quinta-feira, 15 de maio de 2014

Beltrame é acusado de improbidade administrativa por gasto com veículos

Segundo denúncia, contratos de aluguel e manutenção de veículos firmados em 2007 e 2008 pelo valor de R$ 134 milhões foram superfaturados

14 de maio de 2014
Fábio Grellet - O Estado de S. Paulo

RIO - O secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, é acusado pelo Ministério Público fluminense de praticar improbidade administrativa ao firmar dois contratos de aluguel e manutenção de veículos para a Polícia Militar.
Segundo denúncia apresentada nesta quarta-feira, 14, à 7ª Vara da Fazenda Pública pelo promotor Rogério Pacheco Alves, da 7ª Promotoria da Tutela Coletiva, os contratos firmados em 2007 e 2008 pelo valor de R$ 134 milhões foram superfaturados. De acordo com a denúncia, com o dinheiro gasto com o aluguel e a manutenção de cada veículo por 30 meses seria possível comprar três carros daquele modelo. Além disso, o serviço de manutenção era pago mesmo sem haver controle sobre a realização dele, afirma a denúncia.
O promotor pediu à Justiça que determine o bloqueio dos bens do secretário, da ex-subsecretária de Gestão Estratégica da Secretaria de Segurança, Suzy Avellar, e da empresa Julio Simões, com quem foram firmados o contratos. Também foi pedido o ressarcimento dos R$ 134 milhões, a perda da função pública de Beltrame e a suspensão dos direitos políticos dele e da ex-subsecretária.
A reportagem não conseguiu falar com o secretário sobre esse caso na noite desta quarta. Ao site G1, a Secretaria Estadual de Segurança afirmou que Beltrame ainda não foi notificado e que ele deixará suas argumentações jurídicas a cargo da Procuradoria-Geral do Estado.

É certo que hoje as viaturas da PMERJ a tornam muito mais operacional, não se vê mais nas ruas viaturas velhas, remendadas e empurradas na tentativa de ressuscitar. Mas o custo é bem elevado em detrimento de outros equipamentos que apresentam falhas por falta de manutenção, por exemplo, as armas. 
 
Em minha vida profissional na PMERJ trabalhei em seção de manutenção de viaturas e sei que o veículo com até dois anos de uso não há gastos consideráveis com manutenção, o que começa a acontecer após esse tempo de uso. Mesmo com a verba escassa na época conseguíamos que viaturas com até dois anos rodassem efetivamente.
 
Hoje, neste contrato de manutenção, a viatura com dois anos está inservível para continuar em serviço, devido ao aumento dos custos. Uma manutenção muito rendosa, já que só visa o tempo útil da viatura antes do desgaste se acentuar. No estacionamento nas dependências da DEI na Fazenda dos Afonsos, CFAP, vê-se a enorme quantidade de viaturas em condições de uso que simplesmente foram descartadas por atingir a idade de dois anos.

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