, 200 fuzis, 63 pistolas, 11 revólveres, oito dinamites, 67 carros (sendo três blindados), sete motos e um caminhão. Nessa relação não estão os bens dos bandidos, como armas e carros pessoais.Cada fuzil tem um valor estimado em R$ 35 mil.
VENDA DE DROGAS
Documento detalha parte da droga vendida na cidade de São Paulo. A facção usa nomes de frutas para identificar as drogas
R$ 6milhões é o valor médio arrecadado por mês pelo PCC.
AS FONTES DE FINANCIAMENTO
Documentos apreendidos em operações policiais revelam a estrutura empresarial que está por trás do grupo criminoso PCC
TRÁFICO DE DROGAS
É a principal fonte de renda do PCC. Por mês, arrecada cerca de R$ 2,7milhões (só na Baixada e na Grande SP). Pelos documentos que estão com o Ministério Público, o grupo criminoso tem ao menos 54 pontos de distribuição de drogas pela Grande São Paulo e pela Baixada Santista. Esses pontos abastecem as centenas de bocas de fumo
CEBOLA
Pagamentos mensais feitos por criminosos do PCC a representantes do grupo. O termo é uma alusão ao fato de a pessoa não querer pagar o valor de R$ 600 por mês. Por isso elas “choram” ao desembolsar essa quantia, assim como quando se corta uma cebola. Por mês o grupo criminoso arrecada cerca de R$ 800 mil só com a mensalidade
ROUBOS E FURTOS
Investigações apontam que parte do que os ladrões obtêm em assaltos ou furtos acaba sendo entregue aos contadores da facção. A percentagem não é fixa e depende do tamanho da ação. O Ministério Público suspeita que os assaltos a carros fortes e empresas de segurança tenham relação direta como PCC
CONTRABANDO DE CIGARROS E VENDA NAS PRISÕES
Cigarros contrabandeados do Paraguai, principalmente da marca TE, são vendidos entro das penitenciárias. O produto é usado como moeda de troca nos presídios e seu lucro abastece os cofres da organização criminosa
RIFA
A facção compra apartamentos e veículos para lavar dinheiro e os sorteia por meio de rifas. Em uma das apreensões da polícia na Baixada Santista, a rifa custava R$ 25, e o comprador concorria a um apartamento no valor de R$ 120mil e a quatro carros. O sorteio é baseado na Loteria Federal. Os criminosos do grupo são obrigados a comprar e vender a rifa.

COMPRA E TRANSPORTE DAS DROGAS
A droga é comprada na Bolívia  por contatos ligados ao PCC , eles fazem a compra , verificação a pureza da droga , depois o procedimento é atravessar a fronteira , por vias terrestres ( carros e caminhões ) e aéreas ( monomotores )  , a droga atravessa estrada vicinais do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul entra pelo Oeste do Estado de São Paulo , Dentro do Estado é distribuída em 54 pontos de distribuição Principais e no entorno de Jundiaí , Campinas , Guararema , Poá , Ferraz de Vasconcelos , Itaquaquecetuba , Arujá , Cotia e Embu  .
Normalmente são alugadas chácaras em regiões isoladas , onde são transformadas em laboratórios para transformar as drogas dependendo da sua demanda ( Maconha ,cocaína , crack , oxi ).
Depois é feito pedido através das demandas necessárias e são distribuídas em motos e até mesmo ônibus, essa entrega é feita nos pontos de trafico (biqueiras).
 Contabilidade
O PCC contrata mensageiros que repassam aos líderes as cartas levadas e planilhas contábeis . As cartas, na verdade, são planilhas dos negócios da facção. “São planilhas da contabilidade do PCC, toda semana há visitantes que levam e trazem cartas”, afirmou um promotor do Gaeco. A contabilidade sobre a venda de drogas e o arsenal de armas, por exemplo, constam dessas cartas.
“Estão (nas planilhas) a contabilidade do tráfico e o controle do armamento”, afirma o promotor. Ele calcula que o PCC tem hoje “até mais de 200 fuzis”, entre ARs-15 e AKs-47.
De acordo com o promotor, o PCC paga até R$ 2 mil por semana para visitantes que levam e trazem mensagens escritas. “Não é apenas por meio do celular que as ordens continuam sendo transmitidas pela liderança presa aos integrantes em liberdade. Eles adotaram o bate-bola, uma troca de recados, eles contratam pessoas por até R$ 2 mil, que vão visitar outros presos, e estes repassam cartas dos líderes que estão na P 2″, 
Dinheiro do crime serve para o crime. Em livros-caixas encontrados pela polícia, a “contabilidade” do PCC mostra que parte do “lucro” é destinado para compra de armas para abastecer as quadrilhas que agem aqui fora e, é claro, para comprar mais drogas e continuar gerindo os “negócios”.
Outra fatia do bolo serve para pagar os salários dos Torres e Pilotos recebem verba mensal para exercer a função. Sãosalários consideráveis que vão de R$ 3 mil a R$ 10 mil, dependendo do faturamento do mês, pago pelo caixa do PCC.
Parte do dinheiro do PCC é aplicada em “funções sociais”, como a compra de cestas-básicas para familiares de presos que estão passando necessidade e o pagamento dos ônibus que são fretados para levar familiares de detentos as prisões nos finais de semana para a visita. 
Outra parte da grana é usada numa espécie de “programa assistencial” criado em favelas de São Paulo, onde a facção tem pontos de vendas de drogas. Batizado de “Ajuda da Correria para o Social”, o “programa” distribui leite, gás e cestas básicas a famílias que moram nestas favelas. Uma espécie de “troca”: a gente vende a droga, vocês ficam quietinhos (não denunciam a polícia) e nós damos o “troco”. As famílias interessadas em receber a “ajuda” são cadastradas pelos soldados da facção. Também faz parte do “pacote social” a compra de remédios e enxovais para bebês.
Fonte: documentos apreendidos pelas polícias Civil e Militar e pelo Ministério Público de São Paulo e Estadão.

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