terça-feira, 16 de setembro de 2014

Corrupção no alto escalão da PM

                                                          Onde estará Sérgio Cabral?

Entendem agora o porque de PMs apoiarem tanto a continuidade do PMDB no Rio de Janeiro?

Jornal do Brasil

Os 24 mandados de prisão expedidos contra policiais militares do 14º Batalhão de Polícia Militar, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, não são exatamente uma novidade. Há mais de dez anos, o problema é o mesmo. Se antes o envolvimento era com caça-níqueis, agora os delitos abrangem cobrança de propina a comerciantes, moto-taxistas e vans. Em 2006, o comandante do mesmo batalhão, coronel Celso Nogueira, foi preso junto com 39 policiais. A moeda de troca mudou, mas a corrupção continua dentro da corporação. Para especialistas, o problema não é regional, muito menos novidade. Esse caso demonstra mais uma vez a decadência moral nas instituições militares.

A ação do Ministério Público é importante, mas não basta. A "limpeza" tem que vir de dentro, com um papel mais forte da corregedoria da Polícia. Essa operação, por exemplo, foi comandada pela inteligência da Secretaria de Segurança e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio. 

Por enquanto as Corregedorias são instrumentos de controle do efetivo, do qual se excluem os oficiais. Os casos são aberrantes e dificilmente seriam de desconhecimentos da CintPMERJ e CGU, como nos caso ocorrido há alguns anos onde dois capitães furtavam cabos de fibra ótica na área do 2º BPM.
Link: Noticia

Enquanto isso, estas mesmas corregedorias protelam apurar casos de abusos de autoridade praticados por oficiais contra praças.
Links: rvchudo
            rvchudo
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A entrada do atual secretário de Segurança do Rio, José Maria Beltrame, trouxe novamente a subordinação desta corregedoria à Secretaria que, para Baía, é prejudicial. “O MP está fazendo seu papel mas a própria polícia poderia dar uma grande contribuição. A Corregedoria deveria ser efetivamente independente, com um trabalho externo à Secretaria”.

A prisão do chefe de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro - considerado o terceiro na hierarquia da PM do Estado - é um duro golpe na imagem da segurança pública, tão exaltada pelo governo do Rio.

O que dizer da segurança pública do estado, carro-chefe do governado do Rio de Janeiro, que quer continuar no poder? A que conclusão chegamos quando um dos principais chefes da Polícia Militar é preso acusado de deixar de reprimir o crime? 
Enquanto isso, Sérgio Cabral, que cumpriu dois mandatos como governador, foi três vezes eleito deputado estadual pelo Rio - sendo presidente da Alerj por oito anos -, e ainda foi senador, se ausenta e não participa de nenhum movimento num momento tão crucial para a política do Rio.
Onde estará Cabral? Deve estar procurando Amarildo.
E o Rio de Janeiro, continuará com esta mesma política?

4 comentários:

  1. Isso acontece a pelo menos 30 anos e não 10 como vc afirma, mas entendo, talvez vc não conheça a PM. E afirmo, enquanto o PM ganhar o salário que ganha pode ser o governo que for, jamais sequer irá melhorar o índice de desvio de conduta na PM.

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    1. Quando não se é vigarista e se quer uma razoabilidade no debate, o bom senso supera a ideologia política. Concordo que não gostei do modo de fazer política do sergio, mas colocar na conta dele a podridão que é a policia, que por sinal o é assim ha muito, e não há dez anos e nem ha 30 não é correto. Acompanho suas postagens mas não devemos (algo que por sinal a policiais fazem, empurra tudo nesse aí) ser levianos e dizer que a culpa é do cabral. Sorte!!!

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  2. Isso é uma questão de caráter, não de salário, quanto ganhava o coronel que está preso ?

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