quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Conhece esta maravilha do governo PT? A Ponte Betinho?


BRASÍLIA - A Comissão de Cultura da Câmara aprovou, na tarde desta quarta-feira, a mudança do nome da Ponte Rio-Niterói. Desde sua inauguração, levava o nome do presidente Costa e Silva. Pela proposta, de autoria de Chico Alencar (PSOL-RJ), a ponte passaria a ser oficialmente chamada de Herbert de Souza - Betinho, sociólogo que foi exilado e, após a anistia, se engajou numa luta de combate à pobreza e à fome. O projeto ainda será votado na CCJ da Câmara e, se aprovado, seguirá direto para o Senado.
O projeto atende a um apelo de movimentos de direitos humanos e vai na direção do que prevê o Plano Nacional de Direitos Humanos do governo federal, que estimula a alteração de logradouros públicos com nomes de autoridades ligadas ao regime militar.
“A escolha do Betinho deve-se à sua incansável luta pelos direitos humanos no período ditatorial e pela sua condição de símbolo dos exilados e da anistia. Retornando ao país, Betinho empenhou-se pela dignidade das populações vulneráveis e foi incansável na luta contra a discriminação aos portadores do HIV”, justificou Chico Alencar no projeto.
Na comissão, o projeto foi relatado pelo deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), que deu parecer contrário. Ele argumentou que Costa e Silva deixou relevante legado para todos os brasileiros com a "sua luta pela democracia e justiça social".
— De fato, Herbert de Souza merece ser homenageado pela nobre tarefa em favor dos desamparados. Mas a mudança da denominação da ponte não deve parecer um ato de confrontação ideológica. Não se apagam os grandes acontecimentos que sedimentam o passado sem desencadear ressentimentos ou emoções. Como o general Costa e Silva faz parte da história militar brasileira, Betinho deve permanecer em nossas mentes e corações como exemplo de vida — argumentou Onofre Agostini.
O parecer de Agostini, porém, foi derrotado por 6 a 1. Então, Agostini pediu verificação de quórum, antes de ser votado o parecer contrário ao seu, relatado por Jandira Feghalli (PCdoB-RJ). Se fosse verificado o quórum - que é a contagem para verficiar se há número mínimo de deputados inscritos - a sessão cairia. Os deputados presentes convenceram Agostini a suspender o pedido de verificação. Assim, também por 6 a 1, o relatório de Jandira foi aprovado. A deputada lembrou que muitas escolas batizadas com nomes de antigos militares desse período já mudaram de nome.
— Não cabe mais homenagem a indivíduos que, notadamente, tenham cometido crimes e perpetrado violações de direitos humanos no período da ditadura. É necessária a reconstrução da narrativa oficial. Nada mais justo à memória de Betinho e à memória do povo brasileiro a mudança do nome da atual ponte — defendeu Jandira Feghali.
A presidente do grupo Tortura Nunca Mais, Victoria Grabois, comemorou a aprovação pela comissão de Cultura da mudança do nome da ponte. Ela disse que a esperança agora é que o projeto tramite rapidamente pelas demais comissões da Casa, a tempo de ser aprovado em plenário antes do fim do ano legislativo. Victoria teme que, se o projeto ficar para a próxima legislatura, ele acabe engavetado.
— Eu acho maravilhoso que isso tenha acontecido. Já é uma grande vitória que tenham aprovado a retirada do nome de um ditador para colocar o de uma pessoa que lutou pela democracia e pela justiça desse país. Mas não sei se dará tempo de aprovar nesta legislatura. A composição do novo Congresso tem uma tendência direitista e conservadora.
                               Cap. Chandler com o corpo perfurado por rajadas de metralhadora.
                                                              Corpo do Soldado Kosel
                                                              E os assassinos deles?
O presidente da Comissão da Verdade do Rio, Wadhy Damous, classificou a decisão de “uma vitória simbólica da democracia brasileira”, uma vez que, na opinião dele, a permanência do nome do presidente Costa e Silva é “inaceitável”.
— Considero uma ótima notícia, que conta com meu integral apoio. Betinho foi um grande brasileiro. É inaceitável ainda termos ruas, pontes, escolas com nomes de ditadores, de pessoas que atentaram contra a democracia e os direitos humanos. Isso é deseducativo. Dá a entender que cultuamos e homenageamos ditadores.
Irritado com a proposta, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP) disse que pretende colher assinaturas de 51 deputados para impetrar um recurso na Câmara, com intuito de dificultar a tramitação do projeto na Casa. Segundo Bolsonaro, como o projeto tem caráter terminativo, se não houve recurso, ele iria direto para análise do Senado. Bolsonaro criticou o deputado Chico Alencar, autor da proposta, dizendo que “ele poderia propor colocar o nome de Fidel Castro (ex-presidente de Cuba) na ponte”. “Poderiam também propor trocar a estátua do Cristo redentor por um busto de Fidel”, ironizou.
— Fico pasmo. Estão reescrevendo a história. Não basta a Comissão Nacional da Verdade caluniar as Forças Armadas diuturnamente. Agora querem dar o nome da ponte a quem não merece. Sem as obras dos militares, o Brasil não existiria Os militares fizeram a Usina de Angra, a duplicação da Via Dutra e Itaipu Binacional. Médici negociou com a ONU o aumento do mar territorial brasileiro de 12 para 200 milhas náuticas. Sem isso. não teríamos o pré-sal de hoje. Médici construiu 15 hidrelétricas.
Um governo que nada construi se apossa de construções fantáticas rebatizando com nomes, que embora tenham certo valor, nenhum mérito podem levar nestas obras importantes.
Teimam em chamar os militares de assassinos e esquecem que seus grupos armados ou não fizeram grande numero de vitimas, principalmente inocentes.

Um comentário:

  1. Por que não muda o nome do Brasil p/ BRASCUBA.....
    A juventude brasileira iria adorar, não querem estudar porque passam de direto,vivem só ligados nos sms,whatapps davida ,baile funk,sacanagem drogas e etc....
    E ainda dizem que poderia mudar a história, já tá velho broxa!!!!

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