segunda-feira, 7 de julho de 2014

“ex-índio” Tupinambarana Van Moreira, revela lado perverso e autoritário da manipulação identitária.

Já há mais de seis anos, quando primeiro percebi a agenda antropológica da reetnicização do Brasil, venho tentando alertar o povo brasileiro para o enorme perigo e para as consequências deletérias e dramáticas do movimento político de reetnicização. Depois de cinco séculos de construção de uma sociedade cujas bases encontram-se assentadas sobre a prática da miscigenação e mestiçagem das populações que se encontraram no Brasil, os resultados “científicos, técnicos e inquestionáveis” da antropologia brasileira indicaram inequivocamente que já era hora de engatar a marcha ré e volta a promover a reetnicização do país. Para tanto, julgaram necessário autorizar e legitimar a prática da Manipulação Identitária.
Esta por sua vez é uma das estratégias de defesa ou de ganho pessoal mais comum, documentado e frequente em toda história da humanidade. Ocorreu e ocorrerá toda vez que um determinado grupo, organização ou estado, dotado de algum tipo de poder, estabelecer critérios identitários para punir ou beneficiar uma determinada população. Sempre que há promessas reais ou fictícias de quaisquer benefícios para um determinado grupo com tais e tais características, a tendência humana lógica é reagir positivamente a este estímulo, no sentido de amoldar-se para encaixar dentro daqueles parâmetros estabelecidos de modo a se tornar merecedor destes benefícios.
Assim, a manipulação da identidade étnica vem se tornando, apesar de perverso, um fenômeno cada vez mais frequente em todo território nacional espalhando-se sobretudo no norte e nordeste do Brasil. Um dos casos mais paradigmáticos é o do sul da Bahia, onde um grupo de militantes politicamente engajados, só muito recentemente passou a se identificar como “Tupinambás de Olivença” com vistas aos benefícios estatais, sobretudo a tão esperada terra indígena. A verdadeira história desta estratégia de manipulação, perversão e corrupção do processo de identificação, delimitação desta terra, e do reconhecimento fraudulento desta suposta “etnia” ou “povo indígena”, ainda está para ser completamente contado, mas enquanto isto, não podemos deixar de divulgar e denunciar os indícios e evidências que revelam, pouco a pouco, a perversidade da estratégia.
O caso do produtor Van Moreira é só um caso de mestiços, dentre centenas de pequenos produtores rurais do Sul da Bahia que estão foram aliciados e induzidos a ingressar no movimento indígena em troca de inúmeros benefícios estatais.
Após perder suas terras em Buerarema (BA), o produtor rural Van Moreira, que produzia cacau, aceitou um convite para se afiliar à tribo Tupinambá de Valença, chefiada por Babau, que se intitula como cacique e lidera invasões no sul da Bahia.
Vídeo com entrevista ao "ex índio": Vídeo
O produtor aceitou participar do bando devido às vantagens oferecidas aos povos indígenas, como o direito à saúde, à educação e à aposentadoria com 55 anos para os homens e 50 anos para as mulheres. No entanto, após conhecer as condições da “tribo”, Moreira decidiu não ser mais índio.
Segundo ele, Babau ordenava que os “índios” tomassem um banho denominado de “Encantado”, composto por folhas podres e sangue de galinha. O ritual também era composto pelo consumo de maconha. Mas a desistência do produtor de fazer parte do bando veio quando o cacique ofereceu a eles um saco com armas, das quais eles podiam escolher alguma a fim de invadir propriedades.
Não é a primeira vez que as mesmas denúncias são feitas e veiculadas em rede nacional. Ainda no início do ano, uma impressionante reportagem da Band revelou todas as  picaretagens, fraudes, perversidades e crimes decorrentes desta estratégia etnogênica. Assista a reportagem abaixo e compreenda a face criminosa deste esquema:

Moreira conta que qualquer pessoa pode se afiliar enquanto índio da tribo, bastando apenas ir até à aldeia e se cadastrar. Na teoria de Babau, todos os brasileiros são descendentes dos indígenas.
O caso de Van é especial, porque depois de conhecer profundamente as entranhas do esquema, este produtor mestiço deixou o movimento quando percebeu do que realmente se tratava: promoção oficializada e legitimada do conflito étnico no sul da Bahia.
Veja a entrevista e confira você mesmo o que Van tem a nos dizer e a nos ensinar sobre o caso Tupinambá.
Certamente o caso de Van Moreira merece e terá maiores análises em breve, a serem publicadas aqui neste Blog, que segue e seguirá denunciando os #Segredos da Tribo.
Edward M. Luz. Antropólogo Livre. Ex-Sócio da ABA.

Um comentário:

  1. amigo chudo,assuntos desse tipo ,nunca interressou ao povão,ainda mais que acabou a copa, eles gostam é de novelas, globo,faustão ,funk, cachaça e forró, quebrar tudo que é publico ,onde entram os politicos e são eleitos e a vida continua, ninguém mais segura esse pais,é triste mais chegamos ao fim do poço. é só olhar nossos parlamentares a origem deles. a culpa? é de quem os coloca lá.

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