domingo, 15 de junho de 2014

Desmilitarização. O que pensa o PM? Em nada, só no sentimento de uma vingança impossível.


Começo a pensar ser improdutiva qualquer postagem, manifestação, reação ou orientação aos PMs que participam desta rede social. Se manifestam sim, quando é por aumento salarial, quando falam mal deles ou criticam alguma ação realizada. Estão vendo, presenciando e nada fazem. Pelo contrário atrapalham.

Em certa data, fiz postagem política uma página PMERJ, logo responderam que minha postagem estava atrapalhando seu churrasco familiar. Ora, saia da rede social, ignore minha postagem, não a leia nem comente. Quem está se atrapalhando é o comentarista mesmo.

Já fui chamado de policiólogo, criticado de estar entrando na seara alheia e de defender teses que só interessam aos oficiais. Ora penso em Corporação, não em divisão de oficiais e praças.

Sou possuidor de ficha disciplinar positiva, graças a uma história de transgressões e de contestação por acusações infundadas e não fundamentadas e isto me custou muito. Agradeço algumas injustiças cometidas contra mim a praças, que apesar de estarem no ambiente de litígio depuseram nada terem visto ou ouvido. Apesar de documentos acostados aos autos provarem ao contrário, o Sindicante, de caráter deformado, se valeu de depoimento mentiroso para confeccionar seu Parecer imputando culpa.

Vi em minha jornada na PMERJ policiais se lamentando e xingando o detentor do Poder/Dever disciplinar por tê-los punido, sentia naquela revolta um pedido para que intercedesse por eles. Ao orientar sobre os procedimentos a serem adotados, simplesmente nada fizeram.

Postei ontem em vários grupos sobre o perigo da PEC 51, a desvinculação das PMs das Forças Armadas. Eles, os PMs, parecem não perceber o perigo que a Nação corre, só pensam neles, no seu despropósito vingativo contra os oficiais, como se isso fosse possível no novo modelo.
Link do vídeo: http://youtu.be/ts__fyeWFlQ

PEC 51 – Mudança radical nas polícias!!! 
A CONSTITUIÇÃO FEDERAL ESTÁ SENDO RETALHADA PELO PT

Os que acompanharam e acompanham o jogo político em torno da tentativa de aprovação do Piso Salarial Nacional para os policiais e bombeiros brasi
leiros flagraram a atuação do Governo Federal, e de sua base aliada, para barrar a medida – que ficou popularizada como “PEC 300″, embora mudanças tenham ocorrido no conteúdo da proposta. Por isso, chama a atenção que uma referência nacional do Partido dos Trabalhadores, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), tenha apresentado uma Proposta de Emenda Constitucional que altera radicalmente a atual configuração das polícias brasileiras, a PEC 51.
Confira abaixo algumas das medidas contidas na PEC, que engloba muitas reivindicações majoritárias nas polícias (lembrando que, em alguns casos, a maioria nem sempre “vence”):
o DESVINCULAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS: “A fim de prover segurança pública, o Estado deverá organizar polícias, órgãos de natureza civil, cuja função é garantir os direitos dos cidadãos, e que poderão recorrer ao uso comedido da força, segundo a proporcionalidade e a razoabilidade, devendo atuar ostensiva e preventivamente, investigando e realizando a persecução criminal”;
o CARREIRA ÚNICA: “Todo órgão policial deverá se organizar por carreira única”;
o CICLO COMPLETO: “Todo órgão policial deverá se organizar em ciclo completo, responsabilizando-se cumulativamente pelas tarefas ostensivas, preventivas, investigativas e de persecução criminal.”;
o AUTONOMIA DOS ESTADOS: “Os Estados e o Distrito Federal terão autonomia para estruturar seus órgãos de segurança pública, inclusive quanto à definição da responsabilidade do município, observado o disposto nesta Constituição, podendo organizar suas polícias a partir da definição de responsabilidades sobre territórios ou sobre infrações penais.”;
o OUVIDORIAS INDEPENDENTES: “O controle externo da atividade policial será exercido por meio de Ouvidoria Externa, constituída no âmbito de cada órgão policial, dotada de autonomia orçamentária e funcional, incumbida do controle da atuação do órgão policial e do cumprimento dos deveres funcionais de seus profissionais”.

Fonte: Abordagem Policial

Lembrando que em dezembro tem Papai Noel em pessoa.

Não se “fabricará” os novos componentes da polícia com novo modelo, ele será o mesmo das atuais PMs, o superior hierárquico continua a ser superior a seu inferior. É a regra, sempre haverá um regulamento disciplinar e caberá a um superior avaliar a conduta transgressiva. O desprovido de caráter, assim continuará sendo no novo modelo.

Mas não adianta argumentar, procurei manter o debate em tom de compartilhamento de idéias, até que começaram a me colocar como defensores de oficiais, o que nada tinha a ver com o assunto. Criticaram o vídeo por ser político, por falar em partido. Claro, é a vontade do partido, no poder, a desmilitarização.

Depois uma tentativa de me ridicularizar, que nas PMs não há Chefe e sim Comandante. Porra! Só pode ser um debilóide tipo os que ficam resmungando por ter sido punido indevidamente sem tomar nenhuma atitude, nas PMERJ, assim como nas FFAA existem Comandante, Chefes e Diretores; tendo as três denominações o mesmo significado.

Disseram que eu não sei de nada. Sei sim, tanto que mantive um debate recheado de afirmações contradizentes com as deles. Voltam a carga quando dizem que o PT não quer implantar o comunismo no País e que defendo uma baboseira, não acreditava no que estava lendo.

Por fim, veio a constante pergunta: “Sr, Ricardo, me responda uma só pergunta. O Senhor era praça ou oficial quando estava na ativa? Ora, que perguntas mais impertinente. Falo num conceito abrangedor e vem com esta pergunta de separação como se uma Corporação fosse dividida. Se assim o é, é por terem deixado; um campo desprotegido torna-se ambiente favorável para que seu legitimo detentor seja deposto, no caso a legalidade.

Por fim, responderam que ali não era lugar para minha postagem, pois não eram “bestas”, no que concordo. Não são “bestas” são profissionais (ou não) que se servem da rede social para diluir ressentimento causado pela incompetência de rebelar legalmente contra uma ilegalidade praticada. Não gosto de comentar, mas tenho de tocar neste assunto; realmente oficiais abusam do seu direito para prejudicar seu desafeto e isso se dá pelas mostras de subserviência e ignorância que demonstram no trato com ele. O “meu chefe”, usado com regularidade no diálogo entre praça com oficial é uma mostra disso.

No mesmo sentido, praças aplicam o mesmo comportamento no trato com seu público, a sociedade. Se existem oficiais covardes, esta adjetivação pertence também aos praças, que tenho certeza não é para a maioria e sim uma ínfima parte, quando agridem um inocente, quando forjam um flagrante, quando se desviam com a pratica de ilícitos penais, quando depenam um carro apreendido, quando recebem uma "propina" para não autuar infração de transito, quando recebem suborno do meliante e, também, quando continuam na subserviência e ignorância tão satisfatória ao oficial desprovido de caráter.

E para terminar, não existe regulamento disciplinar draconiano, o que existe é a ignorância e oficiais desprovidos de caráter.


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