segunda-feira, 26 de maio de 2014

Homenagem aos policiais mortos e feridos.



Parabéns aos organizadores, colaboradores e participantes, sem eles ainda estaríamos só.

"Sou um só, mas ainda sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o que posso. O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor, (Max Gehringer)

Já não sou um só, não estamos separados. Fomos mais de trezentos hoje e seremos milhares e dezenas de milhares em breve.


Confiante no sucesso do evento me dirigi a Copacabana para ver e me emocionar com a iniciativa deste Ato. Os Policiais Militares que se empenharam na realização não mediram esforços para que atenções fossem dispensadas para tão grave fato, a morte e mutilações de grande numero de policiais que a sociedade, os direitos humanos e a mídia não prestam atenção. É quase um batalhão exterminado por ano.
 
Eu esperava mais presentes, mas, os que foram, valorizaram a contento o evento. Foram cerca de 300 presentes, inclusive parentes de policiais vitimas que deram seus depoimentos. Foi impossível não se sensibilizar junto aos pais, esposas e filhos que, mesmo decorrido tempo da partida de seu ente querido, ainda sofrem nas mãos do Estado que não lhes deu, não lhes dá e, só após muita insistência, como se fosse um favor, lhes concederá seus direitos garantidos em leis. É morrer sempre um pouco a cada dia.
 
Estes 300 presentes mostraram que é possível, aos poucos, agregar mais pessoas em eventos futuros. Os policiais e suas famílias não mais confiam no Estado e na sociedade que junto com a mídia e a política move milhares a defender bandidos. Esta iniciativa trará resultados agregando cada vez mais participantes e um dia poderemos ser milhares e até dezenas de milhares nas ruas exigindo respeito e a devida atenção. Leis que punam realmente assassinos, em especial assassinos de agentes da segurança, pois é a sociedade que é atingida quando o policial é vitima.


Como esperado, nada de direitos humanos, nada de representante PMERJ e nada de representante do Estado presente, diferentemente quando da morte de um sabido bandido nas mãos da polícia ou na duvida de autoria.

A Família Bolsonaro prestigiou o ato com sua presença efetiva, o que esperávamos dos demais parlamentares, inclusive os que hoje ocupam cargo no Legislativo Estadual e são oriundos da PMERJ. Eles não se preocupam com os seus, estão mais preocupados com o que seus cargos podem lhes proporcionar.


O depoimento mais emocionante foi da Mãe da Soldado Alda, fuzilada no Parque Proletário da Penha (UPP), onde os policiais ficam abrigados em “caixas de lata”, containeres adaptados para instalações das UPPs. Assim como os vidros e portas das viaturas policiais, estes containeres não dispões de blindagem para proteção de seus ocupantes, tornando-os vitimas fatais em caso de ataque com as armas de guerra que os traficantes possuem.
 
Por fim, me senti realizado por ter o privilégio de estar presente em tão nobre ato, que além de se manifestar em prol dos policiais do Estado do Rio de Janeiro, também o foi em prol da sociedade ainda ordeira do Estado, que paga todas as despesas, em tese, aplicada na formação destes profissionais e nos direitos previstos em lei em caso de sua morte em serviço. Mesmo acostumado com as perdas, os depoimentos me fizeram chorar, chorar pelo sofrimento que os parentes continuam a ter com o descaso dos que deveriam estar lhes apoiando.


Obrigado aos organizadores e presentes, que venham mais policiais e membros da sociedade nos próximos eventos em sua defesa.
 
 

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