quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Vamos falar de coisas boas da PMERJ? Emir Laranjeiras é uma delas.



Foi na PM do antigo Estado do Rio de Janeiro, em 1965, que Emir Larangeira ingressou como soldado raso, algo que o orgulha sobremaneira, pois descobriu por vias do acaso a sua verdadeira vocação: ser policial-militar. E assim ele seguiu a sua sorte: no ano seguinte ingressava por concurso na antiga EsFO (Escola de Formação de Oficiais), permanecendo no serviço ativo até o ano de 1990, ano em que concorreu a uma cadeira de Deputado Estadual e foi surpreendentemente eleito por seus companheiros da PM e numerosos amigos.


Polêmico e escritor. Esta é a definição que Emir Larangeira, tenente-coronel reformado da PMERJ, faz de si próprio.
Polêmico, sim, porque não tem medo de dizer o que pensa. Prova disso é o teor explosivo e chocante de seu mais recente conto, Rio Violento (leitura altamente recomendada), e também de alguns outros contos e artigos já publicados, como o que ele discorre sobre o filme "Tropa de Elite" e sobre o livro "Elite da Tropa", e ainda um outro em que ele critica o Regulamento Disciplinar da PM do Rio. Ele não tem medo de abrir a caixa de pandora. E como diz o velho ditado, “mais vale uma verdade que dói do que uma mentira que conforta”.
Além de polêmico, é também um primoroso escritor, com estilo original, realista, sem meias-verdades. Suas obras são de leitura muito agradáveis, e nos jogam no epicentro da trama.
Emir é um escritor experiente. Seu primeiro livro,“Profissão Traficante”, foi lançado no ano 2000, seguido de“Operação Arabesco - Tráfico no Asfalto”. Portanto, muito antes dos lançamentos dos livros “Elite da Tropa” e “A Verdade da Tropa”, em 2006, ele já desnudava de forma muito mais realista a conjuntura da violência urbana; suas causas, conseqüências, suas diversas facetas, do pobre marginalizado ao rico drogado. Em 2001, no livro de contos “Bairro de Lata”, já dizia que “é o uso que faz o tráfico, e não o tráfico que faz o uso”. Aquela cena do filme “Tropa de Elite” na qual um certo capitão joga na cara do usuário que é ele quem financia essa merda o tráfico de drogas não faz você se lembrar da assertiva do Emir Laranjeira? Talvez estejamos reinventando a roda...
Em seus oito livros já publicados, ele aborda com propriedade o caos das favelas e a vida de seus moradores, o cotidiano sofrido dos policiais militares, o dia-a-dia do quartel, o submundo não-oficial se relacionando com o mundo oficial... E muito mais, muito mais.
Em seus romances e contos, ele mistura com maestria dissertação, descrição e narração; com todos essas composições textuais se entremeando, o conjunto da obra não poderia deixar de ser magnífico.
Dia 27 de outubro o escritor Emir Larangeira nos presenteia com mais um livro, FOGO URBANO.


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