sexta-feira, 25 de julho de 2014

Siro Darlan. E pensar que este "homem" já foi responsável pela Infância e Adolescência.


Jean Wyllis é um deputado polêmico, que num país sério não seria eleito nem para vereador de um município. Envolvido em gastos excessivos e em despropósito com suas atividades parlamentares, como refeições em restaurantes à beira de praia. Ele, como Chico Alencar são responsáveis pela aprovação de grandes somas de dinheiro público para a "causa" GLT. De uma só tacada R$ 11.000.000,00.


É nisso que dá ter um sistema de eleição que garante carona a ilustres desconhecidos no voto dos outros. Com apenas 13 mil votos, um participante do Big Brother Brasil virou deputado federal, e com este poder, pode criar projetos de lei que atentam contra o país.
Jean Wyllys, dessa vez, pretende, além de legalizar a maconha (um debate legítimo), conceder “anistia” aos traficantes, que seriam perdoados de forma retroativa *:
O Projeto de Lei 7270/14 prevê anistia para quem foi condenado por venda da maconha. A medida vale para as condenações anteriores à aprovação da lei. Segundo o texto, o perdão é para “todos que, antes da sanção da lei, cometeram crime previsto na lei antidrogas, sempre que a droga que tiver sido objeto da conduta anteriormente ilícita por elas praticada tenha sido a cannabis [nome científico da planta], derivados e produtos da cannabis”.
Em entrevista ao Congresso em Foco, Jean disse que a soltura do traficante é uma questão de coerência. “Se a venda for legalizada, não faz sentido a pessoa continuar presa. A gente precisa ser uma sociedade solidária, discutir. Nós temos a quarta maior população carcerária do mundo”, disse ele hoje.
Antes de libertar "ativistas" que mataram, depredaram e ameaçaram, Siro Darlan posta em rede social o indicativo de sua posterior decisão, alegando que "não representavam perigo à sociedade".
Link: Ao lado de bandidos e contra a população

Vamos lá.
Hoje em dia, vocês sabem, quase todo mundo está nas redes sociais. Eu também — embora só use o Twitter e o Facebook para reproduzir trechos e links dos meus textos. Leio que doutor Darlan, pouco antes de tomar a sua decisão, resolveu fundir Lupicínio Rodrigues, que foi resgatado por Caetano Veloso, com o Hino da Proclamação da República, cuja letra é de Medeiros e Albuquerque, e mandou ver no “Face”: “O pensamento parece uma coisa à-toa, mas como é que a gente voa quando começa a pensar” (Lupicínio), emendando “Liberdade! Liberdade! Abra as Asas sobre Nós!”.
Então… Parece ser, assim, uma mensagem carregada de simbolismos, não é? Fica a sugestão de um desembargador libertário contra, sei lá, a fúria punitiva do estado talvez…  Parece-me um falso paradoxo. Mas como deixar de apontar o que segue?
Caetano é aquele cantor que se deixou fotografar com um pano preto na cabeça, imitando a, como dizem, “estética black bloc”. As “asas da liberdade que se abrem sobre nós” é uma referência ao Hino da Proclamação da República, que também já virou samba-enredo de escola de samba. Não sei qual dos dois o doutor citava…
                                                    Caetano Veloso fantasiado de black bloc: imagem inesquecível
Se há coisa que os black blocs não respeitam é o fundamento da “Res Publica”, da “coisa pública”. Por isso saem quebrando tudo por aí, sejam bens coletivos, sejam bens particulares. Por fragmentos de entrevistas que concedem — eles próprios ou seus defensores —, nota-se que têm uma concepção muito particular de democracia, que despreza os valores consagrados pela maioria da população, que entende que o respeito à lei e à ordem democrática é um pressuposto básico das liberdades públicas e individuais.
O desembargador tomou a sua decisão. Eu lamento que assim seja. E, a meu ver, os valores democráticos também.

Missão cumprida! O desembargador solta os meliantes, que nem mesmo haviam tomado as ruas, iniciaram suas agressões gratuitas. Desta vez repórteres que cobriam o evento foram as vitimas.

Ativistas são libertados, e manifestantes que aguardavam soltura agridem jornalistas

Antes da libertação de seus clientes, o advogado Marino D’Icarahy também criticou a demora para a chegada dos alvarás de soltura. Ele, no entanto, elogiou a atuação do desembargador Siro Darlan:

A atuação de Siro Darlan, além de brilhante e honrada, foi muito corajosa.
O GLOBO

Cinegrafista do SBT acaba hospitalizado após agressões de grupo em Bangu

Ato é repudiado por associações de classe e presidente do Instituto dos Direitos Humanos



Ativistas agridem repórter impedindo-o de trabalhar

Rio - A agressão a jornalistas por manifestantes e parentes dos ativistas libertados ontem causou indignação em colegas, associações de classe e gerou reprovação do presidente do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (IDDH), o advogado João Tancredo, que é ex-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil.
Link: O DIA
Foto:  André Luiz Mello / Agência O 

Pois bem, os acontecimentos nos mostram a realidade, um "homem" com responsabilidades coloca a população novamente à mercê de criminosos. O que fazer? Teremos que fazer nossa defesa? Justiça com as próprias mãos?

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