domingo, 23 de novembro de 2014

A Brigada proibida de se chamar "31 de março"


Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva
 A 4ª Brigada de Infantaria Leve, conhecida como BRIGADA 31 de MARÇO, é um dos orgulhos do Exército Brasileiro. Sua sede localiza-se em Juiz de Fora/MG.  Suas unidades, da dita arma base, ostentam passado de glórias que marcaram a história militar: o 10º Batalhão de Infantaria Leve-Batalhão Marechal Guilherme Xavier de Souza em Juiz de Fora/MG, o 11º Batalhão de Infantaria de Montanha-Regimento Tiradentes em São João del Rei-MG e o 32º Batalhão de Infantaria Leve-Batalhão D. Pedro II em Petrópolis/RJ (recusou-se a cumprir ordens no sentido de barrar o constituído Destacamento Tiradentes que se deslocava das “alterosas”) que, no ensejo da Revolução de 1964, juntos desceram as montanhas naquele dia, vindo a constituir atualmente a já tradicional grande unidade de elite da Força Terrestre, que ostentava até pouco tempo o nome do movimento redentor que livrou a Pátria da implantação do regime comunista.
 Hoje está denominação está proscrita/proibida de ser referenciada no Exército, o que constitui afronta sem precedentes aos brios da Força Terrestre, nos dias de hoje tiranicamente “entregue ao Deus dará” por um alto comando que, até provas em contrário, está aceitando de tudo até agora por motivos estranhos e, até mesmo, inexplicáveis, subserviente ao aparato de um governo “comunopetista”, onde pululam os inimigos, algozes declarados das Instituições Armadas do País. Nunca, jamais em minha vida de militar de carreira, cheguei a imaginar que tivesse que conviver com este tipo de realidade, contra qual não vou me cansar de protestar, proclamando destemidamente, alto e bom som porque estou cheio de razão, a minha indignação maior pela cova putrefata onde estão abandonando o Exército do Duque de Caxias.
 Em minhas matérias publicadas, primeiramente me espantava apenas o Ministério da Defesa e seus titulares, civis absolutamente despreparados para o exercício da função, em pasta por demais específica para leigos/amadores no mister, sem nenhuma afinidade com a profissão das armas.  Mas, afinal de contas, como não associar as idiossincrasias destes “ministros” travestidos em generais da banda, vergonhosamente avessos a qualquer atitude que pudessem tomar em defesa do brio de nossas FFAA, costumeiramente vilipendiadas, abandonadas por lamentável e suspeito posicionamento omisso dos integrantes do seu alto comando?
 Hoje a nossa Brigada de Infantaria de Montanha não pode mais estufar o peito e ostentar sua denominação heróica, “31 de Março”. Com certeza Pedro Dalari, o verdugo da CN”M”V, deve estar vibrando! E o desmanche não vai ficar somente por aí! Nossos inimigos vão querer as FFAA, de joelhos, pedindo desculpas à nação por tê-la salvado! Atenção! Reserva Raivosa (quanta injustiça!), remadores musculosos/aqueles do “tranco forte”, pastores de ovelhas/aqueles que acham que o EB nunca esteve tão bem comandado e administrado, está na hora de se imaginar qual vai ser o oficial-general de quatro estrelas que vai aceitar/assumir este desígnio de “bastardo inglório”! Sim porque, do jeito que as coisas vão, vamos acabar tendo que testemunhar este desastre sem precedentes!
 Alerta! Já em 2012, um oficial-general, comandante militar de área, declarou o seguinte: -”O profissionalismo e o sentimento democrático dos oficiais contemporâneos decorrem dessa dupla experiência: primeiro, do aprofundamento das conquistas democráticas no país (“o Brasil mudou”, disse o general) e do alinhamento dos novos oficiais a seus deveres legais e constitucionais. É de se perguntar a este iluminado pelo espectro estelar: no que o Brasil está transformado agora? Será que ele aceitaria pedir desculpas ao povo brasileiro pelo que nosso Exército fez em 1964?
 Enfim, hoje em dia, nada mais nos deve surpreender.
Segundo Dalari: relatório "impactante" provocará "uma situação muito constrangedora no País". "A sociedade vai se virar para as FFAA, para a presidente, para o governo, esperando uma atitude. E o que é pior, como esses atuais comandantes [das FFAA] vão deixar seus postos, eles deixarão bomba armada para seus sucessores”.  
 Eu convivi com oficiais-generais que não aceitariam esta provocação descabida. Será que eles ainda existem? Mas, quem viver verá!
Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior, na reserva.


2 comentários:

  1. Os três comandantes chefes das FAS. Já morreram e se esqueceram de deitar. Vão pro lixo da história do ex glorioso EB

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  2. Ao que parece, nossas FFAA encontram-se acéfalas, já que aqueles que deveriam comandá-las nada apitam!

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