terça-feira, 21 de outubro de 2014

(NR 32) ROTEIRO PARA TÉCNICO DE SEGURANÇA EM HOSPITAL

Trabalhar em hospital é mesmo um grande desafio. Dizem que o hospital é um dos poucos ambientes onde podemos encontrar todos os riscos presentes, e isso é a mais pura verdade!

PARCERIAS
Posso afirmar, contudo, que  tendo bons parceiros e tempo para conhecer o local o profissional de segurança irá conseguir se encaixar aos poucos.
Procure logo no primeiro dia de trabalho procure se reunir com os demais integrantes do SESMT, de preferência de um por um… Procure saber quais as demandas emergenciais da empresa, e dessas demandas o que tem sido feito, e o que ainda precisa ser implantado.
OLHO NA NORMA
A NR 32 é um norma bem detalhista, e deve ser sua parceira inseparável! É interessante também dar uma olhada nos matérias da ANVISA, principalmente os que “falam” sobre desinfecção hospitalar, resíduos do serviço de saúde.
CCIH: Procure o pessoal da CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) para trocar uma ideia e para conhecer as áreas onde o risco de infecção hospitalar é maior. As principais deficiências da empresa e quais as opções imediatas e não imediatas de melhoria…
CIPA: O pessoal da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) também é uma galera que merece atenção… Sempre tem algum cipeiro com boas ideias. Sempre tem aqueles que conhecem as deficiências do ambiente, os riscos e as oportunidades de melhoria.
PRODUTOS: Observe também o uso de produtos químicos. Principalmente os que o pessoal responsável pela desinfecção de materiais, limpeza e lavanderia usam.
Conhecer os produtos utilizados não é opção, é obrigação. O rótulo do produto e a FISPQ (Ficha de Segurança de Produtos Químicos) são bons aliados para mostrar a composição, e principalmente, e os efeitos danosos que cada produto pode provocar em caso de acidente…

É IMPORTANTE OBSERVAR TAMBÉM:
PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais): Veja se está consistente com os riscos do ambiente e com as medidas preventivas. Observe o Cronograma de Ações para ver se o PPRA existe somente no papel ou se a empresa realmente cumpre o que ele determina.
PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional): Veja se o PCMSO tem ligação com o PPRA, se os exames estão sendo realizados, se o Relatório Anual está sendo cumprido (NR 7, itens 7.4.6 ao 7.4.6.3). Veja abaixo no remissivo de NRs do NRFACIL . Você pode acessa-lo gratuitamente clicando aqui.

Gestão da CIPA: Veja se as reuniões estão sendo feitas. Se a gestão da CIPA está correndo normalmente dentro do que a NR 5 determina.
Compra de EPIs: Verificar se a empresa tem adquirido os EPIs necessários, se tem EPIs no estoque e se os CAs (Certificado de Aprovação) estão em dia.
- Ficha de EPIs (Equipamento de Proteção Individual): Observar as ficha de EPIs, se estão sendo preenchidas.
Dosímetros do pessoal do Raios X: Verificar se a carga de radiação recebida pelos trabalhadores está dentro do limite recomendado pelo CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear).
EPIs do pessoal do Raios X: Verificar se estão usando corretamente.
Pessoal dos serviços de limpeza: Orientar e garantir que usem os EPIs recomendados e que sigam as demais orientações de segurança.
Lavanderia Hospitalar: A lavanderia hospitalar se divide em duas áreas, suja e limpa. Cada área tem um tipo de trabalho e cada tipo de trabalho gera riscos particulares.
O Risco biológico é muito presente na área suja. O risco de contaminação pode ocorrer no momento de recebimento e manuseio das roupas sujas vindas dos aposentos dos internados, bem como, da UTI, centro cirúrgico e outros.
O uso de EPIs é muito importante, é claro que os riscos precisam ser observados e tanto os EPIs quanto os EPCs devem ser adequados ao risco da atividade.
Brigada de Incêndio/Emergência: Observe se existe obrigatoriedade da Brigada de Incêndio (as NTs/ITs do Bombeiros estaduais são as normas que determinam a obrigatoriedade).
Sinalizações: De saídas de emergência, extintores, espaços restritos, pois nunca se sabe quando vai ocorrer um sinistro ou uma visita da fiscalização.
- Plano de Prevenção de Riscos de Acidentes com Materiais Perfuro Cortantes: A NR 32 dá o caminho. 

Treinamento de integração
É muito importante para apresentar os ricos presentes no ambiente de trabalho ao trabalhador recém-contratado.
Não importa o tamanho do estabelecimento, esse treinamento é sempre necessário na contratação, periodicamente e sempre que surgir mudanças no processo de trabalho e riscos novos.
Lembre-se, instruir o empregado sobre os riscos presentes no ambiente de trabalho é lei NR 1.7 e NR 32.2.4.9. Veja abaixo no remissivo de NRs do NRFACIL. Você pode acessa-lo gratuitamente clicando aqui.

CCIH – Comissão Controle de Infecção Hospitalar
Se está trabalhando ou irá trabalhar em hospital é imperativo que conheça o pessoal que faz parte da CCIH.
Técnico de Segurança do Trabalho tem que saber fazer parcerias, desprezar parceria com a CCIH seria burrice!
ÁREAS DE RISCO
Risco na sala de raios X.
Verificar se os trabalhadores do setor estão usando os EPIs obrigatórios e principalmente, se não estão extrapolando  a carga de exposição à radiação ionizante recomendada (em caso de trabalhar mais horas do que o permitido aumenta o perigo com radiação ionizante)

Dosímetro
É usado para registrar a carga de radiação recebida pelo trabalhador.
Normalmente cada usuário tem 02 dosímetros de cores diferentes, cada mês é utilizado um. Eles devem trocados e enviados para o laboratório de sua preferência mensalmente para que registrem as doses de radiação recebida por cada usuário. Depois o laboratório deve enviar um relatório com as doses de todos os usuários.

Medidor de radiação do ambiente
É usado para medir a radiação liberada pelo equipamento emissor,  o líder no segmento é o Contador Geiger esse necessita ser calibrado. Veja abaixo no remissivo de NRs do NRFACIL. Você pode acessa-lo gratuitamente clicando aqui.

Implantar o Plano de Proteção Radiológica – PPR. O Plano de Proteção Radiológica visa dentre outras coisas, manter a carga de radiação mais baixa possível.

EPIs indicados
Os que estão descritos no Plano de Proteção Radiológica da unidade.
Área de isolamento
Ter atenção a pessoas não autorizadas e não protegidas por EPIs trafegando no local.
Todas as pessoas envolvidas devem usar EPIs indicados pela Comissão Interna de Controle de Infeção Hospitalar e SESMT do estabelecimento.
No local devem permanecer somente pessoas indispensáveis como familiares e o pessoal que trabalha no hospital, enfermeiros, médicos, etc.
UTI – Unidade de Terapia Intensiva
Ter atenção ao tráfego de pessoas não autorizadas e não necessárias ao andamento do trabalho.
É importante também observar se as pessoas do setor estão usando os EPIs indicados corretamente e constantemente.
Precaução de toque
As pessoas que trabalham em hospitais tem que tomar cuidado com o toque em pessoas portadoras de doenças contagiosas.
Às vezes um simples abraço em uma pessoa infectada pode transmitir doenças, até graves.
Esse é um assunto muito delicado e tem que ser tratado da mesma forma. Ás vezes é difícil conscientizar de que restrição do toque é necessária, más, é importante sempre dar nosso melhor.
Cabelos
Devem estar sempre amarrados. Cabelos soltos podem passar em locais contaminados, e com isso transmitir a doença.
Não é permitido o uso de anéis, pulseiras, etc.
Anéis e outros adornos podem ser tornar esconderijo de doenças, vírus ou bactérias, e ainda atrapalham a colocação das máscaras por isso não devem ser permitidos no local de trabalho. Veja abaixo no remissivo de NRs do NRFACIL. Você pode acessa-lo gratuitamente clicando aqui.

RISCOS POR AMBIENTE
Riscos que estão expostos os trabalhadores da Copa/Cozinha
Fatores de Risco:
 Calor ambiente:A colocação de exaustores é obrigatória (NR 32.10.7) para amenizar o problema. Veja abaixo no remissivo de NRs do NRFACIL. Você pode acessa-lo gratuitamente clicando aqui.

http://www.nrfacil.com.br/index.php/2014-04-09-18-43-14/playlist-de-nrs
Incêndio :É necessário manter extintor nas proximidades do local.

Queimaduras:Treinamentos sobre forma correta de trabalho é um aliado importante para evitar esse tipo de acidente. Os EPIs (luvas térmicas) são indispensáveis.

Risco de queda :Ocorre por causa de escorregões causados gorduras (óleos) derramados no piso. Manter o piso sempre limpo e isento de gorduras é a medida indicada para evitar esse tipo de acidente.

Lesões, LER, DORT: As lesões geralmente ocorrem com mulheres, nas regiões da coluna e braços, etc, Acontecem normalmente por causa de manuseio de panelas e objetos pesados no momento de lavar ou guardar. Treinamentos, e presença de homens no setor são medidas indicadas para evitar os acidentes.

Trabalho noturno ou jornadas estendidas
Trabalhar nessas condições é sempre um fator de risco a mais. Além da orientação ao trabalhador, é importante manter contato com o chefe do setor, sempre dialogando e reportando possíveis problemas.

Materiais inadequados ou defeituosos
É importante manter um bom diálogo com equipe, e chefe de setor para poder ajudar a corrigiressas falhas sempre que necessário o mais rapidamente possível.

Iluminação inadequada
É um causador de risco de fácil solução. Na maioria dos casos apenas substituir lâmpadas queimadas resolve o problema. Às vezes será necessário instalar mais lâmpadas. Ou se estiver muito claro, retirar…
É importante medir a luminosidade periodicamente, adequar a legislação vigente (NBR 5461) e colocar o resultado da medição e as medidas corretivas no PPRA.
 FONTE: segurancadotrabalhonwn 

3 comentários:

  1. Olá Ricardo: li seu trabalho acima. Ótimo. Faltou apenas os cuidados com acidentes que possam expor pessoal médico à AIDS, quais os procedimentos , etc. No mais está muito bom seu trabalho. Aliás você já postou matéria minha( Coordenador de Hardware do NRFACIL) e citou a fonte, o que achei muito ético de sua parte. Obrigado por sua atenção. Meus respeitos! Amaro Walter

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  2. Metade de matéria é igual a essa.....quem copiou de quem??

    http://segurancadotrabalhonwn.com/dicas-para-tecnico-de-seguranca-recem-formado-em-hospital/

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    1. Certamente eu copiei de uma fonte, que está indicada no final do texto.

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