domingo, 29 de junho de 2014

Tá explicado. Ele nem se lembra da saúde, da educação e da segurança, quer que lembre nome dos "puxa saco$"



Dilma ganha fama por confundir nomes de aliados e autoridades

Por Luciana Lima - iG Brasília 

Presidente é conhecida pelas constantes trocas de nomes de aliados, petistas, governadores e ministros; Ao longo do mandato, petista aprendeu a reagir com bom humor após gafes

As frequentes trocas de nomes nos discursos da presidente Dilma Rousseff têm virado folclore no meio político. Os infindáveis cumprimentos que antecedem os discursos da presidente Dilma são vistos como armadilha perfeita para políticos terem suas marcas rebatizadas pela presidente e virarem alvo de comentários, principalmente quando Dilma se arrisca a não se prender ao roteiro.
Dilma é mestre na confusão de nomes. Troca nome de aliados, de petistas, de governadores e até de ministros do seu governo. Exemplo mais recente ocorreu nesta semana, durante a convenção do PROS, quando “aportuguesou” o nome do deputado federal Anthony Garotinho (PR). “Quero dirigir um cumprimento especial ao ex-governador do Rio, o deputado federal ‘Antônio’ Garotinho”, disse Dilma, sem perceber o erro.
Na sequência, Dilma se desculpou pela troca de nome, mas não de Garotinho, e sim, do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PROS), que foi cumprimentado pela presidente com um desagravo. “Desta vez não vou errar o nome do prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio”, preparou Dilma. Ela já acumulava um histórico de pelo menos dois erros em relação ao prefeito.
“Se bem que ele já andou dizendo que não se importava porque, cada vez que troco o nome dele, nosso governo coloca mais dinheiro na prefeitura”, brincou a presidente que saiu da solenidade com a convicção de não ter trocado nome de ninguém. Garotinho preferiu não polemizar: “Sem comentários”, disse sorridente.
Já Roberto Cláudio, em uma das visitas de Dilma a Fortaleza, ao perceber que a presidente não se lembrava de seu nome, tentou ajudar. Dilma discursava: “Já tivemos uma primeira reunião com o governador Cid, e com o nosso prefeito aqui, aqui presente.”, disse a presidente, enquanto dava tapinhas no ombro do prefeito. O prefeito, que estava próximo, assoprou seu próprio nome: “Roberto Cláudio”.
Dilma retrucou: "Eu sei Roberto Cláudio, eu sei como é que você se chama, querido", disse Dilma. “Ele se apresentou agora para mim. Eu já encontrei ele pelo menos umas dez vezes por ai", disse a presidente se voltando para a platéia.

Em outra ocasião, quando a presidente anunciava um pacote de investimentos de mobilidade urbana na capital cearense, rebatizou o prefeito o chamando de “Antônio Cláudio”. Avisada da gafe, a presidente tentou se desculpar dizendo que tinha um amigo, chamado Antônio Cláudio, e que ela vivia o chamando de “Roberto Cláudio”.
Fama
A fama de campeã das trocas de nomes não é recente. Durante os dois primeiros anos do governo de Dilma foram raros os momentos em que ela acertou o nome do então presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Ela o chamava com frequência de “Marcos Maia” e nem percebia.
O petista minimiza. “Isso aconteceu uma centena de vezes, mas ela não é a única. Muita gente confunde. ‘Marcos’ é bem mais comum que ‘Marco’”, ponderou Maia, já acostumado com as confusões. “Antes, muita gente me chamava de Cesar Maia”, contou, referindo-se ao ex-prefeito do Rio. “Agora, depois que fui presidente da Câmara, fiquei sabendo que tem um monte de gente que chama o Cesar Maia de Marco Maia. Acho que fiquei mais famoso que ele”, comemorou.
A confusão de Dilma não poupa nem seus auxiliares. O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, já perdeu a conta de quantas vezes foi chamado de Aldo “Rabelo” pela presidente. Só na posse, foram duas vezes.
Vídeo no youtube (Dilma erra nome do Ministro da educação), Link: http://youtu.be/BK4yavSJq6A
No primeiro ano de seu governo, ao discursar na Marcha das Margaridas, em Brasília, Dilma confundiu o nome do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, o chamando de “Agnelo Rossi”.
Na época, o governo estava às voltas com denúncias de irregularidades no Ministério da Agricultura, sob o comando de Wagner Rossi. “Quero cumprimentar o nosso governador Agnelo Rossi", disse a presidente. Em seguida, Dilma cumprimentou a mulher do governador, Ilza Queiroz, mas não percebeu a diferença de sobrenome.
No mesmo dia, mais tarde, Dilma aceitou o pedido de demissão de Wagner Rossi, acusado de ter viajado de carona no jatinho de uma empresa do ramo agropecuário que recebeu autorizações do ministério para produzir medicamento contra a febre aftosa.
Bronca
As confusões com nomes não se restringem às pessoas. As trocas em relação a lugares visitados por Dilma também renderam momentos de bronca na assessoria e também de bom humor da presidente. Ao decorrer do governo, com Dilma um pouco mais a vontade nos discursos, ela passou a tratar as gafes com mais naturalidade e rir de si própria.
Em 2011, quando participou de um encontro com todos os governadores do Nordeste, em Aracaju, um dos primeiros compromissos da presidente depois de tomar posse, Dilma deu bronca em público na assessoria. Ela chamou a cidade de Toritama, no sertão de Pernambuco, famosa pela produção de jeans, de Ibotirama. A correção no discurso veio de um aliado bastante próximo na época, o então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, hoje seu adversário na campanha.
Dilma reagiu diante dos auxiliares: “Eu falei para vocês que não era Ibotirama. Vocês vejam o que é uma ótima assessoria. E eles acharam esse Ibotirama sabe onde? Na internet” explicou a presidente.

Já em visita ao Mato Grosso do Sul, Dilma se desculpou imediatamente com a plateia depois de se referir a Mato Grosso. “Do sul”, disse cantarolando. “Vocês me desculpem, Mato Grosso do Sul”.

Quando Dilma visitou Irecê, município do sertão da Bahia, para anunciar um aumento no benefício do Bolsa Família, errou a pronúncia da cidade de Ibititá, ao cumprimentar o prefeito do município, Doutor Francisco, que estava entre os vários dirigentes municipais presentes ao evento.
Dilma reagiu com bom humor e ainda aproveitou para dar uma “aulinha” de ortografia para os assessores, arrancando aplausos do público. “Agora, para saber que é Ibititá, tem que ter um acento no ‘tá’. Faltou o acento no ‘tá, Ibititá”, brincou a presidente.

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