quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Rio de Janeiro. Ganhe quem ganhar, a sociedade continua perdendo.


Acompanhamos nos últimos anos o crescimento da criminalidade no Rio de Janeiro. Regiões antes de certa forma pacificas, hoje se transformaram em centros de violência nunca antes imaginados. Na Capital, é visível a falta de respeito para com as instituições de segurança pública, que dirá com o cidadão.

Além dos ataques e assassinatos de policiais, eles estão partindo diretamente para suas instalações, é o Estado sendo diretamente atacado.
Essa merda, era uma base de UPP. Contêiner no Morro do Gambá, no Complexo do Lins, ficou completamente destruído após o incêndio

Sedes de UPP são atacadas e seus policiais, no menor descuido são mortos. Então suponho que o alvo é a UPP política, único sustentáculo, até o momento do governo PMDB. Se falho, ainda é bem visto pela maioria da sociedade ordeira, repito, ordeira.


Antes do primeiro turno, cogitaram que Garotinho tenha sido o mentor de ataques às UPPs, o que não se justifica agora, já que continua na mesma situação. Se no inicio a política fez trato com traficantes para uma implantação “ordeira e pacifica”, algo deu errado neste percurso.

Os maiores beneficiados com as UPPs foram os traficantes, já quer a venda de droga rola solta nas comunidades. Nem é preciso adentrar, um sofisticado sistema de “moto táxi” se encarrega da segurança de quem não quiser adentrar, é o “Delivery" da droga. Mais gente se beneficia.

Não houve despesas de “mão de obra” com soldados, olheiros e outros “profissionais” do tráfico, já que estas funções, indiretamente, foram assumidas pela PMERJ e seu efetivo. Mas também houve a parte descontente com esta modalidade de policiamento, os parentes dos “funcionários” dispensados, que garantiam o sustento da família com seu “trabalho”; são estes que apoiam integralmente a volta do tráfico em sua antiga plenitude, como “donos” absolutos do território que consideram deles.

Nossa política é nojenta, não se importando com quantas vidas sejam ceifadas por sua leniência no trato da questão. Em comunidades todos sabem de tudo, se são passivos com a questão, é porque sabem que há um modo de extinguir de vez com o poderio bélico dos meliantes, mas, não confiam na polícia política.


Então, nas comunidades temos dois grupos, uma minoria que vive direta ou indiretamente  do tráfico e uma maioria que se tornou refém do medo e da falta de confiança nas ações da polícia política.
Os “dimenor” endeusam os “chefes da favela”, por seus atos ousados contra o Estado e a sociedade, sendo preciso desmistificar seus “ídolos”, para mostrar que as leis imperam em beneficio da coletividade.


A partir do momento que não mais vejam seus pseudo “ídolos” em imagens com armamentos em mãos e passem a vê-los sob o jugo da mão pesada da Lei garantida pelo Estado, de certo que não mais os terão como referência em suas vidas.



Então, é com tudo e todos pra cima deles, bandido  bom é bandido morto e exposto como exemplo. É bom que comecem a “limpeza” antes que fiquem confiante em atacar quarteis e até a própria sede do Comando das UPPs, que sei que é bastante vulnerável.


Mas, em tempo, poque não ouvimos nada negativo vindo da UPP Batan em Realengo? Pensem, se não conseguirem a resposta, volto depois.



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