segunda-feira, 21 de julho de 2014

Grandes eventos, boa segurança. E depois?

Bebe Barbosa*



O governo federal anuncia investimentos de aproximadamente 1,17 bilhão de reais em equipamentos e capacitação das forças de segurança para a realização do Campeonato Mundial, sediado no Brasil. Inegavelmente, a medida surtiu efeitos. Relatos de torcedores descrevem os momentos de calmaria percebidos antes, durante e depois das partidas, com parcas exceções.
Mas a família brasileira questiona. E depois? O que será feito?

A bonança demonstrada durantes os jogos contrasta com os números letais do Mapa da Violência, estudo respeitado e apoiado pelo Ministério da Justiça. O compêndio explicita, de maneira definitiva, que o Brasil é um país com números de guerra civil. Com 1,09 milhão de homicídios entre 1980 e 2010, e média de 26,2 por 100 mil habitantes, o Brasil tem uma taxa anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais, como o da Chechênia (25 mil), entre 1994 e 1996, e da guerra civil de Angola (1975-2002), com 20.300 mortos ao ano.

É preciso ficar atento ao oportunismo das autoridades em propalar a superficial sensação de tranquilidade. Ao fazer isso, utiliza dados temporários e tenta manipular a realidade, que é duramente golpeada diariamente. A dita sensação de tranquilidade verificada durante o campeonato contrasta com a dura realidade encontrada pelo brasileiro. Realidade esta imposta por um governo que insiste em apostar em velhas doutrinas ideológicas, como a tese do desarmamento, em detrimento de formular uma política de segurança pública eficaz.

Durante a Copa, a seleção alemã massacrou a brasileira em um jogo de futebol, mas todos sobreviveram e continuarão com suas vidas, quiçá levantando novamente a faixa em favor do desarmamento enquanto andam em carros blindados, são protegidos por seguranças armados ou se beneficiando da real segurança de países onde atuam. No jogo da vida – da sua, da minha, da nossa vida real - a violência continua. A taxa de mortos chegou a 29 por 100 mil habitantes em 2012. Na Alemanha, é de 0,9. Mata-se no Brasil 32 vezes mais. O padrão de qualidade não evitou um massacre figurado em gramado e não evitará o massacre anual fora dele.

*Bene Barbosa, bacharel em direito e especialista em segurança pública, é presidente da ONG Movimento Viva Brasil. Jornal do Brasil

Acima está explicita só uma forma de violência, mas, ainda temos outras formas que já deveriam estar extirpadas de nosso cotidiano.
Para a limpeza das tripas, garoto tem de praticamente entrar no boi. A carne ainda está quente e os músculos sofrem breves espasmos, mesmo com o animal já morto. Trabalho infantil

                                                             SANTO AMARO:Mulher tem bebe na porta da maternidade BA



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