quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Por que ages assim?


Ao postar esta imagem de um Coronel PMERJ, merecedor de crédito e vitima do Governo Sergio Cabral, pois foi preso e esteve em risco de perder sua patente em nome de uma causa comum a todos os PMs e BMs. Cel. Rabelo sempre esteve à frente da luta pela aprovação da PEC 300, utilizando seus recurso em diversas viagens à Brasília com intuito de pressionar parlamentares nesta aprovação. Os comentários de deboche que iniciaram com esta postagem desrespeitam um seu igual, um policial militar, independente de graduação ou patente.

Existe um compromisso assinado e registrado nas mãos de quem sempre esteve à frente desta aprovação em Brasília, desacreditar e debochar, é uma afronta aos que ainda se manifestam por nós.  Outrossim, existe a figura do Vice Governador na chapa de Garotinho, um Major BM que pôs em risco sua carreira em prol dos militares do Estado do Rio do Rio de Janeiro. Certamente o descumprimento do compromisso vai gerar muita insatisfação, gerando uma onda de manifestações que porão o governo em ”xeque”, como aconteceu com Sergio Cabral.

Não sou admirador de Garotinho, mas dentre os que se apresentam é meu escolhido. Claro que Cabral disponibilizou uma frota de viaturas novinhas, que circulam pelas ruas com vidros levantados e ar condicionado ligado. Até quando baseadas estão nesta condição, motor ligado e a guarnição confortavelmente dentro do frescor que a viatura lhes proporciona, um alvo inofensivo para qualquer meliante que se interesse em mata-los.
Nada como um ar condicionado na viatura

                           Cadê o PM desta cabine blindada comprada a um custo milionário?

Cabral renova esta frota por sua preocupação com o conforto do PM? Claro que não, ele vislumbrou uma oportunidade de fazer caixa dois, quando a quantia paga pela terceirização compra outra em três meses. Uma viatura tem vida útil de dois anos sem manutenção corretiva, só preventiva, que é a mais barata. Então, após decorrido este tempo, são descartadas da PMERJ, iniciando-se outra frota nova. Um excelente negócio para se fazer fortuna com dinheiro público.

Estou na PMERJ desde o final do governo Chagas Freitas e, em todos os que vieram depois presenciei a morte de policiais, aconteceu em todos. Lógico que com o crescimento da criminalidade e do efetivo PMERJ as mortes aumentaram proporcionalmente, não é privilégio de um só governo, é de todos.  Houve  uma época que um grupo de PMs  saia às ruas para matar PM bandido de serviço, garantindo os direitos da família.

Quanto a salários, nenhum valorizou os policiais financeiramente, lembro-me de um que pôs até os PMs para marchar pelas ruas comemorando uma “isonomia” com militares federais, que nunca aconteceu. Por mais estranho que pareça, este mesmo governo quando se referia a aumento,  falava: “aumento por que? Já não têm uma arma e uma carteira de polícia?”, diziam os mais próximos a ele. Estranhamente neste governo só foi excluído policial que fosse pego assaltando, o trabalhador.

Não sou beneficiado em nada com político, como sugeriu um dos comentaristas, faço até um esforço para não ser indelicado neste escrito. Minha vida profissional foi em diversos serviços, a maior parte nas ruas, onde fiz, e presenciei o que a maioria de vocês nem ousam pensar.

Se hoje estamos no patamar financeiro que estamos, devemos isso à iniciativa dos BMs, que ousaram e foram pra cima “delles”, o Estado tem muito mais arrecadação do que se imagina; Cabral, Pezão e Sergio Cortes são provas vivas disso.

Ao contrario do que declarou um dos comentaristas, Vice é uma posição de destaque dentro do governo, assim como Pezão o foi na administração de Cabral, com as UPPs e UPAs de lata. Nossas viaturas merecem e necessitam de blindagem, pelo menos dos vidros. Nossas armas, hoje automáticas ou semi automáticas, merecem manutenção preventiva. Lembram do ataque à UPP do Alemão? Vários policiais declararam falhas nas armas.

                                                 Reclamar pra que? Ninguém tá vendo.

Passando ao Crivella, conhecem o vice dele? Não?  Procure saber entre os militares que serviram com ele.

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