quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Terrorismo nunca mais?

Décadas atrás, com a volta dos exilados e formação dos primeiros partidos políticos, vimos uma onda de assaltos a bancos e principalmente a carros fortes. Estranhamente isto se dava próximo às eleições, quando precisavam se capitalizar para cobrir os custos de campanhas, que nunca foi barato.

Os ataques tinham características especiais, antes não usadas. Armas pesadas, cerco a rodovias com veículos pesados, granadas, explosivos e fogo.


Hoje, com estes “partidos” enraizados em diversos estágios da administração pública, onde captam dinheiro fartamente dos cofres públicos, os assaltos mirabolantes praticamente acabaram, só acontecendo quando uma verba extra é necessária.

Mas o jogo do poder continua. Nestes últimos dias que antecedem a eleição, noticias são veiculadas sobre queima de ônibus e, no Rio de Janeiro, as áreas “pacificadas”, antes numa calma aparente, explodem em ataques diversos. O terror em chamas.

Não são simplesmente ações de traficantes, se na implantação das UPPs acordos foram feitos para que não houvesse confrontos, hoje novamente estes acordos estão sendo negociados. UPP, um GPAE superdimensionado, ainda é um ponto forte neste governo que finda, nada mais apropriado que pô-lo em descrédito perante a opinião pública, agora o PMDB tem adversários com requintes terroristas.

No inicio da implantação foi colocado para os traficantes que o custo de “mão de obra” seria reduzido drasticamente, pois, a segurança e as armas seriam do Estado, que protegeriam a comunidade de invasão estranha (rival).

Se o inimigo dos meliantes que hoje voltam as comunidades fosse a UPP, esta seria alvo fácil, já que num caminhar nas redondezas das comunidades, vemos policiais confortavelmente sentados dentro das viaturas baseadas, com motor e ar condicionado ligado, reduzindo em muito qualquer chance de resistência perante um ataque armado. 

Outrossim, se um olhar mais critico vislumbrar as instalações da antiga fábrica Coca Cola, onde hoje é o Comando das UPPs,vê-se que é vulnerável, um planejamento de ataque ousado vitimaria a maioria dos policiais que ali estivessem. A intenção é outra, é desacreditar a PMERJ no seu modo UPP, ainda mais agora, com o alto comando em evidência nos últimos relatos de corrupção.


Neste "fogo cruzado" a vitima fatal é o policial, com suas armas sem manutenção preventiva, viaturas sem a mínima blindagem e abrigados em contêineres de lata.


As ações são dignas de terroristas que ditam o que deve ser feito e, nada mais intimidador para uma sociedade ordeira do que ônibus incendiados e tiros por todo lado em plena luz do dia.

Algo muito estranho em nossa disputa política, Os fins justificam os meios, a história se repete. Esta ideologia está na política através de alguns partidos que disputam o governo deste Estado.

Qual o acordo que está valendo hoje?

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