terça-feira, 24 de junho de 2014

O que achei? Há realmente o jogo da “divisão de classes” nas PMs


Postei textos sobre a PEC 51 e Decreto 8.243 ambos extremamente perigosos neste momento político. Mas uma pequena parcela, mesmo sem conhecimento, acredita nestas iniciativas como a salvação dos problemas relacionados a abusos de oficiais contra praças.

Acredito que num futuro próximo o modelo de polícia ostensiva seja civil, mas só quando tivermos uma Democracia consolidada e uma Sociedade verdadeiramente organizada e consciente.

Expus diante dos comentários que contra os abusos há lei que pune e sua prática, sendo o judiciário o refugio para os que se julgam prejudicados. Suponhamos que o Decreto seja aprovado e montada uma polícia civil. O efetivo não será fornecido da noite para o dia, será oriundo das extintas polícias militares e manterá os mesmos defeitos e vícios por um bom tempo, como também os abusivos e abusados estarão presentes neste novo modelo que também será dotado de hierarquia regida por um regulamento disciplinar. Então, o superior hierárquico continuará sendo no novo modelo.

Polícias Militares existem no mundo todo, até em países desenvolvidos. Mas os que comentam besteiras dizem que não são militares, são "paramilitares", como se este termo fosse empregado em forças previstas em Constituições, "paramilitar" são forças fora dol estado.

Mas de nada adiantou tentar explicar, só vejo uma explicação, há interferência politica dentro das PMs, sendo que em número reduzido, para tentar criar a “luta de classes”, usam de um acontecimento dentro do ambiente policial militar para promover a PEC 51 como a salvação e a vingança de uma parte do efetivo que se diz vitima de oficiais da mesma corporação, esta parte são os praças. Sim, concordo que os abusos em punições disciplinares e exploração do trabalho acontecem, mas, se acontece é por covardia dos prejudicados em buscar reparo nos meios próprios. 

Assim como oficiais, praças não são santos, são dotados, numa minoria, de caráter não condizente com o espirito de corpo. Vemos nas noticias jornalísticas e internamente eu poderia me estender narrando diversos acontecimentos em que praças tiveram comportamentos covardes e até criminosos contra seus pares. Isso acontece em todo ambiente de trabalho, uns mais outros menos, mas em todos.

Agora, ignorar o perigo para uma Nação nestes dois instrumentos que querem implantar é falta de senso patriótico, é ser contra a Nação e a sociedade que juraram defender com o sacrifício da própria vida, é priorizar uma vingança que não vai acontecer em detrimento da segurança da democracia já fragilizada, é lobo se travestindo de cordeiro.

Pois bem, discutir com esta minoria fanática por uma desmilitarização “É COMO JOGAR XADREZ COM POMBO.ELE VAI DERRUBAR AS PEÇAS,CAGAR NO TABULEIRO E SAIR DE PEITO ESTUFADO CANTANDO VITÓRIA”. Não leem o texto e comentam sem ter vergonha de errar e, ao serem corrigidos com explicações que os contradizem, passam ao deboche e até a ofensa. Não era isso que eu esperava, esperava um debate sadio.

Meu consolo é que estes representam uma insignificante minoria dentro do universo alcançado pelas postagens, onde pude perceber que num percentual próximo, 99% tem a verdadeira ideia do perigo que estas propostas representam.

Não postarei os comentários, podem ser ridículos na visão da maioria, mas um postarei. Usaram o nome de uma coronel do Estado do Amapá para fortalecer seus argumentos. A Coronel não participou do debate, o uso de seu nome foi usado indevidamente numa postagem em sua interpretação é pessoal, não de uso indevido.


"POR QUE NÃO PODEMOS PERDER O MILITARISMO NA NOSSA POLÍCIA:
Meu nome é Palmira Bittencourt e SOU CORONEL da Polícia Militar do Amapá." SERÁ MESMO NECESSÁRIO CONTINUAR A LEITURA?

2 comentários:

  1. Caro senhor Ricardo, existe nesse país muitas coisas erradas, porém cada um tem que procurar buscar o melhor no ambiente em que vive, e dessa forma no conjunto geral o bem pra todos, o que acontece nos quarteis da PM e sim um absurdo, nunca um regulamento disciplinar e utilizado contra oficiais, a não ser que esse contrarie as determinações do comando, pode sim o praça buscar reparação judicial, porém na maioria da vesses este é punido por não pedir permissão a seu algoz, e quando não tem a famigerada punição geográfica, bom são tantas que para o praça qualquer coisa que diga que ele não terá seus direitos restritos por um funcionário igual a ele que porém tem o cargo administrativo e melhor que qualquer coisa, PEC 51 e melhor que chibata, e ter que trabalhar como escravo, se os oficiais querem mudar isso e só começar a usar o regulamento para o fim a ele foi proposto e não conforme sua conveniência. Ainda não vi um oficial se manifestar contra os abusos praticados pelo governo contra os praças, ou seja se não e comigo, `F` o amigo.

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    1. Prezado anônimo, seu comentário está coberto de razões, concordo plenamente.O item do RDPM que fala sobre ingressar no Judiciário só após esgotar os recursos administrativos é inconstitucional,pois, na CF é claro que toda lesão ou ameaça de lesão DEVE ser submetida ao Judiciário. Se houver punição quanto a isso é outro abuso. Obrigado pelo seu comentário, o debate é saudável.

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