sábado, 25 de outubro de 2014

Jovem iraniana é enforcada por matar estuprador


                                 PT, de mãos dadas com TERROR. Enforcado ou decapitado.


Execução provocou comoção na comunidade internacional


Agencia ANSA

O Irã enforcou na madrugada deste sábado (25) a jovem Reyhaneh Jabbari, condenada à morte por ter assassinado seu estuprador. Apesar dos apelos internacionais, Jabbari, de 26 anos, foi executada em uma prisão de Teerã, a capital do país. A informação da execução foi divulgada pela mãe da jovem, Shole Pakravan. Jabbari foi presa em 2006 pela morte do médico Morteza Abdolali Sarbandi, um ex-funcionário do Ministério da Inteligência do Irã que tentou agredi-la sexualmente. À Justiça, Jabbari negou que tenha matado o médico. Segundo sua versão, ela foi contratada pelo agressor para ajudar a decorar um escritório. O médico, porém, a teria levado para um edifício, onde a estuprou. Jabbari tentou se defender com uma faca, ferindo-o no ombro. Uma campanha para salvá-la foi lançada nas redes sociais. Em um primeiro momento, parecia que os apelos permitiriam uma suspensão temporária da execução. No mês passado, porém, fracassou a tentativa do governo iraniano de intermediar um perdão da família de Sarbandi, que se negou a exercer esse direito, concedido pela lei de guesas ("olho por olho"). Ontem, a jovem recebeu a visita de sua mãe, que relatou que Jabbari estava passando mal e com febre. A mãe também foi até à prisão ao saber da execução, e, com um grupo de 100 pessoas, chorou e gritou pela morte da filha. A ministra italiana das Relações Exteriores, Federica Mogherini, lamentou o enforcamento. "A execução de Jabbari é uma dor profunda", disse a chanceler, em um comunicado. "Todos esperávamos que a mobilização internacional poderia salvar a vida de uma jovem que, no entanto, tornou-se vítima duas vezes.    
A primeira, com seu estuprador e, a segunda, com um sistema que não escutou os inúmeros apelos", criticou Mogherini.    
A organização Anistia Internacional (AI) também condenou a execução, classificando-a como "uma nova mancha para o Irã no tema dos direitos humanos" e "um afrontamento à justiça".    
"Jabbari foi condenada em 2009, ao fim de uma investigação e de um processo profundamente viciados", disse a entidade. 


Um comentário:

  1. qual o espanto? aqui é diferente? e agora vai piorar,policial que matar bandido deve ser decapitado é a ultima moda.

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