sexta-feira, 9 de maio de 2014

Uma nova policia de viaturas novas


Lembro o ano de 2005, um dos últimos de serviço ativo na PMERJ. Na Seção de Manutenção de viaturas me desdobrava em pedidos nas autopeças, comércio e empresas com disposição em ajudar para viabilizar que as “sucatas” ambulantes conseguissem sair para o patrulhamento na Cidade de Petrópolis. Pneus eram conseguidos em ferro velhos, para que pelo menos não furassem ao passar numa guimba de cigarro acesa.
Uma viatura nova leva dois anos para começar a dar grandes problemas de manutenção, e a frota era de viaturas com até quatro anos de uso sem nenhuma manutenção preventiva, só parava para reparos que a devolvesse rapidamente para o serviço. Arame, fitas e improviso faziam parte do ferramental essencial para isso, já que dinheiro nunca sobrava. Era preciso alimentar o “café comunitário” e as formaturas externas que o comando fazia questão de realizar com grande custo e pompa para a sociedade petropolitana. Mas o comandante não pedia viatura em condições, não podia deixar a mostra sua incompetência mas a sociedade de Petrópolis viu que só duas viaturas rodavam precariamente pela cidade.

As mais novas eram usadas nas supervisões de oficiais e graduados e, também na condução de oficiais de serviço nos finais de semana, e as restantes, no patrulhamento motorizado sem nenhuma condição de segurança sendo certamente reprovada em qualquer vistoria veicular.
No ano de 2008, tendo em vista as péssimas condições das viaturas, foi comprada uma grande quantidade de peças de reposição, as mais urgentes e baratas. rsrsrs Foi um mutirão para distribuir entre diversas Unidades.
Há alguns anos, havia na Barra da Tijuca uma viatura baseada, levou o nome de cabine móvel, mas, móvel só se rebocada. A C-10 (Veraneio) nem motor tinha, era só pra ver.

Bem, hoje a situação melhorou em muito na questão das viaturas. Existe um contrato de manutenção que não sei a que preço está, mas, em preços de 2008, 1/10 desta quantia por viatura, daria para eu colocar toda a frota de sucatas ambulantes para rodar com segurança.
As viaturas que fazem parte deste contrato não devem ter mais de dois anos de uso, após o qual devem ser trocadas por zero km. Então, na primeira leva de viaturas com mais de dois anos o Estado as doou para diversos Municípios. Agora dizem que sortearão entre os policiais.




Estas viaturas não tem mais condições de serviço? Tá, não satisfazem mais a empresa contratada para manutenção, manutenção esta que os custos já foram objetos de muitas denuncias e investigações. Lembram da Júlio Simões? É, além do visual, logico que sem blindagem pelo menos nos vidros, é um ótimo negócio para ambas as partes.

"Skenta" não, já tem uma nova remessa para substituir estas.


As armas da PMERJ na atualidade são na grande maioria automática ou semi automáticas, o que requer severa manutenção para que seu funcionamento seja perfeito. Uma vida pode se perder com a falha da arma. Já vimos muitos relatos de incidente de tiro e/ou falhas e a PMERJ não tem pessoal especializado para a manutenção deste grande arsenal, que por vezes passa meses apreendido à disposição da Justiça e tão logo é liberado volta ao emprego diário.
Uma viatura nova e limpa é visual, é propaganda indireta. Já o armamento sem manutenção periódica não é, se o policial morrer pela falha, foi só menos um homem. Reponha-se no próximo concurso.

Por fim, olhem as viaturas que deixam o serviço na PMERJ. O que acham? Lembra das viaturas há dez anos atrás? Estas são preciosidades se comparadas as daquela época.
Ah sim, o armamento. Na maioria com quase vinte anos de serviço. Os mais novos.

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