quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A "onça já aceita ser provocada sem reação negativa"


Na manhã desta quarta feira dia 5 de novembro às sete horas da manhã lá estávamos, em forma para o hasteamento do Pavilhão Nacional. As atenções já estavam voltadas para o pequeno grupo, que após demonstrar seu respeito ao símbolo da Pátria, passou a exibir impressos sobre a fraude na eleição para presidente. Os militares que naquele horário faziam seu exercício físico matinal, também não se continham em observar e ouvir o que dizíamos, sempre demonstrando aprovação, quer nas palavras em tom baixo, quer no movimento e sinais.




Não era a primeira vez que lá nos manifestávamos, na outra oportunidade, em julho, fomos abordados e intimados a nos retirar do local, já que é uma área militar, onde é vedado manifestação deste tipo. Ousamos e discretamente continuamos nosso protesto, sendo seguidos por uma guarnição da PE, que nos intimidava com ameaça de prisão.

Desta vez um militar da 1ª D.E. nos abordou para saber sobre nosso intento, sendo procedido por um Major da PE que fazia seu exercício matinal, sempre com respeito à nossa manifestação, não havendo reprimenda, só o habitual aviso sobre a ilegalidade naquele local.



Então, percebendo o incomodo causado defronte àquela unidade sob Comando de Oficial General, saímos andando e, abrimos a faixa, que ao meu ver, dizia muito sobre o que pretendíamos, “General melancia Não”.


Ao contrário da vez anterior, não fomos impedidos, percorremos toda aquela extensão de pista sem sermos incomodados, fomos abordados por militares que dispersamente ali se exercitavam, buscando conversar conosco, o que rendeu demorados papos e trocas de ideias, estávamos em casa.


Considerando nossa missão executada, decidimos partir, não sem antes conversar também com acompanhantes que, de moto, nos observavam. Foi a eles explicado quem éramos e qual nossa intenção e explicado que atingimos nosso objetivo, que naquele momento iriamos partir. De imediato, com o tradicional respeito de nossos militares, saíram com destino à sua base.


Do manifesto observamos o seguinte, embora afrontados em seu quintal, aceitaram a provocação, assim como a onça afagada sem mostrar os dentes. Não é preciso nem mais a vara curta para cutucar a onça, ela sabe quem são seus inimigos.


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